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quinta-feira, 23 de maio de 2019

Alemanha pronuncia-se após a renúncia de Horst Köhler




Berlim, 23 maio de 2019. -(El Confidencial Saharaui). Por Lehbib Abdelhay/ECS - O Ministério das Relações Exteriores da Alemanha divulgou uma declaração, após a renúncia do enviado pessoal do Secretário Geral da ONU para o Sahara Ocidental, o ex-presidente alemão Horst Köhler.

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, fez a seguinte declaração hoje (23 de maio) sobre a renúncia do ex-presidente alemão Horst Köhler como enviado pessoal do Secretário Geral da ONU para o Sahara Ocidental:
"Gostaria de expressar a minha sincera gratidão pessoal e expressar o nosso profundo respeito a Horst Köhler pelo seu compromisso incansável", disse Maas.
Depois de mais de uma década de estagnação, o ex-presidente do FMI conseguiu reunir todas as partes em torno de uma mesa em Genebra, em dezembro de 2018 e março de 2019.
"Desta forma, Köhler lançou as bases de um processo de negociação para uma solução realista, viável e duradoura no quadro das resoluções das Nações Unidas que permite ao povo saharaui exercer o seu direito à autodeterminação", acrescenta o responsável da diplomacia alemã.
"Continuaremos nessa linha de esforços e também usaremos a nossa participação no Conselho de Segurança em 2019/20 para alcançar esse objetivo", conclui a declaração.
O enviado da ONU para o Sahara Ocidental, o ex-presidente alemão Horst Köhler, decidiu deixar o cargo por motivos de saúde, informou a ONU em um comunicado enviado à imprensa.
"O secretário-geral (António Guterres) falou hoje com Köhler, que o informou sobre sua decisão de renunciar ao cargo por motivos de saúde", diz o texto, detalhando que o líder da ONU "lamenta profundamente a decisão" ainda que a "entenda completamente".

domingo, 3 de março de 2019

Sahara Ocidental | Köhler reúne com as partes em conflito esta semana.




Madrid, 02 março de 2019. -(El Confidencial Saharaui) - Por Lehbib Abdelhay/ECS- Nos dias 4 e 5 de março, o enviado especial da ONU para o Sahara Ocidental reunir-se-á com a Frente Polisario na capital alemã, Berlim, segundo a agência de notícias saharaui SPS.

Köhler em Lisboa conversa com a parte marroquina

O enviado pessoal do Secretário Geral das Nações Unidas para o Sahara Ocidental, Horst Köhlerreunirá igualmente a 6 e 7 de março (ainda a ser confirmado) em Lisboa, Portugal, com representantes do Reino de Marrocos, incluindo o governadores das duas regiões do Sahara Ocidental, Dakhla e El Aaiún, de acordo com informações recolhidas pela imprensa marroquina.
Segundo outras fontes, essas reuniões bilaterais, cuja agenda não foi ainda revelada, fazem parte das consultas preparatórias que Köhler anunciou anteriormente com as partes em conflito, a Frente Polisario e Marrocos, para se preparar para a segunda ronda de negociações. .
Estas fontes confirmaram que a data da segunda ronda de negociações da mesa redonda sobre o Sahara Ocidental, que reunirá a Frente POLISARIO e Marrocos como partes no conflito, e por outro lado a Argélia e a Mauritânia como observadores, está agendada para os últimos dias de Março em Genebra, Suíça.
A Frente Polisario e Marrocos participaram em várias rondas indiretas de diálogo, sem que, atá ao momento, estas conversações se tenham traduzido em avanços concretos para encontrar uma resolução pacífica para o conflito no Sahara Ocidental.

sábado, 22 de abril de 2017

EUA e Marrocos realizam manobras militares perto da fronteira norte do Sahara Ocidental




As manobras militares "Leão Africano", que anualmente EUA e Marrocos realizam por esta altura, tiveram início esta em Tan-Tan, no sul de Marrocos.

No programa deste ano, participam nas manobras conjuntas um total de 1300 militares de Marrocos, EUA, Canadá, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Malí, Mauritânia, Senegal, Espanha e Tunísia, que chagaram ao território marroquino por estes dias, segundo a fonte noticiosa dos Marines dos Estados Unidos "Marine Forces Reserves".

