domingo, 29 de setembro de 2013

A Associação Marroquina de Direitos Humanos envia comissão para visitar as cidades de Assa e Zak (Sul de Marrocos)



O departamento Central da Associação Marroquina de Direitos Humanos decidiu enviar uma Comissão para visitar as cidades de Assa e Zak com o objetivo de investigar os acontecimentos ocorridos na região no dia 21 de setembro de 2013, durante os quais as forças de segurança intervieram com violência, resultando feridas varias pessoas, com a invasão de domicílios e a destruição de bens, assim como o falecimento do jovem saharaui Rachid Chein.
 
 Rachid Chein, o jovem saharaui assassinado
pelas forças policiais marroquinas
A comissão iniciará o seu trabalho na próxima segunda-feira, 30 de setembro de 2013 na cidade de Guelmim.


Comissão da União Africana convida Christopher Ross

  
A Presidente da Comissão da União Africana, Nkosazana Dlamini Zuma, em carta dirigida a Ban Ki-Moon, convida o Enviado Pessoal do Secretário-Geral das Nações Unidas para o Sahara Ocidental, Christopher Ross, a visitar Addis Abeba.

Nkosazana Dlamini Zuma informa Ban Ki-Moon da decisão da UA de mandatar a Comissão no sentido de trabalhar a favor da organização do referendo no Sahara Ocidental, solicitando a presença do seu Enviado Pessoal para o Sahara Ocidental, Christopher Ross em Addis Abeba, para coordenar o trabalho entre as duas organizações, que compartilham uma especial cooperação sobre a questão do Sahara Ocidental, tendo em conta que foram as duas organizações que apresentaram as propostas conjuntas às partes — Marrocos e Frente Polisario — em 1988.

A Frente Polisario e Marrocos vieram a aceitar estas propostas conjuntas, conhecidas posteriormente por Plano de Resolução de 1991, em virtude do qual as partes aceitam organizar um referendo e um cessar-fogo. Porém, Marrocos persiste em livrar-se desses compromissos e obrigações negociadas e subscritas sob os auspícios da ONU e da UA.

Depois de duas décadas, afirma a carta de Nkosazana Dlamini Zuma a Bank i-moon, o parceiro africano faz um apelo à Organização das Nações Unidas para que trabalhe a favor de ultimar o processo de descolonização do Sahara Ocidental, em conformidade com as resoluções e as responsabilidades das duas organizações em relação a esta questão.


Fonte: spsrasd

Guelmin: criança saharaui brutalmente ferida pelas forças repressoras marroquinas



No dia 26 de setembro (quinta-feira) 2013, as autoridades marroquinas, na cidade de Guelmin, atacaram selvaticamente o menor saharaui, Mohamed Ould Abdel, durante as manifestações pacíficas que tinham lugar, em repudio pelo assassinato do jovem saharaui, Rachid Echine na cidade de Assa, (sul de Marrocos), ferido mortalmente por dois tiros pelas costas disparados por um polícia marroquina quando participava numa concentração pacífica.

O menor espancado pela polícia marroquina, apresenta a maioria das lesões a nível da cabeça (ver vídeo publicado pela rede Radio Maizirat ).

A família do jovem saharaui Mohamed Ould Abdel faz um apelo a todos os organismos e organizações a que defendam os direitos humanos, e toda a sociedade civil, e que denunciem estas violações graves dos direitos humanos, praticadas pelas autoridades marroquinas contra crianças saharauis.

Fonte: rede Radio Maizirat

sábado, 28 de setembro de 2013

Explosão de uma mina destrói veículo todo-o-terreno


A 26 de setembro de 2013 (quinta-feira), uma mina explodiu contra um veículo do tipo 4x4 na zona de “Dakmar” a 3 quilómetros da zona de “Amhairiz”/Sahara Ocidental.

Na viatura encontrava-se o jovem saharaui “Haidala Almousawi” de 28 anos de idade, que afirmou estar a conduzir a viatura quando à 1:00 hora da tarde ter sido surpreendido pela explosão da mina que causou a destruição do auto todo-o-terreno e lesões no condutor a nível das costas, pélvis e ombros.

A vítima permaneceu esperando durante 6 horas, aguentando os sofrimentos, até que uma ambulância o levou às 7:00 da tarde para o hospital militar na cidade de Dakhla/Sahara Ocidental, onde foi submetido a exames rápidos para ser más tarde forçado a abandonar o hospital, apesar do seu estado de saúde requerer atenção médica e cuidados intensivos.

“Haidala Almousawi” achou estranho estas medidas, que qualifica de inumanas, questionando-se das razões pelas quais o médico do hospital militar lhe ordenou que abandonasse o hospital apesar de ter vários ferimentos, e depois a gendarmaria marroquina insistir em o intimar pedindo-lhe que regressasse ao local da explosão da mina para ouvir o seu testemunho e completar o processo de averiguações, apesar das suas feridas não terem sarado.


Fonte: CODESA

Espanha: Grupo de deputados e senadores inicia amanhã visita ao Sahara Ocidental

Além de Joan Josep Nuet (Izquierda Plural) — o primeiro a contar da esquerda — , integram a expedição o senador do PNV Jokin Bildarratz, assim como os deputados do PSOE, UPyD, Amaiur y Compromis, Odón Elorza, Toni Cantó, Jon Iñarritu e Joan Baldoví.

Madrid, 28 set (EFE).- Deputados e senadores do PSOE, da Izquierda Plural, UPyD, PNV, Amaiur y Compromis, integrantes do intergrupo parlamentar de amizade com o Sahara Ocidental, iniciam amanhã, domingo, uma visita de trabalho de três dias de duração a este território.

A visita, de que foram previamente informadas as autoridades espanholas, marroquinas e saharauis, procura obter informação em primeira mão da situação que se vive no Sahara a partir do testemunho direto dos seus habitantes, porta-vozes de coletivos e instituições de toda a índole.

"Queremos conhecer e compreender o que se está passando", explica numa nota à imprensa Joan Josep Nuet, deputado da Izquierda Plural recentemente eleito coordenador do Inter Grupo de Amistad con el Sahara Occidental.

Além de Nuet, integram a expedição o senador do PNV Jokin Bildarratz, assim como os deputados do PSOE, UPyD, Amaiur y Compromis, Odón Elorza, Toni Cantó, Jon Iñarritu e Joan Baldoví, respetivamente.

A viagem terá início amanhã pela tarde num voo que partirá de Las Palmas até El Aaiún.

Amanhã mesmo estão previstos encontros com o Coletivo Saharaui de Defesa dos Direitos Humanos (Codesa), a que preside Aminetou Haidar, e com a Associação Saharaui de Vítimas da Violação dos Direitos Humanos (ASVH), presidida por Brahim Dahan.

