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sábado, 30 de junho de 2018

Sahara Ocidental: manifestações, repressão e morte durante a visita do Enviado Pessoal do SG da ONU aos Territórios Ocupados


Logo na manhã de quinta-feira as forças de ocupação impuseram um bloqueio policial muito forte em Aaiún. A deslocação de forças policiais para os bairros e principais artérias da cidade ocupada começou horas antes da chegada do enviado pessoal do SG da ONU para Sahara Ocidental, Horst Köhler. Segundo os correspondente no território do coletivo Equipe Media foram cercadas as casas dos ativistas Ali Saadouni, Roukia El Hawasi, Hassana Douihi e a casa da família de Sidi Mohamed Alouat, tendo a mãe e irmã deste último sido agredidas e proibidas de sair de casa.


Logo de manhã, as forças de ocupação deram ordem de encerramento aos cafés e proibiram a deslocação de autocarros na capital a fim de impedir o acesso de saharauis desde os bairros periféricos ao centro da cidade.

Às 19 horas tiveram início as manifestações na Avenida de Smara. Os manifestantes empunhavam bandeiras da RASD e reivindicavam o direito à autodeterminação e exigiam a proteção das Nações Unidas. As manifestações propaganram-se aos bairro e às ruas adjacentes e foram reprimidas pelas forças policiais.

Também os desempregados do grupo Al Kassem organizaram uma concentração a qual foi reprimida brutalmente, resultando 7 pessoas feridas.

Numa manifestação no bairro de Nadi Lahma, um carro da polícia marroquina atropelou um manifestante saharaui - Ayoub El Ghan – o qual acabaria por falecer já no hospital. O jovem de 16 anos é a 146.ª vítima da lista de mortes e feridos graves das ondas de protesto que sacodem os Territórios Ocupados.

As manifestações prosseguiram um pouco por toda a cidade noite adentro e tiveram também lugar na cidade de Smara, no norte do território, igualmente visitada por Horst Köhler e a sua equipa.

Duas jornalistas saharauis, Zahara Essin e Khadi Essin, foram detidas no bairro de El Auda, juntamente com um jovem saharaui que procurou impedir a sua detenção. As jornalistas estavam recolhendop imagens das manifestações dentro de uma viatura.

Lista de feridos:
Mahfood Dahou, Sidi Mohamed Dadash, AbdelkrimMbierkat, Mariam Bourhimi, Roukia El Hawasi, Mina Baali, Fala Chtouki, Hayat Khatari, Nazha El Khalidi, Hmad Hammad, Ali Sadouni, Nordin El Argoubi, El Khatat Kamba, Hamza Saadi, Bachir Bobit, Brahim Imrikli, Mohamed Moussawi, Zaynaha Bairok, Mbatrek Lkarcha, Lhaouaij Argaibano, Laila Lili, Gajmoula Ismaaili, Saadi Soukaina, Lehcen Dalil, Ali Salem Tamek, Mahfouda Lafkir, Said Haddad, Mahjoub Bad, Inatou Haddi, Sidi Mohamed Aalouat, Hatra Aram, Laarousi Taglbout, Laila Aaich, Hadi Amina, Fatma Haimoda, Am Saad Bourial, Bachir Dkhil, Aaziza Aali, Dagja Lechger, Hadhoum Fraik, Magboula Ahmad, Abiha Haddi, Karkoub Argia, Maougaf Iaaich, Hadhoum Lamjaid, Amlkhout Hassni, Akhyarhom Aalia, Kauria Saaidi, Zoulaikha Souayh, Slaiman Brih, Rguia Zriguinat, Abdalahi Biga, Ahmed Ahimad, Mohamed Hamia, Mahmoud Lahaisan, Abdalahi Bourgaa, Moulod Andour, Hallab Hassana, Mohamed Marzoug, Mohamed Najem Souyah, Khalifa Rguibi, Minatou Mohamed Cheikh, Aida hamdan, Zainabou Lili, Jamila Moujahid, Mohamed Lamin Bakari, Zahra Soudani, Daha Errahmouni, Maalouma Abdalhi, Farasa Bakay, Lhairach Fatimatou.

Foram levados para o hospital: DehbaSidmou, Zahara Laghrid, Laamish El Hafed, Mohamed Meyara, Aalia El Ghalia, FatouIaaza, Bachri Ben Talib. (lista provisória)


Horst Köhler e Colin Stewart com dirigentes da Associação Saharaui de Vítimas de Violações Graves dos Direitos Humanos (ASVDH)


Horst Köhler reúne com as associações saharauis dos Direitos Humanos

No âmbito da sua deslocação aos territórios ocupados do Sahara Ocidental o Enviado Pessoal de António Guerres reuniu sexta feira com a Associação Saharaui de Vítimas de Violações Graves dos Direitos Humanos (ASVDH) e com o Coletivo de Defensores Saharauis dos Direitos Humanos (CODESA) em reuniões separadas.
As reuniões tiveram lugar na sede da MINURSO. Horst Köhler era acompanhado por Colin Stewart, representante especial para o Sahara Ocidental e chefe da MINURSO.