O propósito, segundo a mesma fonte, é o de trabalhar em conjunto com as Forças Armadas Reais marroquinas (FAR) e de outros estados africanos na aprendizagem do uso de armas táticas.

Por seu lado, a marinha espanhola publicou na sua conta Twitter fotos de Unidades dos Fuzileiros, acrescentando que já se encontram prontas para participar nos exercícios militares «Leão Africano 17» liderados pelos EUA e Marrocos.

Os exercícios militares têm lugar até ao dia 28 de abril com a cidade marroquina de Agadir como epicentro das operações. As manobras terão lugar em várias cidades do sul de Marrocos segundo a mesma fonte.

Fonte: El Confidencial Saharaui

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Deputados alemães apelam à Comunidade internacional que assuma suas responsabilidades



Deputados alemães lançaram um apelo à la comunidade internacional que assuma a sua responsabilidade no caso do Sahara Ocidental com a organização de um referendo de autodeterminação livre ao povo saharaui.

Kerstin Tack (SPD) e Katja Keul (Aliança 90 / Verdes) encabeçam o apelo após uma visita de quatro dias aos acampamentos de refugiados saharauis.

sábado, 2 de janeiro de 2016

Marrocos expulsa representante da Fundação Friedrich Naumann




A representante da Fundação Friedrich Naumann, Andrea Nusse, foi obrigada ontem a deixar o território marroquino, depois de ter sido declarada personna non grata pelas autoridades marroquinas. O regime acusa-a de realizar atividades culturais com personalidades defensoras dos direitos humanos, como Maati Monjib e Ali Anouzla, bem como com a própria Associação Marroquina dos Direitos Humanos  (AMDH).

Segundo o historiador marroquino Maati Monjib, Andrea Nusse fala correntemente o árabe e aprendia neste momento o dialeto marroquino. Seu marido nasceu em Marrocos e ela vivia há muito tempo no país.

Há algumas semanas Andrea Nusse  foi informada que era « personna non grata» na sequência da visita que fez a Maati Monjib, historiador e defensor dos direitos humanos,  que esteve em greve de fome para denunciar a perseguição de que é alvo pelas suas livres opiniões. A semana passada o Makhzen (o poder, o sistema ligado ao paládio real)  deixou-lhe bem claro que os seus problemas vinham da sua relação com Ali Anouzla, Maati Monjib e da Associação Marroquina dos Direitos Humanos (AMDH)
An Fundação Friedrich Naumann pela Liberdade é uma fundação alemã de visão liberal. A Fundação integra a cooperação internacional da Alemanha desde há mais de 40 anos. Está representada em Marrocos desde 1969.


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Aminetou Haidar recebida pela vice-presidente do Parlamento da Alemanha




Berlim, 18/12/2014 (SPS).- A ativista saharaui de Direitos Humanos, Aminetou Haidar, foi recebida terça-feira pela vice-presidente do Bundestag,  Edelgard Bulmahn.

O encontro teve como tema central a situação da violação dos direitos humanos nos territórios ocupados do Sahara Ocidental por Marrocos e a situação dos presos políticos saharauis, especialmente do grupo de Gdeim Izik.

A ativista Aminetu Haidar denunciou a preocupante situação do preso político saharaui Embarek Daudi, que desde o dia 01 de novembro está em greve de fome, assim como a proibição do direito de constituição às associações saharauis de direitos humanos sem qualquer tipo de argumento legal.

A reunião abordou também o cerco militar imposto às zonas ocupadas do Sahara Ocidental por Marrocos e a situação dos refugiados saharauis, insistindo na necessidade da ajuda humanitária da Alemanha aos refugiados saharauis.


A ativista saharaui manteve também encontros com organizações políticas e de direitos humanos da Alemanha. (SPS)

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Plano Solar marroquino: Marrocos vê-se privado do financiamento dos alemães por causa do Sahara Ocidental?


O Plano Solar lançado pelo governo marroquino em 2009 requer um financiamento significativo. Agora que os alemães haviam começado a investir, o dossiê do Sahara parece tê-los feito recuar. Marrocos disse poder passar sem ele. Mas, como manterá esta posição?

