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domingo, 31 de janeiro de 2021

Aminetu Haidar, candidata pela primeira vez ao Prémio Nobel da Paz

 


Segundo informa hoje a agência Reuters, a destacada ativista saharaui Aminetu Haidar é este ano candidata ao Prémio Nobel da Paz de este año. A nomeação de Haidar foi apoiada por deputados noruegueses que têm um vasto historial de eleger a personalidade ganhadora.

Milhares de pessoas, desde membros de parlamentos de todo o mundo até ex-premiados, podem indicar candidatos. As nomeações, que terminam este domingo, ainda não foram apoiadas pelo comité do Nobel.

Com excepção de 2019, os deputados noruegueses estiveram sempre na base da nomeação dos laureados todos os anos desde 2014, disse Henrik Urdal, diretor do Instituto de Pesquisa para a Paz de Oslo.

O Comitê Norueguês do Nobel, que decide quem ganha o prêmio, não comentou as indicações e manteve em segredo durante 50 anos os nomes dos indicados e dos não selecionados. No entanto, os proponentes podem optar por revelar o nome dos propostos.

Segundo um inquérito da Reuters, os deputados noruegueses apontaram como nomeados Aminetu Haidar, Greta Thunberg (a jovem ambientalista sueca), Navalny (opositor russo), a OMS e o seu programa COVAX para assegurar um acesso justo às vacinas COVID-19 para os países pobres.

Outros nomes nomeados são as ativistas bielorrussas Sviatlana Tsikhanouskaya, Maria Kolesnikova e Veronika Tsepkalo pela sua "luta por eleições justas e inspiração para a resistência pacífica", disse o deputado norueguês Geir Sigbjoern Toskedal, do Partido Democrata Cristão.

A atribuição do Prémio Nóbel da Paz 2021 a Aminetu Haidar teria uma enorma importância e um transcendente significado político.

Recorde-se que, em 1996, no auge da repressão indonésia sobre a população civil em Timor-Leste, o bispo Ximenes Belo e o militante de independência maubere José Ramos-Horta, foram agraciadoa com o Nobel da Paz, pelo seu trabalho "em prol de uma solução justa e pacífica para o conflito em Timor-Leste". O Referendo de auotodeterminação ao pove de Timor-Leste, organizado pela ONU, viria a ter lugar três anos depois.

Fonte: AAPSO/ECS

sábado, 5 de dezembro de 2020

Posição da Noruega sobre o Sahara Ocidental “é firme e em conformidade com as resoluções da ONU”

 


  Oslo. - 5/12/2020 - A ministra de Relações Exteriores da Noruega, Ine Eriksson Søreide, confirmou que a posição do seus país sobre o Sahara Ocidental “é firme e está em consonância com as resoluções do Conselho de Segurança da ONU”, referiu em resposta e uma pergunta escrita colocado por um membro do Parlamento norueguês.

A ministra afirma na sua resposta que as autoridades norueguesas, desde 2007, têm adoptado uma abordagem "preventiva" em relação ao Sahara Ocidental, abstraindo-se, entre outras coisas, da exploração de quaisquer recursos do território e outros negócios ou investimentos, por não cumprirem o direito internacional e os interesses do povos autóctone do território”.

A chefe da diplomacia norueguesa explicou que a posição da Noruega constitui um apelo claro aos ‘players’ privados para agirem com cautela e responsabilidade social ao avaliarem a sua presença no Sahara Ocidental.

Em relação à nova situação no Sahara Ocidental desde 13 de novembro passado, En Erikson expressou a preocupação do governo norueguês sobre os acontecimentos no Sahara Ocidental, observando que, embora exortando as partes a respeitar o cessar-fogo de 1991, apoia o trabalho das Nações Unidas para uma solução política e para a aceleração da nomeação de um enviado pessoal do SG da ONU para o território.

A Chanceler norueguesa comprometeu-se a trabalhar e contribuir efetivamente para alcançar todos os objectivos de paz e avançar com o plano de resolução, nomeadamente a partir de janeiro de 2021, altura em que a Noruega assumirá a sua missão como membro não permanente do Conselho de Segurança de Nações Unidas.

