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sábado, 21 de outubro de 2017

Ghali recorda ao novo enviado da ONU que o referendo é inegociável




EFE - Campos de refugiados de Tindouf (Argélia) -20/10/2017 -  O presidente da República Árabe Saharaui Democrática (RASD) e SG da Frente Polisario, Brahim Ghali, expressou ao enviado pessoal do secretário geral da ONU para o Sahara Ocidental, Horst Köhler, a disposição em colaborar na solução do conflito com Marrocos, sempre que seja através da realização do referendo de autodeterminação.

Na sua primeira visita aos campos de refugiados em que vivem os saharauis desde que em 1975 Marrocos ocupou a antiga colónia espanhola, Ghali ofereceu ao ex-presidente alemão uma parada militar antes de se reunir com ele à porta fechada.

Segundo disseram à Efe fontes oficiais saharauis, ambos abordaram a falta de avanços reais que existem desde 2012 devido aos obstáculos de Rabat à consulta popular e  as opções que existem para sair de um marasmo que se prolonga desde há mais de quatro décadas.

Ghali insistiu, por eu lado que as autoridades saharauis não apoiaram plano algum que não inclua o citado referendo, previsto desde o cessar fogo firmado em 1991 com  Marrocos.

De acordo com este argumento, o líder saharaui voltou a apelar para a vontade do Conselho de Segurança da ONU, que exigia maior determinação, coesão e apoio sem fissuras a Köhler para que este possa avançar pela nova dinâmica invocada pelo Secretário-Geral , António Guterres.

"Esperamos que ele tenha sucesso nos seus esforços, com o apoio do Secretário-Geral. E que ele consiga o apoio dos países membros do Conselho de Segurança, em particular dos cinco membros permanentes", disse Ghali em entrevista colectiva posterior.

O presidente saharaui também reiterou que, nesses esforços, a União Africana deve ser incluída, organismos, que afirmou, ser chave para a resolução do conflito.

Köhler desembarcou na quarta-feira no aeroporto argelino de Tindouf, e tomou a estrada para os campos de refugiados, onde se encontrou com representantes da Frente Polisario, a equipa de negociação, as organizações de mulheres e outros atores da sociedade civil.

O ex-presidente alemão, nomeado em setembro passado, também teve a oportunidade de caminhar pelas ruas arenosas e conhecer parte da tradição saharaui e analisar a situação no terreno com a MINURSO (Missão das Nações Unidas para o Referendo do Sahara Ocidental).

Amanhã, planeia visitar as chamadas "zonas libertadas" antes de partir para a Argélia e a Mauritânia, o fim de do périplo que começou terça-feira em Marrocos, onde foi recebido pelo rei Mohamed VI.

A sua viagem não incluirá, no entanto, os territórios saharauis sob ocupação marroquina, sem que se saiba se foi por decisão do próprio Köhler ou por imposição de Rabat, que impediu já impediu anteriormente essa visita ao seu antecessor, Christopher Ross.


Espera-se que o alemão apresente o seu primeiro relatório sobre o Sahara Ocidental dentro de seis meses, documento em que explicará a "nova dinâmica" que o Secretário-Geral da ONU prometeu promover em abril.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

ACNUR expressa preocupação com quebra das contribuições dos países doadores aos refugiados saharauis




Genebra (Suíça) 30/11/ 2016 (SPS) – O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR) expressou preocupação pela diminuição significativa das contribuições dos países, causando uma deterioração preocupante na situação humanitária nos Acampamentos de Refugiados Saharauis, sobretudo depois das inundações em Outubro de 2015 e em Agosto de 2016, que ocasionaram graves danos nas infraestruturas e habitações.

Na reunião dos países doadores que se realizou ontem, terça-feira, na sede da Missão Permanente da Coreia do Sul em Genebra e a que assistiram mais de 20 países doadores que contribuem para os programas do ACNUR para os refugiados saharauis, os presentes expressaram preocupação pela situação dos refugiados saharauis e manifestaram intenção de incrementar a sua ajuda.

A reunião foi aproveitada para se fazer uma avaliação da situação humanitária dos refugiados saharauis, onde a ACNUR apresentou um balanço geral das necessidades humanitárias dos acampamentos de refugiados saharauis para o ano 2017 e o deficit de recursos financeiros do ano de 2016.

A reunião decorreu por iniciativa do Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, durante a sua histórica visita aos acampamentos de refugiados saharauis no mês de março do corrente ano.


Cabe recordar que o regime marroquino tentou, em vão, fazer fracassar esta iniciativa, apesar do seu carácter humanitário. (SPS)

sábado, 9 de abril de 2016

Coordenador saharaui junto da MINURSO recebido pelo Alto-Comissário das Nações Unidas para os Refugiados



Genebra, 08/04/16 (SPS) – o membro do Secretariado Nacional da Frente Polisario e Coordenador junto da MINURSO, Mhamad Khaddad, foi recebido esta sexta-feira na sede do ACNUR pelo Alto Comissário, Filippo Grand.

O encontro abordou as Relações bilaterais entre as autoridades saharauis e o ACNUR, assim como a difícil situação humanitária que enfrentam os refugiados saharauis após as fortes chuvadas e os danos causados pelas inundações que se abateram sobre os acampamentos saharauis em Outubro de 2015 e a redução das contribuições dos países doadores.



Mhamad Khaddad manifestou o agradecimento da Polisario aos contínuos e notáveis esforços do ACNUR em benefício dos refugiados saharauis e saudou a iniciativa do Secretário-Geral da ONU de organizar uma conferência de países doadores sobre a situação humanitária nos acampamentos de refugiados saharauis. Neste sentido sublinhou a necessidade de um apoio aos sectores da saúde e educação, a proteção jurídica, a água e as crescentes necessidades das famílias.


Pela parte saharaui estiveram presentes o presidente da Meia Lua Vermelha Saharaui, Buhebeini  Yahya; a representante da Frente Polisario na Suíça, Omayma Abdel-Salam. Por parte do ACNUR, o chefe de pessoal do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, Athar Sultan Jan; o diretor do Escritório do ACNUR para Médio Oriente e Norte de África, Amin Awad e o diretor do Escritório Regional para África no ACNUR, Agostino Mulas.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Chefe de Gabinete de António Guterres ao serviço da espionagem de Marrocos




Após o escândalo revelado recentemente graças aos documentos publicados pelo hacker «Chris Coleman24» na sua conta Twitter [ todos os documentos divulgados em http://www.arso.org/ColemanPaper.htm]  , expondo a ex-Alta-Comissária dos Direitos Humanos, a senhora Navy Pillay, e os seus dois mais próximos adjuntos, Anders Kompass e Bacre Ndiaye, eis que o misterioso hacker publica outros documentos que nos informam da traição do Chefe de Gabinete do Alto Comissário para os Refugiados, Athar Sultan Khan, às obrigações éticas que se impõem ao cargo humanitário do mais alto nível que desempenha.