Nos dias seguintes o grupo espera manter reuniões com responsáveis de outras associações, assim como com o chefe do Pessoal da Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental (Minurso), Alexander Ivanko, e com o wali (governador) de El Aaiún, Khalil Dkhil.

Trata-se da primeira viagem com estas características em que participam deputados e senadores desde que foi constituído o Inter Grupo, há já várias legislaturas.

EFE28/09/2013 

A Europa e o Sahara Ocidental

 

A 24 de maio de 2013 a agência EFE publicou uma notícia emanada de Nouakchott (Mauritânia) segundo a qual militantes jihadistas procedentes principalmente do Sudão, Mali e Sahara Ocidental tinham cometido o duplo atentado suicida perpetrado no dia anterior no Níger, que causou a morte de 19 militares e dois civis, segundo a organização terrorista «Brigada dos Mascarados». Afirmava a notícia que o atentado fora levado a cabo na província nigerina de Agadez «em perfeita colaboração» com o grupo Monoteísmo e Jihad na África Ocidental (MYAO).

A notícia parece ter tido pouca repercussão em Espanha, o que não surpreende, dada a indiferença com que aqui se tratam os temas que afetam a nossa antiga província. Porque aparece a referência ao Sahara Ocidental? De que parte do Sahara Ocidental se fala? Dos territórios ocupados por Marrocos (a oeste do muro) ou dos territórios libertados (a este do muro)? Note-se que não se fala de saharauis, mas sim de Sahara. Como, por outro lado, Polisario e Argélia vêm atribuindo ao MYAO ligações a Marrocos, as hipóteses que se abrem são inquietantes. Quem quer desprestigiar os saharauis? As agências que deram a notícia ou a brigada de mascarados a que se atribui a responsabilidade do crime? Em todo caso, sabemos que Marrocos trata os saharauis sistematicamente como terroristas, até agora sem qualquer tipo de prova.

Para além da continuada campanha marroquina anti-saharaui, outros fatores mais tangíveis entram em consideração do ponto de vista da ocupação ilegítima do território e da exploração dos recursos naturais do Sahara, em violação do art.º. 73 da Carta das Nações Unidas, da Resolução 1803 (XVII), de 14.12.1962 da Assembleia Geral relativa à soberania permanente sobre os recursos naturais, do art.º. 1.2 do Pacto Internacional dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais (Nova Iorque, 19.12.1966) segundo o qual todos os povos podem dispor livremente das suas riquezas e recursos naturais sem que em nenhum caso possa privar-se um povo dos seus próprios meios de subsistência; e do art.º. 16.2 da Carta dos Direitos e Deveres Económicos dos Estados, segundo Resolução 3281 (XXIX), de 12.12.1974 da mesma Assembleia Geral, que estabelece que nenhum Estado tem o direito de promover ou fomentar investimentos que possam constituir um obstáculo para a libertação de um território ocupado pela força.

Efetivamente, a empresa Siemens, conhecida pelo seu nível de corrupção (recorde-se o embaixador Guido Brunner e as suas manipulações para conseguir que a empresa alemã se tornasse fornecedora de uma parte do material circulante do AVE – comboio de alta velocidade), iniciou em março de 2013 a instalação de um parque eólico nas cercanias de El Aaiun, com a inevitável participação económica do “Majzen”, e ignorando o apelo de organizações de prestígio da Western Sahara Resources Watch. Por seu lado, a petrolífera francesa Total Oil continua com as prospeções de petróleo e gás em águas saharianas com o apoio do ocupante marroquino, não obstante ter sido advertida da ilegalidade dos referidos trabalhos.

Contrasta a atitude dos países em relação à ocupação do Sahara Ocidental por Marrocos. Enquanto os Estados Unidos da América defenderam que a MINURSO monitorasse o respeito pelos direitos humanos nos territórios ocupados, nos territórios libertados e nos campos de Tindouf; outros países, como a França (o tutor de Marrocos) e a Rússia, vetaram a iniciativa. Espanha rejeitou a sugestão como "inviável". Todos estes países fazem parte do Grupo de “Amigos do Sahara”. O que não farão os seus inimigos!

Destaque positivamente para a posição das autoridades comerciais da Holanda (29.8.2012) que em linha com o disposto em anos anteriores pelas autoridades dos EUA, Noruega e Suíça se preocuparam em excluir os produtos marroquinos falsamente etiquetados como tais quando na realidade provêm  do Sahara Ocidental. Destaque para a atitude do Parlamento Europeu, que até agora resiste a validar um acordo de pescas com Marrocos que ignora os interesses saharauis, que são os que têm direito à exploração da pesca em águas saharianas. Destaque para a postura do fundo de pensões norueguês KLP, que retirou as suas aplicações na Total Oil ao constatar que a atividade da petrolífera em águas saharianas é contrária à legalidade. Pouco podem esperar os saharauis da França e de outros países do sul da Europa em relação ao reconhecimento da sua existência como nação e Estado soberano. A ajuda tem que vir mais do norte. Por agora, o Parlamento da Suécia (28.11.2012) já requereu ao seu Governo que reconheça a República Árabe Saharaui Democrática (RASD) e instou os demais parceiros da UE a seguir o seu exemplo. Os Partidos Liberal, do Centro e da Esquerda Socialista da Noruega vêm pedindo desde há tempo (a última vez a 1.6.2013) que o Governo da Noruega reconheça a RASD. Não é também improvável que a Islândia, que em finais de 2012 reconheceu o fracionado Estado da Palestina, pudesse a breve prazo breve reconhecer a RASD, ao fim e ao cabo outro país preterido e marginalizado.

Basta que um só país europeu reconheça a RASD para que a posição de Marrocos no Sahara Ocidental possa começar a perigar.

Fonte: larazon.es / Por Eduardo Fungairiño

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

A mania «makhzeniana» de censurar os textos das declarações e resoluções

Mariano Rajoy discursa perante a AG das Nações Unidas

 Em discurso à Assembleia Geral das Nações Unidas, o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, evocou a questão do Sahara Ocidental, antiga colónia espanhola invadida por Marrocos em 1975, que continua a ser "uma das questões inacabadas da ONU" e expressou o apoio de Espanha ao direito à autodeterminação do povo saharaui.

"A Espanha apoia uma solução justa, duradoura e mutuamente aceitável para assegurar a autodeterminação do povo do Sahara Ocidental no quadro das disposições da ONU", afirmou.

Os órgãos de intoxicação do «Makhzen» [oligarquia e poder palaciano] cortaram a segunda parte da frase que fala de autodeterminação.

