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quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Presidente da RASD e SG da Polisario na investidura do novo Presidente da Mauritânia




O Presidente da República e Secretário Geral da Frente Polisario, Brahim Ghali, chegou a Nouakchott na tarde desta quarta-feira para representar a República saharaui na cerimónia de inauguração do novo Presidente eleito daMauritânia, Mohamed Ould Cheikh El Ghazwani, que teve lugar hoje quinta-feira, no Centro de Conferências Al Mourabitoune.

Brahim Ghali foi recebido no Aeroporto Internacional de Oumtounsy, em Nouakchott, pelo primeiro-ministro da Mauritânia, Mohamed Salem Ould Bashir e outros membros do governo, além do governador de Nouakchott ocidental.
O Presidente saharaui é acompanhado por uma delegação que integra o Ministro das Relações Exteriores, Mohammed Salem Uld Salek, o Secretário de Estado da Segurança e Documentação, Brahim Ahmed Mahmud, bem como os conselheiros da Presidência da República, Lehreitani Lehsan, Ahmed Salama e Abdati Breika; e a diretora da editora L`Harmattan RASD, Nana Labat Rachid.
Fonte:SPS

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Frente Polisario apela à UE para que exija a Marrocos o termo da brutal repressão nas zonas ocupadas do Sahara Ocidental




Bruxelas, 22 de julio de 2019 (VSOA).- O representante da Frente Polisario para a Europa, Mohamed Sidati, enviou hoje uma carta à Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Federica Mogherini, instando a União Europeia a exigir que Marrocos pare a repressão brutal desencadeada no Sahara Ocidental, que nos últimos dias resultou na morte da jovem saharauí Sabah Azman Hamida e causou dezenas de feridos, durante uma manifestação pacífica em El Aaiún ocupada, que comemorava o triunfo da equipe de futebol da Argélia na Taça das Nações Africanas.

Eis o texto completo da carta:

S.E. Federica Moguerini, Alta Representante de la Unión Europea para Asuntos Exteriores y Política de Seguridad

Excelencia Alta Representante,

Me remito a Su Excelencia con la urgencia que dictan los graves acontecimientos que tienen lugar en los territorios del Sahara Occidental, ilegalmente ocupados por Marruecos.

Como es sabido, las fuerzas de ocupación desataron una oleada de represión sin precedentes contra la población civil saharaui, en El Aaiún, cuando esta celebraba con jubilo, y pacíficamente, la victoria del equipo argelino en la Copa de África de las Naciones.

Esta brutal represión tuvo como macabro resultado la muerte violenta de la joven Sabah Azman, de 23 años, deliberadamente atropellada por un vehículo de las llamadas fuerzas auxiliares. Abandonada en el suelo, sin recibir los mínimos auxilios, dio sus últimos suspiros. Muchos manifestantes sufrieron heridas de diversa gravedad, otros abatidos a porrazos, y el acoso y persecución duro hasta la madrugada del dia 20 de julio.

Seguidamente se iniciaron las detenciones desatándose así una oleada de pánico y terror en todo el territorio.

Las propias autoridades marroquíes reconocen el envío con urgencia al territorio, de nuevos efectivos de policías, soldados y otras fuerzas de seguridad para reprimir a la pacifica población saharaui.

Estos odiosos métodos se inscriben en la misma política de opresión practicada, desde hace décadas y de manera impune, por el regimen marroquí en el Sahara Occidental. La gravedad de esta situación deriva del hecho del no respeto del derecho inalienable del pueblo saharaui a la autodeterminación, pero también del estancamiento en el que se encuentra el proceso de paz de la ONU a raíz de la dimisión del Enviado Especial del Secretario general de las Naciones Unidas. Sin duda, dicha dimisión se inscribe en los deseos manifiestos de Marruecos y de sus apoyos.

Por todo ello, solicitamos con toda urgencia que la Unión Europea intervenga con celeridad para detener esa escalada represiva que tiene lugar en los territorios del ocupados del Sahara Occidental.

La Unión Europea comparte acuerdos de partenariado con Marruecos, acuerdos de los que se derivan obligaciones de respetar los derechos humanos y la democracia. Por ello, pensamos que se impone el envío de una delegación de la UE a los territorios ocupados para constatar, in situ, la realidad de lo que allí esta sucediendo.

Por lo mismo hacemos un llamamiento a la Unión Europea para que exija a Marruecos el respeto del derecho, de la legalidad internacional, y para que ponga termino a la represión que persigue silenciar las voces que reclaman la libertad y la tolerancia en el Sahara Occidental.

En espera de que esta solicitud encuentre una respuesta sincera, le ruego acepte mis muestras de respeto y -alta consideración.

Mohamed Sidati, Miembro de la dirección Nacional del Frente POLISARIO y Ministro Delegado para Europa.

domingo, 21 de julho de 2019

Após os atos cobardes e selvagens desta sexta-feira nos territórios ocupados, Frente Polisario exige da ONU proteção dos civis saharauis



Nova Iorque, 21 de julho de 2019 (SPS)- A Frente POLISARIO, através da sua representação junto da ONU, escreveu ao embaixador Gustavo Meza-Cuadra, representante permanente do Perú nas Nações Unidas e presidente em funções do Conselho de Segurança da ONU, para chamar a sua atenção sobre as contínuas e crescentes violações dos direitos humanos cometidas por Marrocos contra civis saharauis na parte ocupada do Sahara Ocidental.

Sidi Mohamed Omar, representante da Frente POLISARIO para as Nações Unidas, lamenta que os incidentes da última sexta-feira tenham ocorrido na presença da Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental (MINURSO) no Território, que permanece sob responsabilidade total das Nações Unidas.