Horst Köhler e Colin Stewart reunem com dirigentes do CODESA Coletivo de Defensores Saharauis dos Direitos Humanos 


Nas referisas reuniões os membros das duas associações tiveram a oportunidade de expor aos responsáveis da ONU a situação de permanente violação dos direitos humanos nos territórios ocupados, caracterizadas por sistemáticas repressões, torturas, e violações dos direitos civis, políticos, económicos e sociais dos saharauis.

O Enviado Pessoal do SG da ONU para o Sahara Ocidental visita hoje, sábado, a cidade saharaui de Dakhla, no extremo sul do território, com a qual terminará o seu périplo pela região

Ver vídeos:



quinta-feira, 17 de setembro de 2015

ONG de Aminetou Haidar reúne com o conselheiro político da Embaixada dos EUA em Rabat




O Secretariado Executivo do Colectivo de Defensores Saharauis dos Direitos Humanos (CODESA) reuniu em El Aaiún (territórios ocupados do Sahara Ocidental) com o conselheiro político da Embaixada dos Estados Unidos em Rabat, segundo informam fontes da ONG saharaui.

Na reunião, que durou aproximadamente uma hora, foi abordada a situação dos direitos humanos nas zonas ocupadas, assim como os contínuos abusos cometidos pelas autoridades de ocupação marroquina contra os activistas saharauis, em clara violação dos princípios e convenções internacionais sobre direitos humanos subscritas pelo Reino de Marrocos e que este país se comprometeu a respeitar ante o Conselho de Direitos Humanos da ONU e as diferentes organizações e agências internacionais.

Aminetou Haidar, presidente do CODESO

O encontro representou também a ocasião para que o CODESA fizesse um apelo à comunidade internacional sobre a urgência de tomar medidas que garantam o direito do povo saharaui à autodeterminação e à independência, assim como exigir a libertação de todos os presos políticos saharauis nas prisões marroquinas e romper o bloqueio imposto nas Zonas Ocupadas do Sahara Ocidental.

Fonte: SPS

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

CODESA reúne em El Aiún ocupada com diplomatas da Embaixada dos EUA em Marrocos




Membros do Coletivo de Defensores Saharauis dos Direitos Humanos (CODESA), presidido pela ativista Aminetou Haudar, tiveram nesta quarta-feira uma reunião com diplomatas da Embaixada dos EUA em, segundo informou o CODESA.

A reunião durou aproximadamente uma hora e nela foram debatidos temas como a situação dos direitos humanos no Sahara Ocidental e as sistemáticas violações de Marrocos contra a população civil saharaui em total violação dos convénios internacionais relativos aos direitos humanos firmados por Marrocos.

O encontro foi solicitado ao CODESA há uma semana pela Embaixada dos EUA em Rabat.


(Sahara Ocidental ocupado), 23/10/2014 (SPS)

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

ONG liderada por Aminetou Haidar reúne com representantes das embaixadas dos EUA e Holanda




El Aaiún, capital ocupada do Sahara Ocidental, 5 set 2014 - O coletivo CODESA reuniu esta quinta-feira com membros das embaixadas dos Estados Unidos da América e Holanda em Marrocos.

A reunião teve lugar na cidade ocupada de El Aaiún e centrou-se na situação dos direitos humanos no Sahara Ocidental e na persistência das autoridades marroquinas em continuar a expulsar observadores estrangeiros e a violar os direitos civis, políticos, económicos, sociais e culturais da população saharaui.

As duas partes abordaram também as práticas de assédio de que são vítimas os cidadãos saharauis, de que se destacam a detenção arbitrária e os julgamentos injustos devido à posição que defendem em relação à questão do Sahara Ocidental e a participação em manifestações pacíficas para reivindicar o direito à autodeterminação para o povo saharaui e a denúncia da espoliação dos recursos naturais do território.


Fonte: SPS

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Declaração da CODESA sobre a resolução do Conselho de Segurança da ONU 2152 (2014)


O Coletivo de Saharauis Defensores dos Direitos do Homem (CODESA), organização liderada pela ativista Aminetou Haidar, divulgou uma tomada de posição sobre a recente resolução do CS da ONU referente ao Sahara Ocidental:
  
En un momento en que el Colectivo de Defensores Saharauis de Derechos Humanos CODESA y organizaciones internacionales de derechos humanos esperaban que los miembros del Consejo de Seguridad de las Naciones Unidas tomaran y consideraran las recomendaciones del informe S/2014/258, del señor Ban Ki-moon,  Secretario General de las Naciones Unidas, emitido el 10 de abril de 2014 acerca de la situación relativa al Sáhara Occidental.

La resolución que el  Consejo de Seguridad de la ONU (2014) Res S / 2152 emitió el 29 de abril de 2014, vino sin cumplir las aspiraciones y esperanzas del pueblo saharaui.