Os documentos «confidenciais» do ex-embaixador marroquino em Genebra, Omar Hilale, (que agora ocupa o cargo de embaixador de Marrocos junto das Nações Unidas, em Nova Iorque) relatam muita informação sobre a colaboração prestada pelo seu «amigo» no seio desta organização das Nações Unidas vocacionada a servir os refugiados saharauis, como tantos outros em todo o mundo.

Complot contra o líder saharaui

Um dos incidentes mais marcantes revelados pelos documentos do diplomata marroquino sobre as suas ações de corrupção nos bastidores das organizações internacionais em Genebra, refere-se ao seu sucesso em convencer altos funcionários da organização das Nações Unidas encarregado dos refugiados a recusar receber em audiência o presidente saharaui, Mohamed Abdelaziz, que representa os mais antigos refugiados políticos da África, os saharauis.

Hilale relata com entusiasmo aos seus superiores, a 16 de maio de 2013, que "Mr. Athar Sultan Khan, chefe de gabinete do Alto Comissário para os Refugiados, lhe telefonou para confirmar que a Polisario foi oficialmente informada da impossibilidade de António Guterres receber Mohamed Abdelaziz, por causa de sua ausência de Genebra na data de 29 de maio.

Recorde-se que, no mesmo período, o Presidente saharaui tinha uma reunião com a Sra. Navy Pillay, a 23 de Maio, a qual também foi parcialmente sabotada por outros peões do embaixador marroquino no Alto Comissariado dos Direitos Humanos — Andres Kompass e Bacre Ndiaye —, que tudo fizeram para convencer Pillay a limitar a reunião ao mínimo e até se recusar a tirar fotos com o Presidente saharaui, o que é surpreendente por parte de um representante da ONU, sabendo que o seu chefe, Ban Ki-moon, nunca hesitou em tirar fotos com os seus interlocutores saharauis em múltiplas ocasiões na sede da ONU em Nova Iorque.

Tal como os dois "peões" de Marrocos no Comissariado para os Direitos Humanos, e para ganhar os favores de seus "patrões" marroquinos, o Sr. Athar Sultan Khan não hesitou em chamar a atenção do seu querido amigo embaixador do Marrocos para ele lhe fornecer informações sensíveis pela sua confidencialidade, sobre as reuniões e conversas que ele tivesse com os responsáveis saharauis.

Segundo o embaixador Omar Hilale, Athar trabalhou deliberadamente para inviabilizar qualquer possibilidade de encontro entre Mohamed Abdelaziz e Guterres. E conseguiu-o. Em troca, Marrocos concedia aparentemente contribuições e doações em abundância ao Alto Comissariado para os Refugiados, e quem sabe terá concedido também "doações" generosas a estes amigo(s) fiéis para expressar a gratidão do Reino. O que é vergonhoso, a ser verdade.


Omar Hilale, ex-ambaixador em Genebra e atual embaixador de Marrocos nas Nações Unidas: o grande corruptor


O embaixador marroquino muito satisfeito com o novo «servidor» do Rei

O ex-embaixador do Marrocos em Genebra expressa no seu relatório de 18 de Outubro de 2012, publicado por "Chris coleman24", a sua total satisfação com Athar Sultan Khan, indicando que é muito importante para o Reino o apoiar por causa de "benevolência sutil que ele sempre demonstra para com a nossa causa nacional (o conflito do Sahara Ocidental)", além da sua" personalidade moderada e consensual, conjugada com a estima e respeito que nutre pelo nosso país. "

Resulta claro, da leitura dos cerca de oito documentos da embaixada de Marrocos em Genebra sobre os serviços prestados por Athar Khan aos seus novos senhores, a razão por que Omar Hillale tem tão alta opinião do seu amigo.

No mesmo documento de 18 de Outubro de 2012, Hilale sopra aos seus superiores uma informação secreta sobre as ações de lobbying realizadas por Khan junto dos Americanos, para que eles o apoiem no seu desejo de substituir Christopher Ross no cargo de Enviado Pessoal do SG da ONU para o Sahara Ocidental. Recorde-se que Marrocos, já neste período, havia começado a sua campanha de difamação contra Ross, para levá-lo a deixar o seu cargo, tal como o seu antecessor norte-americano, James Baker. E, claro, Hilale confirma a necessidade de apoiar o amigo de Marrocos, se estes esforços forem bem sucedidos, porque segundo ele: "A nomeação do Sr. Khan, caso se vier a formalizar, seria importante para o nosso país, por várias razões ".

Athar Sultan-Khan traiu a confiança de António Guterres e atraiçoou as Nações Unidas


Funcionário da ONU ou espião ?

O ato de espionagem de Khan contra  Ross e a Frente Polisario é totalmente confirmada pelos mencionados documentos do embaixador marroquino.

Num desses documentos enviados pelo embaixador, a 25 de outubro de 2013, Khan aproveitou deliberadamente uma oportunidade de se encontrar com o embaixador durante uma recepção para lhe transmitir um relato detalhado sobre os contatos e conversas que Ross teve com responsáveis da Polisario nos acampamentos de refugiados saharauis, assim como dos encontros que o norte-americano teve com o Chefe de Operações das CBM (Medidas de Confiança, em Inglês: Medidas de Fortalecimento da Confiança) no ACNUR.

Neste mesmo dossier, Khan teria abortado os esforços de Ross em contactar o ACNUR, ao pedir a contribuição para o seu relatório informal de Outubro de 2013 ao Conselho de Segurança. Khan respondeu sem rodeios que não tinha nada a relatar no momento, tanto mais que o briefing é oral, e diz respeito à componente política e não humanitária, de acordo com o seu argumento. E, claro, ele fez isso em coordenação e seguindo as ordens diretas do seu amigo, Omar Hilale.

Mais, Khan não se contenta apenas a dar informações mas, como qualquer servo leal, ele aconselha Marrocos e fornece ideias e táticas ao seu amigo Hilale para contrarir o "inimigo", ou seja, a Polisario e qualquer pessoa de integridade dentro das instituições das Nações Unidas que não ceda às exigências de Rabat.

Ele fez o mesmo com os seu próprios contatos com responsáveis da Polisario. Assim, ficamos a saber que depois de ter tido uma conversa ao telefone com Mhamed Khadad [responsável da POLISARIO pela ligação à MINURSO], sobre a visita que o Presidente saharaui iria fazer a Genebra, Khan chama o imediatamente por telefone o embaixador marroquino para lhe transmitir um relatório detalhado da conversa, revela as propostas saharauis e vai mesmo ao ponto de dar a sua análise sobre o estado de alma do seu interlocutor saharaui. Também confirma a Hilale que fez tudo para não permitir a realização da reunião entre o Presidente saharaui e o Alto Comissário para os Refugiados, António Guterres.

