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quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Presidente da RASD e SG da Polisario na investidura do novo Presidente da Mauritânia




O Presidente da República e Secretário Geral da Frente Polisario, Brahim Ghali, chegou a Nouakchott na tarde desta quarta-feira para representar a República saharaui na cerimónia de inauguração do novo Presidente eleito daMauritânia, Mohamed Ould Cheikh El Ghazwani, que teve lugar hoje quinta-feira, no Centro de Conferências Al Mourabitoune.

Brahim Ghali foi recebido no Aeroporto Internacional de Oumtounsy, em Nouakchott, pelo primeiro-ministro da Mauritânia, Mohamed Salem Ould Bashir e outros membros do governo, além do governador de Nouakchott ocidental.
O Presidente saharaui é acompanhado por uma delegação que integra o Ministro das Relações Exteriores, Mohammed Salem Uld Salek, o Secretário de Estado da Segurança e Documentação, Brahim Ahmed Mahmud, bem como os conselheiros da Presidência da República, Lehreitani Lehsan, Ahmed Salama e Abdati Breika; e a diretora da editora L`Harmattan RASD, Nana Labat Rachid.
Fonte:SPS

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Polisario insta Guterres a nomear sem demoras um novo Enviado Pessoal para o Sahara Ocidental

Encontro do SG da ONU com o SG da POLISARIO em Adis Abeba






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“Instamos o Secretário-Geral da ONU a atuar rapidamente para nomear um Enviado Pessoal com a mesma convicção que Horst Kohler” - afirma a Frente Polisario.

A Frente Polisario apela e insta o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, a actuar rapidamente para nomear um novo Enviado Pessoal, que compartilhe a forte convicção, estatura e determinação do Presidente Horst Kӧhler – referiu ontem em documento oficial o movimento de libertação saharaui.
Após ter sido anunciada a demissão do enviado do Secretário-Geral da ONU para o Sahara Ocidental, Hosrt Kohler, a Frente Polisario emitiu um comunicado lamentando a notícia e sublinhando que “durante o seu mandato como Enviado Pessoal, o Presidente Kӧhler foi incansável na procura de uma solução justa e duradoura que permita a autodeterminação do povo do Sahara Ocidental.
“Damos as graças ao presidente Kӧhler pelos seus esforços em relançar o processo de paz da ONU no Sahara Ocidental, e desejamos-lhe uma pronta recuperação e muito êxito em todos os seus esforços”, refere a Frente Polisario.
Antes da demissão por razões de saúde o antigo presidente alemão conseguiu quebrar o gelo e iniciar uma nova dinâmica de trabalho, tendo a Frente Polisario renovado o seu pleno compromisso "com o processo político liderado pela ONU e com o direito inalienável do povo saharaui à autodeterminação e independência”.
A Frente Polisário exorta a que não seja usada a renúncia do antigo presidente alemão como desculpa para descarrilar o progresso alcançado desde a primeira reunião patrocinada pela ONU sobre Sahara Ocidental em dezembro de 2018, após anos de congelamento e estagnação.
"Continuamos a acreditar que, com a vontade política e a determinação do Conselho de Segurança da ONU, está ao nosso alcance uma solução justa e duradoura que permite a autodeterminação do povo saharaui", conclui a Frente Polisario na sua declaração.
Fonte: SPS

domingo, 24 de fevereiro de 2019

RASD renova sincera cooperação com os esforços da para completar a descolonização da última colónia de África




24 de fevereiro de 2019 (SPS)-. O presidente da República, Brahim Ghali reiterou este sábado a sincera cooperação da parte saharaui com os esforços da ONU para completar a descolonização da última colónia em África.

Nesse sentido, o presidente saharaui saudou os esforços empreendidos pelo enviado pessoal do secretário-geral das Nações Unidas, o ex-presidente alemão Horst Köhler.

Ghali também saudou a posição de princípio da União Africana na adoção da questão saharaui como questão e responsabilidade africana.

Depois de reiterar a condenação do acordo de pesca UE-Marrocos, o secretário-geral da Polisario pediu aos povos europeus que denunciassem e não permitissem acordos deste tipo que incluam o solo, o mar e o espaço aéreo saharauis, porque violam a legalidade internacional e os princípios e resoluções da UE, incluindo os do seu Tribunal de Justiça.


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Presidente Gali pede à população para apoiar a sua luta contra a corrupção e os "corruptos".




Auserd, 19 fevereiro de 2019. -(El Confidencial Saharaui). Por Lehbib Abdelhay/ECS. Acampamentos Saharauis

No discurso que proferiu perante os quadros das organizações de massas da Frente Polisario, Brahim Gali, presidente da RASD e SG da Polisario, pediu que todos os Saharauis apoiem a luta contra a corrupção e contra os corruptos, para que os recursos públicos sejam afetados para melhorar a vida dos refugiados saharauis.

Na wilaya de Auserd, onde participou na conferência dos quadros das organizações de massas da Frente Polisario, disse que a sua legislatura é ainda jovem, mas está a mostrar um trabalho claro de estar ao lado do povo e a atender às suas necessidades básicas.

Brahim Gali reiterou o seu compromisso de continuar e intensificar os esforços que tendem a reforçar o exército de libertação popular saharaui e diversificar o programa de formação e treinamento militar, acrescentando que os executivos da Frente Polisario são chamados a dar um passo qualitativo para fortalecer a exigência de um acordo político.

"O povo saharaui continuará a luta até à recuperação da soberania, sublinhou o Presidente Gali, que recordou, a este respeito, o direito do povo saharaui à independência e soberania e a viver com dignidade e liberdade na sua pátria", afirmou.

O Presidente da RASD insistiu, em seu discurso, na importância de enfrentar o colonialismo marroquino que trabalha no sentido de desestabilizar a região através do narcotráfico, fonte de financiamento das hordas terroristas - disse.

No seu discurso, o presidente saharaui afirmou que um dos objetivos do governo Saharaui é o combate à corrupção e aos corruptos, porque "tudo será possível para se alcançar a independência se este problema for travado".

Gali mencionou que a aliança entre as instituições saharauis e o povo teve os seus frutos no resultado das recentes "vitórias diplomáticas" na ONU, na UA e na Europa.
O presidente reiterou igualmente o seu empenho em apoiar a juventude saharaui nos territórios ocupados, na diáspora e nos campos de refugiados saharauis.

