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domingo, 9 de junho de 2019

Agredidos três saharauis durante a receção de um preso libertado por Marrocos em Smara



Três saharauis foram "brutalmente agredidos" por forças paramilitares marroquinas na cidade de Smara, no Sahara Ocidental ocupado por Marrocos. As vítimas pretendiam receber o preso saharaui Salá Lebsir quando foram atacadas por forças paramilitares, segundo informa o portal de notícias saharaui Equipe Media.

"Esta selvática agressão ocorre no âmbito de um amplo dispositivo instalado pelas forças de ocupação para impedir o acolhimento do antigo preso político saharaui Salá Lebsir", refere a organização Equipe Media.

Veja o VÍDEO Aqui



quinta-feira, 6 de junho de 2019

Repórteres Sem Fronteiras apresenta o relatório ‘Sahara Ocidental, um deserto para o jornalismo’





A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) apresenta na próxima terça-feira, 11 de junho de 2019, na Asociación de la Prensa de Madrid (APM), o primeiro relatório mundial sobre a situação da liberdade de imprensa no Sahara Ocidental, um dos lugares mais áridos do mundo para a informação e o jornalismo.

Intitulado ‘Sáhara Occidental, un desierto para el periodismo’, o documento de investigação foi elaborado por iniciativa da Secção Espanhola de Repórteres Sem Fronteiras. O acto de apresentação contará com a presença da presidente da Associação de Imprensa de Madrid, Victoria Prego, do presidente de RSF Espanha, Alfonso Armada, do presidente da FAPE (Federación de Asociaciones de Periodistas de España), Nemesio Rodríguez, da autora do relatório e correspondente de RSF em Espanha, Edith R. Cachera, e do jornalista saharaui e fundador do coletivo ‘Equipe Média’, Ahmed Ettanji.

Através de numerosas entrevistas e testemunhos, o relatório "Sahara Ocidental, um deserto para o jornalismo" faz uma revisão exaustiva da história do abandono e do silêncio nos meios de comunicação internacionais, e especialmente nos espanhóis; revela os nomes e as circunstâncias dos jornalistas saharauis condenados a longas penas de prisão e denuncia a mordaça imposta aos informadores locais e estrangeiros, expulsos quase sistematicamente do território.

O relatório de Repórteres Sem Fronteiras dá conta também do novo jornalismo saharauí que, apesar da censura, da repressão e da prisão, consegue quebrar o silêncio para se tornar uma fonte de informação para os media e organizações internacionais.

O documento completo será publicado no dia 11 de junho no sítio web de RSF pelas 12 horas (pm), 11 horas em Portugal.


sexta-feira, 31 de maio de 2019

Marrocos expulsa arbitrariamente o presidente da Liga para a Proteção dos Presos Saharauis em Cárceres Marroquinos



El Aaiún (capital ocupada do Sahara Ocidental) , 30 de maio de 2019 (SPS)-. A Liga para a Proteção dos Presos Saharauis em Cárceres Marroquinos (LPPS), condenou esta quinta-feira a expulsão arbitrária do seu presidente, o ex-preso político saharaui e miembro do Grupo de Gdeim Izik, Abderrahman Zayou.
Os membros da LPPS em comunicado divulgado expressam o seu apoio e solidariedade ao diretor desta entidade saharaui de direitos humanos. Eis o texto da declaração:

As autoridades de ocupação marroquinas expulsaram arbitrariamente o presidente da Liga para Proteger os Presos Saharauis nas prisões marroquinas (LPPS) no dia 29 de maio de 2019, o ex-preso político saharaui e membro do Grupo Gdeim Izik, ABDERRAHMAN ZAYOU, do seu posto de trabalho na Delegação de Habitação em El Aaiún para a cidade de Kalaat Sraghna no centro de Marrocos.
Essa medida arbitrária surge dias depois de as autoridades de ocupação marroquinas proibirem a organização da "Plataforma do Ramadão" pela Liga para Proteger os Presos Saharauis na sede da ASVDH. A medida também vem após a expulsão arbitrária do vice-presidente da mesma organização Hasanna Douihi para a cidade de Bojador ocupada. Estes factos revelam a intenção de vingança por parte das autoridades de ocupação marroquinas contra os activistas saharauis que defendem o direito à autodeterminação do povo saharaui.