SPS

sexta-feira, 19 de junho de 2020




A Assembleia Geral das Nações Unidas elegeu a Índia, Irlanda, México, Noruega e Quénia como novos membros não permanentes do Conselho de Segurança para o período 2021-2022.

Esses países passam a participar no Conselho de Segurança a partir de 1 de janeiro de 2021 e irão substituir a África do Sul, República Dominicana, Alemanha, Bélgica e Indonésia.
O México e o Quénia reconhecem a RASD (República Árabe Saharaui Democrática) e a Noruega, assim como a Irlanda, demonstraram apoio ao povo saharaui.
Todos os novos membros, excepto a Índia, são a favor da expansão do mandato da MINURSO (Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental) para incluir os direitos humanos no Sahara Ocidental.
A Índia tem sido um dos países que importa fosfato espoliados dos territórios ocupados do Sahara Ocidental, financiando indiretamente a ocupação, pagando a Marrocos por bens roubados.

Fonte: Por un Sahara Libre


sexta-feira, 15 de maio de 2020

Empresa norueguesa Equinor não voltará a exportar gás para o Sahara Ocidental ocupado



A empresa de energia norueguesa Equinor "lamenta" as exportações de gás para o Sahara Ocidental e promete que não se repetirão.
Em abril, um navio de gás liquefeito chegou ao porto de El Aaiún, no Sahara Ocidental ocupado, enviado diretamente do terminal da empresa norueguesa Equinor (antiga 'Statoil') em Kårstø, na Noruega. O incidente foi divulgado hoje pelo jornal norueguês Dagsavisen.

Este é o primeiro caso documentado de exportação de gás norueguês para os territórios ocupados. Em 20 de abril às 05:41, o navio ancorou em frente ao porto de El Aaiún, capital do Sahara Ocidental. Mais tarde, nesse mesmo dia, chegou ao porto para descarregar as suas 4.900 toneladas de gás.
Em carta ao Comité Norueguês de Apoio ao Sahara Ocidental com data de 24 de abril, o vice-presidente da Equinor confirma a remessa. A empresa afirmou que "lamenta" não ter levado em consideração os conselhos do governo norueguês sobre assuntos comerciais.
"No momento, estamos [...] modificando nossos procedimentos para nos alinharmos com a posição norueguesa", escreveu o vice-presidente da Equinor Tor Martin Anfinnsen ao Comité Norueguês de Apoio ao Sahara Ocidental em nome de Eldar Sætre, presidente da empresa.
A Equinor é a décima segunda maior empresa de energia do mundo, controlada por dois terços pelo governo norueguês. O Ministério das Relações Exteriores da Noruega exorta as empresas a não se envolverem no território.
Em abril do ano passado, a ministra das Relações Exteriores da Noruega declarou no Parlamento de Oslo que o seu governo concorda com as decisões do Tribunal de Justiça da UE: o direito internacional exige o consentimento prévio do povo saharaui em assuntos relacionados com negócios no Sahara Ocidental. A Equinor passa a ter agora uma posição alinhada com outras empresas pertencentes total ou parcialmente ao governo norueguês, como a Yara, Cermaq e Mesta.


O esclarecimento da Equinor responde a uma carta do Comité de Apoio da Noruega ao Sahara Ocidental, endereçada ao presidente da empresa em 21 de abril. A Equinor, no entanto, não respondeu a várias das questões sobre as quais o Comité de Suporte da Noruega perguntou, especificamente quem havia autorizado a empresa a enviar a carga para os territórios ocupados. Daí que o Comité tenha enviado uma segunda carta à Equinor em 25 de abril. Essa carta ainda não obteve resposta.
A Equinor explicou que a embarcação continha uma carga de butano para seu cliente Gulf Petrochem, ou GP Global, cujo nome a empresa mudou. A organização Western Sahara Resource Watch escreveu à GP Global em 24 de abril, perguntando se a empresa havia obtido o consentimento do povo saharaui para importar o gás e se a Equinor havia levantado a questão do consentimento antes da transação. A carga foi transportada a bordo do navio petroleiro de bandeira liberiana Gas Cerberus. Em 25 de abril, o WSRW na Grécia e o Comité de Suporte da Noruega escreveram uma carta ao operador de navio Stealth Corp. Nenhuma dessas cartas teve resposta.
A Equinor esclareceu hoje ao jornal Dagsavisen que a carga foi vendida à GP e que "essa carga foi revendida pela GP a outro cliente para entrega em El Aaiún, e enviamos a carga ali para a GP".