Nesse sentido, tendo em conta a gravidade dos atos brutais e da repressão desencadeada por Marrocos nas áreas ocupadas do Sahara Ocidental, o chefe da diplomacia da POLISARIO na ONU pediu ao Conselho de Segurança para fornecer à MINURSO poderes semelhantes a outras operações de manutenção da paz das Nações Unidas, incluindo a capacidade de monitorizar, proteger e informar sobre a situação dos direitos humanos.

O representante saharaui condena veementemente o atroz ataque perpetrado pelas forças de segurança marroquinas contra civis saharauis inocentes nas zonas ocupadas do Sahara Ocidental e exigie a condenação de Marrocos pelos crimes atrozes perpetrados pelas suas forças de segurança contra a população saharaui.

A Frente POLISARIO adverte que em El Aaiún, que está sob cerco das forças de segurança marroquinas com reforços trazidos do interior do Marrocos, possa ocorrer uma nova onda de repressão brutal.

O governo saharaui, em comunicado divulgado esta sexta-feira pelo Ministério da Informação em resposta a declarações do ministro de Estado de ocupação marroquina relacionadas com o conflito saharaui-marroquino e a questão dos direitos humanos, disse que são declarações amnésicas e infundados que procuram fazer acreditar ao povo marroquino que nada se passa nas Zonas Ocupadas. Pretendem fazer passar a mensagem que a RASD é uma instituição fictícia, quando os ministros do palácio sabem que nenhuma nação reconhece a soberania marroquina sobre o Sahara Ocidental e que quatro décadas mostraram ao rei, à sua diplomacia e aos serviços de inteligência marroquinos que a RASD é uma realidade indestrutível, alcançada através de sacrifícios da luta de um povo.

No caso dos direitos humanos, os graves incidentes desta sexta-feira, a repressão, os crimes, os atentados perpetrados vêm ilustrar que "os ministros do palácio queriam passar por cima do consenso de organizações internacionais de direitos humanos que condenam o sofrimento, a repressão nas Zonas Ocupadas, a tortura sistemática, a perseguição, os julgamentos deliberados, as penas severas e a imposição de um cerco marcial no território, o veto à entrada da imprensa e observadores estrangeiros no território para conhecer in loco a situação dos direitos humanos. "

Nesse sentido, o comunicado do Governo saharaui condena veementemente a política de repressão, os crimes de guerra e os crimes contra a humanidade que o Reino de Marrocos continua a praticar contra o povo saharaui e exige que as Nações Unidas e a União Africana assumam as suas responsabilidades para acabar com a ocupação ilegal marroquina do território saharaui ".



domingo, 9 de junho de 2019

Após a brutal agressão na cidade ocupada de Smara ocupada, a Frente Polisario exige à ONU medidas para pôr termo à barbárie marroquina




Nova Iorque, 8 de junho de 2019 (SPS)-. Após o cobarde, brutal e selvático ataque a jovens saharauis na cidade ocupada de Samara por parte de forças de segurança paramilitares marroquinas, a Frente Polisario, através do seu representante junto das Nações Unidas, o Dr. Sidi Mohamed Omar, chamou a atenção para os brutais métodos utilizados por Marrocos contra civis saharauis nas Zonas Ocupadas do Sahara Ocidental.

Em carta dirigida a Colin Stewart, Representante Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para o Sahara Ocidental e chefe da MINURSO, a Frente POLISARIO lamenta que todas estas horríveis práticas estejam a ocorrer à sombra de um completo bloqueio informativo imposto ao território onde jornalistas e defensores de direitos humanos saharauis são continuamente perseguidos e presos, recordando o caso da jornalistas Nazah Jalidi, a qual foi detida em dezembro de 2018 por usar o seu telemóvel para gravar uma manifestação pacífica em El Aaiún, capital do Sahara Ocidental ocupado.

Na missiva, a Frente POLISARIO sublinha a urgente necessidade de as Nações Unidas, através da sua missão no Território, tomem as medidas necessarias para por fim à brutalidade, è repressão desencadeada nas Zonas Ocupadas e à política de impunidade das autoridades de ocupação marroquinas.

O chefe da diplomacia da POLISARIO em Nova Iorque dirigiu cartas semelhantes ao Subsecretário-Geral das Nações Unidas, ao encarregado do Departamento de Assuntos Políticos e Consolidação da Paz e ao Subsecretário-Geral das Nações Unidas encarregado do Departamento de Operações de Paz, assim como aos membros do Conselho de Segurança.

Veja vídeo da repressão em Smara AQUI



sexta-feira, 31 de maio de 2019

Os esforços do Enviado Pessoal do SG da ONU para o Sahara Ocidental, o alemão Horts Köhler, foram sabotados pela França e EUA




Interrogado sobre a demissão de Horst Köhler, enviado pessoal do SG da Onu para o Sahara Ocidental, Mhamed Khadad responsável pelas RE da Frente Polisario e elemento de ligação à MINURSO, afirmou ao órgão russo Sputnik que não obstante «as razões de saúde» terem sido invocadas, o ex-presidente alemão encontrou muitos obstáculos, em particular por parte da França

Em entrevista à Sputnik, Mhamed Khadad, afirmou que Horst Köhler tinha todas as qualidades e competências necessárias para ter tido sucesso em sua missão, incluindo a sua experiência diplomática e o seu conhecimento do continente africano e seus problemas, Khadad destacou que, ao assumir o cargo, o diplomata " Insistiu em que a União Africana e a União Europeia fossem partes na solução do conflito no Sahara Ocidental ".
"Nesse sentido, visitou a África várias vezes, Addis Abeba e Kigali. E também visitou Bruxelas em duas ou três ocasiões ", acrescentou.
Segundo Khadad, o enviado pessoal do Secretário-Geral da ONU encontrou muitos obstáculos no cumprimento da sua missão nas Nações Unidas e na União Europeia.
Na mesma linha, o dirigente saharaui acrescentou que "também em Bruxelas, Paris fez tudo para sabotar os esforços do Sr. Köhler e não foi sem razão que nunca foi recebido por autoridades francesas durante o seu mandato ".