Recorde-se que a imprensa marroquina não fez referência ao relatório de Charles Tannock que os marroquinos tentaram bloquear através de manobras.

O relatório sobre a situação dos direitos do Homem no Sahel e no Sahara foi adotado por uma comissão do Parlamento europeu e será submetida à aprovação e ao voto do plenário no próximo mês de outubro.


Fonte: Diaspora Saharaui

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Departamento de Estado dos EUA ''inquieto'' com a violação contínua por Marrocos dos direitos do homem no Sahara Ocidental


 O Departamento de Estado norte-americano afirma, num novo relatório, que a violação dos direitos do homem no Sahara Ocidental por Marrocos prossegue ao ponto desta situação suscitar ''inquietações''.
O novo relatório foi elaborado pelo Departamento de John Kerry em aplicação de uma lei adotada em 2011 pelo Congresso americano, que exige ao Departamento de Estado verificar a situação dos direitos do homem no Sahara Ocidental ocupado antes de conceder qualquer assistência militar a Marrocos.

Esta legislação exige que, antes do uso da assistência financeira, o Departamento de Estado deve apresentar um relatório às comissões de orçamento da Câmara dos Deputados e do Senado sobre as medidas tomadas por Marrocos em matéria de respeito dos direitos das pessoas expressarem pacificamente as suas opiniões sobre a situação e o futuro do Sahara Ocidental, e também preparar um relatório sobre a situação dos direitos humanos dos saharauis.

Através desta lei, o Congresso condicionou também a ajuda financeira militar dos EUA fornecida a Marrocos ao direito de acesso ao Sahara Ocidental, sem qualquer impedimento a organizações de direitos humanos, jornalistas e representantes de governos estrangeiros.

Neste relatório agora divulgado, para dar cumprimento às disposições legais do Congresso dos EUA, o Departamento de Estado observa, em primeiro lugar, que "o Sahara Ocidental é um território não autónomo sobre o qual Marrocos reivindica a sua soberania, posição que não é aceite pela comunidade internacional. "

Recordando que o Conselho de Segurança das Nações Unidas criou em 1991 a Missão das Nações Unidas para a organização de um referendo no Sahara Ocidental (MINURSO) "para permitir que o povo do Sahara Ocidental possa escolher entre a independência e a integração no Reino de Marrocos", o Departamento de Estado sublinha que os EUA renovaram o seu apoio à MINURSO, em abril passado, por meio da aprovação da resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

No entanto, acrescenta o relatório, um referendo nunca foi realizado e o ''Sahara Ocidental continua a estar, de facto, sob a autoridade administrativa de Marrocos, embora este último não seja a potência administrante reconhecida pela ONU para Sahara Ocidental.''



Entraves e restrições excessivas
Recordando previamente essas precisões, o Departamento de Estado informa o Congresso que "subsistem ainda preocupações sobre os direitos das pessoas de expressar pacificamente as suas opiniões sobre a situação e o futuro do Sahara Ocidental e poderem divulgar as violações dos direitos humanos.''

Os autores do relatório oficial americano referem igualmente aos parlamentares dos EUA que "há também preocupações relativas aos entraves que impedem o acesso aos territórios saharauis de organizações de direitos humanos, jornalistas e representantes de governos estrangeiros''.

O Departamento de Estado também observa que Marrocos continua a exercer “restrições excessivas” contra, em particular, o direito de reunião pacífica e publicação que defendam a independência ou um referendo, que incluiria a independência como opção.

‘' As grandes manifestações sobre direitos humanos ou qualquer manifestação a favor da independência dos territórios saharauis são estritamente proibidas pela lei'', diz o relatório, acrescentando que as pessoas detidas por protestar contra a integração do Sahara Ocidental em Marrocos '’ não beneficiam muitas vezes de um julgamento justo.''

Dificuldades de ação das ONGs saharauis
Citando outros atos de infração, os colaboradores do Secretário de Estado dos EUA defendem que várias organizações saharauis de direitos humanos têm dificuldade na obtenção de aprovações em operar livremente'', o que não lhes permite aceder legalmente a financiamentos e a organizar reuniões públicas''. É o caso nomeadamente da Associação Saharaui das Vítimas de Violações Graves dos Direitos Humanos (ASVDH) e do Coletivo dos Defensores dos Direitos Humanos no Sahara Ocidental (CODESA), liderado pela Sra. Aminetou Haidar.

O relatório não deixa de notar que a lei marroquina proíbe os cidadãos de expressar a sua oposição à posição oficial do governo em relação ao Sahara Ocidental, acrescentando que a maioria dos meios de comunicação e blogueiros praticam a auto-censura nesta questão, enquanto bloggers que suspeitam estar a ser vigiados de perto pelas autoridades marroquinas, são levados a esconder a sua identidade.

O Departamento de Estado relata que o governo marroquino ''aplica procedimentos rigorosos que limitam a capacidade das ONGs pró-independência e de militantes saharauis poderem encontrar-se com jornalistas''.

Recorde-se que os Estados Unidos tinham proposto em abril, ao Grupo de Amigos do Sahara Ocidental (EUA, Rússia, França, Reino Unido, Espanha), um projeto de resolução estipulando a introdução na MINURSO de um instrumento para monitorar os direitos humanos, mas que foi negado pela França.

Além disso, o Congresso dos EUA criou, em agosto último, o grupo parlamentar do Sahara Ocidental ''Western Sahara Caucus'' na Câmara dos Representantes, que visa defender o direito do povo saharaui à autodeterminação e à proteção dos direitos humanos dos saharauis nos territórios ocupados do Sahara Ocidental por Marrocos.


(SPS)

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Assa Zag : vídeo mostra que a polícia abateu jovem manifestante saharaui


A mãe de Rachid Chine [Adaich Rachid Uld El Mamun], um jovem abatido pela polícia, confirmou a morte do seu filho de 20 anos de idade. O jovem sucumbiu aos ferimentos. A mãe de Rachid Chine afirmou que a bala de borracha, que ela guardou, perfurou o corpo do seu filho em confrontos entre manifestantes e forças de segurança nas ruas de Assa Zag (sul de Marrocos).

No vídeo que apresentamos, vê-se distintamente como se desenrolou a manifestação, manifestantes saharauis que gritavam «hourria, hourria» (liberdade, liberdade), depois o som dos disparos e o jovem Rachid Chine cai por terra, baleado nas costas. Os seus camaradas transportam o seu corpo ensanguentado gritando «ele morreu, ele morreu», mas na realidade ele ainda não tinha falecido.