Os bancos públicos alemães renunciam a financiar o Plano Solar marroquino, revela a Reuters quarta-feira, 5 de fevereiro, citando fontes familiarizadas com o assunto. De facto, no âmbito deste programa é necessário um enorme financiamento de 9 mil milhões de US dólares, ou cerca de 77 mil milhões de dirhams, para os quais o governo marroquino tinha apelado a vários investidores estrangeiros, incluindo alemães.

O projeto envolve a construção de cinco parques solares (Ouarzazate, Foum Al Oued, Bojador, Sebkhat Tah, Tarfaya  e Ain Beni Mathar), dois dos quais estão no Sahara. As mesmas fontes dizem que os alemães se recusam a financiar qualquer projeto nesta região, pois o contrário significaria abandonar uma posição neutra no conflito entre Marrocos e a Frente Polisario.

De acordo com a agência de notícias de Londres, os alemães não seriam os únicos a recuar. Mesmo os grandes financiadores de projetos em Marrocos, como o Banco Mundial, o Banco Europeu de Investimento e a União Europeia partilhariam esta posição.

"Isso é problema deles. Se alguns investidores não vêm, outros o farão "

Quando perguntado sobre isso pela Reuters, o ministro dos Negócios Estrangeiros marroquino, Salaheddine Mezouar, não se atemorizou. "Isso é problema deles. Não temos dificuldades financeiras. Contamos com vários investidores, incluindo chineses, japoneses e os dos países do Golfo", disse nesta terça-feira em Madrid, onde estava se encontrando com chefes de empresas espanholas. O ministro, no entanto, recusou-se a dar detalhes sobre os contratos de financiamento já efetuados pelo reino.

De momento, o governo concentra-se na construção da primeira fábrica em Ouarzazate, cujo contrato foi adjudicado em setembro de 2012 pelo consórcio saudita ACWA Power International. Ele deverá estar operacional no próximo ano, e tem uma capacidade de 160 MW. Mezouar garante que os outros quatro projetos serão construídos de acordo com as medidas adotadas no plano solar para alcançar 2 000 MW até 2020, tal como planeado. "A questão do Sahara não tem nada a ver com isso. O financiamento não está condicionado pelo facto de as centrais se situarem ou não no Sahara”, "afirmou, antes de acrescentar: "O Sahara precisa de energia renovável, e o investimento ocorrerá. Se algumas pessoas não querem vir, outros o farão ".


Alemães muito envolvidos no financiamento às energias renováveis ​​em Marrocos

No quadro do seu plano solar, Marrocos sempre se mostrou muito seguro e tranquilo quanto ao financiamento, como foi o caso em 2012, com o ministro da Energia, à época, Fouad Diouri. A imprensa assinalava o importante financiamento necessário para a implementação do plano de energia solar, mas ele disse então que o governo estava "certo de que muitos investidores estariam interessados​​."

No entanto, a questão do Sahara poderá complicar as coisas. Pois, se apesar de Rabat parecer saber com o que pode contar, deve-se dizer que a sua dívida junto dos países do Golfo está se tornando cada vez mais elevada, em particular, com os vários empréstimos realizados entre 2012 e 2013. Além disso, devemos considerar que os europeus são os primeiros parceiros económicos do Reino antes dos asiáticos. E a Alemanha está muito envolvida no financiamento de projetos de energia renovável em Marrocos. Além disso, há alguns meses, o CEO do banco estatal alemão, Ulrich Schröeder, disse em entrevista ao l’Economiste que "Marrocos figura entre os parceiros prioritários da cooperação alemã, cuja componente Financeira é implementada pela KfW ".



Na prática, verificou-se o seguinte: este banco tinha sido apontado como um dos maiores credores para a realização de duas tranches do financiamento da central solar de Ouarzazate. Na verdade, ele concedeu um empréstimo de 100 milhões de euros (com uma doação de € 15 milhões) para o primeira e tem o compromisso de pagar cerca de 190 milhões para a segundo tranche. Antes, porém, durante uma visita oficial do seu ministro das Relações Exteriores, em novembro de 2010, a Alemanha tinha atribuído um subsídio de € 3 milhões a Marrocos em apoio ao plano de energia solar nacional. Pode ser difícil para Rabat prescindir deste potencial de investimento, especialmente quando o plano solar ainda está longe dos objetivos pretendidos.