Khan também deu informações consideradas secretas sobre uma confidência que a canadiana senhora Kim Bolduc, a nova representante especial para o Sahara Ocidental, lhe terá feito sobre as suas intenções aparentemente preocupantes para Marrocos. E como resultado, Marrocos continua a recusar recebê-la para assumir a sua missão no Sahara Ocidental, impedindo, assim, a missão oficial de um alto funcionário da ONU para um plano de paz e uma operação da ONU de descolonização do Sahara Ocidental, que já custou à comunidade internacional quase um mil milhões de dólares até esta data, para não mencionar o seu impacto sobre a segurança, prosperidade e estabilidade dos povos do Norte de África e da África em geral…

Sabotagem dos Programas da ONU a favor dos refugiados

Pior, o funcionário humanitário provou ser um grande interveniente na sabotagem de programas humanitários do ACNUR, seguindo as ordens de Marrocos. Assim, ele fez tudo como revela o embaixador Omar Hilale, para cancelar uma reunião que foi planeada pelo ACNUR em Nova Iorque, como parte de Medidas de Confiança, em que a senhora Kerry Kennedy, presidente da Fundação Robert Kennedy, deveria comparecer como convidada de honra.

O primeiro parágrafo do relatório de Hilale ao seu ministério sobre este tema é suficiente para entender: "tal como prometido pelo Sr. Athar Sultan Khan, chefe de gabinete do Alto Comissário para os Refugiados, o Sr. Udo Janz, Diretor do ACNUR em nova Iorque, procedeu esta manhã à anulação do seminário onde a senhora Kerry Kennedy devia intervir, a 17 de outubro, nas instalações da Representação de ACNUR em Nova Iorque sobre a situação humanitária nos campos de Tindouf. "

Hillale refere na mesma mensagem, que o seu sucesso em cancelar este evento "foi possível graças ao excelente relacionamento (que ele mantém) com o Alto Comissariado e seus principais colaboradores." Mas é claro que o Sr. Khan está à cabeça da lista de amigos. O que continua por saber é que outras "boas relações" este especialista marroquino em corrupção tem ainda dentro das instituições das Nações Unidas, e que provavelmente ainda mantém em Nova Iorque, seu novo posto de serviço.

Sabemos, por um outro relatório, que foi Khan quem tudo fez para acelerar o cancelamento do seminário a alguns dias da sua realização. Ele foi a Nova Iorque para persuadir o Diretor da Representação a proceder ao cancelamento nada simpático para os participantes se estavam preparando para viajar para Nova Iork, incluindo a Sra. Kerry Kennedy.


E a «dinheirama»?

Quando sabemos que todos os esforços e serviços de Khan são generosamente pagos por Marrocos, é fácil entender por que razão o alto funcionário do ACNUR está sempre tão atento aos desejos dos seus novos mestres.

Hilale escreve num relatório datado de 06 de março de 2013 que Khan lhe falara sobre "o desejo do Alto Comissário, que Marrocos pudesse transferir, o mais breve possível, a contribuição anual voluntária ao ACNUR", em virtude, como Khan "conta ao seu amigo" — de acordo com o texto — da crise financeira da organização e do número crescente de refugiados no Médio Oriente e no Sahel ".

No entanto, acrescenta o embaixador Omar Hilale, "Khan pediu aos seus serviços que não enviassem uma nota escrita a Marrocos (tal como solicitado por Guterres) para não interferir. Ele próprio se encarregou de entrar em contato comigo abordando esta questão de maneira informal e, também pelas relações excepcionais do ACNUR com Marrocos". Resultou daqui que a contribuição Marrocos foi concedida de imediato, para garantir a lealdade de seu top-peão no ACNUR.


Conclusão

Que conclusão se pode tirar de todas estas informações comprometedoras e incriminatórias contra este alto funcionário do ACNUR? A resposta deve ser dada pelas mais altas autoridades da Organização das Nações Unidas, uma vez que se tratam de gravíssimas acusações, de atos de espionagem claros contra personalidades internacionais e, pior ainda, um padrão criminoso e intencional de um alto funcionário que tem que guardar sigilo do seu trabalho e das suas funções.


Fonte : Pambazuka News

sexta-feira, 20 de junho de 2014

No Dia Internacional do Refugiado: o Mundo “globalizado” é mais injusto e inseguro




Os magnatas mundiais do neoliberalismo e o seu aparelho de propaganda global fizeram-nos crer que a globalização era a solução para os problemas da humanidade para a paz, enquanto o poder político absoluto e o controlo dos recursos e do comércio mundial ficava nas mãos de uns poucos.

Hoje, mais de 20 anos após a queda do “Muro de Berlim”, esse mesmo poder absoluto está, mais do que nunca, a provocar mais desigualdade, fome, focos bélicos, população deslocada e refugiada.
Segundo dados das agências internacionais dependentes e colaboradoras da ONU, a população mundial deslocada, exiliada ou refugiada devido a desastres naturais, conflitos, guerras civis ou invasão militar do seu próprio país, supera os 45 milhões de pessoas, das quais:
  
— Quase 29 milhões vivem deslocados ou exiliados em acampamentos de população refugiada, suportando carências alimentares, sanitárias, higiénicas e condições climáticas extremas e adversas.

— 15,4 milhões fugiram do seu país, obrigados e perseguidos pela fome, por questões políticas ou religiosas, em busca de um lugar mais seguro para a sua integridade física e das suas famílias.



Em menos de uma década duplicaram os conflitos civis e militares nas zonas do mundo mais ricas em matérias-primas (sobretudo em minerais, hidrocarbonetos, madeira e outros recursos naturais), fomentados pela ambição da indústria e do comércio dos países do primeiro mundo, respaldados pelo império da globalização capitalista.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e outras instituições, referem-nos o Paquistão como o lugar onde se concentra o maior número de população deslocada e refugiada, fugida do Afeganistão, Iraque, e outros países limítrofes. No entanto, observando os conflitos mais recentes da Síria, Sudão, Mali, Quénia, Etiópia e Iraque (invadido e destruído até às suas fundações, saqueado do seu património histórico e cultural e dos seus recursos naturais, após a saída das potências multinacionais, entre as quais Espanha, Reino Unido e EUA), questionamo-nos quando aos dados da agência, e constatamos que estes últimos países são, por excelência, aqueles com mais pessoas deslocadas hoje em dia. Além disso, damo-nos conta de como continuam esquecidos das agendas políticas internacionais, os conflitos que provocaram a condição de refugiado mais antiga da história recente: o da Palestina e do Sahara Ocidental: dois povos invadidos e massacrados permanentemente por Israel e Marrocos, protegidos por esse falso e hipócrita império da globalização, liderado pelo gendarme do Mundo, os EUA.