Dados do departamento de estatística norueguês Statistics Norway revelam o valor das exportações de gás norueguês para Marrocos na última década: em 2019, o valor das exportações de butano foi de 290 milhões coroas (26 milhões de euros ao câmbio de 2020), enquanto as exportações de propano foram de 357 milhões de coroas (EUR 32 milhões). As exportações também continuaram nos primeiros meses de 2020. Em maio de 2019, houve uma pequena exportação de gás condensado para Marrocos no valor de 7 milhões de coroas.
Todavia ainda não se sabe se o gás exportado da Noruega para Marrocos está sendo reexportado para o Sahara Ocidental.
Segundo dados publicados pela Western Sahara Resource Watch na semana passada, 15 transportes de gás foram realizados no território durante o ano civil de 2019. Eles vieram de Marrocos ou dos aliados mais próximos do ocupante: Espanha e França. Cinco dos 15 transportes chegaram ao Sahara Ocidental a partir de Marrocos, que não é um país produtor de gás. O Comité de Suporte da Noruega perguntou à Equinor em 21 de abril em que medida a Equinor exerce a devida diligência com os seus clientes e como considera a possibilidade de reexportação do gás de Marrocos para o Sahara Ocidental. Essas perguntas não foram respondidas na carta dde 24 de abril.

Fonte:Correio Diplomático Saharaui/WSRW - 11/05/2020

sábado, 16 de dezembro de 2017

Observadora norueguesa expulsa do Sahara Ocidental




Tone Sørfonn Moe, observadora norueguesa foi expulsa na passada 5.º Feira, pelas 12h50, hora local de El Aaiun, capital do território não-autónomo do Sahara Ocidental pelas autoridades marroquinas.

Tone é uma estudante de direito norueguesa e foi observadora internacional no julgamento Gdeim Izik, realizado no tribunal de recurso em Salé, Marrocos entre 2016/2017, e é credenciada pela Fundación Sahara Occidental, uma organização que monitora os Direitos Humanos e a situação de os prisioneiros políticos saharauis. Tone deveria observar um processo judicial contra um grupo de prisioneiros políticos em Marraquexe a 12 de dezembro, que foi adiado.
Ela viajou de Agadir para El Aaiún, capital do Sahara Ocidental, no domingo passado, 10 de dezembro.
Às 12h50 de 5.ª Feira Moe enviou o seguinte texto:

“De acordo com a polícia, os observadores internacionais não são bem-vindos. De acordo com a polícia, não cheguei de forma legal. Expliquei ao agente civil que cheguei a El Aaiún de táxi de Agadir, e que sou observadora internacional. Fui abordado no meu hotel por cerca de 20 a 25 policiais não uniformizados. 10 desses agentes à civil estavam a filmar-me e a tirar fotografias.
Como afirmei, sou uma observadora internacional que trabalha com prisioneiros políticos. Não recebi uma decisão por escrito ou mais informações por parte das autoridades apesar da minha insistência.
Perguntei se eu poderia ter uma reunião com um oficial da MINURSO antes de sair do território, mas não me foi permitido, uma vez que não sou bem-vinda. “

Tone pretendia contactar ativistas de direitos humanos do Sahara Ocidental. Ela também pretendia encontrar as famílias dos prisioneiros de Gdeim Izik, o que fez até ao momento em que recebeu ordem de expulsão na quinta-feira. A situação dos prisioneiros Gdeim Izik é perturbadora – vários deles estão em greve de fome e sofrem sob tortura e tratamento desumano. Estes defensores dos direitos humanos estão detidos arbitrariamente há mais de 7 anos.
Moe foi colocada num táxi a caminho de Agadir. Foi informada que os observadores internacionais não são bem-vindos devido a “razões de segurança”. Foi expulsa sem uma razão adequada, já que os polícias marroquinos se recusaram a explicar que “razões de segurança“ se referiam.