Depois vemo-lo agonizante, por terra, numa grande poça de sangue. Depois uma foto mostra o seu corpo envolto numa cobertura.

As autoridades marroquinas, que desmentiram «categoricamente» o uso de balas reais por parte das forças de manutenção da ordem», tentam apresentar este verdadeiro assassinato como um assunto de direito comum. Segundo essa, versão, Rachid Chine teria sido «encontrado» numa avenida. Insinuando-se que teria falecido na sequência de um ferimento com «um objeto pontiagudo» «ao nível do coração».

Ou seja, as autoridades marroquinas insinuam que ele teria sido morto na sequência de uma briga…

No entanto, neste vídeo podemos ver que os argumentos das autoridades marroquinas são enganosos. O videoamador que filmou a cena mostra os últimos minutos de vida de Rachid Chine. Vemo-lo correr e colocar-se de linha de mira de uma furgoneta da polícia que se afasta e para não muito longe do local onde o jovem entra em colapso. Não se vê nenhuma briga entre jovens com «objetos cortantes»…

Por que razão a polícia disparou sobre alguém que não constituía, como se pode ver no vídeo, nenhuma ameaça? É uma boa pergunta para colocar ao ministro da Injustiça e da Falta de Liberdades, o advogado islamita El Mostafa Ramid.




Ministério dos Territórios Ocupados e das Comunidades da RASD condena assassinato do jovem saharaui

“O Ministério dos Territórios Ocupados e das Comunidades condena energicamente a violência cega e os métodos utilizados como gases lacrimogéneos, balas de borracha, invasão de domicílios e de bairros por parte das forças marroquinas”, refere o comunicado.

O jovem faleceu na cidade de Assa, onde se produziram confrontos entre a população e os militares que, segundo ativistas saharauis, sitiaram a localidade com um saldo de trinta feridos.


De recordar que no dia 24 de setembro de 1992 (há onze anos atrás), a população saharaui da cidade de Assa realizou uma histórica manifestação em que exigiu o seu direito à liberdade e à independência.

(SPS)

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Sahara Ocidental: Comissão de Assuntos Exteriores do Parlamento Europeu aprova relatório sobre a situação dos Direitos humanos

 

A Comissão de Assuntos Exteriores do Parlamento Europeu aprovou esta manhã o relatório Tannock sobre a situação dos direitos humanos no Sahel e no Sahara Ocidental com um explícito reconhecimento do “legítimo direito de autodeterminação do povo saharaui” e mostrando especial preocupação pelas violações de direitos humanos nos territórios ocupados por Marrocos.

O relatório, que reconhece o estatuto do Sahara Ocidental como território não autónomo e, portanto, pendente de um processo de descolonização, apela a Marrocos e à Frente Polisario a continuar as suas negociações para alcançar uma resolução pacífica do conflito. Reafirma também o seu apoio às resoluções das Nações Unidas sobre o Sahara Ocidental; solicita o pleno respeito dos direitos humanos e das liberdades fundamentais do povo saharaui, incluindo a liberdade de expressão e o direito a manifestar-se de forma pacífica”.

No que respeita à reiterada violação por parte de Marrocos dos direitos humanos nos territórios ocupados, o relatório “expressa a sua profunda preocupação face ao recente relatório do Relator Especial das Nações Unidas sobre a Tortura, que contém provas de que funcionários marroquinos detiveram pessoas por motivos políticos, e torturado e violado reclusos saharauis, sequestrado e abandonado manifestantes no deserto com o objetivo de os intimidar, arremetendo deliberada e frequentemente contra os defensores da independência, e também dos seus domicílios; registando, por outro lado, as numerosas acusações de desaparecimentos forçados e processos injustos”.

 “Em relação à expulsão de uma delegação de eurodeputados integrada pelos parlamentares Ivo Vajgl, Isabella Lövin, Vicente Garcés e Willy Meyer, o texto também “lamenta profundamente o facto de na quarta-feira 6 de março de 2013 Marrocos ter expulsado uma delegação de quatro deputados do Parlamento Europeu; observa que o objetivo de dita delegação era visitar os territórios do Sahara Ocidental, com o objetivo de investigar a situação dos direitos humanos e reunir-se com os representantes da MINURSO; condena o comportamento das autoridades marroquinas e pede ao Reino de Marrocos que permita o livre acesso e a livre circulação no Sahara Ocidental à imprensa, aos observadores independentes, aos deputados e às organizações humanitárias”.

O eurodeputado, Willy Meyer, congratula-se com a aprovação destas menções, que “demonstram que o Parlamento Europeu presta a importância devida à questão do Sahara Ocidental e reconhece os legítimos direitos do povo saharaui, apesar dos obstáculos e das agressivas pressões do lobby marroquino na Eurocâmara”.


Fonte: willymeyer.es

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

MARIEM HASSAN: a diva saharaui na Festa do AVANTE! - Um espetáculo para recordar…

 

A canção mais famosa de Mariem, em direto na Festa do Avante, Lisboa 2013. Um convite ao seu povo para que prossiga lutando contra o invasor.

Mariem Hassan: voz
Sebastiâo Antunes: guitarra
Vadiya mint El Hanevi: percusão e coros
Luis Peixoto: buzuki


Oração pelo seu povo e pela sua saúde precária.


A história de uma avestruz no deserto do Sahara Ocidental, que procura proteger-se de qualquer caçador que lhe queira arrebatar as suas preciosas plumas.


SENHORA DO ALMORTÃO
Sebastião Antunes começa esta canção do folclore da Beira Baixa assim:

"Senhora do Almortão, oh mina linda raiana, virai costas a Castela, não queirais ser castelhana." O tom melancólico mantém-se ao longo das estrofes.

Mariem intromete-se no ritmo que marca Sebastião com o seu adufe, pandeiro quadrado português de origem árabe, e desde a Beira Baixa nos transporta ao deserto


Nunca ninguém nos submeteu !


"Cantiga da burra", a canção mais famosa de Sebastião e do seu grupo Quadrilha, sofre uma transformação por obra e graça de Mariem Hassan. Entre burros e camelos anda a coisa...


Canção dedicada à “melfa”, o vestido tradicional da mulher saharaui, ganha um novo rumo com a improvisação que Sebastião Antunes introduz. Trata-se do direito dos saharauis vestirem-se como queiram, segundo a sua tradição, sem que ninguém o possa impedir de o fazer.


Sbar, canção de Baba Salama. Significa paciência. Paciência saharauis, mas sem abandonar a luta!

domingo, 22 de setembro de 2013

Preso político saharaui El Mahyub Aulad Chij faz apelo às organizações de DDHH para a situação da sua família

 

O preso político e vice-presidente do Comité Saharaui de Dakhla contra a Tortura, El Mahyub Aulad Chij, apela desde a Prisão Negra as organizações de direitos humanos para a situação da sua família.