O Sahara, Espanha e a Monarquia dos Borbons. Imaginemos por um instante pormo-nos na pele de todos os/as refugiados/as e deslocados/as do mundo, hoje dia 20 de Junho, no seu “Dia Internacional” decretado pela ONU (que, diga-se de passagem, não serve para nada senão para que nos recordemos bem da sua situação e a gravemos na nossa memória). O caso do povo refugiado mais próximo e vinculado a Espanha é o do Povo Saharaui, cuja situação de abandono e desamparo é de absoluta responsabilidade do Reino de Espanha, da sua Monarquia e, por consequência, de todos os espanhóis e espanholas. Milhares de cidadãos e cidadãs de todas as comunidades, regiões e municípios do Estado espanhol não esquecem esta responsabilidade incumprida pelos partidos políticos e governos, e ajudam a sobrevivência do povo saharaui, cobrindo, na medida do possível, suas necessidades mais básicas, exigindo que se lhe faça justiça, reclamando que se cumpra com o dever de Reparação e com a Jurisprudência Internacional, para que o povo saharaui possa exercer o seu direito de autodeterminação e independência do Reino de Marrocos, que ocupa de facto o Sahara Ocidental, causando dor e sofrimento ao nosso povo irmão.

O Povo Saharaui, desde há 40 anos, vive dividido entre os Acampamentos de População Refugiada em Tindouf, no sudoeste da Argélia, os territórios ocupados pelo Reino Alauita e a diáspora, especialmente no sul da Europa, ainda que haja milhares de pessoas espalhadas por todo o planeta. Entretanto, o território do Sahara Ocidental mantem-se dividido de Norte a Sul pelo muro mais extenso do mundo, construído nos anos 80 do século passado por Marrocos, com financiamento de França e Israel e apoio logístico dos EUA, enquanto Espanha, e os seus dirigentes  — tanto de direitas, como social-democratas —, viravam a cara de vergonha para outro lado, tal como o continuam a fazer hoje em dia.



O movimento de solidariedade com o Povo Saharaui reclama neste momento, poucas horas depois da coroação de D. FELIPE VI como novo Rei de Espanha, que repare o flagrante incumprimento da palavra dada por seu pai JUAN CARLOS I ao Povo Saharaui na cidade de El Aaiún a 2 de novembro de 1975, quando prometeu solenemente defendê-lo e não o abandonar, ante a ameaça de invasão marroquina. Dias depois, a 14 de novembro desse mesmo ano, vendia o “Sahara Espanhol” e a sua gente, na qualidade de Chefe de Estado espanhol em funções, com a sua assinatura Real, através dos traidores e infames “Acordos Tripartidos de Madrid”, pelos quais se vendia e abandonava os saharauis à mercê de Marrocos e Mauritânia. Aquela venda, favoreceu que HASSAN II de Marrocos reconhecesse como seu “irmão” mais novo Juan Carlos I, e apoiasse economicamente a consolidação político e patrimonial da monarquia espanhola, contando além disso com a amizade indissociável e pessoal dos reis da Arábia Saudita, último país visitado oficialmente pelo velho rei Juan Carlos.

Nesta hora aziaga, em que Espanha herda não só a coroa mas também as dívidas e os incumprimentos familiares dos Borbons, esperamos ardentemente que, o primeiro país que Felipe de Borbon visite, após a sua coroação como novo Rei de Espanha, não seja Marrocos, e que demonstre a sua independência em relação ao Sultão Alauita, rompendo assim a cadeia de silêncio, que a ação de seu pai provoca na política exterior espanhola.


Fonte: porunsaharalibre.org / Por Miguel Castro – vice-presidente da Asociación de Amistad con el Pueblo Saharaui de Sevilla.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Alto Comissariado da ONU para os Refugiados junta 192 saharauis separados durante 39 anos



A Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR) conseguiu esta quarta-feira reagrupar familiarmente 192 saharauis residentes no Sahara Ocidental e nos acampamentos próximos de Tindouf (Argélia), após terem estado 39 anos separados, segundo afirmaram à agência noticiosa Servimedia fontes deste organismo das Nações Unidas.

O ACNUR reiniciou assim os voos que permitem o reencontro de familiares saharauis através de um programa que teve início em 2004 (chamado de ‘Medidas de fomento da confiança’) e de que já beneficiaram cerca de 20.000 pessoas.

Estas famílias saharauis têm estado separadas durante quase quatro décadas por falta de um acordo político que lhes permita regressar ao seu lugar de origem. Muitos refugiados radicaram-se na Argélia em 1975 quando Espanha se retirou do Sahara Ocidental [a Marrocos invadiu o território].

António Guterres


O Alto-comissário da ONU para os Refugiados, António Guterres, assegura que o recomeço do programa se produz após “intensas negociações” e permitirá “que famílias que estão separadas se possam voltar a ver”, tendo também considerado crucial que estas visitas prossigam porque “aumentam a confiança e a compreensão sobre uma das situações de refugiados mais prolongadas no tempo”.

O programa do ACNUR recomeça com voos que foram suspensos em agosto de 2013. Além das visitas familiares, o programa inclui seminários culturais e reuniões em Genebra (Suíça) entre as duas partes, Marrocos e a Frente Polisario, e com os dois países vizinhos(Argélia e Mauritânia).


Fonte: teinteresa.es






quinta-feira, 10 de abril de 2014

Ação esperada do Conselho de Segurança




Em abril [o que deverá ocorrer no dia 17], o Conselho de Segurança espera que um briefing lhe seja apresentado na sequência das consultas sobre a Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental (MINURSO) realizadas por Wolfgang Weisbrod-Weber, Representante Especial do Secretário-Geral e chefe da MINURSO, e Christopher Ross, Enviado Pessoal do Secretário-Geral para o Sahara Ocidental.
Uma resolução deverá ser adotada para renovar o mandato da MINURSO que expira em 30 de abril e que se deverá prolongar por mais 12 meses. (…)

Questões-chave

A principal questão para o Conselho de Segurança em abril é a renovação do mandato da MINURSO.
O problema maior é o que o Conselho de Segurança pode fazer para aliviar o bloqueamento nas negociações entre Marrocos e a Frente Polisário , incluindo a melhor forma de apoiar Ross nos seus esforços para aproximar as partes e quebrar o impasse.
As tensões entre Marrocos e Argélia continuarão a ser um motivo de preocupação.
A consideração de um registo de refugiados nos campos de refugiados de Tindouf é outra questão.
Um problema constante para o Conselho é questão de ser mais ativo na resolução da situação dos direitos humanos. Marrocos acredita que a questão dos direitos humanos está sendo desnecessariamente politizada, havendo apenas que assegurar a promoção e proteção dos direitos humanos através de mecanismos nacionais e através das suas interações com os mecanismos do Alto Comissário da ONU para os Refugiados, incluindo as visitas e procedimentos Especiais do ACNUR. A Polisario acredita que um mecanismo de direitos humanos dentro MINURSO é o único mecanismo adequado, assim como procedimentos especiais que não estão implantados no terreno.


sexta-feira, 21 de março de 2014

Seminário de medidas criadoras de confiança no Sahara Ocidental




O Governo Português congratula-se com a realização do 5.º Seminário de Medidas Criadoras de Confiança no Sahara Ocidental, que decorreu entre 16 e 21 de março, em São Miguel, Açores.