A pesar de no haberse cumplido con el objetivo principal, el buró ejecutivo del Colectivo de Defensores Saharauis de Derechos Humanos CODESA notó algunos puntos positivos  que surgieron de esta resolución, tales como:

· La confirmación del Consejo de Seguridad de su compromiso a ayudar a las partes (el Frente Polisario y Marruecos) para llegar a una solución política justa duradera y mutuamente aceptable que garantice al pueblo del Sáhara Occidental su derecho a la libre determinación en el marco de las disposiciones conformes a los principios de la Carta de las Naciones Unidas y sus propósitos.

· Reconocimiento de que la situación actual en la que se vive no es aceptable.

· También la observación que el progreso en las negociaciones es esencial para mejorar la calidad de vida de la población del Sáhara Occidental en todos sus aspectos.

· Su llamamiento a las partes (el Frente Polisario y Marruecos) a que continúen mostrando voluntad política y trabajando en una atmósfera propicia para el diálogo con el fin de entrar en una fase más clara y objetiva de las negociaciones con el propósito de garantizar la aplicación de las decisiones adoptadas desde el año 2007 hasta el año 2013.

· Su afirmación a las partes (el Frente Polisario y Marruecos) sobre la importancia de mejorar la situación de los derechos humanos en el Sáhara Occidental y los campamentos de refugiados saharauis en Tinduf.

· Instar a las dos partes (el Frente Polisario y Marruecos) a trabajar con la comunidad internacional para desarrollar y poner en práctica medidas que se caractericen por la independencia y credibilidad para garantizar el pleno respeto de los derechos humanos, teniendo en cuenta sus obligaciones de conformidad con la ley internacional.

· Su apoyo y aliento a las dos partes (el Frente Polisario y Marruecos) para continuar los esfuerzos con el fin de promover y proteger los derechos humanos en el Sáhara Occidental y los campamentos de los refugiados saharauis en Tinduf, incluidas la libertad de expresión y la libertad de asociación.

Sin embargo, el buró ejecutivo del Colectivo de Saharauis Defensores de Derechos Humanos CODESA hace la siguiente observación:

· Prorrogar el mandato de la Misión de las Naciones Unidas para el Referéndum del Sáhara Occidental la MINURSO que añadió hasta el 30 de abril de 2015 otro año, a más de cuatro décadas de asilo y sufrimiento humano y diáspora de las familias separadas en ambas partes del muro militar marroquí en el Sáhara Occidental.

· No adoptar un mecanismo independiente para monitorear e informar sobre la situación de los derechos humanos en el Sáhara Occidental alentará y ayudará al Estado marroquí para continuar y asimismo persistir y seguir cometiendo violaciones de toda clase de derechos humanos de manera sistemática en contra de la población civil saharaui.

· No declarar la detención de la explotación de los recursos naturales en el Sáhara Occidental insta al Estado marroquí a seguir drenando las riquezas de la región, sin tener en cuenta los deseos e intereses a los cuales tiene derecho el pueblo saharaui de acuerdo con el artículo 73 del capítulo 11 de la Carta de las Naciones Unidas, también esta deserción representa una violación clara de los principios de la ley internacional (opinión del Asesor Jurídico de las Naciones Unidas, Hans Corell 161/2002 / S emitida el 29 de enero de 2002).

Por consiguiente, el buró ejecutivo del Colectivo de Saharauis Defensores de Derechos Humanos CODESA, declara:

· Hallar una solución justa y duradera que garantice el derecho del pueblo saharaui a la autodeterminación mediante un referéndum libre y justo bajo el auspicio de las Naciones Unidas y la Unión Africana, ya que esto se ha convertido en una necesidad urgente con el fin de lograr la paz y la estabilidad para los pueblos de la región.

· La aprobación de un mecanismo de la ONU para supervisar los derechos humanos en el Sáhara Occidental y los campamentos de refugiados de Tinduf , se considera muy urgente para asegurar el monitoreo continuo, independiente e imparcial de los derechos humanos.

· Limitarse a enviar equipos de trabajo y relatores especiales para visitar el Sáhara Occidental por parte de las Naciones Unidas ya sigue siendo una medida insuficiente para garantizar el respeto y la protección de los derechos humanos con la evidencia de que las visitas de estas delegaciones coinciden con la practica de la violencia por parte del Estado marroquí contra la población civil saharaui y la represión de las manifestaciones pacíficas que reclaman los derechos civiles políticos, económicos, sociales y culturales, y en especial el derecho a la libre determinación.

· Las medidas especiales del Consejo de Derechos Humanos de las Naciones Unidas, no pueden reemplazar el mecanismo de la ONU para supervisar los derechos humanos en El Sáhara Occidental, algo que quedo demostrado con lo que sufrió recientemente el equipo técnico de la Alta Comisionada para los Derechos Humanos de las Naciones Unidas, reflejado por los obstáculos impuestos por el Estado Marroquí durante su visita al Sáhara Occidental en el período comprendido entre el 29 de abril y el 01 de mayo de 2014, lo que se tradujo por impedir reuniones en la sede de la Misión de las Naciones Unidas para el Referéndum del Sáhara Occidental MINURSO con organizaciones saharauis de los derechos humanos según había sido acordado con el equipo técnico un par de semanas antes de su llegada al Sáhara Occidental.