A Liga para a Proteção dos Presos Saharauis nas Prisões Marroquinas denuncia a política sistemática de expulsão arbitrária e deslocação levada a cabo pela ocupação marroquina contra ativistas saharauis, e expressa a sua solidariedade incondicional com as vítimas dessa política de que ABDERRAHMAN ZAYOU foi agora vítima. Com base no exposto, declaramos publicamente:

– A denuncia de expulsão e deslocamento forçado do presidente da Liga.

– A nossa solidariedade incondicional com o presidente da Liga ABDERRAHMAN ZAYOU e com todas as vítimas da política de expulsão e deslocamento forçado.

– Reivindicar a intervenção urgente das organizações internacionais para que exerçam pressão sobre o Estado Marroquino a renunciar às medidas ilegais de expulsão e deslocamento forçado.

– A nossa adesão a todos os meios jurídicos para lutar contra os procedimentos ilegais da ocupação marroquina.

A Liga para a Proteção dos Presos Saharauis nos Cárceres Marroquinos.
Quinta-feira 30 de maio de 2019.
El Aaiún / Sahara Ocidental.

domingo, 19 de maio de 2019

Marrocos não quer testemunhas e expulsa cinco advogados espanhóis e dois observadores noruegueses de El Aaiún



Domingo, 19 de maio de 2019 por porunsaharalibre - Alfonso Lafarga (Contramutis)- Marrocos impediu cinco advogados espanhóis e dois observadores noruegueses de entrar em El Aaiun, capital ocupada do Sahara Ocidental, onde tinham viajado para assistir ao julgamento da jornalista saharaui Nazha O Kalhidi, acusada ​​de excercer a profissão sem qualificações formais.

É proibido entrar em El Aaiún”, foi a única explicação recebida pelos advogados Sidi Telebbuia, de Madrid; Ramon Campos Garcia e Maria Lourdes Baron Jaques de Zaragoza e Lala Travieso Darias e Ruth Sebastian, de Las Palmas, todos credenciados pelo Conselho Geral Espanhol de Advogados e Observadores noruegueses da Fundação Rafto para os Direitos humanos, Vegard Fosso Smievoll e Kjersti Brevik Moeller.
À chegada ao controle de passaporte do aeroporto de El Aaiun, cerca das 12h, hora local, um grupo de policias à paisana e uniformizados exigiram os passaportes aos advogados espanhóis e observadores noruegueses e duas horas mais tarde foram informados de que não eram autorizados a entrar no Sahara Ocidental, a ex-colónia espanhola que Marrocos invadiu há mais de 43 anos.
Sidi Talebbuia, presidente da Associação Profissional dos Advogados Saharauis em Espanha (APRASE), disse ao Contramutis que cumpriram, como em outras ocasiões, todos os procedimentos necessários. A sua viagem foi comunicada pelo Conselho Geral de Direito Espanhol, por escrito, ao Ministério de Relações Exteriores da Espanha, que assessora a Embaixada da Espanha em Rabat e as autoridades marroquinas.
Um comandante da polícia, que em nenhum momento foi identificado, acompanhado por uma dúzia de policias uniformizados e à paisana deu ao grupo de observadores, como única explicação, que: “É proibido entrar em El Aaiun”.
O presidente da APRASE disse que eles não querem que se assista ao julgamento de Nazha o Kalhidi, do grupo Saharaui notícias Equipe Media e correspondente da RASD TV, que pode ser condenada até dois anos de prisão por exercer o jornalismo sem qualificações formais.
É a primeira vez que fazem uma acusação como esta, a de o reí não possuir título oficial de jornalista, as acusações contra ativistas saharauís sempre foram para outros crimes”, disse Talebbuia. Nazha Kalhidi, que “há muitos anos faz trabalho de qualidade de jornalismo “, conforme o comprova o recente prémio internacional de jornalismo Julio Anguita Parrado concedido à Equipe Media.
Pretende-se silenciar as violações dos direitos humanos, para que não haja testemunhas e impedir a liberdade de expressão”, declarou o presidente da APRASE desde o aeroporto de El Aaiún antes de ser enviado para Casablanca.
Além disso, Talebbuia acredita que eles não querem que eles testemunhem as manifestações organizadas no dia 20 de maio em El Aaiún, por ocasião do 46º aniversário da primeira ação armada da Frente Polisario.
Nazha foi detida a 4 de dezembro de 2018 em El Aaiún, enquanto transmitia uma manifestação saharaui por ocasião da ronda de negociações em Genebra entre a Frente Polisário e Marrocos. Foi detida, espancada e o seu telemóvel confiscado. Na esquadra de polícia foi interrogada durante quatro horas. Anteriormente, a 21 de agosto de 2016, já tinha sido presa enquanto cobria uma manifestação de mulheres.
A ong norte-americana Human Rights Watch (HRW) afirmou que acusação à jornalista saharaui de ter infrigido o artigo 381 do código penal marroquino, com base no crime de usurpação de funções sem título oficial, é incompatível com a obrigação de Marrocos a respeitar o direito de procurar, receber e divulgar informações e ideias, garantidas pela Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Fonte: Contramutis