Neste seminário - organizado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), com o apoio do Estado Português e nomeadamente do Governo Regional dos Açores - estiveram presentes cerca de 140 saharauis provenientes dos campos de refugiados perto de Tindouf (Argélia) e do território do Saara Ocidental, para debater questões culturais, com o objetivo de aproximar estas comunidades separadas por décadas de conflito.

Portugal apoia os esforços das Nações Unidas no sentido de ajudar as partes a alcançarem uma solução política justa, duradoura e mutuamente aceitável que permita a autodeterminação do povo do Sahara Ocidental, no respeito dos objetivos e princípios da Carta das Nações Unidas.

As edições anteriores deste seminário tiveram lugar também em Portugal, nomeadamente na Madeira (2011), nos Açores (2012 e outubro de 2013) e em Faro (fevereiro de 2013).


Fonte: Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal

quarta-feira, 19 de março de 2014

Açores: Seminário sobre fortalecimento de medidas de confiança no Sahara Ocidental

Reencontro de famílias saharauis
proporcionado pelo ACNUR

Açores, Portugal, ACNUR - Cerca de 140 pessoas dos acampamentos de refugiados saharauis perto de Tindouf (Argélia) e do Território do Sahara Ocidental deram início segunda-feira a um seminário cultural de uma semana nas ilhas de Açores, o último de uma série que visa aumentar a confiança e compreensão numa das situações de refugiados do mundo mais prolongadas.

Os seminários são um dos vários componentes de um programa de Medidas de Confiança (CBM )  do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) que está em curso desde 2004. Representantes do Governo de Marrocos e da Frente Polisário acompanham os participantes. O ministério dos Negócios Estrangeiros e do Governo Regional dos Açores de Portugal também deram apoio.

"O ACNUR espera que o programa humanitário sob a nossa responsabilidade complemente os esforços das Nações Unidas na busca política para encontrar uma solução para esta situação, a mais longo de refugiados sem solução. Os seminários, assim como as visitas de entre familiares, são elementos vitais do nosso programa, ligando uma população dividida pelo conflito há quase quatro décadas" , disse Athar Sultan- Khan, chefe de gabinete do Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados.


Para mais informações contactar:


Dan McNorton (Geneva): mcnorton@unhcr.org; Telemóvel: + 41 79 217 3011.

quarta-feira, 12 de março de 2014

"Ponte aérea" entre Tindouf e o Sahara Ocidental será reatada em abril



A "ponte aérea" promovida pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) para reunir as comunidades saharauis dos acampamentos de Tindouf (Argélia) e do território do Sahara Ocidental será reatada em abril próximo.

O ACNUR informou em comunicado que no próximo dia 17 de abril será reatada a ponte aérea com quatro voos que tinham sido suspensos em agosto del 2013.

Segundo parece, disputas internas sobre quem devia beneficiar dos ditos voos provocaram a suspensão do programa, comentaram fontes do organismo.

Os voos inserem-se no programa de Medidas de Consolidação de Confiança posto em marcha em 2004 pelo ACNUR em colaboração com os governos de Marrocos, Argélia e Mauritânia, assim como com a Frente Polisario.


O programa compreende especialmente a deslocação de saharauis desde Tindouf até el Aiún (capital do Sahara Ocidental) [mas também em sentido inverso] para que famílias que estão separadas há mais de 38 anos possam reencontrar-se.
 
António Guterres

"Estou muito contente que as visitas sejam reatadas. É vital que estas visitas continuem dado que ajudam a restabelecer a confiança e o entendimento", assinalou o Alto-Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres, que recordou que os saharauis são um dos grupos de refugiados mais antigos do mundo.

O programa também inclui seminários em que participam representantes da Frente Polisario, do governo marroquino e saharauis residentes tanto nos campos de Tindouf (Argélia) como no Sahara Ocidental, os quais tiveram lugar em Portugal, assim como "reuniões de coordenação" em Genebra.

Até ao momento, cerca de 20.000 pessoas participaram na "ponte aérea", e 150 pessoas assistiram aos quatro seminários organizados pelo Governo português.

O quinto seminário terá lugar nos Açores a 16 de março, e a próxima reunião de coordenação ocorrerá em Genebra no mês de julho.

Fonte: eldiario.es

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Açores: tem início Seminário de Fortalecimento de Medidas de Confiança no Sahara Ocidental


Açores, Portugal, 30 Out. 2013 – Quarenta e duas pessoas dos campos de refugiados saharauis de Tindouf (Argélia) e dos territórios ocupados do Sahara Ocidental começaram um seminário que se prolongará por uma semana, o último de uma série que visa aumentar a confiança e compreensão numa das situações de refugiados mais duradouros do mundo.

Os seminários são uma das várias componentes de um programa de construção de confiança do Alto Comissariados das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) que está em curso desde 2004. Representantes do Governo de Marrocos e da Frente Polisário acompanham os participantes.

O seminário terá como foco a importância da cultura Saharaui nómada, incluindo sua história e sua importância na literatura e na música.

"Os seminários, e as mais amplas medidas de construção de confiança, são elementos vitais do rumo humanitário do ACNUR para vincular uma população dividida pelo conflito. Eles complementam a vertente política paralela em curso pelas Nações Unidas no sentido de encontrar uma solução para esta situação", disse Athar Sultan-Khan, chefe de gabinete do Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados.



O Programa de Medidas de Confiança do ACNUR para a situação saharaui inclui seminários sobre cultura Saharaui, um programa de visitas de familiares e reuniões de coordenação em Genebra com as duas partes, Marrocos e Frente Polisário, e os dois países vizinhos, Argélia e Mauritânia. Destinam-se a permitir que as famílias saharauis, separadas por mais de 38 anos numa das mais arrastadas situações de refugiados do mundo, possam estar juntos, trocar informações e discutir vários aspetos da sua cultura. Cerca de 20 mil pessoas participaram em visitas familiares desde que o programa começou, e 160 pessoas participaram em quatro seminários apoiados pelo Governo Português.

Famílias saharauis foram separadas umas das outras há quase quatro décadas, devido à ausência de uma solução política que possa acabar com seu sofrimento e permitir que voltem aos seus lugares de origem. Os refugiados começaram a chegar à Argélia, em 1975, depois da Espanha se ter retirado do território do Sahara Ocidental e os combates terem começado.

Para mais informações:

Dan McNorton (Geneva) at mcnorton@unhcr.org or mobile ++ 41 79 217 3011.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

4.ª Comissão da ONU adota projeto de resolução

 

A 4.ª Comissão da ONU, encarregada das questões políticas especiais e de descolonização concluiu ontem os debates sobre a questão de descolonização, adotando 11 projetos de resolução relativos a estas questões.

Recomendou à Assembleia Geral um projeto de resolução sobre a questão do Sahara Ocidental, aprovada sem votação, para apoiar o processo de negociação, a fim de se alcançar uma solução política justa, duradoura e mutuamente aceitável que permita a autodeterminação do povo do Sahara Ocidental. O projeto de resolução da 4.ª Comissão recomenda a Assembleia a convidar as partes - Marrocos e a Frente Polisario - a cooperar com o Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e a cumprir as obrigações da lei internacional humanitária.