A partir da Prisão Negra de El Aaiun ocupada, El Mahyub Aulad Chij fez quinta-feira passada, 19 de setembro, um apelo às organizações internacionais de direitos humanos e à ONU para intervir junto da administração de ocupação marroquina para esclarecer o paradeiro do seu irmão Abad Elyalil Aulad Chij, sequestrado pelo exército marroquino em 1980.

O preso político, que está detido na Prisão Negra de El Aaiun, fez esta denúncia depois de saber a descoberta de duas fossas comuns de saharauis executados pelas FAR, Forças Armadas Reais de Marrocos, no ano de 1976.

El Mahyub recorda de novo a difícil situação que vive a sua família dado ele estar na prisão e o seu irmão desaparecido pelo exército marroquino sem que a administração marroquina dê explicações sobre a sua situação.

El Mahyub sofreu perseguição e torturas pelos serviços policiais e da gendarmaria marroquina na cidade de Dakhla, e atualmente cumpre três anos de prisão por participar nas manifestações de Dakhla contra a ocupação marroquinas, ocorridas em 2011.

O preso foi perseguido pelos Serviços Secretos marroquinos e, em várias ocasiões, foi torturado pelo tristemente conhecido oficial da segurança Hariz Larbi, que lhe retirou em 2003 os seus documentos para impedir a sua participação numa conferência sobre direitos humanos em Genebra em 2011 organizada pelo Conselho de Direitos Humanos  da ONU, e para a qual fora convidado.


Fonte: Poemario por un Sahara Libre / Defensores de DD. HH.

sábado, 21 de setembro de 2013

Campos de refugiados: wilaya de Dakhla acolhe de 08 a 13 de outubro a 10.ª edição do FiSahara

 

A wilaya de Dakhla acolhe de 8 a 13 de outubro de 2013 a décima edição do Festival Internacional de Cinema do Sahara Ocidental, FiSahara.

O FiSahara é um festival anual de cinema que utiliza o cinema para entreter os refugiados saharauis e para sensibilizar a opinião pública internacional para a difícil situação que vive o povo do Sahara Ocidental, ocupado por Marrocos desde 1975.

O festival reúne anualmente artistas, atores, jornalistas e simpatizantes com a luta do povo saharaui de diversos países do mundo.

Este ano, o festival estreia uma secção especial dedicada aos direitos humanos como forma de homenagem à luta pelos direitos humanos, liberdade e a igualdade no Médio Oriente e Norte de África.

O FiSahara 2013 contará com uma secção especial de películas sobre o Sahara Ocidental, e uma série de curtas-metragens realizados pela Escola de Cinema Saharaui Abidin Kaid Saleh.


A 10.ª edição do FiSahara oferece uma variada mostra de cinema de ação, animação, curtas-metragens, cinema social, documentários e ficção, com películas dos EUA, Espanha, França e mundo árabe. 

SPS

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

CODESA denuncia prisão de jornalista marroquina


O Coletivo de Saharauis Defensores de Direitos humanos (CODESA) “denuncia a detenção do jornalista [marroquino]“Ali Anouzla” pelas autoridades marroquinas” e exige “a libertação imediata e incondicional do jornalista“.

As autoridades marroquinas detiveram às 9:00 da manhã de 17 de setembro de 2013 o jornalista Ali Anouzla, director do sítio web “Lakome”, na sua casa situada no bairro Almanzah em Rabat/Marrocos.


Fonte: codesaso.com

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Delegação da União Internacional de Juventudes Socialistas visita o Sahara Ocidental ocupado


Uma delegação da União Internacional de Juventudes Socialistas (IUSY), inicia uma visita de observação aos territórios ocupados do Sahara Ocidental e aos territórios libertados da República Saharaui e acampamentos de refugiados.

A delegação, que inclui membros da União de Jovens do Saguia El Hamra e Rio de Ouro, UJSARIO, liderados pelo membro do Secretariado Nacional da Frente POLISARIO, Musa Salma, secretário-geral da UJSARIO, chegou ontem, quarta-feira, 18 de setembro, à cidade ocupada de El Aaiún e tem previsto visitar as cidades ocupadas de Bojador e Dakhla.

Segundo o programa, a delegação chegará sábado aos acampamentos de refugiados saharauis e aos territórios libertados da RASD.

“A visita da delegação da IUSY ao Sahara Ocidental permitirá informar a juventude socialista mundial sobre a realidade do povo saharaui sob ocupação marroquina, assim como a repressão e perseguição que sofre”, declarou o membro do Comité Executivo e encarregado das Relações Exteriores da UJSARIO, El Mahfud Salama.

A missão também permitirá à delegação ver sobre o terreno “a difícil situação dos refugiados saharauis que suportam a penúria longe do seu território e o seu legítimo direito à liberdade e à construção do seu Estado independente”, acrescentou.


SPS

Espanha: Negócios Estrangeiros entrega à Justiça o caso dos saharauis assassinados em 1976



Os coordenadores da equipa basca que em junho passado localizou e abriu no Sahara duas fossas comuns com oito beduínos, dois deles com Bilhetes de Identidade espanhóis, pediram ontem ao Executivo espanhol que intervenha no assunto. “São cidadãos de nacionalidade espanhola e pensamos que o Governo espanhol tem que investigar os acontecimentos”, afirmou o médico Carlos Martin Beristain. As oito vítimas foram assassinadas por militares marroquinos a 12 de fevereiro de 1976 e Espanha abandonou o território a 28 desse mesmo mês.

A diretora da Direção de Direitos Humanos do Ministério de Negócios Estrangeiros, Cristina Fraile, pediu ao antropólogo forense Francisco Etxeberria e a Martín Beristain todas as fotografias dos BIs encontrados entre as ossadas das vítimas e comprometeu-se a entregá-las ao Ministério da Justiça. “O Ministério de Negócios Estrangeiros não tem competência para abrir uma investigação. É a Justiça que tem que decidir que instância judicial é competente e os ministérios da Justiça e do Interior têm que avaliar se esses BIs são provas de nacionalidade espanhola”, afirma um porta-voz dos Exteriores.