Foi a França que empregou todo o seu peso para que a União Europeia assinasse novos acordos, incluindo o território do Sahara Ocidental [Acordo de Associação UE-Marrocos e o Acordo de Agricultura e Pescas UE-Marrocos, nota do editor] em flagrante violação das decisões do Tribunal Europeu de Justiça (TJUE) [decisões de 2015, 2016 e 2018, alegando que o Sahara Ocidental e as suas águas adjacentes não faziam parte do território do Reino de Marrocos, editor] ", explicou.
Além disso, Mhamed Khadad evocou um segundo elemento que pesou na decisão de renúncia do diplomata da ONU.
"Em Nova York, Köhler sempre buscou um consenso no Conselho de Segurança e que os seus quinze membros lhe dessem o seu apoio aprovando uma resolução", disse Khadad, acrescentando que " infelizmente, estes esforços foram sabotados pela França e pelos Estados Unidos que, desta vez, não procuraram o consenso que o Sr. Köhler solicitou dentro desta instituição internacional ".
"Assim, no final, Kohler viu-se sem o apoio unânime do Conselho de Segurança, sem o apoio da União Europeia, além do metódico trabalho sapa que Marrocos foi fazendo para impedir que a União Africana desempenhe o seu papel na resolução deste conflito que dura já muito tempo ", afirmou.
Em conclusão, o interlocutor do Sputnik afirmou que "o Sr. Köhler, com a sua honestidade e probidade intelectuais, que estava sob grande pressão de alguns membros do Conselho de Segurança, recusou-se a ser manipulado por certas forças contra os direitos legítimos do povo saharaui, em particular os que dizem respeito à autodeterminação e à independência, preferindo jogar a toalha ao chão, e tudo é a seu crédito o facto de ter recusado ".
Horst Köhler, de 76 anos, foi nomeado enviado pessoal de António Guterres para o Sahara Ocidental em agosto de 2017, sucedendo ao americano Christopher Ross, que havia renunciado alguns meses antes, depois de cumprir oito anos de mandato.

domingo, 12 de maio de 2019

Frente POLISARIO: 43 anos de luta pela independência




Antecedentes históricos e fundação da Frente Popular de Libertação do Sagua El Hamra e Rio de Ouro

Umdraiga.com.- As mudanças socioeconómicas que ocorreram no Sahara espanhol durante os anos 60 do século passado, levaram ao surgimento do nacionalismo moderno saharaui, com base na consciência nacional e não no tribalismo; com base em argumentos políticos e não em sentimentos religiosos.
Nos primeiros anos da década, os nacionalistas formaram diversos agrupamentos políticos, mas nenhum deles teve influência decisiva sobre a população. Somente em 1967, um intelectual, Mohamed Sidi Ibrahim “Bassiri”, conseguiu reunir em torno dele um punhado de partidários da independência e, no ano seguinte, fundou o Movimento para a Libertação do Sahara (MLS).
Em suma, esta organização clandestina já contava com centenas de militantes e começou a influenciar a população saharaui.
O MLS liderado por Bassiri promoveu a reivindicação pacífica pela independência e conquistou o apoio de vários setores da sociedade: trabalhadores, funcionários da administração colonial, estudantes, sargentos e soldados saharauis enquadrados no exército colonial, etc.
A atividade nacionalista começou a manifestar-se através de greves de trabalhadores, mobilizações estudantis para o ensino da língua árabe e através de vários atos de repúdio da administração espanhola. Muito em breve o serviço de inteligência colonial detectou a existência do movimento. Em 1969, o governador geral do Sahara decretou o toque de recolher obrigatório em todo o território. Seguiram-se muitas detenções de militantes e apoiantes do MLS, alguns dos quais foram expulsos para países vizinhos


Espanha enfrenta o problema da descolonização
Em novembro de 1960, a Assembleia Geral da ONU aprovou a Resolução 1514 relativa ao processo de descolonização dos enclaves coloniais que ainda existiam no mundo. O Comité Especial encarregado de aplicar a referida resolução elaborou uma lista de territórios a serem descolonizados, entre os quais figura o Sahara Espanhol.
Em 1966, o Comité Especial pediu à Espanha que realizasse um referendo para que a população do Sahara pudesse expressar livremente a sua vontada quanto ao seu futuro político. O governo franquista aceitou formalmente o pedido, mas optou por ganhar tempo e levar adiante o processo de transformar a colónia numa “província” de Espanha.
O Comité Especial alertou para a manobra dilatória do regime de Franco e renovou suas exigências em favor da descolonização do Sahara. Como resultado, a Espanha perdeu a credibilidade diante da Assembleia Geral e esta situação foi aproveitada pelo rei de Marrocos, Hassan II, para tomar uma posição sobre a questão, mostrando publicamente a sua preocupação com o futuro da colónia espanhola e legitimando-se como parte interessada na questão do Sahara.
Desta forma, o regime de Franco rejeitou uma boa oportunidade para proporcionar aos saharauis uma transição decente para a sua emancipação política. Infelizmente, naquela época, a política colonial da Espanha dependia da vontade do almirante Carrero Blanco (1), cujas ideias ultraconservadoras prevaleceram sobre os critérios do Ministério das Relações Exteriores, mais liberais e propensos à independência do povo saharaui.
Como as pressões internacionais foram sentidas no governo de Madrid, e particularmente na própria colónia, o Governo Geral do Sahara organizou uma atividade política em El Aaiún (2) para fins de propaganda, para mostrar ao mundo que a população saharaui estava feliz por ser parte do Estado espanhol. Para esse fim, foram convidados vários jornalistas e observadores estrangeiros para testemunhar o “partido” político. Mas também o Movimento para a Libertação do Sahara convocou os seus militantes e apoiantes para uma demonstração paralela para fazer falhar a manobra colonialista.
Em 17 de junho de 1970, foi o dia marcado. Naquela manhã, pequenos grupos de saharauis reuniram-se em frente à sede do Interior, enquanto uma multidão cobria uma grande esplanada, longe da reduzida concentração oficial.
A multidão cantou slogans de independência e entoou canções patrióticas, inadmissíveis para os representantes do regime de Franco. Ao entardecer, uma companhia da Legião abriu fogo contra a multidão causando dezenas de feridos, mortos e feridos.
Naquela mesma noite, uma caçada aos líderes e membros do MLS foi desencadeada; centenas foram presos; alguns desapareceram, incluindo o principal líder nacionalista, Bassiri (nota: o líder saharaui nunca mais apareceu, tendo mais tarde sido provada a implicação directa das forças coloniais na seu assassinato).
Os acontecimentos de 17 de junho fizeram com que grande parte da população saharaui se inclinasse para a opção de independência não pacífica.