Na sequência da aprovação do texto, o representante da União Europeia exortou as partes a continuar a trabalhar com o enviado pessoal do Secretário-Geral da ONU para o Sahara Ocidental e a demonstrar vontade política de encontrar uma solução. A União Europeia apoia a "diplomacia de vai-e-vem", proposto pelo enviado pessoal e adotada pelas partes, assegurou. Além disso, incentiva as partes a prosseguirem a sua cooperação com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) na implementação de medidas de confiança e apoia o apelo do Conselho de Segurança no sentido do registo dos refugiados nos acampamentos de Tindouf - acrescentou. A União Europeia está porém preocupada com as implicações do conflito no Sahara Ocidental sobre a segurança e cooperação na região.

Fonte: ONU


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Ministério da Cultura saharaui anuncia a publicação de livros de poetas e escritores saharauis

 

Recentemente, o ministério da Cultura saharaui, com o apoio de alguns organismos e associações de solidariedade, publicou vários livros de poetas e escritores saharauis, de acordo com declarações do Diretor do Centro da Recompilação e Conservação da Memória Oral Saharaui.

O diretor do Centro da Recompilação e Conservação da Memória Oral Saharaui, Mohamed Ali  Lam-man, referiu à SPS que  têm sido publicados uma série de livros de poetas saharauis e escritores com o objetivo de animar a produção e criação literárias, sublinhando que nos próximos meses serão editadas novas publicações.

Mohamed Ali  Lam-man faz um apelo a todos os poetas e escritores saharauis a trabalhar com o fito de contribuir para o enriquecimento e a preservação da memoria  oral do povo saharaui.

O Ministério da Cultura tem previsto desde há anos publicar uma série de livros em colaboração com o Alto Comissariado os Refugiados (ACNUR) e a Universidade Autónoma de Madrid.


As novas publicações incluem trabalhos dos poetas e escritores  Bunann-na  Abdelhay, Sidi Brahim Aydud, Hamdi Al-lal , Bàdi Mohamed Salem e Bachir Aali. Tendo sido igualmente publicado o libro , " La Experiencia  en la Medicina Tradicional " do escritor Mohamed Ali Lam-man. (SPS)

quinta-feira, 4 de julho de 2013

ACNUR: Novo acordo para facilitar visitas familiares no Sahara Ocidental

Reencontro de famílias saharauis


Marrocos, Frente Polisario, Argélia, Mauritânia e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados concluíram um acordo para estender o programa de visitas de famílias separadas pelo conflito no Sahara Ocidental, anunciou o ACNUR.

O acordo foi concluído ontem, quarta-feira, após dois dias de conversações em Genebra, no âmbito do programa do ACNUR para restabelecer a confiança entre as partes e que teve início em 2004.

Cerca de 20.000 saharauis puderam já beneficiar, desde então, desta troca de visitas entre familiares afastados.

“Estas famílias estão separadas desde há muito tempo e o programa de visitas permite-lhes verem-se, em muitos casos pela primeira vez em 37 anos. Há que ver a alegria e a esperança que constituem estas reuniões familiares”, declarou Athar Sultan-Khan, do ACNUR.

“Todos trabalhamos para solucionar esta situação dos refugiados do Sahara Ocidental, com o fim de que um dia possam regressar à sua terra de modo digno e com honra”, afirmou.


Fonte: terra.com.co / AFP

terça-feira, 2 de julho de 2013

Governo marroquino e a Frente Polisario reúnem-se em Genebra



Genebra, 2 jul (EFE).- Representantes da Frente Polisario, e dos governos de Marrocos, Argélia e Mauritânia reúnem hoje e amanhã na sede do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), em Genebra, informou o organismo internacional.

A reunião insere-se no programa de Medidas de Consolidação de Confiança posto em execução em 2004 pelo ACNUR em colaboração com os governos de Marrocos, Argélia e Mauritânia, assim como a Frente Polisario.

É a quarta vez que tem lugar em Genebra uma reunião com estas características e que tem por objetivo avaliar as medidas de confiança.

O programa compreende especialmente o transporte e acompanhamento de saharauis desde os campos de Tindouf (Argélia) até El Aaiún (capital do Sahara Ocidental) para que as famílias separadas desde há 37 anos se possam reencontrar.

O projeto promove também seminários em que participam não só representantes políticos mas também cidadãos tanto de Tindouf como de El Aaiún, para consolidar relações.

Até ao momento realizaram-se três seminários que tiveram lugar em Portugal: o primeiro teve lugar na Madeira, o segundo nas ilhas dos Açores, e o último em fevereiro passado em Faro.

Segundo dados do ACNUR, mais de 15.000 pessoas visitaram os seus familiares nos acampamentos argelinos de Tindouf  e no território do Sahara Ocidental, enquanto 40.000 saharauis se encontram ainda em lista de espera.


Fonte: EFE

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Relatório completo de Christopher Ross ao Conselho de Segurança da ONU (22 de abril 2013)




Sr. Presidente, distintos membros do Conselho,

É de novo um prazer estar convosco para examinar a procura de uma solução política e mutuamente aceitável que preveja a livre determinação do povo do Sahara Ocidental. Hoje, vou abordar o período desde meados de março, quando se completou o último relatório do Secretário-Geral.

Estou no meu quinto ano como mediador. E enquanto o Médio Oriente e a Região do Norte de África e do Sahel têm sido palco de acontecimentos tão preocupantes, as iniciativas do Sahara Ocidental permanecem congeladas. Tinha a esperança que a primavera árabe tivesse um efeito galvanizador, mas não teve. Mais tarde, tinha a esperança de que a crise no Sahel pudesse criar um novo sentido de urgência, mas não foi assim.

Após trinta e oito anos de conflito sobre o futuro da ex-colónia espanhola, Marrocos e a Polisario continuam demonstrando um inquebrantável apego às posições mutuamente exclusivas. Entretanto, as famílias do Sahara, seja a este ou a ocidente do muro, continuam a suportar condições adversas e separações dolorosas que agora afetam três gerações, e os povos do Magreb vêm-se privados dos benefícios não concretizados da integração regional. A necessidade de uma solução é cada vez mais urgente.

Un enfoque diferente

En mi informe de noviembre 2012 al Consejo, indiqué que yo había llegado a la conclusión de que continúe el proceso de negociaciones a través de periódicas reuniones cara a cara, no darían resultados en ausencia de cambio en el ámbito nacional, regional o entorno internacional.

Durante cuatro años, había hecho muchos intentos para inducir la discusión de los dos principales elementos de la dirección del Consejo - El principio de una solución y los medios de determinar los deseos libremente expresados ​​del pueblo en cuestión. He creado un ambiente menos formal de las conversaciones cara a cara. Yo alenté a las Partes para hacer frente a las propuestas del otro. Identifiqué elementos comunes en la discusión. Propuse examinar los temas con discreción. Todos  estos intentos fracasaron. Las Partes prefirieron el status quo de tomar cualquier tipo de riesgo en aras de una solución.