Tone disse ao telefone que:

“A expulsão impediu-me de continuar a encontrar-me com os ativistas dos direitos humanos e de investigar se as violações dos direitos humanos fazem parte da vida quotidiana dos ativistas saharauis de direitos humanos.
Acho estranho que Marrocos, que em várias ocasiões alegou que a situação dos direitos humanos no território não autónomo do Sahara Ocidental não precisa ser monitorada pela força de paz da ONU, a MINURSO, porque não há violação dos direitos humanos no Sahara Ocidental, sentem a necessidade de expulsar observadores internacionais…”. Se a declaração de Marrocos representasse a realidade, não deviam ter nada a esconder. “ – disse a cidadã norueguesa.

Fonte: Por un Sahara Libre

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Norueguesa KLP retira o “tapete” à suíça Glencore




A KLP, a maior companhia de seguros de vida da Noruega, anunciou que irá vender as suas ações na empresa suíça Glencore Plc porque as suas atividades de exploração de petróleo nas costas do Sahara Ocidental correm o risco de transgredir "normas éticas fundamentais".


quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Constituído Grupo Parlamentar Norueguês de Solidariedade com o Sahara Ocidental




Oslo, 24/12/2014 (SPS) – O Grupo Parlamentar Norueguês  de Solidariedade com o Sahara Ocidental foi constituído terça-feira, tendo por objetivo central a defesa do direito do povo saharaui à autodeterminação.

"A paz mundial depende do respeito pelo direito internacional e as normas estabelecidas internacionalmente. Isso também se deve aplicar no Sahara Ocidental onde o seu povo tem direito à autodeterminação – um direito que todos devemos promover ", afirmou Trine Skei Grande (do Partido Liberal).

O grupo traçou dois objetivos prioritários: pressionar para que seja criado um mecanismo independente para a monitorização e a supervisão dos direitos humanos no Sahara Ocidental e defender o direito do povo saharaui à autodeterminação através de um referendo sob os auspícios das Nações Unidas.

O grupo inclui membros do Partido Trabalhista, do Partido Conservador, do Partido Democrata-Cristão, do Partido Liberal, do Partido da Esquerda. O grupo será coordenado conjuntamente por Trine Skei Grande (Partido Liberal) e Åsmund Aukrust (Partido Trabalhista).

(SPS)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Novo estudo sísmico norueguês ao largo do Sahara ocupado




O navio "Harrier Explorer" recolhe atualmente imagens 2D dos fundos marinhos ao largo de El Aaiun-Tarfaya no Sahara Ocidental ocupado.

O proprietário do Harrier Explorer, a sociedade norueguesa SeaBird Exploration Plc, foi contratado para a operação em novembro, e recebeu cerca de 2 milhões de US dólares para estudar um mínimo de 2000 km na região. A operação vai demorar cerca de 20 dias e começou há cerca de 10 dias.

A história é manchete hoje de um dos maiores jornais da Noruega, o “Dagbladet”. O antigo conselheiro jurídico da ONU, Hans Corell, é altamente crítico da operação. Ele declarou ao “Dagbladet” que os estudos sísmicos no Sahara Ocidental constituem uma violação do direito internacional, conforme o estipulado no parecer jurídico que ele próprio escreveu para o Conselho de Segurança das Nações Unidas em 2002. Ele disse ao jornal que o "Conselho de Segurança da ONU deve agir de forma mais decisiva sobre a questão. "



"As ações do Seabird são completamente contrárias ao direito internacional", disse o presidente do Western Sahara Resources Watch (WSRW), Erik Hagen, no artigo, "a empresa desempenha um papel crucial ao facilitar a exploração ilegal de petróleo nas zonas do Sahara Ocidental que Marrocos ocupa de forma tão brutal".

Marrocos invadiu o Sahara Ocidental em 1975 e continua a ocupar três quartos do território. As Nações Unidas consideram o Sahara Ocidental como uma colónia, e qualificaram de ilegais as atividades económicas no território se não respeitarem os desejos e interesses do povo do Sahara Ocidental, os saharauis.

