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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Dois académicos japoneses expulsos por Marrocos de El Aaiún



Fonte: Periodistas en español

Dois prestigiados académicos de investigação japoneses foram expulsos por Marrocos da cidade saharaui ocupada El Aaiún.

Uma delegação japonesa formada por Akihisa Matsuno, professor de Ciências Políticas na Universidade de Osaka, e por M. Furusawa, professora de Economia, chegou a El Aaiún a 26 de dezembro de 2017, onde tiveram um encontro com a MINURSO, informa Hassana Abba, membro da ASVDH, que os conduziu pela cidade.

Quando se dirigiam para a sede da ASVDH, foram interpelados por polícias que lhes disseram que não tinham fireito a encontrar-se com os ativistas saharauis. Não obstante, os dois professores prosseguiram o seu caminho e na ASVDH teve início uma reunião. Pouco depois, as autoridades de ocupação obrigaram-nos a abandonar o local. Foram levados para o aeroporto de El Aaiún e expulsos para Casablanca.

Desde 2014, são já 163 pessoas de 15 nacionalidades obrigadas a sair do Sahara Ocidental porque vinham tomar conhecimento da situação no território, e que puderam constatar as vulnerabilidades dos direitos humanos nesse território não autónomo, sobre o qual Marrocos não tem nenhum mandato internacional.

Segundo a associação saharaui ASVDH “As autoridades de ocupação detiveram os  investigadores japoneses na manhã dde sexta-feira 29 de dezembro quando percorriam a rua de Meca e interregaram-nos durante um quarto de hora.

ASVDH diz que “a polícia marroquina e o seu aparelho de segurança estiveram sempre a vigiar os dois professores. Aconteceu o que se esperava, a polícia irrompeu na sede da ASVDH onde os dois académicos estavam reunidos com os membros da associação para os obrigar a abandonar a cidade.


Foram levados para o aeroporto da cidade num veículo   Hyundai para logo serem deportados  para a cidade marroquina de Casablanca.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Moçambique condena ação de Marrocos contra delegação da República Saharaui


O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) de Moçambique condenou hoje, em comunicado, a atuação de uma comitiva de Marrocos contra uma delegação da República Árabe Saharaui Democrática, durante uma conferência em Maputo.

O Governo moçambicano classificou como “deplorável” o comportamento da delegação marroquina, “que revela uma chocante falta de compostura e de respeito”, lê-se no documento.

Em causa, confrontos verbais e físicos entre membros das comitivas dos dois países ocorridos na tarde de quinta-feira durante a abertura da reunião ministerial da Conferência de Tóquio para o Desenvolvimento de África (TICAD, sigla inglesa) no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano.

A República Saharaui reivindica soberania sobre o território do Sahara Ocidental, antiga colónia espanhola que, por sua vez, Marrocos reclama como parte do seu reino.

Como membro da União Africana, cujos membros tiveram assento na reunião de Maputo, a República Saharaui também teve o seu lugar.

“Não obstante este facto, lamentavelmente, a delegação do Reino do Marrocos, completamente fora do seu mandato, usurpou as competências dos coorganizadores e do país anfitrião ao outorgar-se o direito de controlar os acessos (…) tendo mesmo recorrido a atos de violência”, refere o comunicado do MNE moçambicano.

“Face a esta situação, o Governo de Moçambique viu-se forçado a manter a ordem de modo a garantir a segurança dos demais participantes e assegurar a realização do evento, com destaque para a cerimónia de abertura, com a presença do Chefe de Estado de Moçambique”, acrescentou.

Sendo Marrocos membro da União Africana, Moçambique manifestou ainda “estranheza e repugnância por este comportamento contra um outro membro da organização, uma violação inaceitável dos princípios que regem o relacionamento são entre os Estados”, lê-se no comunicado do MNE.


Os trabalhos da TICAD decorreram entre quarta e sexta-feira da última semana, em Maputo.

sábado, 26 de agosto de 2017

Marrocos utiliza a confrontação e o caos na tentativa de dividir a União Africana





Maputo, 25 de agosto de 2017 (SPS)- A diplomacia marroquina utilizou uma nova política nos seus esforços permanentes para romper a unidade dos africanos, utilizando a violência e o caos durante a reunião em Maputo, capital de Moçambique, à margem da 6ª reunião ministerial da Conferência Internacional de Tóquio sobre o Desenvolvimento de África
A altercação diplomática entre as delegações saharaui e marroquina provocada por Marrocos desde o primeiro dia da Conferência não teve êxitoantes pelo contrario, a atitude marroquina teve que enfrentar uma África decidida a defender  as decisões e princípios da União Africana.