· La continuación de violaciones e injusticias del Estado marroquí como en los siguientes puntos:

§ No poner fin a las violaciones sistemáticas de los derechos humanos cometidas por el Estado marroquí contra la población civil saharaui, generalmente relacionadas con la confiscación del derecho a la libertad de expresión y la protesta pacífica y el derecho de reunión y asociación.

§ Rechazar la liberación de todos los presos políticos saharauis y no revelar el destino de los secuestrados y desaparecidos saharauis.

§ Focalización de los defensores saharauis de los derechos humanos y someterles a tortura y detención arbitraria además de la fabricación de cargos y juicios y la deportación y expulsión del trabajo y prevención de estudios universitarios junto a las restricciones a la libertad de movimiento y dañar sus propiedades, todo esto en un contexto de campañas chovinistas que tocan su vida personal y familiar y afectan su derecho a la vida, la integridad física y la seguridad personal.

§ Prohibir la creación de asociaciones y comités que se ocupan de la defensa de los derechos humanos en el Sáhara Occidental.

§ Las restricciones sobre la libre circulación de los observadores extranjeros y expulsarles o impedir su entrada al Sáhara Occidental en el marco del cerco policial, militar y mediático impuesto sobre la región.

§ La falta de independencia del poder judicial marroquí y persistir en la política de la impunidad.

§ Perseguir civiles saharauis ante tribunales militares marroquíes.

§ No activar haciendo caso omiso e ignorando las denuncias presentadas ante el sistema judicial marroquí por las victimas saharauis contra los empleados marroquíes encargados del cumplimiento de la ley.

§ Impedir a las víctimas saharauis de su derecho a tratamiento médico y acceso a las instalaciones y servicios sanitarios como es habitual a nivel internacional (artículo 25 de la Declaración Universal de Derechos Humanos y en el apartado 1 del artículo 25 del Pacto Internacional de Derechos Económicos, Sociales y Culturales).

§ La explotación ilegítima de los recursos naturales en el Sáhara Occidental por el Estado Marroquí.

Es una violación flagrante de los convenios y convenciones internacionales que han sido firmados y ratificados por el Estado marroquí y sus obligaciones internacionales en materia de los derechos humanos ante el Consejo de Derechos Humanos de las Naciones Unidas.
  
El buró ejecutivo del Colectivo de Saharauis Defensores de Derechos Humanos
CODESA


El Aaiún/Sahara Occidental, el 06 de mayo de 2014

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Aminatou Haidar responde


Qual a estratégia e as tarefas que se colocam hoje ao movimento pela independência do Sahara Ocidental quando se cumprem 40 anos de luta? – esta uma das muitas perguntas colocadas a Aminatou Haidar, a ativista saharaui dos Direitos Humanos nos Territórios Ocupados e presidente do CODESA (Coletivo de Saharauis Defensores de Direitos Humanos), em entrevista ao órgão da JCE de Espanha, agitacion.org, no momento em que decorre o VIII Congresso da Juventude do Saguia el Hamra e Rio de Ouro (UJSARIO)

Fonte: agitación.org

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Marrocos liberta 11 presos políticos saharauis desde a visita de Christopher Ross

 

O Estado marroquino libertou 11 presos políticos saharauis no período compreendido entre 23 e 30 de Outubro de 2013, poucos dias depois da visita de Christopher Ross, enviado pessoal do Secretário-Geral das Nações Unidas para o Sahara Ocidental, visita que se prolongou entre 18 e 21 de outubro de 2013.

Esta é a lista de presos políticos saharauis libertados condicionalmente:

Presos postos em liberdade provisória a 23 de outubro, Prisão Negra de El Aaiun / Sahara Ocidental.

  • SAADI MOHAMED ALI,
  • HASSIN SIDATI,
  • GARMIT MOHAMED,
  • HRAIMICH AZIZ,
  • YOUSSEF BOUZID,
  • BAH ELHOSSEIN


Presos postos em liberdade provisória a 25 de outubro, Prisão Negra de El Aaiun / Sahara Ocidental.

  • FARRAH AYWAD,
  • HANOUN MAHMOUD,
  • MAILAS SLOUH,
  • MALAH SIDI MOHAMED


Presos postos em liberdade provisória a 30 de outubro, Prisão Negra de El Aaiun / Sahara Ocidental.

  • EL JOUMAI HAMZA



Fonte: porunsaharalibre.org / CODESA 

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

CODESA denuncia prisão de jornalista marroquina


O Coletivo de Saharauis Defensores de Direitos humanos (CODESA) “denuncia a detenção do jornalista [marroquino]“Ali Anouzla” pelas autoridades marroquinas” e exige “a libertação imediata e incondicional do jornalista“.