Finalmente, o dirigente saharaui manifestou a sua vontade de "trabalhar com os países vizinhos e com todos os países do mundo", acrescentando que "somos gente pacífica, disposta a colaborar para a independência e a superar o conflito". Nesse sentido, trata-se de "fortalecer e ativar as iniciativas estrangeiras, com foco nos direitos humanos, recursos naturais, os aspetos legais e meios de comunicação".

Brahim Gali foi eleito, por esmagadora maioria, Presidente da República Árabe Saharaui Democrática (RASD) e secretário-geral da Frente Polisario, substituindo o anterior Presidente Mohamed Abdelaziz, falecido a 31 de março de 2016.

domingo, 13 de janeiro de 2019

Brahim Ghali informa o Secretário-Geral da ONU sobre a destruição do último arsenal de minas terrestres armazenado pela Frente Polisario



Nova Iorque, 10 de janeiro de 2019 (SPS)- oPresidente da República Saharaui e Secretário-Geral da Frente Polisario, Brahim Ghali, informou o Secretário-Geral da ONU sobre a destruição do último arsenal de minas terrestres armazenado pela Frente Polisario .

Brahim Ghali acrescenta, na sua carta, que “a destruição do arsenal de minas terrestres é uma clara mostra de vontade da Frente Polisario de colaborar na limpeza das minas terrestres que semeiam o terror, em especial na parte libertada do Sahara Ocidental”.
O Presidente da República expressa igualmente a esperança de que a comunidade internacional exerça pressão suficiente sobre Marrocos para que firme a Convenção de Otava sobre a proibição do uso e armazenamento de minas anti-personal e munições de fragmentação.
No mesmo contexto, Brahim Ghali transmite a sua profunda preocupação com a grave situação dos presos políticos saharauis nas prisões marroquinas, especialmente o grupo de Gdeim Izik que sofre ,como o resto de presos, maus-tratos, torturas e vexames e está privado dos seus elementares direitos devido à política de repressão exercida pelo ocupante marroquino.


O Presidente da República aborda, na sua carta, os últimos acontecimentos em particular os relacionados com a mesa redonda realizada em Genebra no início de dezembro e a colaboração construtiva da Frente Polisario nesta reunião onde apresentou interessantes propostas para consolidar as medidas de confiança, como permitir aos observadores internacionais e organizações de direitos humanos visitar as zonas ocupadas do Sahara Ocidental e a libertação dos presos políticos saharauis.
Por outro lado, Brahim Ghali expressa preocupação pela situação na zona de conflito e advirte que qualquer incursão de forças de ocupação marroquinas na zona de separação , em El Guergarat (junto à fronteira sul com a Mau ritânia) constituiria uma clara violação do cessar-fogo e do Acordo Militar número 1. SPS

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Presidente da República e SG da F. Polisario no encerramento da reunião do Estado Maior do ELPS



Museu Nacional da Resistência, 3 de janeiro de 2019 (SPS)- O presidente da República, Brahim Ghali, esteve presente ontem no Museu Nacional da Resistência, no encerramento da reunião ampliada do Estado-Maior do Exército de Libertação Popular Saharaui (ELPS), realizada sob o lema “Precisão, controle e eficácia”.

O ato contou com a presença do ministro da Defensa, Abdulahi Lehbib; membros do Secretariado Nacional, do Conselho Nacional e quadros militares de todas as regiões do ELPS.
A reunião, que tinha como homenageado o Mártir Mohamed Abdelaziz (anterior Presidente da República Saharaui e SG da Polisario), examinou o programa anual do Ministério da Defesa Nacional e elaborou um plano de trabalho para o ano de 2019.
O presidente da República, no discurso que proferiu afirmou que a reunião ampliada do ELPS é uma distinta experiência que permite avaliar os resultados conseguidos no campo militar e elaborar novos programas, com o objetivo de melhorar a disposição combativa do ELPS e da sua capacidade de mobilização.
Brahim Ghali elogiou o papel desempenhado pelo Exército Saharaui durante a guerra de libertação, defendendo a Pátria e mantendo a paz e ao longo de décadas, deu mostras de de heroísmo dignas de admiração, sabendo manter bem alto os valores e princípios da revolução saharaui.



terça-feira, 25 de dezembro de 2018

SG da Frente Polisario pede à ONU a eliminação de minas terrestres por representarem uma ameaça grave e eminente para a população civil saharaui



O presidente da República Saharaui e SG da Frente Polisario, Brahim Gali, pediu ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, que intervenha para acelerar a eliminação de todas as minas terrestres colocadas no Sahara Ocidental, por representarem uma ameaça grave para a população civil saharaui.
Brahim Gali acrescenta na sua mensagem a Guterres, que os cidadãos saharauis se deslocam na estação das chuvas para lugares diferentes em ambos os lados do muro de ocupação marroquino, que estão semeados de minas e restos de explosivos da guerra e que podem explodir a qualquer momento.
Neste contexto, Brahim Gali refere que duas minas antipessoal explodiram recentemente na regiões de Um-Degan e Lejneg, respectivamente, causando a morte do cidadão saharaui Mahfoud Chakrad e ferindo seriamente outras pessoas.
Fonte: SPS

terça-feira, 3 de julho de 2018

Líder saharaui insta a União Africana a ser “mais efetiva” na procura de uma solução que garanta a independência do Sahara Ocidental



Nouakchot, 02 de julho de 2018 (SPS) – O presidente da República Árabe Saharaui Democrática, Brahim Gali, pediu esta segunda-feira Nouakchot (Mauritânia) que a União Africana (UA) seja “mais efetiva” na procura de uma solução que assegure a independência do Sahara Ocidental.

“A União Africana deve ser mais efetiva e estar presente a apoiar as Nações Unidas para garantir a independência do Sahara Ocidental”, afirmou em declarações à imprensa, duranta 31ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da UA.

O líder saharaui acrescentou que a UA terá que colaborar com Conselho de Segurança da ONU para que haja uma evolução deste tema com vista a iniciar negociações diretas entre a República Saharaui e Marrocos.

Referindo-se à criação de um mecanismo ao nível dos Chefes de Estado da UA para chegar a uma solução para o conflito entre a República saharaui e Marrocos, indicou que este (mecanismo) deveria seguir o dossiê e coordenar com a ONU para acabar com "a última colónia na África".

segunda-feira, 12 de março de 2018

Brahim Gali – SG da Frente Polisario - afirma que a decisão do Tribunal da UE constituiu um duro golpe para as pérfidas manobras marroquinas





Bir Lehlu (Territórios  Libertados da RASD), 12 de março de 2018 (SPS) - O presidente da República Saharaui e SG da Frente Polisario, Brahim Gali, afirmou este domingo na cidade libertada de Bir Lehlu que a decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia foi um duro golpe para as fracassadas manobras marroquinas.