Territórios Ocupados: Ativista dos DDHH saharaui Sultana Jaya agredida por vários agentes marroquinos em Bojador




O Jornal da Realidade Saharaui – tendo entrado em contacto com o Comité para a Defesa da Autodeterminação do Povo do Sahara Ocidental, CODAPSO, a que preside o Prémio norueguês de Direitos Humanos Rafto, Mohamed Daddach e Hmad Hammad - informou a 17 de maio, que uma dezena de saharauis tomaram as ruas da cidade ocupada de Bojador durante as horas de jejum do Ramadão com bandeiras da RASD, e roupas tradicionais celebrar o 46º aniversário da luta armada contra o domínio colonial espanhol e a ocupação marroquina.

A fonte relatou em detalhe como a ativista Sultana Jaya, com feridas bem visíveis, descreve como foram atacados por agentes marroquinos uniformizados, civis e forças auxiliares lideradas por chefes de aparatos repressivos em Bojador e outros comandantes trazidos do sul do Marrocos, especialmente de Tantán, no sul de Marrocos.
A mesma fonte do CODAPSO referiu que houve vários feridos durante os confrontos entre os quais Hayat Alamin, Ghleila Mint Abeilil, Jadiya Mint Sidi Ahmed, Nasra Mint Babi, Zeinabu Mint Embarec Babi, Embarca Mint Mohamed Hafed, Jadduj Mint Mohamed Hafed, Fatma Mint Mohamed Hafed e a ativista de direitos humanos saharaui, Sultana Mint Sid Brahim, conhecida como Sultana Jaya.
O povo saharaui celebrará amanhã, 20 de maio, o 46º aniversário do início da luta armada contra o domínio colonial espanhol e depois contra a ocupação marroquina que teve início no ano 1975, após o abandono espanhol e os acordos de de venda do território que firmou com Marrocos. É por isso que as cidades ocupadas todos os anos dão uma enorme importância à gesta da descolonização que recorda a não descolonização do território e a traição à última colónia de África, o Sahara Ocidental.

Fonte e foto: EIC Poemario por un Sahara Libre / Codapso





quinta-feira, 16 de maio de 2019

Jornalista saharaui vai a julgamento e recebe apoio da Human Rights Watch





Periodistas em español.com - Por Jesús Cabaleiro Larrán -16/05/2019 – A jornalista saharaui Nazha El Khalidi será julgada segunda-feira 20 de maio de 2019 em El Aaiún por filmar uma manifestação. Enfrenta uma pena de dois anos de prisão e uma multa de 120 dirhams (11 euros) a 5000 dirhams (460 euros) acusada de “usurpação de profissão” por não possuir título oficial.