As autoridades marroquinas detiveram às 9:00 da manhã de 17 de setembro de 2013 o jornalista Ali Anouzla, director do sítio web “Lakome”, na sua casa situada no bairro Almanzah em Rabat/Marrocos.


Fonte: codesaso.com

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Desaparecimento de cidadão saharaui em circunstâncias misteriosas

 

O cidadão saharaui “Mohamed Yahdih El Yahyaoi”, de 44 anos, desapareceu em circunstâncias misteriosas a 12 de setembro de 2013 em El Aaiún/Sahara Ocidental.

Segundo o testemunho da sua família, imediatamente após notarem a sua demora em regressar a casa e terem perdido o contacto com ele através de telemóvel que permanecia desconectado, membros do agregado familiar entraram em contacto com a polícia marroquina para perguntar pelo seu paradeiro, mas graduados da polícia negaram que o desaparecido se encontrasse detido em seu poder.

A família ficou muito preocupada com o seu desaparecimento, pelo que decidiram sair à sua procura por todas partes da cidade, perguntando por ele a amigos e familiares, mas tudo foi em vão pois não obtiveram nenhuma resposta.

Às 4:00 da tarde de 13 de setembro de 2013, a sua família, com a ajuda de alguns cidadãos saharauis, encontrou o seu carro modelo “RENAULT SAFRAN” com matrícula número 27731 parado, não muito longe do mercado central, situado perto da estrada principal que leva à cidade de Almarsa (25 km a sudoeste de El Aaiún / Sahara Ocidental).

A família do cidadão saharaui “Mohamed Yahdih El Yahyaoi” relacionou o estacionamento do carro do seu filho perto da segunda sede da Missão das Nações Unidas para o Referendo do Sahara Ocidental (MINURSO), com uma pequena empresa denominada “Decorai Flay” que ele gere e que tem um contrato com a referida missão.

O Comité executivo do Coletivo de Saharauis Defensores de Direitos Humanos (CODESA), expressa a sua grande preocupação quanto ao destino incerto do cidadão saharaui “Mohamed Yahdih El Yahyaoi”, que pode ser vítima de um sequestro sistemático e planeado.


Fonte e foto: codesaso.com

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Direção do Coletivo de Saharauis Defensores de Direitos Humanos reúne com responsável do departamento de Comunicações e Assuntos Políticos da Embaixada Britânica

 

Às 19h00 de 5 de setembro de 2013, membros da Comissão Executiva do Coletivo de Saharauis Defensores de Direitos Humanos (CODESA),  reuniram com Hugh Clearly, responsável do departamento de Comunicações e Assuntos Políticos da Embaixada Britânica em Rabat.

O encontro que, durou uma hora, teve lugar na casa do defensor saharaui dos direitos humanos Elarbi Masshoud, secretário-geral do CODESA, a qual foi colocada de imediato sob controlo por agentes da inteligência marroquina a bordo de automóveis e motos civis.

Durante a reunião foram abordados vários temas relacionados com a situação dos direitos humanos no Sahara Ocidental e a necessidade de ações por parte da comunidade internacional para pôr fim às violações graves dos direitos humanos cometidas pelo Estado marroquino contra os civis saharauis.

Recorde-se  que a última visita de conselheiros políticos da Embaixada do Reino Unido à cidade de El Aaiún/Sahara Ocidental teve lugar em princípios de fevereiro de 2013, após uma outra realizada anteriormente a 8 de outubro de 2012.

Fonte: codesaso.com


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Ativistas saharauis dos DDHH impedidos de assistir a julgamento no sul de Marrocos


As autoridades de ocupação marroquinas impediram a delegação de defensores saharauis de direitos humanos e ativistas da Catalunha de assistir ao julgamento dos presos políticos saharauis que foram detidos nos últimos protestos na cidade de Guelmim, no sul de Marrocos.

Em redor do tribunal, desde as primeiras horas da manhã, foi colocado um cerco policial, com elementos uniformizados e outros à paisana, com a intenção de impedir a entrada aos cidadãos e ativistas saharauis.

A delegação saharaui pediu explicações às autoridades marroquinas sobre as razões do impedimento de entrada a este julgamento e a falta de condições para um julgamento justo aos presos, mas as autoridades marroquinas negaram-se a responder à delegação. A verdadeira intenção é julgar os presos saharauis como delinquentes e desordeiros e não como presos políticos. As forças de ocupação, a polícia e os serviços secretos marroquinos gravaram em vídeo todos os movimentos dos saharauis e o seu protesto contra o impedimento de assistirem ao julgamento.