"A decisão do Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias proferida em 27 de fevereiro, coincidindo com as celebrações do 42º Aniversário da Proclamação da República Saharaui, determinou que o acordo de pesca entre o Reino de Marrocos e a União Europeia não se aplica a águas territoriais do Sahara Ocidental, demonstrando mais uma vez que Marrocos não tem soberania sobre o território, o que reafirma que o povo saharaui é dono e o senhor deste território ", disse o líder saharaui no final da reunião de quadros do Departamento Político do POLISARIO.

O Presidente da República saharaui afirmou que a sentença do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) e as sucessivas retiradas de empresas estrangeiras do Sahara constituem um sério golpe para o inimigo e seus planos destinados a perpetuar o status quo colonial.

Nesse sentido, afirmou que esta vitória da causa saharaui abrirá novas pontes na Europa e em outros lugares para continuar a batalha pelo direito inalienável do povo saharaui à autodeterminação e proteger os recursos naturais saharauis contra a pirataria e o saque.

"A sentença foi uma vitória histórica, mas exige unamos forças para garantir a sua aplicação e frustrar os planos para a escamotear", afirma o secretário-geral da POLISARIO.
Por outro lado, Brahim Gali afirmou que a aposta do Reino de Marrocos em influenciar a adesão da República Saharaui à União Africana fracassou.

"A aposta do Reino de Marrocos em se tornar membro da União Africana como passo para congelar a adesão da República Saharaui e neutralizar o papel que tem desempenhado aquela organização continental na descolonização da última colónia africana falhou rotundamente", disse o presidente da República no discurso de encerramento do Encontro Nacional de Comissários Políticos que teve lugar na cidade libertada de Bir Lehlu.

 "O que Marrocos não sabe é que, desde a sua adesão à UA, a República do Saharaui cresceu e reforçou-se como membro fundador da Organização continental através da sua presença nas cimeiras de associação da União Africana com entidades estrangeiras tanto com o Japão (em Maputo, em agosto de 2017), assim como em reuniões de trabalho com a União Europeia (em Abidjan, em novembro do mesmo ano), e nos encontros de preparação Em todas essas reuniões, Marrocos esteve representado, submisso, ao lado da RASD ", afirma Brahim Gali .

O presidente saharaui disse também que a firme posição dos países africanos e a sua solidariedade com o Estado saharaui, que se tornou num símbolo que incorpora a história dos africanos e sua luta pela libertação e dignidade, levaram a que Marrocos ficasse ainda mais isolado na cena africana.

Gali disse que a XXX Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União Africana enviou uma mensagem clara a Marrocos de que os africanos estão cansados da sua falta de obediência e desprezo pela legitimidade africana e internacional, lembrando que "os líderes africanos têm expressado firmemente o seu apoio unânime a uma solução pacífica para o conflito através de negociações diretas entre os dois países membros da organização continental, a República do Sahara Ocidental e o Reino de Marrocos para organizar um referendo pelo qual o povo saharaui possa determinar o destino e a necessidade de um mecanismo independente para garantir o respeito pelos direitos humanos no Sahara Ocidental. A Cimeia da UA também pediu a todos os Estados que boicotem o Fórum Crans Montana ".


domingo, 11 de fevereiro de 2018

Brahim Gali, Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas, presidiu à reunião ampliada do Estado Maior do ELPS





O Presidente da República, Secretário-Geral da Frente Polisario e Comandante Supremo das Forças Armadas, Brahim Ghali, presidiu na 5.ª Região Militar à reunião ampliada do Estado Mayor do Exército de Libertação Popular Saharaui (ELPS).

A reunião durou dois dias e teve por objetivo examinar o programa anual do Ministério da Defesa Nacional para o ano 2018 e os diversos aspetos relacionados com a instituitição militar saharaui.

Fonte: agência SPS

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

SG da Frente Polisario recebido pelo Enviado Pessoal do SG da ONU para o Sahara Ocidental





Berlim, 25 jan  2018 (SPS) O presidente da República Saharaui  e secretário-geral da Frente POLISARIO, Brahim Ghali foi recebido por Horst Köhler, enviado pessoal do secretário-geral das Nações Unidas, no escritório deste em Berlim.

O Presidente da República deslocou-se a convite de Koehler no quadro da sua missão como enviado pessoal do Secretário-Geral da ONU para o Sahara Ocidental, para realizar consultas bilaterais, com ambas as partes no conflito, a Frente do Polisario e o Reino de Marrocos, e com os países observadores, Argélia e Mauritânia.

Estas consultas fazem parte da implementação das resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas e dos esforços das Nações Unidas para a descolonização do Sahara Ocidental, que reclamam que o povo saharaui exerça seu direito à autodeterminação.

O líder saharaui era acompanhado por uma importante delegação de membros do Secretariado Nacional da Frente POLISARIO, Khatri Addouh, M’Hamed Khaddad e Fatma Elmehdi, respetivamente presidente do Conselho Nacional, coordenador saharaui junto MINURSO e secretária-geral da União Nacional de Mulheres Saharauis, e Mohamed Ali Zerouali. (SPS)

domingo, 12 de novembro de 2017

Brahim Gali recebe chefe da MINURSO no termo da sua missão




Chahid El Hafed (Acampamentos de Refugiados Saharauis), 10 de novembro de 2017 (SPS) – O presidente da República Saharaui e secretário-geral da Frente Polisario, Brahim Ghali, recebeu sexta-feira na sede da Presidência a representante especial para o Sahara Ocidental e chefe da Minurso, Kim Bolduc, que realizou uma visita de despedida às autoridades saharauis.

A reunião teve lugar na presença do coordenador saharaui com a Minurso, Mhomed Khadad, o qual em declarações no fim do encontro afirmou que tinham sido abordadas com a representante especial para o Sahara Ocidental o trabalho realizado, recordando que o objectivo maior da Minurso continua a ser a organização de um referendo para a autodeterminação do povo saharaui.

Na reunião foi analisada a questão saharaui a nível da ONU, especialmente após a designação do novo enviado pessoal do SG da ONU, Horst Köehler, o qual apresentará ao Conselho de Segurança um relatório após a sua recente visita à região.

sábado, 21 de outubro de 2017

Ghali recorda ao novo enviado da ONU que o referendo é inegociável




EFE - Campos de refugiados de Tindouf (Argélia) -20/10/2017 -  O presidente da República Árabe Saharaui Democrática (RASD) e SG da Frente Polisario, Brahim Ghali, expressou ao enviado pessoal do secretário geral da ONU para o Sahara Ocidental, Horst Köhler, a disposição em colaborar na solução do conflito com Marrocos, sempre que seja através da realização do referendo de autodeterminação.