O CEO da SeaBird, Dag Reynolds, não quis prestar qualquer comentário ao “Dagbladet”.

O governo norueguês incentiva as empresas norueguesas a ficar à margem do Sahara Ocidental, já que a Noruega não reconhece a anexação de partes do território por Marrocos, como afirmou, por exemplo, o secretário de Estado norueguês dos Negócios Estrangeiros no início deste ano.

O mapa acima mostra a posição do Harrier Explorer nas primeiras horas do dia 30 de novembro de 2014.

De acordo com a IHS, as áreas estudadas são os chamados blocos "Foum Ognit I-IV", detidos pela New Age em 56,25%, Glencore em 18,75% e a agência nacional de petróleo marroquino ONHYM com 25%. O mapa abaixo mostra a localização dos blocos em análise (zona azul). No entanto, a localização real do navio indica que está agora a poucos quilómetros ao norte do bloco Glencore. O WSRW considera provável que o navio esteja realmente a operar para a Glencore no Foum Ognit.




A SeaBird, sedeada na Noruega, é um fornecedor mundial de dados de sísmicos  2D / 3D e 4D, e de produtos e serviços relacionados com a indústria de petróleo e gás. A SeaBird está cotada na Bolsa de Valores de Oslo.

Esta é a quarta participação sísmica norueguesa no Sahara Ocidental. Todas as três empresas anteriores envolvidas abandonaram tais projetos devido às controvérsias associadas:

— "TGS-NOPEC compreende a complexidade das questões políticas da região e respeita as opiniões expressas pelas autoridades norueguesas. Como resultado, a empresa decidiu não realizar novos projetos no Sahara Ocidental, sem que haja uma mudança nos acontecimentos políticos. Além disso, a empresa está empenhada em melhorar os seus procedimentos de avaliação de risco em projetos potenciais nas áreas disputadas do mundo e, em caso de dúvida, atenderá ativamente à opinião das autoridades norueguesas. TGS-NOPEC tem mantido um diálogo construtivo com um certo número dos seus maiores acionistas institucionais noruegueses, incluindo o Folketrygdfondet e o Storebrand ao longo deste processo. "Comunicado de imprensa TGS Nopec, 2003/03/18.

"— Fugro-Geoteam decidiu abster-se de qualquer outra intervenção no Sahara Ocidental enquanto a situação política não estiver resolvida" (carta de 2014/04/23), uma vez que, de acordo com a companhia, nenhuma consulta teve ainda lugar ao povo do território.
"Nós não vamos aceitar novas tarefas no Sahara Ocidental. Não tenho nenhum problema, vendo agora em retrospetiva, que pode ter sido uma má ideia ter aceitado essa missão." ASA Spectrum 2011.


Finalmente, a PGS, uma empresa de pesquisa sísmica de onde são originários os fundadores da Seabird, disse que tem evitado a participar em concursos no Sahara Ocidental devido ao conflito existente.

Partido Liberal norueguês exige o fim da exploração e extração de petróleo ao largo da costa do Sahara Ocidental


Skei Grande, líder do Partido Liberal norueguês

Oslo (Noruega), 08 de dez 2014 (SPS) O Comité Executivo do Partido Liberal da Noruega aprovou ontem, domingo, uma moção pedindo às empresas estrangeiras para parar toda a exploração e extração de petróleo ao largo da costa do Sahara Ocidental, sublinhando que os investidores, através destas atividades, incentivam e legitimam a ocupação marroquina do Sahara Ocidental.

A moção pede também que as empresas estrangeiras se retirem do Sahara Ocidental, especificando que se trata de uma violação flagrante do direito internacional e, portanto, "qualquer negócio ou investimento de qualquer dimensão ou natureza é uma contribuição destas empresas para ocupação marroquina, rejeitada pelo povo saharaui ".