A reorganização nacionalista
Devido à repressão, a militância nacionalista dispersou-se e muitos dos seus membros refugiaram-se nos países vizinhos, onde encontraram proteção e apoio das comunidades saharauis ali instaladas.
Em 1971, alguns grupos de independência começaram a se formar nas cidades marroquinas de Rabat e Tantán e na cidade mauritana de Zuerat. Foi em Rabat que surgiu um núcleo muito ativo de estudantes universitários, entre os quais estava El Uali Mustafá Sayed. Este grupo, juntamente com outros exilados, deu origem ao “Movimento Embrionário para a Libertação do Sahara” que, ao longo de 1972, promoveu reuniões clandestinas entre os vários grupos saharauis espalhados por Marrocos, Argélia e Mauritânia.
No final de abril de 1973, foi iniciada uma conferência cujas sessões foram realizadas intermitentemente e em várias partes do deserto para confundir o serviço de inteligência franquista. Esta conferência decidiu criar uma organização política militar para lutar pela independência. A 10 de maio de 1973, a conferência culminou as suas atividades fundando a Frente Popular de Libertação de Saguia El Hamra e do Rio de Oro – Frente POLISARIO. El Uali Mustafa Sayed foi nomeado seu secretário geral. (3)


A Frente POLISARIO: concepção política e linha de ação
A Frente POLISARIO é um movimento de libertação nacional, democrático e anticolonial que inclui os setores e personalidades mais progressistas da sociedade saharaui nas zonas libertadas, nos campos de refugiados e nos territórios sob ocupação marroquina. Seus principais objetivos são a total independência do Sahara Ocidental e a construção de um Estado moderno.
Para conhecer os propósitos e o perfil político dos fundadores dessa organização, nada melhor do que recorrer aos próprios documentos da Frente POLISARIO. O manifesto político fundador diz:
“Uma vez provado que o colonialismo quer manter o seu domínio sobre o nosso povo árabe, tentando aniquilá-lo pela ignorância, miséria, (…). Diante do fracasso de todos os métodos pacíficos utilizados, (…) a Frente Popular para a libertação de Saguia El Hamra e Rio de Oro, nasceu como única expressão das massas, que optaram pela violência revolucionária e pela luta armada como um meio para que o povo saharaui, árabe e africano pudesse desfrutar da sua total liberdade e enfrentar as manobras de Colonialismo espanhol.
Parte integrante da revolução árabe, apoia a luta dos povos contra o colonialismo, o racismo e o imperialismo e condena-os por sua tendência de colocar os povos árabes sob seu domínio, seja pelo colonialismo direto ou pelo bloqueio económico.
Considera que a cooperação com a Revolução Popular da Argélia é um elemento essencial para enfrentar as manobras travadas contra o Terceiro Mundo.
Convidamos todos os povos em luta a se unirem para enfrentar o inimigo comum.
Com as armas vamos conquistar a liberdade! ”


O programa do 2º Congresso da Frente POLISARIO, realizado em agosto de 1974, enunciou os objetivos de longo prazo da organização. Aqui estão alguns deles:


Libertar a nação de todas as formas de colonialismo e alcançar a independência completa.



– Construir um regime republicano nacional com participação ativa e efetiva da população.


– Construção de uma autêntica unidade nacional.


– Criar uma economia nacional baseada no desenvolvimento agrícola e industrial, na nacionalização dos recursos minerais e na proteção dos recursos marinhos.


– Garantir as liberdades fundamentais dos cidadãos.


– Distribuição justa da riqueza e eliminar o desequilíbrio entre o campo e as cidades.


– Erradicar todas as formas de exploração.


– Garantir habitação para todos.


– Restaurar os direitos sociais e políticos das mulheres.


– Estabelecer educação gratuita e obrigatória em todos os níveis e para toda a população.


– Combater doenças, construir hospitais e oferecer atendimento médico gratuito.