Na sua primeira visita aos campos de refugiados em que vivem os saharauis desde que em 1975 Marrocos ocupou a antiga colónia espanhola, Ghali ofereceu ao ex-presidente alemão uma parada militar antes de se reunir com ele à porta fechada.

Segundo disseram à Efe fontes oficiais saharauis, ambos abordaram a falta de avanços reais que existem desde 2012 devido aos obstáculos de Rabat à consulta popular e  as opções que existem para sair de um marasmo que se prolonga desde há mais de quatro décadas.

Ghali insistiu, por eu lado que as autoridades saharauis não apoiaram plano algum que não inclua o citado referendo, previsto desde o cessar fogo firmado em 1991 com  Marrocos.

De acordo com este argumento, o líder saharaui voltou a apelar para a vontade do Conselho de Segurança da ONU, que exigia maior determinação, coesão e apoio sem fissuras a Köhler para que este possa avançar pela nova dinâmica invocada pelo Secretário-Geral , António Guterres.

"Esperamos que ele tenha sucesso nos seus esforços, com o apoio do Secretário-Geral. E que ele consiga o apoio dos países membros do Conselho de Segurança, em particular dos cinco membros permanentes", disse Ghali em entrevista colectiva posterior.

O presidente saharaui também reiterou que, nesses esforços, a União Africana deve ser incluída, organismos, que afirmou, ser chave para a resolução do conflito.

Köhler desembarcou na quarta-feira no aeroporto argelino de Tindouf, e tomou a estrada para os campos de refugiados, onde se encontrou com representantes da Frente Polisario, a equipa de negociação, as organizações de mulheres e outros atores da sociedade civil.

O ex-presidente alemão, nomeado em setembro passado, também teve a oportunidade de caminhar pelas ruas arenosas e conhecer parte da tradição saharaui e analisar a situação no terreno com a MINURSO (Missão das Nações Unidas para o Referendo do Sahara Ocidental).

Amanhã, planeia visitar as chamadas "zonas libertadas" antes de partir para a Argélia e a Mauritânia, o fim de do périplo que começou terça-feira em Marrocos, onde foi recebido pelo rei Mohamed VI.

A sua viagem não incluirá, no entanto, os territórios saharauis sob ocupação marroquina, sem que se saiba se foi por decisão do próprio Köhler ou por imposição de Rabat, que impediu já impediu anteriormente essa visita ao seu antecessor, Christopher Ross.


Espera-se que o alemão apresente o seu primeiro relatório sobre o Sahara Ocidental dentro de seis meses, documento em que explicará a "nova dinâmica" que o Secretário-Geral da ONU prometeu promover em abril.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Brahim Ghali em entrevista à “Relaciones Internacionales”




O presidente da República Árabe Saharaui Democrática (RASD), Brahim Ghali, deu uma importante entrevista à prestigiada revista “Relaciones Internacionales” que, desde há 26 anos, é editada ininterruptamente pelo Instituto de Relaciones Internacionales de la Universidad Nacional de La Plata (IRI-UNLP). No mesmo número, o povo saharaui também está presente na secção “Lecturas”, através da resenha do livro de Luz Marina Mateo “México y la RASD. 35 años de relaciones diplomáticas y lazos culturales”, da autoria da advogada Celina Manso.

Leia toda a entrevista em:


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Frente Polisario denuncia novas violações do acordo de cessar-fogo no Sahara Ocidental




O Presidente da República Saharaui e Secretário-Geral da Frente Polisario, Brahim Gali, denunciou as contínuas violações do cessar-fogo por parte de Marrocos. A última das quais foi a presença de lanchas de guerra marroquinas avistadas a 10 de maio 2017 a 50 quilómetros foram da zona tampão.

O Presidente da República pediu este sábado em carta dirigida ao Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, trabalhar para deter a contínua atividade civil e o trânsito de centenas de camiões marroquinos pela estrada de Guerguerat, e a incessante atividade da marinha marroquina na costa da região.

O dirigente saharaui sublinha que Marrocos com esta nova incursão acaba de sabotar os acordos firmados sob os auspícios das Nações Unidas entre as duas partes. As suas tropas voltaram a infringir o acordo de cessar-fogo de 1991 e o Convénio Militar complementar número 1 de  1997.


Bhraim Ghali reiterou o seu mais enérgico repúdio por este nova conduta agressiva marroquina e sublinhou que esta violação reflete uma clara falta de seriedade com o espírito e a letra da resolução 2351, que foi aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU há apenas dez dias.

terça-feira, 18 de abril de 2017

SG da Frente Polisario pede às Nações Unidas que assuma a sua plena responsabilidade em garantir a segurança dos cidadãos saharauis


Brahim Gali

 
Bir Lehlu (territórios libertados), 18/04//2017 (SPS) – O presidente da República e Secretário-Geral da Frente Polisario, Brahim Gali, pediu ontem segunda-feira às , Nações Unidas que assuma a sua plena responsabilidade em garantir a segurança dos indefesos cidadãos saharauis nas zonas ocupadas do Sahara Ocidental.

Brahim Ghali destacou, em mensagem enviada ao SG da ONU, António Guterres, que a ONU deve proteger os indefensos cidadãos saharauis e permitir-lhes exercer o seu legítimo direito à livre determinação e independência a exemplo de todos os povos colonizados em conformidade com a carta e as resoluções da ONU.

Na sua missiva o Presidente da República saharaui pede a libertação dos presos políticos saharauis de Agdeim Izik  e de todos os presos políticos saharauis nas prisões do ocupante marroquino e que este deve revelar o destino de mais de 651 desaparecidos saharauis vítimas da política de repressão marroquina.

O Presidente da República acrescenta que todos os atos de violência, repressão e intimidação exercida pelo ocupante marroquino nas zonas ocupadas contra os indefensos saharauis são ilegítimos já que a ocupação marroquina é ilegal e o território do Sahara Ocidental se encontra sob a responsabilidade da ONU como último dossier de descolonização no continente africano.

Brahim Ghali adianta, na sua mensagem, que todas estas práticas repressivas ocorrem sob um forte cerco policial marroquino nas cidades saharauis ocupadas e na completa ausência da Missão das Nações Unidas para o Referendo do Sahara Ocidental (MINURSO).