Autor: Ristel Tchounand             

Fonte : yabiladi- site marroquino de informação

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Frente POLISARIO no Congresso Extraordinário do SPD alemão




O representante da Frente POLISARIO na Alemanha, Mohamed El Mamun, participou no Congresso Extraordinário do Partido Social-Democrata Alemão (SPD), realizado no dia 26 de janeiro de 2014, em Berlim.

Mohamed El Mamun foi convidado conjuntamente com o corpo diplomático, onde se encontrava o embaixador marroquino na Alemanha.

O Representante da Frente POLISARIO contactou vários convidados internacionais e embaixadores, assim como membros da direção do SPD e do Bundestag presentes no Congresso


(SPS)

domingo, 15 de dezembro de 2013

Novo MNE alemão é do SPD



Frank-Walter Steinmeier, social-democrata (SPD), de 57 anos de idade, é o ministro dos Negócios Estrangeiros do novo governo alemão liderado pela conservadora Angela Merkel.

De 2005 a 2009 foi Ministro de Negócios Estrangeiros, e de 2007 a 2009, cumulativamente, Vice-Chanceler. Em 2009 foi candidato do SPD a chanceler, mas o seu partido, o SPD, perdeu as eleições. Desde 2009 foi presidente da bancada do SPD no Bundestag e a este título líder da oposição ao governo de Angela Merkel.

Na sequência das últimas eleições, onde o partido de Angela Merkel (CDU & CSU) obteve novamente a maioria relativa mas não absoluta, ela formou um governo de coligação com o SPD em cujo quadro Steinmeier volta a assumir as funções de Ministro de Negócios Estrangeiros.

O presidente dos sociais-democratas (SPD) alemães, Sigmar Gabriel, será o número dois do governo da Alemanha. 

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

NÃO ao Protocolo de Pesca UE-Marrocos: ATUA!



Envia um email ao Embaixador da Alemanha em Lisboa. 
Protesta contra um acordo que envergonha a cidadania europeia!

Reúne amanhã, terça-feira, 05/11/13, o COREPER (Conselho de Representantes dos Estados Membros da UE) para debater o Protocolo de Pesca UE – Marrocos.

O objetivo de alguns representantes permanentes, como Espanha, é recolher o número suficiente de opiniões favoráveis de outros representantes para que seja aprovado sem problemas o protocolo no próximo Conselho, que previsivelmente terá lugar na segunda metade do mês de novembro.

A posição da Alemanha é chave neste debate, pelo peso que tem para conseguir uma maioria nas votações e porque alguns países seguem deliberadamente as diretrizes da Alemanha.

Há que atuar!

Escreve ao Embaixador de Alemanha em Portugal e pede que a Alemanha diga NÃO ao protocolo de pesca UE – Marrocos.

1. Clica no link em anexo para ir à página de contato da Embaixada da Alemanha em Lisboa:

  
2. Escolhe a opção “Contato com o Embaixador”

3. Preenche os teus dados (obrigatório nome, apelidos, direção, cidade, país e email).

4. Junta o seguinte texto:

Excelentíssimo Sr. Embaixador:

O COREPER vai reunir em Bruxelas para debater o protocolo de pesca UE-Marrocos. Como cidadão europeu, peço-lhe que, através do Representante Permanente da Alemanha na Europa, o Excelentíssimo Sr. Peter Tempel, a Alemanha se oponha à ratificação deste protocolo pelos seguintes motivos:

1) Viola a Legalidade Internacional ao incluir as águas do Sahara Ocidental, um território ocupado ilegalmente por Marrocos.

2) Não inclui uma cláusula de salvaguarda de Direitos Humanos, requisito imprescindível para a assinatura de tratados da UE com países terceiros.


3) Põe em perigo a sustentabilidade dos bancos de pesca da região.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Aminetou Haidar recebe prémio à solidariedade da cidade de Bremen



A ativista saharaui Aminetou Haidar recebeu ontem o prémio à solidariedade concedido pelas autoridades da cidade alemã de Bremen pela sua luta a favor do reconhecimento do direito de autodeterminação dos saharauis.

Haidar, que atualmente preside ao Coletivo de Defensores Saharauis de Direitos Humanos (CODESA), obteve este prémio pela “sua luta por meios diplomáticos na procura de uma solução pacífica do conflito do Sahara Ocidental” segundo assinalam os organizadores.