O Comité Executivo do Partido Liberal apela ao Governo da Noruega a rever os seus investimentos nas empresas envolvidas na exploração de petróleo no Sahara Ocidental, pedindo às Nações Unidas que apresentem um relatório sobre as violações que ocorrem nesta área. (SPS)

Nota

Fundado em 28 de janeiro de 1884, o Partido Liberal é a mais antiga agremiação política norueguesa. Na oposição, possui atualmente 9 dos 169 lugares do Parlamento norueguês.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Partido Democrata-Cristão norueguês reitera apoio ao direito do povo saharaui à independência


Knut Arild Hareide, líder do KrF

Oslo, 07 dez 2014 (SPS) — O líder do Partido Democrata-Cristão norueguês (KrF), Knut Arild Hareide, reiterou o apoio do seu partido ao direito do povo saharaui à autodeterminação e à independência, durante uma receção ao representante da Frente Polisario na Noruega, Limam Khalil.

O diplomata saharaui informou o seu interlocutor dos últimos desenvolvimentos da questão do Sahara Ocidental e da intransigência marroquina que se recusa em cooperar com a comunidade internacional a fim de ser encontrada uma solução justa e duradoura que respeite o direito do povo saharaui à autodeterminação.

As partes abordaram igualmente as violações marroquinas dos direitos humanos nos territórios ocupados, a espoliação dos recursos naturais e o muro da vergonha que divide o Sahara Ocidental e o seu povo desde há décadas.

(SPS)


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Fundo norueguês KLP vende participação na companhia canadiana de fertilizantes Agrium devido aos fosfatos do Sahara Ocidental




Oslo (Noruega), 03 /12/2014  (SPS)  O Fundo norueguês de Pensões Públicas KLP decidiu, segunda-feira, vender a participação na companhia canadiana de fertilizantes Agrium devido à prática de importação de fosfatos do Sahara Ocidental.

Em comunicado, o Fundo daquele país escandinavo afirma que decidiu excluir a empresa Agrium do seu portfólio de investimentos “porque esta empresa importar fosfato do Sahara Ocidental, com base num contrato de longo prazo firmado com a Empresa Cherifiana de Fosfatos, propriedade do governo marroquino.

Outra razão aludida pelo fundo é que tal aplicação de capital “é um risco inaceitável e uma cumplicidade na violação das normas éticas básicas, e viola os princípios que regem os investimentos do Fundo”.

O fundo de pensões, seguros e investimentos norueguês já havia retirado em maio de 2013 uma aplicação de capital da companhia petrolífera internacional Total S.A. devido às prospeções de petróleo e gás na plataforma continental da costa do Sahara Ocidental.

O Ministério de Negócios Estrangeiros da Noruega aconselhou em 2007 todos os investidores e empresas norueguesas a não investir no Sahara Ocidental por ser um território não autónomo e aguardando processo de descolonização.


(SPS)

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Juventude Conservadora da Noruega exorta o governo a empenhar-se na proteção dos direitos humanos no Sahara Ocidental




Oslo, 16 set 2014 (SPS) -  A Liga da Juventude do Partido Conservador da Noruega apelou ao governo do seu país a agir em favor da proteção dos direitos humanos nos territórios ocupados do Sahara Ocidental, numa moção adotada ontem por unanimidade pelo Conselho Nacional da juventude norueguesa ​​.

A moção pede ao governo da Noruega para adotar uma posição "clara franca".

"A Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental (MINURSO) fecha ainda os olhos às graves violações dos direitos humanos que ocorrem no território ocupado por Marrocos desde 1975", acrescenta a moção, afirmando que a falta de uma componente de direitos humanos no seio da MINURSO constitui "um erro fatal que deve ser corrigido sem demora".


Nota: O Partido Conservador é o segundo maior partido da Noruega, com 48 dos 169 lugares do Parlamento norueguês. A líder do Partido Conservador – Erna Solberg – é a atual primeira-ministra e líder da coligação governamental.

domingo, 8 de junho de 2014

Noruega reitera o seu apoio ao direito do povo saharaui à autodeterminação




(Oslo) – 07-06-2014 - O ministro dos Negócios Estrangeiros da Noruega, Børge Brende, [do Partido Conservador] durante a sua comparência ante o Parlamento norueguês, reiterou a posição do seu país de apoio ao direito do povo saharaui à autodeterminação.