O julgamento, inicialmente previsto para março foi sendo adiado. É a primeira vez que os tribunais marroquinos utilizam este tipo de acusação contra uma jornalista saharaui. Na realidade trata-se de um mero artifício contra os jornalistas saharauis (nota: os títulos oficiais de se poder exercer jornalismo no Sahara ocupado são passados pelas próprias autoridades marroquinas).
A Organização Não-Governamental Human Rights Watch (HRW) denunciou hoje, 16 de maio de 2019, a aplicação do artigo 381 do código penal marroquino que alude a essa alegada usurpação de funções de de profissão.
Para a ONG, a invocação deste artigo “é incompatível com a obrigação de Marrocos de respeitar o direito a procurar, receber e difundir informação e ideias, garantido pela Declaração Universal dos Direitos Humanos”.
A ONG recorda que a dois jornalistas-cidadãos e militantes da luta do Rif, Mohamed El Asrihi, – que recentemente protagonizou uma greve de fome – e Fouad Assaidi foi-lhes aplicado o mesmo artigo e estes acabaram por ser condenados a cinco e três anos de prisão, respectivamente.
El Khalidi, de 27 anos, é membro do coletivo Equipe Media e correspondente da RASD TV, tendo coberto a 4 de dezembro de 2018 uma manifestação convocada em vésperas do reatamento de negociações entre a Frente Polisario e Marrocos em Genebra para solucionar o conflito no Sahara Ocidental.
Segundo a saharaui, "as pessoas saíram à rua para mostrar o seu apoio à resolução do conflito. Eu estava filmando na Avenida Smara; não estive ali nem quatro minutos quando eles me prenderam, me espancaram e me levaram à força para um carro da polícia. Estive horas na delegacia de polícia, sofrendo maus tratos e sob interrogatório ".
Na delegacia, Nazha El Khalidi foi interrogada e maltratada durante quatro horas sem que a informação das acusações que sobre ela pendiam. O telemóvel foi-lhe confiscado e não viria a ser devolvido. Nesse mesmo dia foi libertada
El Khalidi também foi presa a 21 de agosto de 2016 quando cobria uma manifestação de mulheres. A polícia marroquina confiscou-lhe a máquina de filmar. Passou uma noite no quartel da gendarmaria, onde sofreu espancamentos nos braços e nas pernas e numerosos vexames. Saiu em liberdade sem que a tivessem acusado de nada.
A jovem é uma das oito mulheres que fazem parte da Equipe Media e foi a segunda mulher a mostrar o rosto numa televisão nos territórios saharauis controlados por Marrocos.
São estes os jornalistas saharauis atualmente presos pelas autoridades marroquinas: Abdellahi Lekhfaouni (prisão perpétua), Hassan Dah (25 anos de prisão), Mohamed Lamin Haddi (25 anos de prisão), El Bachir Khada (20 anos), Mohamed Banbari (6 anos) e Salah Lebsir (4 anos).

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Ali Saadoni condenado a 7 meses de prisão e julgamento de Zein Abidin Salek “Bounaaje” adiado





Fonte: Por un Sahara Libre - No final do dia de segunda-feira o ativista Saharaui Ali Saadoni foi condenado a 7 meses de prisão e uma multa de 5000 Dirham (480Euros).
O acesso ao julgamento foi restrito, assistindo a mãe e irmã de Saadoni mas os ativistas saharauis foram impedidos de entrar assim como o tradutor de dois advogados espanhóis acreditados pelo conselho de advocacia espanhola.

O advogado de defesa denunciou as várias violações dos procedimentos processuais e afirma que não se tratou de um julgamento com as garantias necessárias para que se possa considerar um julgamento justo e imparcial.
Saadoni denunciou mais uma vez que foi vítima de tortura e maus tratos pelas autoridades marroquinas e negou todas as acusações.
O julgamento do activista saharaui Zein Abidin Salek “Bounaaje” que também é acusado de posse de estupefacientes foi adiado a pedido do seu advogado de defesa.
O tribunal de El Aaiun esteve rodeado por agentes das forças de ocupação marroquinas que impediram o acesso aos saharauis que queriam assistir aos julgamentos e demonstrar a sua solidariedade.
No mesmo dia houve manifestações de apoio aos dois ativistas nas ruas “Mizouar” e “La Visite” e na avenida Mekka em El Aaiun que foram dispersas de forma agressiva pelas autoridades marroquinas causando vários feridos entre os manifestantes. Entre os feridos estão conhecidos ativistas de direitos humanos, o presidente de uma associação de deficientes, e jornalistas saharauis.
Estas manifestações foram organizadas pela Coordenadora de Gdeim Izik e por vários grupos de mulheres saharauis que içaram bandeiras nacionais da República Árabe Democrática Saharaui e entoaram slogans pela autodeterminação do Sahara Ocidental. Estas ações são consideradas por Marrocos um atentado à integridade territorial e soberania do reino e punidas.
De facto, tanto Saadoni como Bounaaje foram detidos exatamente por içarem bandeiras e defenderem a autodeterminação do Sahara Ocidental de acordo com as resoluções das Nações Unidas, sendo posteriormente acusados de posse de droga e outras acusações falsas.

domingo, 21 de abril de 2019

Sahara Ocidental: Washington pede um mecanismo de direitos humanos




As movimentações continuam no Conselho de Segurança da ONU, na esperança de encontrar um acordo quanto ao projeto de resolução sobre o mandato do Minurso apresentado pelos Estados Unidos. Desta vez, Washington não se limitou a manter a redução do mandato de Minurso, mas pediu o estabelecimento de um mecanismo de monitoramento dos direitos humanos no Sahara Ocidental.