A guerra da libertação nacional
Em 20 de maio de 1973, dez dias depois de sua fundação, a Frente POLISARIO realizou a sua primeira ação armada contra o exército colonial. O ataque, que visava um posto militar no deserto, marcou o nascimento do Exército de Libertação do Povo Saharaui (ELPS) e o início de uma guerra que em pouco tempo ultrapassou a capacidade de controle da administração espanhola. As acções do ELPS, muitas delas para fins de propaganda, aumentaram o prestígio da F. POLISARIO entre a população civil e os soldados nativos que serviam nas fileiras coloniais. No final de 1973, o ELPS já tinha mais de cem combatentes e nos anos 1974 e 1975 aumentou a sua atividade, fazendo com que o exército espanhol recuasse gradualmente para as principais cidades costeiras. Durante esse último ano, patrulhas inteiras de militares saharauis aderem ao ELPS, e com o passar do ano, o Exército de Libertação tomou o controle de numerosas cidades abandonadas pelos espanhóis. Quando o governo de Franco entregou o Sahara Espanhol a Marrocos e à Mauritânia através dos Acordos Secretos de Madrid, em novembro de 1975, as forças nacionalistas saharauis já controlavam a maior parte do território da colônia.
Hoje, a Frente Popular de Libertação de Saguia El Hamra e Rio de Oro continua a liderar a luta pela plena independência do Sahara Ocidental e é reconhecida internacionalmente como o único e legítimo representante do povo saharaui.
Continua a dirigir a construção do Estado republicano que prometeu no seu IV Congresso: a República Árabe Saharaui Democrática, hoje reconhecida por 82 países do mundo, dos quais 28 são latino-americanos.
Emiliano Gómez



(1) Almirante Luis Carrero Blanco foi a mão direita do “Generalíssimo” Francisco Franco. Faleceu em dezembro de 1973 num ataque da organização nacionalista basca ETA.
(2) Fundada pelos espanhóis em 1938, El Aaiún é a capital do Sahara Ocidental – atualmente sob ocupação marroquina.
(3) El Uali Mustafá Sayed, herói nacional Saharaui e primeiro presidente da RASD. Caiu em combate a 9 de junho de 1976, quando tinha 28 anos de idade.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

O representante da Frente POLISARIO junto da ONU reuniu-se com o secretário-geral adjunto de Operações de Paz



Nova Iorque, 7 de maio de 2019 (SPS) - O representante da Frente POLISARIO junto das Nações Unidas, Sidi Mohamed Omar, reuniu-se esta terça-feira com o secretário-geral adjunto de Operações de Paz, Jean-Pierre Lacroix.

Durante a reunião, o diplomata saharaui transmitiu ao responsável da ONU a posição da Frente Polisario sobre vários temas relacionados com a Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental (MINURSO) e o processo de paz da ONU no Sahara Ocidental.
No passado dia 30 de abril , o Conselho de Segurança da ONU adoptou a resolução 2468 (2019), mediante a cual decidiu prorrogar o mandato da MINURSO por seis meses, convidando as partes no conflito, Frente POLISARIO e Marrocos, a reatar as negociações sob os auspicios da ONU com vista a que seja alcançada uma solução política justa, duradoura e mutuamente aceitável que garanta a autodeterminação do povo do Sahara Ocidental.
Após a aprovação da resolução, a Frente POLISARIO emitiu um comunicado em que afirma que tomou nota da afirmação por parte do Conselho de Segurança e reafirma o seu compromisso de prosseguir com o o processo de paz das Nações Unidas no Sahara Ocidental apesar de uma forrte oposição xde quem procura manter o statu quo.
A Frente POLISARIO reafirmou no entanto a sua sincera e construtiva cooperação com os esforços do secretário-geral das Nações Unidas e do seu enviado pessoal, Horst Köhler, assim como a sua vontade de participar contrutivamente nas negociações diretas entre as partes.

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Frente Polisario interpõe perante o TJUE recurso de anulação do acordo Marrocos-UE



Bir Lehlu (Territórios Libertados da RASD), 29 de abril de 2019 (SPS) - A Frente Polisario decidiu recorrer à justiça europeia interpondo um recurso para a anulação do acordo UE-Marrocos que inclui as costas e o solo do Sahara Ocidental.

Num comunicado de imprensa divulgado após o anúncio do apelo da Polisario ao Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), o membro do Secretariado da Frente Polisario, M'Hamed Khadad, disse que a Frente Polisario, paralelamente à apresentação ao TJUE de um recurso de anulação da decisão de 28 de janeiro de 2019, decide tomar outras ações contra o acordo de pesca entre a UE e Marrocos, realizado em circunstâncias ilegais.

Neste sentido, o responsável pela Comissão dos Negócios Estrangeiros da Frente Polisario, transmitiu a condenação a Frente Polisario em relação à atitude dos líderes europeus que fizeram todo o possível para evitar as decisões judiciais, abusando do seu poder político e financeiro em contravenção da decisão de 21 de dezembro de 2016 do Tribunal Europeu, que já havia decidido que Marrocos e o Sahara Ocidental são duas regiões separadas e distintas e que não poderia haver atividade económica na região sem o consentimento do povo saharaui.

O responsável saharaui afirmou que durante os dois anos entre a sentença de 21 de dezembro de 2016 e o novo protocolo de 28 de janeiro de 2019, a Frente Polisário duplicou as intervenções e lembrou que este processo era inaceitável porque viola os seus direitos de soberania.

A Frente Polisario, como único e legítimo representante do povo saharaui, continuará a luta contra a pilhagem das suas riquezas e contra os acordos ilegais que prejudicam a soberania e os direitos do povo saharaui - disse.



segunda-feira, 15 de abril de 2019

Um ano sem Bujari




No passado dia 3 deste mês de abril fez um ano que Bujari Ahmed nos deixou. O seu desaparecimento prematuro, após doença prolongada, constitui uma perda irreparável para todos os que o conheceram e tiveram o privilégio de com ele conviver. Uma perda para o seu povo, que ele tanto amou e pelo qual lutou com tanto brilhantismo ao longo de toda a sua existência.