Martin Beristain explicou que durante a reunião com Cristina Fraile colocaram a necessidade de preservar estas e outras fossas comuns que localizaram na zona, e que se examine uma a uma a lista de vítimas elaborada por “Instancia Equidade e Reconciliação”, criada em 2004 pelo atual rei marroquino, Mohamed VI, para fazer um balanço dos crimes levados a cabo durante os chamados anos de chumbo no reinado do seu pai, Hassan II. A referida lista assegurava que quatro das vítimas encontradas nas fossas abertas pela equipa espanhola tinham morrido durante a sua detenção no quartel marroquino, mas os forenses demonstraram com análises de ADN que Rabat mentiu, já que foram assassinados no mesmo dia e no mesmo local da sua detenção.

O Governo de Marrocos, através do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), comprometeu-se a contactar com os familiares das oito vítimas, entre elas duas crianças, encontradas nestas duas fossas “para recolher todos os novos elementos de informação, assumindo que em qualquer momento se pode recorrer à justiça marroquina conforme o direito marroquino e internacional”.

O Ministério de Negócios Estrangeiros, segundo as mesmas fontes, transmitiu a Etxeberria e a  Martín que “Espanha apoia a inclusão na Minurso (o contingente das Nações Unidas no Sahara) de um mecanismo de monitorização dos direitos humanos que poderia contemplar esta questão”.


O assunto será um dos temas a tratar durante a visita a Espanha, na próxima semana, do Grupo de Trabalho da ONU sobre desaparecimentos forçados. A questão foi levada a Genebra, na passada semana, ao secretário-geral do grupo por Etxeberria e Martin Beristain, que apresentaram na sede das Nações Unidas e ante o Comité Internacional da Cruz Vermelha um relatório com os resultados da sua investigação no Sahara. “Não falamos de projetos ou especulações. Colocámos em cima da mesa a evidência forense que confirma a morte violenta destas oito pessoas e a intenção dos assassinos de ocultar o crime ao enterrá-los num lugar inóspito e isolado, convertendo desse modo os seus familiares também em vítimas, que não sabiam do seu paradeiro, explicou Etxeberria.

A equipa espanhola pretende regressar à região dentro de dois meses, acompanhada por observadores internacionais para abrir de novo as fossas e entregar os restos das vítimas às suas famílias.

A Amnistia Internacional também pediu que, na sequência das descobertas da equipa espanhola,se leve a cabo “uma investigação independente, imparcial e exaustiva sobre a morte dos oito saharauis e que as pessoas responsáveis respondam pelos seus atos ante a justiça”. “Tendo em conta o lugar onde se descobriram os restos mortais e a desconfiança entre as autoridades de Marrocos e da Polisario, a Amnistia Internacional pede às Nações Unidas que garantam o cumprimento desta petição”, afirma em comunicado.


Fonte: elpais.com / Por Natalia Junquera Añón
18 setembro 2013

Desaparecimento de cidadão saharaui em circunstâncias misteriosas

 

O cidadão saharaui “Mohamed Yahdih El Yahyaoi”, de 44 anos, desapareceu em circunstâncias misteriosas a 12 de setembro de 2013 em El Aaiún/Sahara Ocidental.

Segundo o testemunho da sua família, imediatamente após notarem a sua demora em regressar a casa e terem perdido o contacto com ele através de telemóvel que permanecia desconectado, membros do agregado familiar entraram em contacto com a polícia marroquina para perguntar pelo seu paradeiro, mas graduados da polícia negaram que o desaparecido se encontrasse detido em seu poder.

A família ficou muito preocupada com o seu desaparecimento, pelo que decidiram sair à sua procura por todas partes da cidade, perguntando por ele a amigos e familiares, mas tudo foi em vão pois não obtiveram nenhuma resposta.

Às 4:00 da tarde de 13 de setembro de 2013, a sua família, com a ajuda de alguns cidadãos saharauis, encontrou o seu carro modelo “RENAULT SAFRAN” com matrícula número 27731 parado, não muito longe do mercado central, situado perto da estrada principal que leva à cidade de Almarsa (25 km a sudoeste de El Aaiún / Sahara Ocidental).

A família do cidadão saharaui “Mohamed Yahdih El Yahyaoi” relacionou o estacionamento do carro do seu filho perto da segunda sede da Missão das Nações Unidas para o Referendo do Sahara Ocidental (MINURSO), com uma pequena empresa denominada “Decorai Flay” que ele gere e que tem um contrato com a referida missão.

O Comité executivo do Coletivo de Saharauis Defensores de Direitos Humanos (CODESA), expressa a sua grande preocupação quanto ao destino incerto do cidadão saharaui “Mohamed Yahdih El Yahyaoi”, que pode ser vítima de um sequestro sistemático e planeado.


Fonte e foto: codesaso.com

Presidente da Mauritânia recebe MNE saharaui

Mohamed Ould Abdelaziz, Presidente da Mauritânia

O ministro de Negócios Estrangeiros, Mohamed Salem Uld Salek, foi recebido ontem, quarta-feira, pelo Presidente da República Islâmica da Mauritânia, Mohamed Uld Abdelaziz, a quem entregou uma mensagem do Presidente da República Saharaui, Mohamed Abdelaziz.

“Fui recebido pelo Presidente da Mauritânia a quem entreguei uma mensagem do seu irmão, o Presidente Mohamed Abdelaziz, que tem como rema as relações bilaterais e os últimos desenvolvimentos na questão saharaui, assim como a situação regional e internacional”, declarou Mohamed Salem Uld Salek à imprensa no termo do encontro.

O MNE saharaui referiu que a Mauritânia “é um país importante e joga um papel chave para a estabilidad e segurança na región a quem unem à República Saharaui e ao povo saharaui profundos laços históricos e familiares”.

“A República Saharaui trabalha para a estabilidade e a segurança na região na base do respeito aos direitos dos povos, a sua unidade e unidade das suas fronteiras territoriais”, acrescentou.

O encontro decorreu na presença de  Hamed Uld Hamuni, ministro Delegado para o Magrebe no Ministério de Negócios Estrangeiros e da Cooperação da Mauritânia.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Ministério da Cultura saharaui anuncia a publicação de livros de poetas e escritores saharauis

 

Recentemente, o ministério da Cultura saharaui, com o apoio de alguns organismos e associações de solidariedade, publicou vários livros de poetas e escritores saharauis, de acordo com declarações do Diretor do Centro da Recompilação e Conservação da Memória Oral Saharaui.

O diretor do Centro da Recompilação e Conservação da Memória Oral Saharaui, Mohamed Ali  Lam-man, referiu à SPS que  têm sido publicados uma série de livros de poetas saharauis e escritores com o objetivo de animar a produção e criação literárias, sublinhando que nos próximos meses serão editadas novas publicações.

Mohamed Ali  Lam-man faz um apelo a todos os poetas e escritores saharauis a trabalhar com o fito de contribuir para o enriquecimento e a preservação da memoria  oral do povo saharaui.