Isto causou um bloqueio real, de acordo com o relatório apresentado quinta-feira pelo ministro marroquino dos Negócios Estrangeiros. O comunicado divulgado pelos serviços de Saad-Eddine El Othmani, embaixador de Marrocos junto da ONU, indica que Nasser Bourita explicou que "a gestão da Minurso e a promoção de certas ideias e projetos improdutivos" relacionados com o futuro da missão da ONU bloqueiam o projeto de resolução americana.

Ele refere-se às dificuldades que Marrocos está a enfrentar para lidar mais uma vez com a proposta dos EUA de criar um mecanismo independente para monitorar os direitos humanos no Sahara Ocidental.

Fonte diplomática marroquina em Nova Iorque declarou ao portal informativo Yabiladi (de Marrocos) a propósito do andamento das negociações sobre o projeto de resolução, que "elas são difíceis, mas as notícias oriundas da sede da ONU convergem para um resultado satisfatório para o reino. Entre os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, Rabat pode contar com o apoio e a compreensão de três Estados: França, China e Rússia". A mesma fonte assinalou que o "mecanismo" exigido pelos Estados Unidos, objeto da visita de David Hale a Rabat e mencionado por Antonio Guterres em seu relatório, poderia ser substituído por visitas regulares a cidades do Sahara por delegações do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

Mas tudo dependerá do resultado das negociações e das pressões exercidas pelos apoios de Marrocos no Conselho de Segurança da ONU sobre a missão dos EUA, que terá surpreendido muitos ao apresentar um projeto de resolução levando em conta a questão do direitos humanos.

Até lá, a França, que sempre conseguiu evitar essa questão, terá sucesso novamente?


domingo, 14 de abril de 2019

Jovem estudante saharaui deportado por Espanha está em greve de fome



Fonte: Equipe Media, 13 de abril de 2019 - Hussein Bachir Brahim, o estudante saharaui detido na prisão de Marraquexe após ter sido deportado por Espanha para Marrocos não obstante ter solicitado às autoridades espanholas o pedido de asilo político, está em greve de fome.

O jovem Hussein ainda não foi presente a julgamento e há 5 dias que se encontra em greve de fome em protesto contra as más condições a que está sujeito e à proibição de que foi alvo de receber visitas dos seus familiares.

Mohamed Bourial preso político de Gdeim Izik em greve de fome há 25 dias

Mohamed Bourial


13 de abril de 2019 – porunsaharalibre - Mohamed Bourial preso político saharaui do grupo Gdeim Izik entrou hoje no seu 25º dia de greve de fome que a qual teve iínicio no passado dia 20 de março.

Segundo a família, o preso encontra-se em estado de grande debilidade.
Mohamed Bourial não recebeu a visita de qualuqer médico, nem a administração prisional ou outras autoridades entraram em contacto com ele desde que iniciou a greve de fome.

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Ativista saharaui Ali Saadoni raptado pela polícia marroquina



Sexta, 12 de Abril de 2019 -porunsaharalibre - A polícia marroquina vestida à paisana sequestrou ontem à noite o ativista saharaui Ali Saadoni, cujo paradeiro continua desconhecido.

Saadoni foi seguido e perseguido durante todo o dia por um carro civil da polícia marroquina na cidade ocupada de El Aaiun, no Sahara Ocidental ocupado.
Durante o dia Saadoni e Khaliehna Elfak exibiram bandeiras da RASD (Republica Árabe Saharaui Democrática) numa das avenidas em El Aaiún. Elfak que estava com Saadoni quando foi sequestrado foi solto pela polícia.
O conhecido activista saharaui esteve detido de 2016 até 2018, devido à sua luta pacífica contínua e persistente pela autodeterminação no Sahara Ocidental.
Saadoni pertence a um grupo de jovens saharauis que se recusam a ter nacionalidade marroquina e defende publicamente o direito de autodeterminação dos saharauis através de ações não violentas como a exibição da sua bandeira nacional e a distribuição de informação.
Durante o período de detenção, Saadoni foi vítima de tortura, maus-tratos, negligência médica e forçado a permanecer numa cela com pacientes infectocontagiosos.
Ele fez várias greves de fome em protesto contra esta situação que foi denunciada aos vários organismos internacionais. Durante a sua prisão, ele coseu a boca em protesto durante uma das greves de fome devido aos extRemos maus tratos que sofreu.

sexta-feira, 29 de março de 2019

Preso politico saharaui Mohammed Benno libertado



29 de Março de 2019 – porunsaharalibre - O prisioneiro politico saharaui “Mohammed Mansour Salama Benno” foi libertado esta quinta-feira 28/03/2019 depois de passar um mês e cinco dias na cadeia negra de El Aaiun no Sahara Ocidental ocupado.