A Polisario perdeu não só um admirável e admirado e respeitado representante junto das Nações Unidas, mas também um dirigente e intelectual de enorme estatura.
Bujari Uld Ahmed Uld Barical-la não teve a alegria de poder ver o seu país livre de ocupação e independente, mas o seu exemplo e a sua memória deixam uma enorme responsabilidade a todos aqueles e aquelas que prosseguem o combate ao qual ele dedicou toda a sua vida.

Leia o texto:

Frente Polisario vai interpor ação no TJUE contra o acordo de pesca UE-Marrocos



A Frente Polisario apresentará esta semana uma queixa ante o Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) contra o acordo de pesca entre e a UE e Marrocos referiu o responsável pelas relações externas do movimento de libertação saharaui, Emhamed Khaddad à agência noticiosa russa Sputnik.

No início do ano, o Parlamento Europeu aprovou o novo acordo de pesca entre a União Europeia e Marrocos, que inclui a região do Sahara Ocidental, o que atenta contra a legalidade internacional e está em total oposição às sucessivas declarações do Tribunal de Justiça da UE sobre esta matéria.

Khaddad salientou que esta queixa será "uma oposição aos acordos que a Comissão Europeia assinou com Marrocos no domínio da pesca", destacando que a ação permitirá defender os direitos do Sahara Ocidental.

"Temos a convicção de que temos um dossier muito sólido nesse contexto e que o Tribunal rejeitará totalmente esses acordos porque são ilegais, porque não têm base, carecem de base legal", afirmou.

Khaddad acrescentou que o Sahara Ocidental "tem um grande potencial" para estabelecer relações comerciais com outros países, tendo em conta os seus recursos naturais, como a pesca, o petróleo, o gás, os fosfatos e os minerais.

quinta-feira, 21 de março de 2019

Delegação da Frente Polisario encontra-se com o enviado da ONU para o Sahara Ocidental





Genebra, 21 de Março de 2019 (SPS) - A delegação da Frente Polisario reuniu-se com o enviado da ONU para o Sahara Ocidental, Horst Köhler, para finalizar os preparativos da segunda mesa redonda com Marrocos em Genebra, na Suíça.

O enviado da ONU reúne as partes no conflito para romper o bloqueio e dar impulso ao processo pacífico que visa a realização do referendo sobre a autodeterminação. A nova ronda de negociações é "mais um passo no processo político para alcançar uma solução política justa, duradoura e mutuamente aceitável que permita a autodeterminação do povo do Sahara Ocidental", disse Horst Köhler.
Fontes próximas da delegação da Frente Polisario reiteraram a plena vontade da delegação saharaui de trabalhar num clima construtivo que tenha como objectivo respeitar as aspirações do povo saharaui à autodeterminação e à independência. A mesma fonte lamentou a falta de vontade por parte do regime marroquino e as intenções de dificultar o trabalho da ONU.
A segunda ronda de diálogos, a 21 e 23 de março, dá continuidade à primeira reunião realizada em 5 e 6 de dezembro de 2018 e responde à resolução 2440 do Conselho de Segurança da ONU, que insta as partes, Frente Polisario e Marrocos, a sentarem-se à mesa de negociações.
Outras questões estarão presentes, com a Mauritânia e a Argélia como países observadores, são os desafios enfrentados pela região e a necessidade de unir forças para pôr fim a um conflito que impede o desenvolvimento do norte da África.
O Conselho de Segurança da ONU reúne em abril para analisar os progressos realizados e a renovação do mandato da Missão da ONU para o referendo no Sahara Ocidental (MINURSO).

quarta-feira, 20 de março de 2019

Após 27 anos de cessar-fogo, F. Polisario e Marrocos retomam as negociações diplomáticas a partir do zero.




Madrid, 19 de março de 2019. - (El Confidencial Saharaui) - Lehbib Abdelhay / ECS

● A Frente Polisario não espera nada da próxima reunião em Genebra.

● A ronda de negociação tratará de desminagem e visitas familiares.

Os líderes da Frente Polisario admitem, pela primeira vez, que há interesse das grandes potências na resolução do conflito no Sahara Ocidental. No entanto, após 27 anos da assinatura do cessar-fogo com Marrocos, o processo político para a solução do conflito não avançou um centímetro. Marrocos se apega ao seu plano de autonomia para a região, enquanto os saharauis exigem o referendo prometido pela ONU em 1991.

O enviado pessoal do Secretário Geral da ONU para o Sahara Ocidental, Horst Köhler, convidou hoje oficialmente a Frente Polisario, Marrocos, Argélia e Mauritânia para uma segunda ronda de negociações a 21 e 22 de Março, em Genebra, para tentar avançar resolução de um conflito enquistado há décadas.

A reunião terá o mesmo formato da mesa-redonda realizada em dezembro, também na cidade suíça. "O objetivo da reunião é que as delegações iniciem uma abordagem necessária para construir uma solução duradoura e mutuamente aceitável" com base em compromissos, de acordo com uma declaração da ONU divulgada ontem.

As consultas em Genebra em dezembro de 2018 foram um marco após seis anos de estagnação. A declaração emitida pela ONU utilizou os mesmos conceitos utilizados em anos anteriores e que levaram ao atual impasse. Estes conceitos (solução política justa, duradoura e mutuamente aceitável) são para as Nações Unidas um passo necessário no processo político.

Após dezesseis anos de guerra, um cessar-fogo foi assinado em 1991. A ONU propôs um plano de paz que previa um cessar-fogo e um referendo através da implantação da Minurso (Missão das Nações Unidas para o Referendo no Saara Ocidental).
Marrocos ocupa atualmente e explora dois terços do Sahara Ocidental, a que chama de "Províncias do Sul", enquanto a Frente Polisario controla e administra o resto do território, chamado "territórios libertados do Sahara Ocidental". Esta administração do movimento saharauí foi questionada em várias resoluções do Conselho de Segurança da ONU nos últimos dois anos.