O governo da cidade hanseática, situada no norte da Alemanha, explica que, com este prémio, pretende “dar um claro sinal de afirmação e alento pelo compromisso pessoal” a favor dos direitos humanos demonstrado pela ativista saharaui ao longo dos anos.
 
Escultura dos Músicos de Bremen
- símbolo de solidariedade em ação


O prémio à solidariedade da cidade de Bremen é concedido cada dois anos pelo governo região alemã a pessoas que tenha demonstrado o seu compromisso a favor da liberdade, da democracia e dos direitos humanos, contra o racismo e o colonialismo.


Entre as personalidades que receberam este reconhecimento, também com um valor pecuniário de 10.000 euros, destacam-se o ex-presidente sul-africano Nelson Mandela e a sua então mulher Winnie Mandela, que o obtiveram na sua primeira edição em 1988.

domingo, 14 de julho de 2013

16 empresas pré-qualificadas para concurso eólico no Sahara Ocidental ocupado


O plano de desenvolvimento eólico do governo marroquino no Sahara Ocidental ocupado
atraíu o interesse de 16 empresas internacionais, quatro delas espanholas.

O governo marroquino quer construir um parque eólico de 300 MW na localidade de Tiskrad, perto de El Aaiún, e tem a intenção de construir outros 100 MW eólicos em Bojador. Marrocos pretende que os dois parques eólicos estejam em funcionamento antes de 2020.

Para comercializar os projetos no mercado energético internacional, os dois projetos previstos para o Sahara Ocidental ocupado formam parte de “pacote” junto com outros três parques situados em Marrocos.

O processo de licitação dos cinco parques eólicos recebeu muitas solicitções de participação, das quais O Departamento Nacional Marroquino da Eletricidade e Água (ONEE) pré-qualificou 16 empresas, as quais preparam agora as suas ofertas a apresentar ao concurso, sózinhas ou em consórcio com outras companhias.

A Western Sahara Resource Watch enviou cartas a toda as empresas pré-qualificadas pedindo-lhes que se abstenham de participar na construção das infraestruturas nos Territórios Ocupados.

As empresas envolvidas são son:

- Acciona Wind Power (Espanha) / Acciona Energia (Espanha) / Al Ajial Funds (Marrocos)
- EDF Energies Nouvelles (França) / Mitsui & Co (Japão) / Alstom (França)
- Acwa Power (Arábia Saudita) / Gamesa Eólica (Espanha) / Gamesa Energía (Espanha)
- General Electric (EUA)
- Nareva Holding (Marrocos) / Taqa (Abu Dhabi) / Enel Green Power (Itália) / Siemens (Alemanha)
- Power Internacional (Reino Unido, pertence ao grupo francês Groupe GDF Suez desde 2012) / Vestas (Dinamarca)

Cópia das cartas enviadas pelo WSRW:


quinta-feira, 4 de julho de 2013

Espanha trava o grande parque solar do Sahara


Após o recuo da Siemens e da Bosch. E apesar de duas novas empresas quererem entrar no conglomerado para executar este mega projeto, Espanha nega-se a firmar o acordo para a construção da primeira central de energia solar no Sahara.

A deserção de dois dos seus principais parceiros, os gigantes Siemens e Bosch, põe em alto risco a continuidade deste megaprojeto que uniu em 2009 um potente conglomerado de empresas,  como E.ON, Enel, Deutsche Bank ou a espanhola Abengoa sob o nome de Dii (Desertec Iniciativa Industrial) para construir no deserto do Sahara um gigantesco parque solar capaz de produzir para 2050 até 125 gigawatts de eletricidade.

El objetivo de este ambicioso proyecto Desertec es cubrir el 100% de la demanda de Marruecos y entre el 15% y el 20% de Europa, en situación de dependencia extrema del gas argelino y ruso. Según avanza el diario Público.es,  la viabilidad del proyecto valorado en 400.000 millones de euros ha quedado en entredicho tras la salida primero de Siemens, a finales del pasado octubre, que a través de su portavoz, Torsten Wolf, justificó su marcha aduciendo que la energía solar no había cubierto sus expectativas de rentabilidad y que, por este motivo, la compañía alemana había decidido dar un giro en su estrategia de renovables y apostar a favor de la eólica y la  hidroeléctrica en lugar de la solar.