SPS

quarta-feira, 1 de março de 2017

Brahim Ghali insta o SG da ONU a tomar medidas urgentes para completar as responsabilidades da ONU no Sahara Ocidental


Foto: Moara Crivelente / Portal Vermelho

wilaya de Smara (acampamentos de refugiados saharauis), SPS  27.02.2017 - O Presidente da República e Secretário-Geral da Frente Polisário, Brahim Ghali, fez um apelo ao Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, para que tome medidas urgentes para completar as responsabilidades das Nações Unidas no Sahara Ocidental.

Num discurso no ato central do 41º aniversário da proclamação da RASD na wilaya de Smara o presidente saharaui disse: “Nós dirigimos o nosso apelo ao novo Secretário-Geral das Nações Unidas para que tome medidas urgentes para completar as responsabilidades e obrigações das Nações Unidas e a execução das suas decisões sobre a concessão da independência ao povo saharaui, como foi o caso de todos os povos e países colonizados“.

Brahim Ghali exigiu o fim das violações dos direitos humanos por parte de Marrocos, a libertação dos presos políticos saharauis e o fim da pilhagem dos recursos naturais saharauis.

O Presidente saharaui exigiu o retorno da componente civil e politica da MINURSO, e o retomar do processo político para resolver a disputa, apelando ao Conselho de Segurança da ONU a que tome ações práticas, concretas e diretas para pôr temos às violações do direito internacional pela ocupação marroquina, acelerando assim o processo de uma justa e duradoura solução democrática, através da implementação do plano de resolução da ONU-UA de 1991, que foi assinado pelas partes em conflito e aprovado pelo Conselho de Segurança, que era organizar um referendo para decidir o destino do povo saharaui.

O SG da Polisário também lembrou que o Estado espanhol, segundo o direito internacional, continua a ser o responsável para que o povo saharaui possa alcançar a autodeterminação e independência.

O Presidente Brahim Ghali pediu ao governo francês para desempenhar um papel histórico, de acordo com sua história e seu status como país dos direitos humanos e na sua condição de membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, para avançar em apoio à opção democrática para resolver o conflito saharaui-marroquino, e que deixe de apoiar a posição tendenciosa marroquina baseada na tese colonial.

O presidente disse que o Estado saharaui é “uma realidade nacional, regional e internacional irrevogável”

No discurso que proferiu nas festividades comemorativas do 41º aniversário da proclamação da República Árabe Saharaui Democrática (RASD), Ghali disse que “o povo saharaui pode orgulhar-se do seu Estado que conseguiu fazer o seu caminho entre os povos e nações, como membro fundador da União Africano (UA), e que tem consideração, respeito e reconhecimento em todo o mundo “.

Apesar da difícil situação, o Estado saharaui agora tem instituições modernas, onde os poderes executivo, legislativo e judicial são complementares, e é pioneiro na experiência de educação, saúde e gestão.

O Secretário-Geral da Frente Polisário disse que o atual estado do conflito entre Marrocos e o Sahara Ocidental é “particularmente crucial devido à obstinação política de Marrocos e a sua falta de conformidade com o direito internacional.”

O estado de ocupação tem sido durante anos um obstáculo, enfrentando Marrocos os esforços internacionais para resolver o conflito e continuando a impedir que o enviado pessoal do Secretário-geral da ONU visite a região.


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Brahim Ghali – o povo Saharaui está mais unido que nunca, o nosso Estado será um factor de paz e estabilidade na região




O Presidente da República Árabe Saharaui Democrática (RASD) e Secretário-geral da Frente Polisário, Brahim Ghali, concedeu uma entrevista ao Jornal Tornado e ao Porunsaharalibre, durante a sua visita de Estado a Moçambique.

No final de um programa intenso de contactos institucionais em Maputo a todos os níveis, ficou claro que o Estado e povo moçambicano defendem os princípios de respeito pelo direito da autodeterminação dos povos e assim continuarão o seu apoio incondicional ao povo saharaui como foi reafirmado em todas as intervenções por parte do Presidente Filipe Nyusi, assim como por parte da Frelimo, de todos os representantes dos partidos com assento parlamentar e de organizações que representam a sociedade civil.

Brahim Ghali é um homem calmo, com uma presença forte, um líder por natureza, recebe-me vestido com a Daraa branca, traje tradicional saharaui que envergou durante toda a visita de Estado, e que é a afirmação de identidade nacional e cultural.
O chá saharaui não falta, fonte de energia e ao mesmo tempo símbolo de partilha. A voz tranquila e forte do líder militar que agora é o líder do seu povo transmite uma convicção absoluta na vitória da justiça, a autodeterminação do povo saharaui e a edificação de um Estado.

A recente adesão de Marrocos à União Africana (UA) foi tema transversal em todos os encontros e discursos onde ficou claro que muitos países se opuseram ao facto, que o país que ocupa o Sahara Ocidental de forma ilegal, fosse admitido antes de se solucionar o conflito e a descolonização fosse terminada. Não obstante foi também referido que agora que o Reino Alauita se encontra no seio da UA o quadro político foi alterado e Marrocos deve respeitar o texto fundador da organização continental respeitando as fronteiras herdadas do colonialismo europeu.




Sr. Presidente, num quadro político novo, com Marrocos no seio da UA, o que espera da Comunidade Internacional?

Estou seguro que a UA saberá conduzir Marrocos de forma a respeitar a acta constitutiva que assinou, apesar de que é conhecido por sempre violar os seus compromissos internacionais, e não acatar as suas responsabilidades reiteradas e confirmadas a que se comprometeu com as Nações Unidas e a União Africana.

A pedido do Equador, estado membro do Conselho de Segurança (CS), foi convocada uma reunião do CS sobre a situação no Sahara Ocidental, esperamos que António Guterres, SG da ONU, consiga dar o impulso necessário e obter o apoio do CS para avançar na aplicação da missão das Nações Unidas na região (MINURSO -Missão das Nações Unidas para a realização do Referendo do Sahara Ocidental) que é levar a cabo, de uma vez por todas, a descolonização da ultima colónia de África e permitir ao povo saharaui a sua autodeterminação, independência e construção do seu próprio estado à semelhança de todos os Estados deste continente.

A entrada de Marrocos na União Africana criou uma nova atmosfera que deve ser aproveitada pelo Conselho de Segurança e desta forma evitar o pior para a região.


A impaciência da juventude saharaui perante o status quo da situação que se arrasta há mais de duas décadas, desde o cessar fogo, é evidente. O Sr. Presidente está em contacto constante e direto com o exército e com a sua população, gostaria de saber se sente que o povo saharaui continua unido e se esta união transborda os campos de refugiados para os territórios ocupados, territórios libertados e a diáspora?