Os presos políticos saharauis foram detidos após uma manifestação pacífica organizada pelos militantes saharauis na Cidade de Guelmim, no sul de Marrocos, durante este mês de agosto quando entraram com confrontos com os «jagunços» marroquinos que atuavam sob as ordens das autoridades.
Os presos são os seguintes:
  • 1. Daoudi Omar
  • 2. Daoudi Taha
  • 3. Babiya Dahdach
  • 4. Omar Laauisi
  • 5. Mustafa Bouhcine
  • 6. Hamza Bazi (menor de 17 anos de idade)
Os assistentes ao julgamento são os seguintes:
Dois ativistas Catalães
Ativistas saharauis de direitos humanos :
Brahim Dahan: Presidente da ASVDH
Dah Mustafa(Dafa): Membro da ASVDH
Mohammed Saleh Dailal : Membro do CODAPSO
Galia Jomani : Membro da ASVDH
Salek Bazid : Ativista saharaui
Mbairkat Lahbib : Membro da Coordenadora Agdaim Lzik
Said Amaidan : Membro da Equipa Mediática


Fonte: Equipa Mediático - Territórios Ocupados Sahara Ocidental

sábado, 17 de agosto de 2013

CODESA “preocupado” com o futuro da juventude saharaui nos territórios ocupados



O Coletivo de Defensores Saharauis dos Direitos Humanos (CODESA), OND presidida pela ativista Aminetu Haidar, manifesta a sua “profunda preocupação” com o futuro dos jovens saharauis nos territórios ocupados do Sahara Ocidental.

“O jovem saharaui continua à espera do apoio da comunidade internacional para garantir o seu direito à autodeterminação através de um referendo sob os auspícios das Nações Unidas, presente no Sahara Ocidental desde 1991″, afirma o Coletivo dos Defensores Saharauis dos Direitos Humanos.

O CODESA recorda que “o assassinato, o sequestro, a tortura, a violação, detenções por motivos políticos, julgamentos simulados e outros crimes” são cometidos pelo governo marroquino contra a juventude saharaui em represália pelos “protestos pacíficos que exigem a independência” do Sahara Ocidental.


SPS

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Prisão local de Ait Melloul, Marrocos: a morte de um quarto preso em menos de 3 meses

 

A 3 de agosto de 2013, aproximadamente às 2:00 da tarde, faleceu o preso saharaui “Ambarak Almotawakil”, de 55 anos de idade no hospital regional de Agadir, depois de ter sido transferido da prisão local de Ait Melloul/sul de Marrocos.

Segundo informaram fontes próximas de alguns dos presos da prisão, “Ambarak Almotawakil” sofreu durante mais de 20 dias na sua cela Nº 3 do pavilhão “A” de padecimentos renais e queixava-se de fortes dores urológicas, apesar disso o médico da prisão limitou-se a injetar-lhe  anestésicos para lhe aliviar a dor de que padecia sem o enviar a outro especialista fora da prisão local de Ait Melloul.

O preso saharaui só foi trasladado para o hospital no dia 2 de agosto de 2013 onde acabaria por morrer no dia seguinte.

“Ambarak Almotawakil”, nascido em 1958, é pai de 4 filhos e de uma filha, foi detido em 2006 e condenado a 10 anos de prisão pelo tribunal militar de Rabat/Marrocos, tendo passado uma parte da sua condenação na prisão 01 de Sale/Marrocos antes de ser enviado para o presídio local de Ait Melloul/sul de Marrocos.

Durante os últimos 3 meses este é o quarto caso de morte entre os detidos (3 dos quais saharauis) que cumpriam penas na prisão local de Ait Melloul / Marrocos. Trata-se de uma situação realmente preocupante sobre a situação dos presos resultante das graves condições da prisão e da falta de atenção médica para com um número elevado de presos que se queixam de complicações de saúde. O que impõe ao Estado marroquino levar a cabo uma investigação urgente sobre estes casos de morte e melhorar as condições dos presos além de lhes proporcionar tratamento e medicamentos.

O secretariado executivo do Colectivo de Saharauis Defensores de Direitos Humanos - CODESA
Fonte e foto: codesaso.com


El Aaiún/Sahara Ocidental, el 3 de agosto de 2013

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Condenações prosseguem: dois ativistas dos DDHH com penas de 8 meses de prisão

Mohamed Amzouz
O tribunal de primeira instância da cidade de Tiznet/sul de Marrocos condenou no dia 28 de junho de 2013, Mohamed Amzouz y Rachid Bouhafra, dois ativistas dos direitos humanos a uma dura pena de 8 meses de prisão e multas de 1000 dirhams marroquinos (88 euros).

Os dois presos eram acusados pelo Presidente do Tribunal de Primeira Instância com eventos relacionados com a sua alegada participação numa série de protestos na cidade de Sidi Ifni, em princípios de maio de 2013, em que se exigia o direito de manifestação e de expressão, o direito ao trabalho e ao aproveitamento das riquezas pesqueiras da região.

Mohamed Amzouz e Rachid Bouhafra negaram todas as acusações, e denunciaram a sua detenção arbitrária, relacionando o motivo da sua detenção com as suas atividades e o seu apoio contínuo aos movimentos de protesto pacífico que reivindicam os direitos políticos, civis, económicos, sociais e culturais. O ativista Mohamed Amzouz, que envergava um traje tradicional saharaui, fundador da Associação “Ifni la Memoria”, realçou o seu apoio ao direito do povo saharaui à livre determinação e à sua luta pacífica pela liberdade, dignidade e justiça.