Tras esta importante deserción, el gerente de Dii, Paul van Son afirmó que la marcha de Siemens “no afectará al desarrollo de las siguientes fases del proyecto” y persistió en su defensa de la necesidad del proyecto asegurando que “Europa podría ahorrarse alrededor del 40% de sus costes energéticos con el uso de energía generada en el desierto del norte de África. Según ha sostenido Van Son en varias ocasiones al respecto de la ejecución de este proyecto, “la mejor manera de lograr un abastecimiento energético sostenible y libre de CO2 sobre la base de las energías renovables es a través de la cooperación entre ambos lados del mar Mediterráneo.

La baja de Siemens no ha sido la única que ha tenido que enfrentar Desertec, dos semanas después, la compañía Bosch anunció también su marcha declarando a través de su portavoz que  “las condiciones económicas impiden la continuidad de su participación”.

España, un obstáculo para la ejecución del proyecto

Pese a estas dos bajas y a que muchos cuestionan la viabilidad del proyecto, Desertec cuenta con dos potentes empresas interesadas en ocupar las vacantes dejadas por Siemens y Bosch. Se trata de la estadounidense First Solar, especializada en la fabricación de módulos fotovoltaicos, y la asiática State Grid Corporation of China.

Estas bajas por tanto podrían suplirse y allanar el camino a la ejecución final del parque solar en el Sáhara pero no sólo son obstáculos económicos los que tiene que superar este ambicioso proyecto. En este sentido, España y su negativa a firmar el acuerdo para construir la primera planta solar en el desierto del Sáhara por valor de 600 millones de euros constituyen un importante escollo que frena el avance de Desertec. Pese a que Alemania, Francia, Italia, Luxemburgo y Malta ya han transmitido al ministro de Industria de Marruecos su disposición a firmar el acuerdo, España se muestra reticente, a pesar, de que tal como afirma Van Son es el único país de la Unión Europea unido a Marruecos a través de redes eléctricas , en concreto, dos cables submarinos de 25 kilómetros a través del Estrecho de Gibraltar, con una capacidad disponible de entre 400 y 1.000 megavatios.

Entre las posibles causas de esta negativa de España a firmar el acuerdo, que supone la piedra de toque para la ejecución del proyecto, podría estar, según sostiene Javier García Breva,  presidente de la Fundación Renovables, además de la situación económica, “la política reaccionaria, que tanto el Gobierno anterior como el actual, están llevando a cabo paralizando o frenando las energías renovables e incentivando los combustibles fósiles, al revés de lo que está haciendo el resto del mundo”.

Los antecedentes de Desertec

Para encontrar el origen de este ambicioso proyecto es necesario remontarse al desastre nuclear de Chernóbil en 1968. Tras aquella catástrofe, el científico Gerhard Knies, buscando la utilización de energías alternativas a la nuclear,  tuvo la idea de aprovechar la energía solar del desierto del Sáhara. En su titánica labor contó con la ayuda del príncipe El Hassan Bin Talai de Jordania y comenzó a trabajar en esta ambiciosa empresa con laboratorios de investigación de Alemania y el Norte de África, desde Marruecos a Argelia y Egipto.

Así surgió Desertec, que a sus numerosos obstáculos tendría que enfrentar otros dos: su polémica ubicación en el desierto del Sáhara, territorio ocupado ilegalmente por Marruecos según el Derecho Internacional* y la falta de grandes infraestructuras de redes para transportar la energía.

Según la opinión de García Breva, pese a que el Gobierno francés auspició un proyecto denominado Transgreen, para abordar las interconexiones euromediterráneas de alto voltaje y corriente continua, “aunque en los planes europeos se mantienen estas conexiones, habrá que esperar a que termine esta crisis para que se desarrollen estos planes”.


Fonte : canariasahora.es

domingo, 19 de maio de 2013

Siemens iniciou instalação do parque eólico no Sahara




Fazendo «ouvidos de mercador» aos continuados protestos, o gigante alemão Siemens começou no passado mês de março a enviar partes dos moinhos que pretende instalar em El Aaiún ocupado. Siemens associou-se a empresas do empório de Mohamed VI.

As fotos captadas no porto de El Aaiún nos primeiros dias de março revelam que a Siemens decidiu seguir por diante com os seus planos de fornecimento de turbinas eólicas e assistência técnica para o projeto do parque eólico Foum El Oued, perto de El Aaiún, Sahara Ocidental ocupado.