Diria que não é só a juventude… a inquietude e a preocupação abarca toda a sociedade saharaui, claro que se diferencia entre os jovens e os mais velhos, adultos que acumulam mais experiencia. Mas estamos a falar de uma juventude consciente, organizada e que segue as orientação da Frente Polisario, estamos muito decepcionados com a atuação das Nações Unidas e do Conselho de Segurança que deveriam ter cumprido e assumido a sua responsabilidade de organizar o referendo para a autodeterminação, coisa que não fizeram até ao momento, mas isso não afecta o apego do nosso povo aos seus direitos. Todo o povo Saharaui esta organizado na sua vanguarda, a Frente Polisario e recebe e respeita as orientações do seu governo e do seu movimento de libertação nacional. Estou seguro que o povo Saharaui está mais unido que nunca e mais apegado aos seus direitos que nunca, ansioso de poder exercer a sua autodeterminação o mais rapidamente possível e construir o seu Estado independente. Este Estado será um factor de paz e estabilidade na região. Todo o povo Saharaui está muito preocupado com a falta de atuação da comunidade internacional sobretudo do CS, do qual se esperava que pusesse fim à rebeldia de Marrocos contra a lei internacional.


Existem mais de 70 presos políticos saharauis nas prisões marroquinas, a 13 de Março continuará o julgamento do Grupo conhecido por Gdeim Izik, qual a mensagem para eles?

A nossa solidariedade com eles é total, a RASD tem um comité de acompanhamento do processo. Iniciou-se uma campanha nacional e internacional de solidariedade com estes presos políticos e esta campanha continuará até ao dia da sua liberdade, a liberdade deles e a liberdade do povo Saharaui.

Todos os Saharauis estão solidários com os seus presos políticos e é o nosso desejo que saiam destas prisões injustas marroquinas o mais rapidamente possível.

A nível pessoal transmito-lhes a minha solidariedade e desejo que tenham ânimo.


A nossa vitória é certa, é uma questão de tempo e o povo saharaui alcançara os seus objectivos, a independência e a construção do seu Estado. Estes presos estarão presentes nessa vitória.

sábado, 31 de dezembro de 2016

Brahim Ghali: “O regime marroquino vive um sufocante isolamento internacional, devido às vitórias conseguidas pelo povo saharaui”




O presidente da República Saharaui e secretário-geral da Frente Polisario, Brahim Ghali, afirmou esta quinta-feira numa intervenção que proferiu no Dia Nacional da Informação, que o regime marroquino vive um sufocante isolamento a nível continental e internacional devido às consecutivas vitórias obtidas pelo povo saharaui sob a direção da Frente Polisario.

Na sua intervenção, o presidente da República destacou que o povo saharaui com os seus humildes meios de comunicação trava uma luta decisiva contra o ocupante marroquino que está empregando todos os meios ao seu alcance para influir na moral do povo saharaui e na sua luta legítima pela liberdade e independência. Ghali assegurou que apesar de toda a propaganda e tergiversações do regime marroquino, o povo saharaui prosseguirá a sua justa luta pela liberdade e a independência contra a política expansionista marroquina.


Por seu lado o responsável da organização política da Frente Polisario, Hama Salama, afirmou que o Estado saharaui dá grande atenção aos meios de informação saharauis porque constituem uma arma altamente eficaz frente às falácias, intoxicações e propaganda marroquina.
SPS

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Discurso do Presidente da RASD E SG da Frente Polisario na 41ª Conferência Europeia de Apoio e Solidariedade com o Povo Saharaui (EUCOCO)

Inauguração da 41ª EUCOCO -18 de novembro de 2016. Vilanova i la Geltru.




En el nombre de Dios Clemente y Misericordioso.
Sr. Pierre Galand, Presidente de la EUCOCO.
Señoras y señores miembros de la TaskForce y en la Presidencia de la Conferencia.
Señoras y señores, representantes de gobiernos, parlamentos, partidos políticos, organizaciones y asociaciones.
Militantes del movimiento de solidaridades de todos los continentes.

Estimados/as presentes,
Inauguramos hoy la 41º Edición de la Conferencia Europea de Solidaridad con el Pueblo Saharaui, un evento internacional, que año tras año, renueva el compromiso y la fortaleza del movimiento de solidaridad con la lucha del pueblo saharaui por su libertad e independencia.

Quiero al comienzo de estas palabras, dirigir nuestra sincera gratitud y consideración, a todos quienes han contribuido, de forma directa o indirecta, al proceso de preparación y organización de este certamen de vanguardia. Saludo los infatigables esfuerzos desempeñados, en tan corto periodo y a pesar de las inmensas dificultades, por los amigos del pueblo saharaui en Vilanova i la Geltru, en Cataluña y en España; y su coordinación con la TaskForce y con las representaciones del Frente Polisario en Barcelona y en Madrid.

Señoras y señores,
Celebro la acertada decisión de los organizadores de esta conferencia, en rendir un merecido tributo, a un destacado hombre en la lucha del pueblo saharaui y de todos los pueblos, por la recuperación de sus derechos usurpados: el Presidente Mohamed Abdelaziz. Con su deceso, hemos perdido a un líder extraordinario; un militante perseverante, y un intrépido combatiente, dispuesto siempre a ofrecer lo mejor de sí, por lo más valioso: la libertad y la dignidad.
Nos dejó, siendo estimado y honrado, dándonos extraordinarias lecciones de sacrificio y mayor desempeño, hasta en los últimos instantes de su vida y a lo largo de su vasta trayectoria de lucha, siguiendo el ejemplo de leales héroes, como Mohamed Sidi Brahim Basiri, símbolo de la resistencia anticolonial y del líder y fundador, Luali Mustafá Seyed.

Mohamed Abdelaziz, fue por encima de todo, un hombre de paz; comprometido con los valores de la humanidad. Seguirá siendo un baluarte para el noble y pacífico pueblo saharaui, que rechaza la violencia; pero si se ve en la disyuntiva, aun en contra de su deseo, de tener que recurrir a la lucha armada -un derecho legítimo de los pueblos sometidos al colonialismo- lo hará, llegado el caso, con una fuerza y determinación solo equiparables, a su profundo apego a la defensa al derecho a la vida, a la existencia y a la dignidad.



Este combativo y paciente pueblo, dio lecciones al mundo por su capacidad de lidiar con la sobrevenida pérdida de su líder; con un alto nivel de conciencia y responsabilidad, así como de compromiso con su unidad y cohesión, al lograr una transición que se ajusta a la normalidad democrática y a acorde a sus leyes, haciendo fracasar las apuestas de su enemigo.