A Frente Polisario aceitou a cessação das hostilidades, sem garantias, mas com a promessa da realização de um referendo sobre a autodeterminação no Sahara Ocidental, para que o povo saharaui pudesse decidir sobre o seu futuro e, após 27 anos, esta consulta nunca foi realizada e não há nada de esperançoso num horizonte próximo.

Marrocos aceitou imediatamente a realização do referendo sobre autodeterminação, mas anos depois exigiu a inclusão de colonos marroquinos, o que paralisou completamente o processo. 17 anos depois, em 2007, Marrocos oferece um plano de autonomia (apoiado pela Espanha e pela França) e defende a inclusão desta opção em qualquer negociação diplomática com a Frente Polisario para a resolução final do conflito.

Após a última resolução 2240 do Conselho de Segurança, cada parte considerou-a muito positiva para as suas demandas. O embaixador marroquino na ONU, Omar Hilale, sublinhou que, pela primeira vez, uma resolução do Conselho de Segurança consagrou a Argélia como "uma parte importante do processo político". Marrocos sempre tentou incluir a Argélia nas negociações sobre o Sahara Ocidental e a Frente Polisario sempre viu nesse objetivo uma tentativa de desvirtuar a legitimidade da República Árabe Saharaui Democrática (RASD).

Por seu lado, o representante da Frente Polisario na ONU, Sidi Omar, afirmou num tweet (como é habitual) postado em sua conta no Twitter: "Não esperamos e não pensamos que qualquer acordo saia da próxima reunião em Genebra. Mas se conseguirmos chegar a acordo sobre um cronograma para a próxima reunião, isso já seria uma conquista em si. "

O fim da Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental (Minurso) não significa apenas um retorno às hostilidades estancadas em1991, mas também significa o fim do referendo que os saharauís aspiram há mais de 43 anos.

Os EUA criticaram o funcionamento da missão dos capacetes azuis implantados na região que nada mais fez do que monitorar esse frágil cessar-fogo. Para o Conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, a Minurso não está realizando o trabalho para a qual foi criada e estabelecida, "se a missão não exerce os seus poderes para realizar um referendo, seremos forçados a rever o seu mandato". Marrocos chega às conversações diplomáticas previstas sob pressão exercida pela administração Trump.



sexta-feira, 8 de março de 2019

Frente POLISARIO e Marrocos reúnem-se a 21 e 22 de março nos arredores de Genebra





A Frente Polisario e Marrocos teunem nos dias 21 e 22 de março nos arredores de Genebra (e não na sede da ONU) para uma segunda mesa-redonda, segundo uma fonte diplomática confidenciou ao El Confidencial Saharaui.

Essas negociações marcadas para a 3ª semanado mês, devem marcar a reativação do processo de paz no Sahara Ocidental, paralisado desde 2012, segundo fontes diplomáticas da ONU.
As partes receberão nos próximos dias um convite do ex-presidente alemão, Horst Köhler, para participar dessas negociações diretas (as segundas deste tipo em 4 meses), onde a ONU quer que Marrocos e a Frente Polisario concordem em certas medidas para impulsionar a confiança mútua.
Nesse sentido, tudo indica que esta ronda de negociações se realizará nos arredores de Genebra e não no centro da sede do "Palais des Nations Unis". As conversações também contarão com a presença da Argélia e da Mauritânia, como observadores.

Presidente da República da Irlanda recebe delegação saharaui de alto nível





Dublin (Irlanda), 7 de março de 2019 (SPS) – O Presidente da República da Irlanda, Michael DHiggins, recebeu uma delegação saharaui composta pelo Ministro delegado para a Europa e membro do Secretariado Nacional da Frente Polisario, Mohamed Sidati, e o Embaixador Conselheiro na Chancelaria e membro do Secretariado Nacional da Frente Polisario, Mohamed Yeslem Beisat.

A recepção teve lugar na Presidência da Irlanda e a delegação transmitiu uma mensagem do Presidente da República Democrática Árabe Saharauí e do Secretário-Geral da Frente Polisario, Brahim Gali, ao seu homólogo irlandês, que aborda os mais recentes desenvolvimentos políticos e progressos no processo de paz liderado pela ONU.

No âmbito da visita oficial a Dublin, a delegação saharaui teve a oportunidade de reunir-se com importantes líderes políticos desta nação europeia para reforçar as relações bilaterais e expor a posição do governo saharaui e da Frente Polisario sobre o trabalho na região, processo de descolonização e mudanças nos níveis regional e continental.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Delegação do Congresso dos EUA visita campos de refugiados saharauis




Por Un Sahara Libre – 24 de fevereiro de 2019 - Uma delegação dos EUA composta por 17 personalidades, incluindo seis eleitos, chefiados por James Inhofe, presidente do Comité dos Serviços Armados do Senado dos EUA, e pelo presidente do Comité de Finanças, Enzi Michael Bradley.

O Presidente da República Árabe Saharaui Democrática (RASD) e Secretário Geral da frente POLISARIO, Brahim Ghali, recebeu neste domingo a delegação dos EUA.

Falando à imprensa, após uma entrevista com o Presidente da República, Brahim Gali, James Inhofe disse que a visita desta importante delegação “enquadra-se no âmbito do encorajamento do direito dos povos à recuperação da liberdade ansiada há anos”.

É um incentivo para povo como o do Sahara Ocidental recuperarem a sua liberdade”.

Esta visita está ligada à questão das negociações e à continuação dos esforços nesse sentido”, disse o representante americano e expressou esperança de que a reunião em março próximo entre as duas partes em conflito “seja frutífera e que esta visita tenha ” eco favorável nas negociações “.