A delegação marroquina, que era chefiada por Nasser Bourita, recorreu ao uso da violência e provocou o caos os elementos da segurança moçambicanos, depois da União Africana ter convencido o seu parceiro japonês a respeitar o direito de todos os países membros da organização. O comportamento pouco diplomático dos membros da delegação marroquina levaram-na a um isolamento político e diplomático.

A cerimónia de inauguração teve lugar sob os auspícios do Presidente de Mozambique, Filipe Nyussi, na presença do Ministro de Negócios Estrangeiros japonês, Taro Kono e representantes do Banco Mundial, do PNUD, do Departamento de Coordenação da ONU com a União Africana e o Vice-presidente da Comissão da União Africana (UA), o Embaixador Thomas Kwesi Quartey, o qual agradeceu ao Japão como parceiro estratégico de África pela sua contribuição construtiva para o êxito desta reunião ministerial respeitando as decisões da UA relativas à participação de todos os Estados membros sem exceção.

Marrocos não teve êxito na sua tentativa de  boicotar a reunião ministerial conjunta entre Japão e a África (6ª reunião ministerial da Conferência Internacional de Tóquio sobre o Desenvolvimento de África) realizada na capital de Moçambique, Maputo, entre 23 e 25 de agosto de 2017, o que levou membros da delegação marroquina a tentar agredir  físicamente a delegação saharaui e a do país anfitrião.

No evento participaram países europeus, China, Rússia, o corpo diplomático, grupos económicos regionais, imprensa internacional, empresas japonesas privadas, o setor privado africano, sociedade civil peritos internacionais em desenvolvimento.

Há que que assinalar que Marrocos entrou numa nova dinâmica caracterizada por uma confrontação direta e provocatória com  os órgãos e instituições da União Africana, seus Estados membros, assim como com os seus parceiros e instituições internacionais.

Isto ocorre apenas oito meses depois da adesão de Marrocos à União Africana em janeiro de 2017. Com esta adesão Marrocos pretende alterar as decisões da União Africana relacionadas com a questão saharaui e preparar o terreno para expulsão da República Saharaui do seio da UA.


domingo, 19 de outubro de 2014

O WSRW condena a presença de embarcações de pesca piratas japonesas em águas saharauis



Oslo,19/10/14(SPS)-. A ONG “Western Sahara Resource Watch” (WSRW) condenou este sábado a presença de barcos pesqueiros piratas japoneses em águas saharauis. Segundo fontes desta organização, nas últimas 48 horas foi reportada a presença de três barcos de pesca japoneses  fainando nas águas do Sahara Ocidental.

As três embarcações piratas, o Koryo Maru N º 51 (número IMO 8915990), o Shoei Maru No. 7 (número IMO 9120023) e Taiwa Maru No. 88 (número IMO 9053488) foram avistadas dias 16 e 17 de outubro fainando em águas territoriais saharauis de forma ilegal.

Segundo WSRW,  as embarcações “estão ali por uma destas duas razões: a primeira, porque firmaram contrato com o Governo de Marrocos num território que não é parte de Marrocos; ou porque estão a pescar sem licença — o que significa que as embarcações piratas japonesas se encontram fainando inclusive sem a aprovação ou intervenção da potência ocupante”.

Em ambos os casos, a presença de barcos de pesca japoneses na zona viola o direito do proprietário do banco pesqueiro: o povo do Sahara Ocidental, e viola o direito internacional, porque nenhum Estado reconhece a soberania de Marrocos sobre o território.

O Western Sahara Resource Watch (WSRW) pediu à nação japonesa em carta enviada de 17 de outubro ao governo japonês a sua intervenção para pôr fim a este delito e a esta atividade ilícita.


domingo, 20 de julho de 2014

O antigo primeiro-ministro japonês apela ao governo que apoie os esforços da ONU no Sahara Ocidental




O antigo primeiro-ministro do Japão, Yukio Hatoyama, apelou ao governo do seu país a apoiar "firmemente" os esforços da Organização das Nações Unidas no Sahara Ocidental, solicitando a "realização rápida" de um referendo de autodeterminação para o povo saharaui.

Hatoyama apela ao Japão que denuncie as violações dos direitos humanos cometidos por Marrocos nos territórios ocupados do Sahara Ocidental.

Exorta também o seu país (Japão) a contribuir "concretamente" na aplicação do direito à autodeterminação do povo saharaui. O antigo responsável japonês lamenta ainda o facto de o colonialismo existir ainda no Sahara Ocidental.

Yukio Hatoyama é um consagrado político japonês. Durante muito tempo foi dirigente do Partido Democrata do Japão (PDJ), tendo sido o 60.º primeiro-ministro do Japão, cargo que exerceu de 16 de setembro de 2009 a 8 de junho de 2010.


 (SPS)