O sócio da Siemens no projeto é a holding Nareva, uma holding financeira marroquina que será a proprietária do parque eólico. A Nareva pertence à família real marroquina, a mesma família real que invadiu e ocupou parte do Sahara Ocidental em 1975. Metade dos saharauis, desde então, vivem como refugiados. Poucas semanas antes, o mesmo governo que ocupa ilegalmente o território e que se aproveita dos seus recursos eólicos condenou a prisão perpétua vários ativistas saharauis que reclamam o direito à autodeterminação e denunciam a discriminação socioeconómica a que estão submetidos os saharauis.



Diversas peças dos moinhos chegaram ao território numa caravana de barcos nas últimas semanas de fevereiro. A Western Sahara Resource Watch (WSRW) calcula que, até ao momento, tenham chegado a El Aaiún 9 barcos desde a Alemanha com peças e material diverso desde fins de dezembro de 2012. Todos estes bbarcos são propriedade da empresa alemã de aluguer e transporte Briese Schiffahrts GmbH & Co. A WSRW escreveu à empresa, solicitando informações sobre a presença dos barcos no porto de El Aaiún, mas a companhia atá ao momento não respondeu.


Em 2012, o projeto do parque eólico Siemens / Nareva conseguiu obter créditos de carbono através do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo das Nações Unidas. A pretensão viria depois a ser recusada por ter lugar fora das fronteiras nacionais de Marrocos: no Sahara O ocupado.

"É lamentável comprovar que empresas como a Siemens não levem a sérios os seus compromissos de responsabilidade social corporativa", declarou Sara Eyckmans, coordenadora da Western Sahara Resource Watch.

"A Siemens deveria informar-se melhor. Apoiar a família real marroquina para que enriqueça cooperando com ela em projetos num território que invadiu ilegalmente, incumpre as normas éticas mais elementares que se possam esperar de uma empresa internacional da importância e com o estatuto da Siemens. Os ativistas que poderiam ter protestado pelas atividades da Siemens no Sahara ocupado estão agora na prisão condenados a oenas perpétuas. Que razões tem o rei de Marrocos para levar a sério as negociações de paz se pode beneficiar destes projetos com a Siemens? ", declarou Eyckmans.



A WSRW enviou inúmeras cartas à Siemens pedindo aclarações sobre a forma como interpretam a sua adesão ao Pacto Mundial das Nações Unidas, uma iniciativa para empresas que apoiam uma série de princípios sobre ética empresarial. A companhia afirma nas suas páginas que o projeto se encontra em "Marrocos".

Em janeiro, a WSRW pediu que a Siemens fosse excluída do Pacto Mundial das Nações Unidas devido à sua falta de comunicação com a sociedade civil.

sábado, 30 de março de 2013

Governo do Estado de Bremen concede prémio a Aminetu Haidar




A ativista saharaui e presidente do coletivo "CODESA" do Sahara Ocidental, foi galardoada com o 13º  Prémio da Solidariedade que o Governo do Estado de Bremen  concede a personalidades que tenham distinguido pelos seus compromissos com a liberdade, democracia e os direitos humanos e contra o colonialismo e o racismo no Mundo.
                                                            
O jurado alemão concedeu o prémio a Haidar pela sua trajetória na luta pacífica por uma solução do conflito saharaui e pela sua defesa dos direitos humanos dos saharauis nos territórios ocupados.

O prémio de 10.000 euros será entregue em cerimónia no Salão do Governo na cidade de Bremen. O prémio foi concedido a personalidades célebres como Nelson Mandela, entre outros.

Aminetu Haidar tem recebido vários prémios internacionais, como reconhecimento da sua trajetória na defesa dos Direitos Humanos no Sahara Ocidental.

Em 2005 foi designada pelo Parlamento Europeu candidata ao premio «Sakharov», uns dias depois da sua detenção na cidade ocupada de El Aaiún. Em maio de 2006 recebeu em Madrid o V Prémio Juan María Bandrés pela defesa do direito de asilo e da solidariedade com os refugiados, que lhe foi concedido pela Comisión Española de Ayuda a los Refugiados (CEAR). Em 2007 recebeu o prémio austriaco «Silver Rose Award» atribuído anualmente aos defensores dos Direitos Humanos de todo el mundo, entre outros.

SPS