Ha sido un mensaje dirigido a la potencia ocupante marroquí y a quienes la encubren. Apostar por la fatiga, la claudicación o la renuncia de este pueblo a sus objetivos, es una empresa abocada al fracaso. Han transcurrido 41 años de firmeza, de lucha y de enfrentamiento en extremas condiciones de desafío, sin embargo, la llama de la resistencia sigue estando aquí, inconfundible, consolidando cada día, la insondable confianza de los saharauis en la victoria y la independencia y ampliando el espacio, de la solidaridad internacional con su legítima lucha.

El Estado saharaui, en tanto que materialización de la voluntad inequívoca de los saharauis, es hoy una realidad nacional, regional e internacional irreversible; que se rige sobre sus propias instituciones ejecutivas, legislativas y judiciales y con una vigorosa presencia africana y mundial.

El pueblo saharaui que ha sido y es, víctima del genocidio, del destierro, la tortura y represión del expansionismo marroquí, ha sido capaz bajo el liderazgo del Frente Polisario, de atestiguar un salto cualitativo en el logro de una sociedad civilizada, apegada a nobles valores; abierta al mundo; comprometida con los principios de la democracia, la igualdad y la coexistencia pacífica entre culturas y religiones.

Esta  experiencia singular, es hoy objeto no obstante, de nuevas amenazas, tales como el crimen organizado y las organizaciones terroristas, que gozan del apoyo y la financiación generosa de los dividendos provenientes de las drogas del reino marroquí; el mayor productor y exportador de cannabis en el mundo y principal amenaza, a la paz y la estabilidad en nuestra región.

Las políticas del Estado saharaui, las sociales, educativas, culturales y hacia la religión; han constituido un factor de moderación y estabilidad en la región. Acorde a nuestros compromisos internacionales, en especial en el seno de la Unión Africana y con los países vecinos, continuaremos contribuyendo de modo incansable, al combate al terrorismo y del extremismo, en tanto que amenazas para la humanidad. Resultaría desleal, que la comunidad internacional no preste el apoyo y la protección debidos, al pueblo saharaui y sus legítimas demandas.

Señoras y señores,
Acogemos con satisfacción los avances positivos, en los ámbitos políticos, legales y judiciales, con la causa saharaui alcanzados en Europa.

La decisión del Tribunal de Justicia de la Unión Europea, de diciembre de 2015 y el criterio consultivo del Abogado General de la Unión, el Sr. Walthelt, de septiembre de 2016, han constituido elementos de meridiana claridad, que desechan todo tipo de instrumentalización, ante lo que será, el definitivo modo legal de proceder, de las instituciones europeas en relación al conflicto saharaui-marroquí. Para la Unión Europea -como viene siendo para las Naciones Unidas, así como para la Unión Africana y otros -Marruecos, no dispone de soberanía alguna sobre el Sahara Occidental y los acuerdos europeos con aquel país, no poden afectar de modo alguno, los territorios ocupados de la República Saharaui, ni sus aguas territoriales. Dichos pronunciamientos, han confirmado una vez más, la responsabilidad legal que España aún entraña, como potencia colonial y administradora del territorio; y que el Frente Polisario, es el único y legítimo representante del pueblo saharaui y en dicha condición, goza de suficiente personalidad jurídica, que le habilita a representar a su pueblo, ante los tribunales de justicia.

A pesar de los concluyentes dictámenes, aún existen retrocesos y contradicciones en su aplicabilidad en el terreno, por parte de la Unión Europea. Europa, está en el origen del conflicto saharaui-marroquí, toda vez que España aún no asuma sus obligaciones de potencia colonizadora y administradora del Sahara Occidental en la descolonización del territorio. Europa, es responsable de la persistencia de este conflicto, habida cuenta que dos países, como Francia y España, han apoyado y apoyan por medios económicos, diplomáticos y con armamento, un proyecto expansionista y de agresión. Europa, es responsable del sufrimiento del pueblo saharaui, mientras Francia y España, promueven acuerdos, incluidos los de empresas, que violan lo establecido por el propio Tribunal de Justicia Europeo y alientan al régimen marroquí, a persistir en su desafiante política a la legalidad internacional; a violar los derechos humanos, a expoliar y a excluir a los saharauis de sus recursos naturales, así como, por su contribución a la permanencia en una situación de división: entre población refugiada y población sometida a la represión y al bloque, bajo la ocupación.

Señoras y señores,
Siento decir, que el logro de una solución pacífica al conflicto saharaui-marroquí, está hoy bajo fuerte amenaza. La explosiva situación que se vive en la zona del Gargarat al sur del Sahara Occidental, no habría acaecido, sino fuera porque la MINURSO, decidió renunciar a su obligación de impedir a tiempo, la violación cometida por marruecos; extremo que emplazó y exigió al ejército saharaui, a intervenir ante el intento marroquí de apoderarse de nuevos territorios y a alterar con ello la situación existente, en grave violación del acuerdo militar número 01, por medio del cual se rigen las relaciones entre la MINURSO y las dos partes en conflicto.

Marruecos sin ningún margen de duda, es responsable por dicha amenaza, a través de sus reiteradas escaladas y provocaciones; pero el Consejo de Seguridad de las Naciones Unidas, es el primer responsable, por haber fracasado desde 1991, en hacer cumplir sus propias decisiones, concebidas para la descolonización del Sahara Occidental.

El Consejo de Seguridad, es responsable del impase que vive el conflicto, al permitir que la MINURSO sea una excepción a la regla; tolerando su sometimiento a la voluntad de una fuerza de ocupación militar e ilegal, a diferencia de lo establecido para otras misiones de mantenimiento de paz; como las matrículas de sus automóviles; los visados de entrada; la no vigilancia del respeto a los derechos humanos; los impedimentos a la libre entrada de observadores internacionales y la prohibición de interactuación con la población del territorio.

El Consejo de Seguridad es responsable, porque con su connivencia permanente hasta la fecha, ha allanado al camino al ocupante marroquí, a actuar al margen de la legalidad internacional vigente, agrediendo las prerrogativas del propio Consejo, a través de su rechazo a colaborar con el Secretario General y con su enviado personal; mediante la expulsión del componente político y administrativo de la MINURO y la reciente violación flagrante, al alto el fuego.