O Ministério da Cultura tem previsto desde há anos publicar uma série de livros em colaboração com o Alto Comissariado os Refugiados (ACNUR) e a Universidade Autónoma de Madrid.


As novas publicações incluem trabalhos dos poetas e escritores  Bunann-na  Abdelhay, Sidi Brahim Aydud, Hamdi Al-lal , Bàdi Mohamed Salem e Bachir Aali. Tendo sido igualmente publicado o libro , " La Experiencia  en la Medicina Tradicional " do escritor Mohamed Ali Lam-man. (SPS)

Paisagem nómada


A atividade quotidiana dos pastores nómadas nos territórios libertados do Sahara Ocidental, entrou em colapso desde que a guerra e a ocupação marroquina os isolaram por detrás de um atroz muro que limitou os seus movimentos e mutilou parte da sua vida. Este documento faz-nos uma aproximação à realidade atual desta cultura nómada.

Centro Robert F Kennedy denuncia as Violações dos Direitos Humanos no Sahara Ocidental



O Centro Robert F. Kennedy para a Justiça e os Direitos Humanos exprime a sua indignação pela contínua violação dos Direitos Humanos dos saharauis por parte do governo marroquino. O Centro R. F. Kennedy afirma que a comunidade internacional tem a responsabilidade de proteger os saharauis contra estas “violações sistemáticas”.

“O Governo marroquino continua a violar os Direitos à vida, à integridade pessoal, à liberdade de expressão e de reunião e ao direito dos saharauis terem um julgamento justo”, afirma a ONG norte-americana no relatório divulgado na passada sexta-feira em Washington. “A situação requer não só uma presença permanente das Nações Unidas, mas um Mandato claro de respeito dos direitos Humanos para não permitir a continuação de tais violações e enviar uma mensagem clara a Marrocos de que a Comunidade Internacional não pode continuar a tolerar as violações”, afirmou o Diretor da Fundação RFK, Santiago Cantón.
Mulher saharaui

O relatório do Centro RFK refere que depois da renovação em abril do Mandato da MINURSO sem um instrumento de Vigilância dos Direitos Humanos, os atos de “Violações Sistemáticas” cometidos de maneira “implacável” pelas forças de segurança marroquinas contra a população saharaui prosseguiram “sem uma resposta eficaz” por parte da comunidade internacional.

Citando o Coletivo Saharaui de Direitos Humanos (CODESA), o diretor do Centro R F Kennedy afirmou: na atualidade existem 59 presos políticos, (entre os quais 17 defensores de direitos humanos) nos cárceres marroquinos.

Fonte: UNMS


domingo, 15 de setembro de 2013

Ghalia Djimi: “os autores destas atrocidades devem ser julgados”

 El-Ghalia Djimi
A Vice-Presidente da Associação Saharaui de Vítimas de Violações de Direitos Humanos (ASVDH), El-Ghalia Djimi, declarou em conferência de imprensa que o Estado Marroquino deve responder ante a justiça pelas flagrantes violações de direitos humanos cometidos contra a população civil saharaui e que os autores dessas atrocidades devem ser condenados pelos tribunais de justiça.

Familiares de desaparecidos saharauis e organizações defensoras de direitos humanos como a Amnistia Internacional e a Human Rights Watch reclamaram na capital marroquina, Rabat, responsabilidades tanto de reconhecimento como de compensação dos governos de Marrocos e Espanha após a recente descoberta de uma fossa comum com restos de saharauis desaparecidos desde 1976.

A dirigente saharaui participou terça-feira, 10 de setembro, em San Sebastián (Guipúzcoa) na apresentação oficial do estudo realizado por peritos e investigadores espanhóis sobre a descoberta de uma fossa comum, de facto duas fossas com oito cadáveres no total.

A equipa de peritos forenses da Universidade do País Basco e da Sociedade de Ciências Aranzadi exumou os corpos dos oito saharauis e levou a cabo um exame forense dos restos mortais, incluindo provas de ADN, além de investigar as circunstâncias das mortes e de ter entrevistado familiares dos oito, com testemunhos dos factos ocorridos em 1976.

Familiares de saharauis vítimas de desaparecimento forçado tinham entrado em contacto com os peritos em abril de 2013, após a descoberta por um pastor de restos humanos na zona de Fadret Leguiaa, nas proximidades de Amgala, no Sahara Ocidental, situada na parte do território em disputa controlado pela Frente Polisario, que tem um autoproclamado governo no exilio a uns 400 quilómetros de distancia, nos acampamentos de Tindouf, em Argélia.

A equipa tornou públicas as suas conclusões a 10 de setembro de 2013, onde se afirma que as oito pessoas , seis adultos – Salma Daf Sidi Salec, Sidahmed Segri Yumani, Salama Mohamed-Ali Sidahmed Elkarcha, Salma Mohamed Sidahmed, Mohamed Mulud Mohamed Lamin e Mohamed Abdalahe Ramdan– e dois menores de idade – Bachir Salma Daf e Sidi Salec Salma – foram detidas em fevereiro de 1976 por uma patrulha militar marroquina e executadas com armas de fogo nesse mesmo lugar, tendo sido depois enterradas em duas fossas de escassa profundidade escavadas na areia e pedras. Um relatório de uma equipa antropológico-forense da Sociedade Aranzadi liderada pelo forense Francisco Etxebarría.


Fonte e foto: AMSE

Fossas comuns no Sahara Ocidental


 Diversos Meios de Comunicação fizeram eco das investigações realizadas pela Universidade do País Basco no Sahara Ocidental, num local denominado Fadret Leguiaa, na região de Smara, onde foram assassinados impunemente pelo exército marroquino e enterrados em fossas comuns vários saharauis, cujos restos mortais aparecerem com objetos pessoas, incluindo Bilhetes de Identificação espanhóis, roupas, etc.

La Fundación Sahara Occidental muestra su repulsa a las mentiras, falsedades y barbarie que esconde el régimen marroquí, tras la ocupación del Sahara Occidental. La existencia de tratos degradantes, torturas, ejecuciones sumarias, asesinatos impugnes, se ponen de manifiesto día a día. Estas fosas comunes, coma las de Playa Aaiun, Foss Bucraa o la Cárcel Negra, demuestran lo que la Comunidad Internacional ya conoce desde hace años y que se mantiene en secreto: el genocidio del pueblo saharaui.

Los informes de los organismos marroquíes falseando la verdad, creando cortinas de humo sobre las víctimas y los hechos, es una estrategia evasiva y de protección del régimen marroquí para ocultar el genocidio que, desde la ocupación, viene llevando a cabo contra la población civil, añadiendo a esto la burla que hace el régimen ocupante a las víctimas, sus familiares y a toda la Comunidad Internacional.