O deputado norte-americano acrescentou que entre a delegação “há seis parlamentares eleitos pelo povo americano que reafirmam o seu compromisso de apoiar essa aspiração de liberdade”.

Esta não é a primeira visita do senador americano James Inhofe, que, acompanhado por uma grande delegação de senadores dos EUA, fez uma visita semelhante ao povo saharaui em fevereiro de 2017.

James Inhofe acompanha a questão do Sahara Ocidental há mais de uma década.

Em 2005, prestou depoimento perante a Comissão dos Assuntos Externos da Câmara sobre o conflito com Marrocos e o Sahara Ocidental:

Infelizmente, a forma como Marrocos lidou com a disputa sobre o Sahara Ocidental ao longo dos anos foi menos do que encorajadora. Marrocos concordou e discordou, andou para frente e para trás, em dar ao povo do Sahara Ocidental o direito à autodeterminação; uma escolha na determinação do seu destino político.

O povo do Sahara Ocidental definha nos campos do deserto por mais de 30 anos, enquanto o conflito não for resolvido. Eu visitei os acampamentos e vi com os meus próprios olhos que a história deles é de determinação, persistência e esperança de que um dia possam desfrutar dos direitos básicos que todos os seres humanos merecem – o direito à vida e à autodeterminação. Houve muitas negociações, e espero que uma resolução seja alcançada num futuro próximo, e que Marrocos dará aos cidadãos do Sahara Ocidental o direito de escolher por si mesmos o seu futuro”.

14 anos passados deste depoimento nada mudou, mas aparentemente existe um renovado interesse por parte da administração Norte Americana pela resolução deste conflito.

A visita desta delegação dos EUA é particularmente significativa pouco antes do novo encontro em Genebra entre Marrocos e a Frente Polisario sob os auspícios das Nações Unidas e o expresso desejo dos EUA de ver um fim ao longo conflito.

domingo, 24 de fevereiro de 2019

RASD renova sincera cooperação com os esforços da para completar a descolonização da última colónia de África




24 de fevereiro de 2019 (SPS)-. O presidente da República, Brahim Ghali reiterou este sábado a sincera cooperação da parte saharaui com os esforços da ONU para completar a descolonização da última colónia em África.

Nesse sentido, o presidente saharaui saudou os esforços empreendidos pelo enviado pessoal do secretário-geral das Nações Unidas, o ex-presidente alemão Horst Köhler.

Ghali também saudou a posição de princípio da União Africana na adoção da questão saharaui como questão e responsabilidade africana.

Depois de reiterar a condenação do acordo de pesca UE-Marrocos, o secretário-geral da Polisario pediu aos povos europeus que denunciassem e não permitissem acordos deste tipo que incluam o solo, o mar e o espaço aéreo saharauis, porque violam a legalidade internacional e os princípios e resoluções da UE, incluindo os do seu Tribunal de Justiça.


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Presidente Gali pede à população para apoiar a sua luta contra a corrupção e os "corruptos".




Auserd, 19 fevereiro de 2019. -(El Confidencial Saharaui). Por Lehbib Abdelhay/ECS. Acampamentos Saharauis

No discurso que proferiu perante os quadros das organizações de massas da Frente Polisario, Brahim Gali, presidente da RASD e SG da Polisario, pediu que todos os Saharauis apoiem a luta contra a corrupção e contra os corruptos, para que os recursos públicos sejam afetados para melhorar a vida dos refugiados saharauis.

Na wilaya de Auserd, onde participou na conferência dos quadros das organizações de massas da Frente Polisario, disse que a sua legislatura é ainda jovem, mas está a mostrar um trabalho claro de estar ao lado do povo e a atender às suas necessidades básicas.

Brahim Gali reiterou o seu compromisso de continuar e intensificar os esforços que tendem a reforçar o exército de libertação popular saharaui e diversificar o programa de formação e treinamento militar, acrescentando que os executivos da Frente Polisario são chamados a dar um passo qualitativo para fortalecer a exigência de um acordo político.

"O povo saharaui continuará a luta até à recuperação da soberania, sublinhou o Presidente Gali, que recordou, a este respeito, o direito do povo saharaui à independência e soberania e a viver com dignidade e liberdade na sua pátria", afirmou.

O Presidente da RASD insistiu, em seu discurso, na importância de enfrentar o colonialismo marroquino que trabalha no sentido de desestabilizar a região através do narcotráfico, fonte de financiamento das hordas terroristas - disse.

No seu discurso, o presidente saharaui afirmou que um dos objetivos do governo Saharaui é o combate à corrupção e aos corruptos, porque "tudo será possível para se alcançar a independência se este problema for travado".

Gali mencionou que a aliança entre as instituições saharauis e o povo teve os seus frutos no resultado das recentes "vitórias diplomáticas" na ONU, na UA e na Europa.
O presidente reiterou igualmente o seu empenho em apoiar a juventude saharaui nos territórios ocupados, na diáspora e nos campos de refugiados saharauis.

Finalmente, o dirigente saharaui manifestou a sua vontade de "trabalhar com os países vizinhos e com todos os países do mundo", acrescentando que "somos gente pacífica, disposta a colaborar para a independência e a superar o conflito". Nesse sentido, trata-se de "fortalecer e ativar as iniciativas estrangeiras, com foco nos direitos humanos, recursos naturais, os aspetos legais e meios de comunicação".

Brahim Gali foi eleito, por esmagadora maioria, Presidente da República Árabe Saharaui Democrática (RASD) e secretário-geral da Frente Polisario, substituindo o anterior Presidente Mohamed Abdelaziz, falecido a 31 de março de 2016.