Como se indica en mi última exposición informativa y en mis intercambios posteriores en las capitales del Grupo de Amigos, me decidí a probar un enfoque diferente - el de la participación en un período de consultas confidenciales y de intercambio de ideas con cada parte y en el vecino país por separado y recurrir a la diplomacia como justificante. Tengo la esperanza de que  haciendo esto, puedo inducirlos a ir más allá de la defensa de propuestas formales y comenzar a pensar acerca de la flexibilidad de elementos de un posible compromiso o solución consensuada sobre el conflicto y sobre los medios de determinar los deseos de los interesados.

Las partes tendrán que reconocer que está en ellos la elaboración de las dos partes de esta solución - no el Enviado Personal, no el Secretario General, o el Consejo de Seguridad, no las organizaciones regionales y no la comunidad internacional. Finalmente, tendrán que aceptar que, al final, nadie va a conseguir todo lo que quiere si una solución mutuamente aceptable para ambas partes. Esto no será fácil, y no hay ninguna garantía de éxito, pero debe ser juzgado.

Mi viaje al Norte de África fue orificado con un comunicado de bienvenida de apoyo del Grupo de Amigos, viajé al norte de África desde marzo 18 a abril 3 y de nuevo a partir del 8 de abril al 11 de abril al confirmar la voluntad de las partes y los Estados vecinos a participar en este nuevo enfoque. Al mismo tiempo, traté de perseguir tres aspectos del entorno de negociación - en primer lugar, mejorar entre Marruecos y Argelia las relaciones, según el mandato del Secretario General; segundo, mayores contactos entre los saharauis y, en tercer lugar, con el tiempo, un posible - aunque poco probable - Papel de apoyo para la Unión del Magreb Árabe.

Al igual que en el pasado, el Gobierno de España facilitó un itinerario de viaje de otra manera sería imposible haber puesto un avión a mi disposición, y una vez más registro mi agradecimiento.

Ross e o MNE marroquino

Marruecos

Empecé en Rabat el 19 de marzo, donde, en ausencia del rey Mohammed VI, me reuní con el Jefe de Gobierno, los Ministros de Relaciones Exteriores y del Interior, los presidentes de las dos cámaras legislativas, el Presidente de la Comisión Nacional del Consejo de Derechos Humanos y el Consejo de los Derechos Económicos, Sociales y Consejería de Medio Ambiente, que está elaborando un plan de desarrollo socio-económico para el sur. Todos reiteraron el compromiso de Marruecos de trabajar con la ONU y su aceptación de mi nuevo enfoque. Al mismo tiempo, reiteraron su posición: la autonomía del Sáhara Occidental en Soberanía marroquí es la única solución realista y que Argelia debería ser un partido, por su apoyo diplomático y militar para el Polisario. Quizá la reunión más interesante que he tenido en Rabat  fue con los legisladores y funcionarios de los partidos políticos del Territorio. Todos tenían elogios por ACNUR en la medida del  fomento de la confianza que brinda y dieron la bienvenida a la idea de un  aumento de los contactos con los saharauis. Mientras que apoyaban la posición de Marruecos en cuanto a la autonomía, exigían una mayor participación en el gobierno de ese  territorio y se quejaron de que tanto el Gobierno de Marruecos y la ONU los tenían los excluidos del proceso de negociación. Algunos fueron tan lejos como para sugerir que el Gobierno de Marruecos y  la ONU se hagan a un lado para permitir a los saharauis del Territorio y los campamentos de refugiados que encuentren una solución utilizando los métodos tradicionales de resolución de los conflictos. Funcionarios marroquíes y de hecho, el Polisario después llamaron a este escenario poco realista.

Al margen de mi visita a Rabat, me reuní con el Secretario General de la Unión del Magreb  Árabe, el ex ministro de Relaciones Exteriores de Túnez Benyahia. Él indicó que los preparativos sectoriales para una reunión cumbre continúan a buen ritmo y que los Ministros  del Interior se reunirán este mes, pero que la propia cumbre es poco probable que sea celebrada antes de 2014, tanto por la necesidad de completar preparaciones y debido a las condiciones de inestabilidad en Túnez y Libia.


Christopher Ross com grupos de ativistas saharauis
em El Aaiún e Dakhla


Sáhara Occidental

He viajado al Sáhara Occidental el 22 de marzo para mi segunda visita. Una vez más, las  autoridades locales no presentaron dificultades con mi programa. Acompañado por RESG  Weisbrod-Weber, me reuní con numerosos saharauis tanto en El Aaiún y Dakhla, incluyendo los directores de las sucursales locales del Consejo Nacional de Derechos Humanos. Al igual que  en mi anterior visita, observé tres tendencias entre los saharauis: los que son independentistas,  los que están a favor de la autonomía, y los que simplemente quieren una vida mejor. Todos eran elocuentes en señalar sus puntos de vista, pero, una vez más, era  imposible medir la fuerza relativa de estas tres tendencias. Dicho esto, como en Rabat, muchos  me dijeron que se sienten excluidos de las negociaciones sobre su futuro y anhelan tener un  mayor contacto con los compatriotas en el otro lado de la berma (muro). Algunos expresaron  una falta de confianza en la aplicación de autonomía y pidieron que la ONU explorara los tipos  de garantías necesarias para asegurarse de que los saharauis tendrán un papel predominante  en que rige el territorio bajo la autonomía. Otros pidieron atención prioritaria a poner fin a los  abusos de los agentes de seguridad marroquíes sobre derechos humanos y la explotación  ilegal de los recursos naturales, utilizando sus palabras. Los directores locales del Consejo  Nacional de Derechos Humanos, tanto en El Aaiún y Dakhla lamentaron una vez más que las  autoridades locales no están respondiendo a sus recomendaciones y que como resultado, están  perdiendo credibilidad ante la población.

El 23 de marzo, las manifestaciones independentistas en pequeña escala se llevaron a cabo en El Aaiún. No fui testigo directo yo mismo. Yo recibí una llamada telefónica advirtiendo que  uno de los que había conocido ese mismo día había sido herido en un combate cuerpo a cuerpo con la policía. Los funcionarios marroquíes que he interrogado, negaron que algún problema haya ocurrido.