Desde esta Fundación, nuestro sentimiento más profundo y sincero para las víctimas y sus familiares.

Un equipo de investigación y forense formado por la Sociedad Aranzadi, el Instituto Hegoa y la UPV-EHU, con la ayuda de Euskaqwerfv .

l Fondoa, el Ayuntamiento de Donostia y la Diputación de Gipuzkoa han localizado dos fosas comunes en el Sáhara e identificado, mediante análisis de ADN, los restos de ocho saharauis, dos de ellos menores de edad. El Informe Meheris revela que las víctimas fueron ejecutadas por arma de fuego el 12 de febrero de 1976 por miembros del ejército marroquí.

En las fosas, situadas a escasos kilómetros del muro construido por Marruecos, se han hallado dos documentos de identidad españoles que correspondían a: Mohamed Abdalahe Ramdan (DNI A-4131099) y de Mulud Mohamed Lamin (DNI A-4520032). Otro esqueleto conservaba una cartera plastificada con membrete español a nombre de Salama Mohamed Ali Sidahmed. Junto a los huesos, el antropólogo forense Francisco Etxeberria, que dirigió la investigación con el psicólogo Carlos Martín Beristáin, encontró vainas de proyectiles de fusil. De igual modo se ha comprobado que los cráneos de las víctimas presentan perforaciones de balas.

El equipo se desplazó a la zona de Fadret Leguiaa, en la región de Smara, para comprobar si, tal y como indicaba la Asociación de Familiares de Presos y Desaparecidos Saharauis (AFAPREDESA), allí había restos humanos de víctimas saharauis. Además, el equipo de investigación tuvo conocimientos de la existencia de un testigo de las ejecuciones (Aba Alid Said Daf), que tenía 13 años cuando se produjeron los hechos.

Según Aba Ali Said Daf, el 12 de febrero de 1976 fuerzas militares marroquíes desplegadas en la zona de Amgala detuvieron a varios beduinos. Este fue detenido, a pesar de ser menor de edad, con otros dos vecinos y conocidos: Mohamed Abdalahe Ramdan y Mulud Mohamed Lamin.

Relata Aba Ali Said Daf: “Hacia las ocho de la tarde vino uno [militar marroquí] en un coche jeep. Llamó a Mohamed Mulud primero. Le preguntó: ‘¿Dónde están los Polisario?’. La segunda pregunta que le hace es: ‘Dame tu carné de identidad’. Mohamed Mulud negó tener conocimiento del Polisario. Acto seguido le disparó [el militar marroquí] directamente, en pleno corazón. Luego llamó a Abdelahe Ramdan y le hizo la misma pregunta que a Mulud, disparándole de la misma manera. El hombre que les disparó tenía pistola, pero cogió un fusil para hacerlo”. Igualmente fue testigo de la detención de Bachir Salma Daf, otra de las víctimas halladas en la fosa, de solo 14 años. Aba Ali Said Dad declaró que escuchó la voz del padre del chico, Salma Daf Salec Bachir, suplicando que no lo mataran. Ambos fueron ejecutados.


Ese día también fueron detenidos Sidi Salec, menor de edad, Sidahmed Segri Yumani, Salma Mohamed Sidahmed y Salama Mohamed Ali Sidahmed. Sus familiares no volvieron a saber de ellos.

El Consejo Consultivo de Derechos Humanos marroquí publicó un informe en el que reconocía la desaparición de 351 saharauis bajo su responsabilidad. El texto facilitó información sobre el destino que tuvieron 207 víctimas. Precisamente, cuatro de ellas forman parte del grupo hallado ahora en las fosas de Smara. Según el organismo marroquí, esas cuatro víctimas murieron en el cuartel de la ciudad, no da fechas de los fallecimientos y, además, sitúa las detenciones en fechas distintas a cuando en realidad ocurrieron los hechos. Según el informe de la Instancia de Equidad y Reconciliación, Salma Daf Sidi Salec: “Arrestado por el ejército real en junio de 1976 en Smara, fue conducido a una de sus bases, donde falleció”. De su hijo, Salma Daf Salec Bachir, de 14 años, dice lo mismo. De Salama Mohamed Ali Sidahmed, “fallecido durante el secuestro sin fecha exacta”. Mohamed Abdalahe Ramdan, “arrestado el 22/02/1976 en Amgala por el ejército, fue conducido hacia la base militar de Smara, donde falleció, sin fecha exacta”.

Los asesinos enterraron superficialmente a las víctimas. A finales de febrero de 2013 un pastor llamado Abderrahman Abaid Bay encontró unos restos humanos esparcidos sobre la arena en la zona. Cuando el equipo de investigación y forense llegó al lugar, descubrió un hueso fémur derecho semienterrado, afectado por la exposición solar.

Además de los DNI españoles ya señalados, los forenses recuperaron prendas que vestían las víctimas el día de su desaparición y que sus familiares habían descrito a la perfección antes de que se abriera la fosa y se comprobara que tenían razón. Así, Mahmud Salma Daf identificó el jersey azul de su hermano, que tenía 14 años cuando lo mataron, y las cuentas del rosario de su padre.

El equipo de investigación español ha demostrado que dicha información es falsa: tanto las fechas señaladas como los hechos. “Las detenciones ocurrieron el mismo día y los detenidos no fueron trasladados a ningún cuartel, sino que fueron ejecutados inmediatamente en el mismo lugar”, recoge el informe. El análisis genético lo confirma. No hay que olvidar que el reino alauí sostuvo, ante el consejo consultivo de la ONU, que las víctimas fallecieron en un cuartel militar durante su periodo de detención.

El informe del equipo de investigación concluye: “Las implicaciones jurídicas y en términos de derecho internacional de los derechos humanos de este caso son evidentes y muy relevantes. Deberían ser evaluadas por las autoridades saharauis y españolas, dado que se trata de ciudadanos saharauis con DNI español, y por los órganos y mecanismos competentes del sistema de Naciones Unidas de protección de derechos humanos. Asumiendo las autoridades de Marruecos su responsabilidad en el caso”.

No hay que olvidar que la obligación de investigar los delitos de lesa humanidad en el caso saharaui corresponde también al Estado español, al que pertenecen los ciudadanos desaparecidos que habitaban en la provincia española número 53. La comunidad internacional sigue considerando a España como la potencia administradora, ya que no reconoce los acuerdos por los que la dictadura franquista otorgó el territorio a Marruecos y a Mauritania, en noviembre de 1975.


Fonte: Poemario por un Sahara Libre, El País, Público e Naiz Info.