Mohammed foi detido a 23/02/2019 após a sua participação numa manifestação não violenta que se organizou na Avenida Tan Tan em El Aaiun, exigindo a autodeterminação do povo saharaui.
As autoridades marroquinas torturaram-no por mais de 72 horas na esquadra da policia e, em seguida foi enviado para a prisão negra da cidade, na terça-feira, 27/02/2019.
Na quarta-feira 06/03/2019 foi presente ao Tribunal de primeira instância de El Aaiún, onde foi condenado a dois meses de prisão em retaliação pelo seu ativismo e opinião política.
Quinta-feira 28/03/2019 Mohammed foi apresentado ao Tribunal de recurso de El Aaiun e libertado, diminuindo a sentença que havia recebido no tribunal de primeira instância.
A condenação não se baseou em nenhum crime cometido, nenhuma prova foi produzida sobre qualquer crime cometido e os tribunais confiaram apenas nos documentos da policia elaborados durante e após a tortura de Mohammed Mansour Salama Benno.
Nenhuma investigação sobre a Tortura sofrida por Benno foi levada a cabo pelo sistema judicial marroquino.
Este procedimento evidencia, mais uma vez, a falta de independência judiciária dos juízes marroquinos em relação aos saharauis.

quinta-feira, 28 de março de 2019

Preso politico saharaui Mbarek Daoudi libertado







28 de Março de 2019 - porunsaharalibre - O preso politico saharaui Mbarek Daoudi foi libertado esta manhã com pena cumprida após 5 anos e meio de prisão. Daoudi teve vários julgamentos sem nunca terem sido apresentadas provas de qualquer crime cometido.

Daoudi foi vítima de tortura e esteve várias vezes em greve de fome, uma das vez mais de 50 dias.
O processo jurídico de Mbarek Daoudi é repleto de atropelos à lei e justiça com várias condenações sucessivas e que não têm em conta o tempo em detenção arbitrária.
O estado de saúde de Daoudi tem vindo a deteriorar-se durante o seu tempo de detenção, devido à negligência médica sistemática a que os presos políticos estão sujeitos.


sexta-feira, 22 de março de 2019

Relator da ONU García-Sayán anula visita a Marrocos por falta de garantias




EFE – 20-03-2019 - O Relator da ONU sobre a independência judicial, o peruano Diego García-Sayán, anulou com apenas algumas horas de antecedência la visita que deveria iniciar a Marrocos por não a poder realizar "nas condições necessárias".

García-Sayán tinha agendado uma visita entre 20 e 26 de março para examinar as últimas medidas implementadas pelo governo marroquino para promover a independência e a imparcialidade do sistema judicial, bem como garantias para a independência dos advogados.
Num comunicado emitido o Alto Comissariado para os Direitos Humanos, que supervisiona o relator, acusa Marrocos de "não garantir um programa de trabalho que atenda às necessidades do mandato" e lembra que, por definição, visitas de relatores especiais devem ter total liberdade de movimento e liberdade de investigação.
Especificamente, García-Sayán diz que ele exigiu "determinar livremente as minhas prioridades, incluindo os lugares a visitar", mas "é muito lamentável que essas sugestões e o programa de trabalho não tenham sido levados em inteiramente consideração".
O governo marroquino tende sempre a alardear que os relatores da ONU visitam o país regularmente, o que tem sido o caso nos últimos anos na maioria dos casos; portanto, a anulação da visita de García-Sayán é inédita, assim como o facto de a ONU divulgar publicamente as razões do desacordo.
Até agora, o governo marroquino não se referiu ao cancelamento da visita do relator.


quarta-feira, 20 de março de 2019

Organizações solidárias pedem ao Papa que interceda pelo Sahara na sua viagem a Marrocos




20/03/2019 – tercerainformacion.es – Por motivo da próxima viagem de Sua Santidade a Marrocos diversas organizações solidárias com o povo Saharaui entregaram hoje na Nunciatura Apostólica (em Madrid) uma carta dirigida ao Papa onde se aborda a ocupação marroquina no Sahara Ocidental. Nela se pede ao Papa Francisco que vele pelo povo saharaui da melhor maneira possível e advogue o termo da ocupação junto do Rei de Marrocos.