Si bien es cierto que la responsabilidad en este caso, es del conjunto del Consejo de Seguridad, no es menos cierto, que Francia, miembro permanente en dicho organismo, ha sido el mayor impedimento ante la aplicación de la legalidad internacional, al facilitar la necesaria protección a la posición obstruccionista marroquí; al ocultar el 2006 el informe del Alto Comisionado de las Naciones Unidas para los Derechos Humanos y al impedir, de forma reiterada, que la MINURSO se ocupe de la protección de los derechos humanos.

Francia, hoy es un verdadero escollo ante las decisiones que podrían restituir al organismo mundial su debido decoro. Con su conducta, Francia tendrá que asumir las consecuencias de cualquier descarrilamiento, resultante de la actual tensión en la zona del Gargarat, en donde los ejércitos saharaui y marroquí, les separa una línea de apenas 120 metros.

La paz en el Sahara Occidental está bajo seria amenaza. Su salvación, requiere de una posición decidida por parte del Consejo de Seguridad, en imponer la aplicación de lo establecido y acordado en el Plan de Arreglo africano y de las Naciones Unidas, firmado por las dos partes, con el objetivo de celebrar un referéndum de autodeterminación, libre, justo y transparente, a través del cual, el pueblo saharaui pueda ejercer su inalienable derecho a la autodeterminación e independencia.

Señoras y señores.
Los territorios ocupados de la República Saharaui, viven bajo un estado de asedio, por medio del cual Marruecos, a la vez que se ensaña en la prácticas de detención y tortura y todo tipo de violaciones sistemáticas a los derechos humanos, lleva a cabo operaciones de expulsión en contra de observadores internacionales independientes, algunos de los cuales están hoy con nosotros. Desafortunadamente, dicha situación es correspondida a menudo con ignorancia, por parte de gobiernos e instituciones internacionales, incluida la Unión Europea.

Aprovechamos esta ocasión, para reiterar nuestra demanda al levantamiento del bloqueo impuesto a los territorios ocupados del Sahara Occidental; al desmantelamiento del crimen contra la humanidad representado en el Muro marroquí; al cese inmediato de las violaciones a los derechos humanos y al expolio de los recursos naturales, así como, renovamos la exigencia a que la MINURSO disponga de un mecanismo eficaz, para la protección y monitoreo de los derechos humanos.

La potencia ocupante, en una decisión sorpresiva y de dudosa fiabilidad, habría cancelado las decisiones tomadas por un tribunal militar en contra de los presos de Gdaim Izik, reservándoles sin embargo, peores condiciones de trato humano y degradante. No existe razón alguna para su permanencia en las cárceles marroquíes. Exigimos su inmediata liberación y la de todos los presos políticos saharauis, así como el esclarecimiento del paradero de los desaparecidos, como consecuencia de la criminal invasión marroquí al Sahara Occidental, desde el 31 de octubre de 1975.

Quisiera en nombre del pueblo saharaui, dirigiros como representantes del movimiento de solidaridad, nuestro más sincero agradecimiento y aprecio. Rendimos un afectuoso homenaje y reconocimiento, a los valientes hombres y mujeres que nos han dejado. Un afectuoso saludo a todas las asociaciones y grupos parlamentarios, locales, nacionales, regionales e internacionales, así como a las entidades especialidades, como el Observatorio Internacional de los Recursos Naturales del Sahara Occidental y otros.

Vuestro apoyo a la lucha de nuestro pueblo, es un noble mensaje a todos los pueblos del mundo. Dicha posición alivia los padecimientos de los y las saharauis; fortalece su confianza y les trasmite un mensaje de solidaridad, de que no están solos en su lucha por la libertad y a dignidad.

El pueblo saharaui, requiere no obstante de mayor apoyo y solidaridad. El país ocupante aún ejerce políticas de represión, de corte de sustentos, de expolio a los recursos naturales, a la vez que los refugiados, padecen no solo de la inclemencia del clima y la naturaleza, sino de reiterados intentos de reducir la ya de por sí, escasa ayuda humanitaria

Quisiera en vuestro nombre, dirigir un especial agradecimiento a la hermana Argelia, pueblo y gobierno, por su inalterable posición de principio, desde el primer día, en apoyo a la justa lucha del pueblo saharaui; y por su firme y clara exigencia, a la necesidad de aplicación de la Carta y resoluciones de las Naciones Unidas, así como por su llamado al respeto de la voluntad libremente expresada por el pueblo saharaui.

Nuestros agradecimientos, también van a África y a su honorable organización, la Unión Africana, que se ha comprometido sin vacilaciones, con la defensa de la causa del pueblo saharaui, como último caso de descolonización en el continente, reafirmando que la libertad de África, no será plena, mientras el pueblo saharaui no pueda disfrutar de sus legítimos derechos.

De la misma manera que nos enorgullecen nuestras raíces y nuestra pertenencia africana, nos complacen nuestras relaciones culturales y geográficas con los pueblos de España y de América Latina, hoy y siempre.

Es ocasión, para expresar nuestro agradecimiento y aprecio, al amplio y transversal movimiento de solidaridad, reflejo de los sentimientos de hermandad y solidaridad de los pueblos de España para con el pueblo saharaui.

Deseamos que el Estado Español, asuma sus obligaciones legales y morales hacia nuestro pueblo, llevando a término el proceso de descolonización en el Sahara Occidental. España continúa siendo, quizá hoy más que nunca, parte esencial de este problema, que no ha prescrito con el tiempo; ha tenido su origen en el pasado sí, pero su persistencia, es desafortunadamente también, parte intrínseca de nuestro presente.

No nos oponemos en absoluto a las relaciones entre España y Marruecos en todos los dominios, pero resultará  un nuevo crimen, si el precio para su alcance, es a cuesta de mayor conspiración, más sangre; lágrimas y sufrimiento para el pueblo saharaui.

La España del 2016 no es la España de 1975. No existe ningún pretexto para no remediar tan lamentable error. La transición democrática permanecerá incompleta, mientras el Estado Español, no resarza el inmenso agravio de los vergonzosos Acuerdos Tripartidos de Madrid. El nuevo Gobierno y las nuevas Cortes, están llamados a una movilización decisiva para poner fin a los sufrimientos del pueblo saharaui, a través de la realización de un referéndum de autodeterminación. Si España consigue tan noble objetivo -porque debe y puede- habrá contribuido a una reconciliación con su historia y consigo misma, y habrá aportado, de forma significativa, a la justicia; a la democracia y a la paz

Viva el Sahara Occidental libre e independiente
Fuerza, determinación y voluntad, para imponer la independencia y la soberanía.

Muchísimas gracias.


Fonte: spsrasd