Ross com Mohamed Abdelaziz

Los campamentos de refugiados cerca de Tinduf

He viajado a los campamentos de refugiados saharauis cerca de Tinduf, Argelia, el 25 de marzo. Mi primer encuentro fue con los jóvenes, que me confrontaron con una versión muy diferente de las manifestaciones en El Aaiún y exigieron que la ONU tome medidas inmediatas para hacer frente a lo que había sucedido. En esta y las siguientes reuniones, que vi una vez  más la creciente frustración y la desesperación de las generaciones más jóvenes, para los que  la ONU ha perdido toda credibilidad. Algunos me pidieron que renunciara. Otros pidieron un  retorno a la lucha armada.  Sin embargo, otros dijeron que estaban considerando el martirio en  la berma (muro) obligando a la comunidad internacional a prestar atención. Abdelaziz,  Secretario General del Polisario y los otros civiles y funcionarios militares con los que me reuní coincidieron con mi nuevo enfoque con renuencia, temiendo como lo hicieron que el objetivo de  “compromiso” hace el juego a Marruecos. Insistieron también en que las reuniones periódicas de cara a cara, también deben rendir dar el proceso de negociación a nivel público. Más allá de esto, fueron resistentes a una gran escala en cuanto al diálogo de pueblo a pueblo. Para ellos,  no hay problemas entre los saharauis y, mediante la inducción de ciertas personas a sugerir  teniendo un mayor protagonismo de los saharauis en el proceso de negociación, Marruecos simplemente sigue tratando de desviar la atención de la necesidad de participar en el tema  central de autodeterminación.

El Sr. Abdelaziz puso un gran énfasis en hacer frente a violaciones de los derechos  humanos y la explotación ilegal de los recursos naturales del territorio. Yo señalé que cualquier enfoque de  los derechos humanos tendría que incluir los campamentos, en los que también se habían   alegado violaciones. Él negó tales violaciones y reiteró la invitación del Polisario al monitoreo de  los derechos humanos en los campamentos. El Sr. Abdelaziz también advirtió que cada vez  es más difícil controlar a los jóvenes en los campamentos a causa de su frustración. Algunos podrían también tratar de disparar las hostilidades. En cualquier caso, la reanudación de la  lucha armada seguía siendo una opción, como previamente había oído antes de los líderes  militares del Polisario. Sostuve enérgicamente mi postura contra cualquier recurso a las hostilidades, entre otras cosas señalando que la tecnología de la guerra había evolucionado  desde las batallas que la habían sido partícipes entre los años 1970 y 1980 y que la guerra  sería una catástrofe para todos involucrados. En cuanto a la inscripción individual de los refugiados, es un tema que se volvió a plantear, destacando  que es más importante que nunca  saber que están en los campos, la respuesta fue como antes: no se necesita dicho registro – ACNUR y los donantes están satisfechos con estimaciones de los países de acogida  de los números, los extranjeros no pueden infiltrarse en la sociedad del campamento, y  Marruecos no hace más que la explotación de este tema con fines políticos.

En cuanto a las reclamaciones que el Polisario tiene participación en la crisis en Malí, todos con
quien hablé negaron categóricamente cualquier vínculo y destacaron que el Polisario se opone  al terrorismo y está haciendo todo lo posible, en colaboración con Argelia para asegurarse de que los saharauis se quedan fuera de esta situación.

Mauritania

El 27 de marzo, continué por Nuakchot, donde el presidente Ould Abdelaziz reiteró la política  de neutralidad positiva de Mauritania y manifestó su disposición para asistir al programa de  fomento de la confianza en el futuro hospedaje ACNUR en seminarios de saharauis.

Argelia

El 28 de marzo, llegué a Argel para reunirme con el Presidente Bouteflika y su ministro de Relaciones Exteriores y el Ministro Delegado para África y Asuntos  del Magreb. El Presidente  reiteró el apoyo de Argelia por mis esfuerzos y expresó su esperanza de que mi nuevo  planteamiento llevaría al progreso hacia el ejercicio de la autodeterminación para el Sáhara Occidental. En una sesión de  trabajo preliminar, el Ministro Delegado Messahel insistió en que  el Sáhara Occidental es una cuestión de descolonización que cae dentro de la responsabilidad  de la ONU. Él repite las posiciones que el Presidente había expresado durante mi último viaje, es decir, que Argelia no es y nunca será parte de las negociaciones y, al mismo tiempo, no va a  apoyar cualquier solución que no incluya un verdadero referéndum de autodeterminación. El Sr.  Messahel expresó dudas de que mi nuevo enfoque podría conducir a un cambio en las  posiciones de las partes y llamado para la conservación de la opción de las reuniones cara a  cara, así como para la acción del Consejo de Seguridad de empujar a las partes a un acuerdo. Sobre las relaciones entre Marruecos y Argelia, el presidente Bouteflika deploró lo que vio como la actitud agresiva de los medios de comunicación oficial de Marruecos y de Argelia, pero reiteró su disposición a seguir trabajando para mejorar las relaciones bilaterales. En una reunión por separado, el canciller Medelci, quizás vio reflejando la corrosión impacto de la crisis  del Sahel en las relaciones bilaterales con Marruecos, Rabat señaló las señales contradictorias y  cuestionaron su compromiso con la mejora de las relaciones.

Nueva visita a Marruecos

El 9 de abril, volví a Marruecos para reunirme con el rey Mohammed VI en Fez. Antes de reunirme con el rey, yo llamé a su ministro del Interior para discutir los acontecimientos de El Aaiún. Dijo que era consciente de los posibles excesos de la policía, que había abierto una investigación, y que nadie encontró que se hayan cometido abusos y serían castigados. Llegué a la conclusión de que, en cualquier caso, es la planificación de una reorganización completa del aparato de seguridad en el Sáhara Occidental.

Cuando me reuní con el rey, expresó su apoyo al nuevo enfoque que tenía propuesta para participar en la sustancia y una vez más pidió a Argelia a desempeñar un papel más activo. Sin embargo, la mayor parte de nuestros 45 minutos juntos fueron dedicados a su reacción a la propuesta de incluir los derechos humanos en el mandato de la MINURSO, una evolución de la que acababa de ser informado.

Él estaba profundamente decepcionado y ‘sorprendido’ y dijo que no hay justificación existe para tal propuesta.

Pasos siguientes

Los próximos pasos en el proceso de negociación están supeditados a los resultados de consultas que ocurren ahora en la cuestión de los derechos humanos y su efecto en las distintas partes directa e indirectamente afectadas. Salvo acontecimientos imprevistos, mi intención es comenzar mis conversaciones bilaterales confidenciales y de intercambio de ideas con las partes y los Estados vecinos en la segunda mitad de mayo. En el plano regional, tengo la intención de visitar a Addis Abeba en respuesta a una invitación de la Unión Africana.

También puedo programar visitas a Trípoli y Túnez si me juzgan esto útil. Al mismo tiempo, estoy buscando continuar los pasos hacia la mejora de las relaciones marroquí-argelinas y una expansión del programa de medidas de fomento de la confianza.

Tengo la firme convicción de que, cualquiera que sea el efecto de las consultas en curso, las partes y los Estados vecinos deben permanecer comprometidos con las Naciones Unidas en los esfuerzos para promover una solución. Hacer lo contrario sería hacer una fosa en contra de las familias del Sáhara Occidental al este y al oeste de la berma (muro) y la seguridad, la estabilidad y las perspectivas económicas de la región del Magreb. Es tiempo de avanzar, no retroceder.

Gracias

Fonte: Colectivo Saharaui 1975