“Pedimos encarecidamente a Sua Santidade que indique ao Rei de Marrocos a falta de sentido em manter a ocupação do território saharaui, que interceda pelos presos, pelo respeito das suas gentes e dos seus recursos naturais.”
“Não é uma missão fácil, mas sabemos a quem nos dirigimos: alguém que sabe que não podemos virar a cara para o outro lado quando se produz a injustiça” - afirmam as organizações subscritoras (WSWR, CEAS Sahara, FEDISSAH, CCOO, Liga Española Pro Derechos Humanos, APDHE)

sexta-feira, 8 de março de 2019

Pedido à ONU que retome o envio de missões técnicas sobre direitos humanos ao Sahara Ocidental ocupado





Genebra, 7 de março de 2019 (SPS) Um grupo de países membros do Conselho dos Direitos do Homem das Nações Unidas instou o Alto Comissário para os Direitos Humanos a retomar o envio de missões técnicas ao Sahara Ocidental de seis em seis meses e apresentar as suas conclusões ao Conselho no seu relatório anual e nos relatórios orais durante as sessões do Conselho.

No debate sobre o segundo item da quadragésima sessão do Conselho, que decorre de 25 de fevereiro a 22 de março, os países membros sublinharam a necessidade de implementar o programa de assistência técnica e capacitação da Frente Polisario e do Comité Nacional dos Direitos Humanos saharaui, bem como garantir que o pessoal do Gabinete do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos respeite o estatuto jurídico do território ocupado e o diálogo com a Frente Polisario como único representante legítimo do povo saharaui no cumprimento do seu mandato.
No mesmo contexto, exprimiram a sua profunda preocupação com o facto de o Gabinete do Alto Comissário não cumprir as suas obrigações para com o povo saharaui ao abrigo de várias resoluções. Os civis saharauis continuam sofrendo tortura, tratamento cruel, desumano e degradante, assédio, detenção arbitrária e exploração ilegal de seus recursos naturais pelo ocupante marroquino, afirmaram.
Os países membros saudaram também o facto de as partes do conflito do Sahara Ocidental, Frente Polisario e Marrocos, terem retomado as negociações, bloqueadas há seis anos, desejando que elas sejam "sem condições prévias e de boa fé" com vistas a alcançar uma solução política justa, duradoura e mutuamente aceitável que permita a autodeterminação do povo do Sahara Ocidental.
A este respeito, o porta-voz do Secretário Geral da ONU, Stéphane Dujarric, anunciou que o enviado pessoal da ONU para o Sahara Ocidental, Horst Kohler, planeia convocar as duas partes no conflito, Marrocos e Frente Polisario, para uma segunda ronda de negociações durante a segunda quinzena de março na Suíça.
Falando numa conferência de imprensa, Dujarric acrescentou que, como parte dos preparativos para a segunda mesa-redonda, Horst Kohler realizou consultas separadas com uma delegação marroquina em Paris na semana passada e com uma delegação saharaui em Berlim, na terça-feira, 5 de março, no quadro dos esforços da ONU para relançar o processo de paz entre as duas partes em conflito.(SPS)

sexta-feira, 1 de março de 2019

AS CRIANÇAS E OS ESTUDANTES SAHARAUIS SOB A OCUPAÇÃO





O Centro de Estudos Africanos na Universidade do Porto organiza a apresentação do "Relatório sobre o abuso dos direitos das Crianças e Estudantes Saharauis nos territórios ocupados do Sahara Ocidental" que decorrerá no dia 6 de Março, pelas 16:30, na Faculdade de Letras da UP, sala de reuniões.