Sidni Ifni (sul de Marrocos), antiga colónia espanhola

O preso Mohamed Amzouz nasceu em 1971 na referida cidade, foi um dos defensores dos direitos humanos que integraram uma delegação que se deslocou da cidade de Sidi Ifni em finais de outubro de 2010 com o objetivo de mostrar o seu apoio aos civis saharauis expulsos violentamente do acampamento de “Gdeim Izik”, tendo também integrado um grupo de cidadãos que se reuniu com “Juan Mandes” Relator Especial contra a Tortura das Nações Unidas na cidade de El Aaiún/ Sahara Ocidental, entregando-lhe um arquivo que incluía as diversas violações graves dos direitos humanos cometidas pelo Estado marroquino contra manifestantes civis em Sidi Ifni em 2008, tendo-se igualmente reunido com uma delegação do Centro Robert F. Kennedy para a Justiça e os Direitos Humanos.

As autoridades marroquinas detiveram a 4 de junho de 2013, o ativista pro-direitos humanos Mohamed Amzouz depois de ter participado numa manifestação pacífica em solidariedade com os presos políticos que teve lugar a 3 de junho de 2013 em Tiznit / Marrocos. No dia 06 do mesmo mês também foi detido Rachid Bouhafra na cidade de Sidi Ifni.

Fonte e foto: codesaso.com


Preso político saharaui Sidi Bouhmoud condenado a 4 anos de prisão


O preso político saharaui “Sidi Bouhmoud” foi condenado a 4 anos de prisão terça-feira, 25 de junho de 2013, pelo tribunal de Apelação de Agadir/Marrocos depois de ter sido mantido em prisão preventiva durante mais de 7 meses no presídio local de Ait Melloul / Marrocos.

Imediatamente após se conhecer veredito da sentença dada pelo tribunal, a família do preso político saharaui “Sidi Bouhmoud” encetou um protesto pacífico frente ao seu domicílio situado na Rua 19 no bairro Ain Arahma em Tan-tan / sul de Marrocos, mas elementos da policía marroquina intervieram reprimindo brutalmente os membros da familia , causando ferimentos nas suas irmãs "Zahara Bouhmoud" e "Ghalia Bouhmoud", tendo esta última sido levada para o hospital Hassan II.

 “Sidi Bouhmoud” nasceu a 1 de setembro de 1978 na cidade de Tan-tan/sul de Marrocos, e foi arbitrariamente detido a 9 de novembro de 2012 na referida cidade em virtude de uma ordem de detenção emitida a 01 de março de 2008 no contexto de uma vigília pacífica celebrada a 26 de fevereiro de 2008, coincidindo com a comemoração do povo saharaui do aniversário da fundação da República Árabe Saharaui Democrática.


Fonte: CODESA 26 Junho 2013

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Direção da Prisão de El Aaiún nega tratamento médico a preso político saharaui



El Aaiún (Territórios  saharauis Ocupados) ,17/06/13 - A prisão de El Aaiún negou o tratamento médico ao preso político saharaui Hasanna Luali  que se tem queixado de febre, dores   de cabeça, dores no pescoço e nos ombros há 10 dias consecutivos, de acordo com fontes da CODESA (Coletivo dos Defensores Saharauis dos Direitos do Homem, organização presidida por Aminetu Haidar).

A pesar dos pedidos apresentados à direção da penitenciária para que possa ter acesso aos serviços de  um médico, até ao momento foi-lhe negado esse pedido, o  que tem contribuído significativamente para a deterioração do seu estado de saúde, desse modo a direção do presídio está a negar ao preso um direito que é reconhecido e garantido pela lei 23/98 que rege as priões de Marrocos.

O preso político saharaui Hasanna Luali foi arbitrariamente detido juntamente com outros saharauis  durante um confronto com colonos marroquinos no distrito da cidade ocupada de Dakhla em setembro de 2011.


SPS

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Bandeiras dos EUA e da ONU nas manifestações de El Aaiún para pedir a autodeterminação do Povo Saharaui




Na noite de sábado 04-05-2013, na cidade ocupada de El Aaiún, o vicepresidente da CODAPSO, Hmad Hammad, falou sobre as mainfestações organizadas de forma pacífica nessa mesma tarde em El Aaiun, a que puderam presenciar uma importante delegação de meios dos Estados Unidos e Grã -Bretanha que, entre eles Albany, New York Times, Washington  Post, BBC, CNN, The Guardian, Sky News, Foreign Policy, The Boston Globe y e o Herald Tribune.