Este é o primeiro relatório sobre as consequências nefastas que um conflito armado por resolver tem sobre as crianças e jovens. Devido aos impedimentos impostos aos jornalistas pelo Reino de Marrocos e ao difícil acesso da comunicação social aos territórios ocupados do Sahara Ocidental este conflito não tem encontrado o eco que justificaria.
O relatório pretende mostrar a situação em que vivem as crianças e jovens saharauis dos territórios ocupados e o impacto que esta ocupação tem no seu dia-a-dia e no futuro.
O relatório baseia-se no trabalho de campo realizado ao longo de cinco anos (desde 2013), por Isabel Lourenço, membro da Fundação Sahara Occidental, e entrevistas realizadas durante este período no Sahara Ocidental, Marrocos (Agadir, Marraquexe, Tanger e Rabat), Espanha e França, além de questionários e entrevistas que foram respondidas entre janeiro de 2017 e setembro de 2018 por 150 crianças (de 6 a 15 anos) e 150 estudantes (idade de 16 a 24 anos)."



domingo, 10 de fevereiro de 2019

Morre o jovem saharaui que se imolou como um bonzo em Guerguerat




O jovem saharaui que se imolou pelo fogo como um bonzo em Guerguerat faleceu esta quarta-feira devido às profundas queimaduras que sofreu ao imolar-se pelo fogo em Guerguerat em protesto contra os maus-tratos por e recusa das forças de ocupação em dar cumprimento às suas legítimas reivindicações.

O jovem saharaui Ahmed Salem Uld Ahmed Uld Lemgheimid havia organizado em 27 de jneiro de 2019, um ato de protesto contra os maus-tratos a que foi submetido por parte dos serviços policiais de ocupação.
Os serviços aduaneiros marroquinos também lhe haviam confiscado as mercadorias que transportava através da região saharaui de Guerguerat.
As forças marroquinas obrigaram-no pela força e ameaçaram-nos com castigo mais severo caso voltasse a protestar.
Testemunhas presenciais disseram que o jovem desesperado por tantas humilhações e escárnios imolou-se pelo fogo como um bonzo frente a esquadra de polícia e da representação da MINURSO.
A Frente POLISARIO através do ministério dos Assuntos das Zonas Ocupadas expresou a sua mais enérgica condenação pelo doloroso incidente e apresentou as suas sentidas condolencias ao povo saharaui e à família do jovem.

Forças de ocupação enterram o jovem sem autorização da família
As autoridades de ocupação marroquinas decidiram enterrar o joven Ahmed Lamghaimad sem autorização dos seus familiares, obrigando o condutor da ambulância que transportava Ahmed Salem Lamghaimad para um cemitério a norte da cidade de El Aaiún ocupada.
O local do enterro deu-se a 29 km da capital saharaui e sem que tivesse tido a presença da sua família.
As autoridades tomaram esta decisão por medo à reação dos saharauis que esperavam poder despedir-se do jovem pela última vez.
Antes de falecer o jovem que se imolou pelo fogo passou quatro dias entre os hospitais do Sahara Ocidental ocupado e do Reino de Marrocos onde sofreu várias negligências médicas.
Fonte: Poemario Por um Sahara Libre

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

TV saharaui condena maus-tratos infligidos ao seu correspondente nas Zonas Ocupadas

Hammoud al-Laili

Chahid El Hafed (Acampamentos da Dignidade), 6 fevereiro de 2019 (SPS)- O canal nacional TVRASD condenou os maus-tratos infligidos ao seu correspondente nas Zonas Ocupadas (ZZ.OO), Hammoud al-Laili, quando este tentava cobrir uma manifestação pacífica na parte ocupada do Sahara Ocidental.

Em comunicado dado a conhecer esta terça-feira, o canal nacional saharaui condena as graves violações de DD.HH, em particular o veto à livre expressão e o bloqueio mediático imposto pelas autoridades marroquinas ao território.
O correspondente da TVRASD, depois de ter sido agredido, viu-lhe serem confiscadas duas câmaras com as quais tinha intenção de documentar a manifestação, tendo sido posteriormente sido transportada para uma comissaria de polícia onde foi submetido a a um feroz assédio e interrogatório que durou mais de quatro horas.
Ante semelhantes atos e cobarde agressão, a televisão nacional da República Saharaui condena energicamente esta ação atroz e injusta contra os seus correspondentes que trabalham de maneira nobre e sincera para derrubar o bloqueio mediático e o cerco policial impostos pela ocupação marroquina nas Zonas Ocupadas do Sahara Ocidental”, refere o comunicado da TVRASD .
Cabe recordar que esta segunda-feira 4 de fevereiro, as forças de repressão marroquinas dispersaram com brutalidade uma concentração pacífica de manifestantes saharauis na cidade ocupada de El Aaiún. A agressão violenta das forças policiais de ocupação causou várias vítimas entre os manifestantes que reclamavam o fim do cerco e bloqueio impostos nas cidades ocupadas saharauis.