Hmad Hammad estima que os manifestantes se calculam em muitos milhares de pessoas de todas as idades mulheres e homens, muitos jovens e até crianças. Segundo o defensor dos direitos humanos é a primeira vez, depois de 38 anos de ocupação, que se viu algo de semelhante nas ruas da cidades ocupada por Marrocos desde 1976, após o abandono espanhol da sua ex-colónia. Os manifestantes ocuparon a avenida Smara, a principal artéria da cidade. Milhares de bandeiras saharauis foram desfraldaldas juntamente com bandeiras da ONU e dos EUA, numa homenagem dos manifestantes saharauis à proposta que os Estados Unidos apresentaram ao Conselho de Segurança para que a MUINURSO no Sahara se ocupasse da proteção dos direitos humanos no território e que acabou por seu recusada.


Os manifestantes empunhavam pancartas escritas em espanhol e inglês em que se podía ler: “Libertad, Fredoom, Pueblo Saharaui Unido es Uno, El Pueblo Saharaui Exige su Derecho a la Autodeterminación y la Independencia, Sahara libre, Viva Polisario y Fuera Marruecos.” Segundo o defensor de direitos humanos todo ocorreu ante a presença e as câmaras da delegação internacional da imprensa dos EUA e Grã-Bretanha. Os militares marroquinos não carregaram contra os manifestantes, até que no final, e após a retirada da imprensa para se reunir com os defensores saharauis dos direitos humanos, os serviços militares e as forças auxiliares desataram a sua ira contra os manifestantes para os dispersar e perseguir em diferentes zonas da cidade. Essas forças também atacaram uma dezena de domicílios saharauis, entre os quais a casa da ativista de direitos humanos Aminetu Haidar quando esta se encontrava em seu domicílio reunida com a imprensa norte-americana e britânica, quebrando as vidraças das suas janelas e o seu veículo. Come la esteva o defensor saharaui de direitos humanos Laarbi Mesaud.

Fonte: codapso.com/poemariosaharalibre.blogspot.pt

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Sahara Ocidental: O que diz a delegação da Amnistia Internacional


 
As delagadas da Aministia Internacional, AI Sirine Rached e
Benedicte Goderiaux, com Aminetou Haidar (em cima)
e com outros dirigentes da CODESA
 

Os direitos de associação e de manifestação estão muito restringidos no Sahara Ocidental por parte das autoridades marroquinas, denunciou uma delegação da Amnistia Internacional (AI) após passar cinco dias em El Aaiún. Em declarações à agência EFE em Rabat no final da sua visita, as investigadoras AI Sirine Rached e Benedicte Goderiaux denunciaram, além disso, os intentos das autoridades marroquinas de "diabolizar" e "desacreditar" os defensores saharauis dos direitos humanos.

Segundo as investigadoras, as associações criadas por saharauis vivem na ilegalidade apesar de muitas delas terem solicitado pedido de registo, e esta ilegalidade impede-as de ter uma sede, receber financiamento regular ou promover atividades de qualquer tipo.

Interrogado pela delegação da AI, o wali (governador) de El Aaiún considerou os dirigentes dessas associações de "agitadores e provocadores" com intenções políticas, sublinhando o facto de, algumas delas, serem dirigidas por "ex-presidiários", numa alusão a alguns antigos presos políticos.

Do mesmo modo, o direito de manifestação está severamente restringido, como puderam constatar em El Aaiún em várias ocasiões durante estes dias, realçando o facto da polícia – em que abundam os agentes à paisana - chegar ao ponto de dispersar manifestações à pedrada.

A delegadas da AI salientaram que as manifestações saharauis foram fundamentalmente pacíficas, mas que a pesar disso a polícia dispersou-as sem contemplações, com pedras ou bastões de madeira, causando uma vintena de feridos no passado sábado (segundo as autoridades marroquinas, dez agentes terão sido feridos).

As práticas de dispersão das manifestações "são inaceitáveis e desproporcionadas", enfatizaram.

Os feridos ou contundidos nas manifestações evitam ir aos hospitais públicos devido à presença permanente de polícias nas suas instalações e porque a prática habitual dos centros é negar-lhes um atestado médico que possa sustentar uma denúncia posterior.

El Aaiún, 29 de abril de 2013

A delegação da AI lamentou o permanente estado de "intimidação e assédio" que sofrem os membros das três organizações saharauis pró-direitos humanos, inclusiva nas suas próprias casas (que funcionam como escritório dado não poderem ter sedes).

As duas investigadoras afirmaram que elas próprias foram seguidas e todo o momento em El Aaiún por agentes marroquinos, e em alguns casos filmadas abertamente com uma câmara de vídeo, cujas imagens goram logo distribuídas aos meios marroquinos para servir alegadamente de prova da sua "ingerência" nas manifestações.

As duas representantes da AI afirmaram ter recolhido numerosas queixas de familiares de "desaparecidos políticos" saharauis em décadas passadas (uns 200), que continuam à espera de uma simples certidão de óbito, além da indemnização correspondente, visto os seus casos terem sido reconhecidos.

Por último, condenaram a "campanha anti-saharaui" por parte da maioria da imprensa marroquina, que desqualifica permanentemente os defensores saharauis de direitos humanos qualificando-os de traidores, já que esse discurso "incita à violência".

30-04-2013 / EFE