Em resposta a uma pergunta apresentada pela deputada e líder do Partido Liberal, Skei Grande, sobre o papel da Noruega na ativação do processo de descolonização do Sahara Ocidental, o chefe da diplomacia norueguesa assegurou que o seu país apoia os esforços da ONU com vista à procura de uma solução política justa e duradoura que permita ao povo saharaui desfrutar do seu direito à autodeterminação.

Børge Brende sublinhou a necessidade do respeito dos direitos humanos no Sahara Ocidental e destacou também que é essencial que a MINURSO assuma o seu mandato e as funções para que foi criada.

Relativamente aos recursos naturais saharauis o ministro norueguês disse que “enquanto nenhuma nação reconhecer a soberania de Marrocos sobre o Sahara Ocidental [esse país] não tem o direito a explorar os recursos naturais do território como se fossem seus”.

Nesse sentido, afirmou que a Noruega se comprometeu a cumprir as recomendações das Nações Unidas de não explorar os recursos deste tipo de regiões sem o consentimento e a aprovação da população local pelo que recomendo aos investidores noruegueses que não invistam no Sahara Ocidental", acrescentou o ministro.


Fonte: spsrasd

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Noruegueses expulsos dos territórios ocupados do Sahara

Da esquerda para a direita: Natalie Milde, Dan Marius Svendsen, Laupsa Rasmus Rasmussen e Lone Jørgensen Lünemann

Quatro cidadãos de Bergen, Noruega, foram expulsos do Sahara Ocidental ocupado, hoje às 12.00 locais. Um dos expulsos é o vice-presidente do Partido do Trabalho em Bergen.

"Agora estamos nas barreiras de controlo fora da cidade, " escreveu Rasmussen numa mensagem SMS às 12.05 horas de hoje. "Dez homens rodeiam-nos e começaram a gritar connosco", escreve.

O grupo chegou aos territórios ocupados esta manhã e foi detido pela polícia passado meia hora. Foram informados que eram "Persona non grata”.

Os quatro noruegueses iam entrevistar ativistas saharauis de direitos humanos nos territórios ocupados por Marrocos e verificar a exploração ilegal de petróleo no Sahara Ocidental.

Esta é a terceira delegação norueguesa expulsa do Sahara Ocidental e do sul de Marrocos, nas últimas três semanas. Um quarto grupo foi mantido sob arresto no hotel.


domingo, 30 de março de 2014

Noruega reafirma posição de apoio ao direito do povo saharaui à autodeterminação

 
Børge Brende, MNE da Noruega e membro do Partido Conservador

Oslo,30/03/14(SPS)-.A Noruega ratificou este domingo através do seu ministro de Negócios Estrangeiros a sua firme posição de apoio aos esforços da ONU na procura de uma solução política que permita ao povo saharaui desfrutar do seu direito à autodeterminação.

 Em resposta a uma pergunta formulada por um deputado do Partido Trabalhista sobre a ampliação das competências da MINURSO para que contemple o controlo e proteção dos direitos humanos e o papel do governo norueguês para dissuadir a França de bloquear qualquer resolução do Conselho de Segurança da ONU a respeito desta questão, o chefe da diplomacia norueguesa assegurou que o seu país apoia a ampliação do mandato da MINURSO para que abarque a observância e proteção dos direitos humanos e a sua monitorização.

“Para nós é uma posição de principio assegurar-nos que a MINURSO assume, entre as suas competências, o acompanhamento e a proteção dos direitos humanos como todas as missões de manutenção da paz das Nações Unidas, e a Noruega continuará a trabalhar com os Estados que adotem a mesma posição para o conseguir, abordaremos o tema com a França, e fá-lo-emos a nível da  nossa missão das Nações Unidas em Genebra e em Nova Iorque " - afirmou o ministro norueguês.

O chefe da diplomacia norueguesa condenou a deplorável situação dos direitos humanos no Sahara Ocidental documentada por organizações internacionais e sublinhou que o seu país não aceita semelhantes violações dos direitos humanos.


SPS

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

“OCCUPIED COUNTRY, DISPLACED PEOPLE”: Novo relatório sobre refugiados e direitos no Sahara Ocidental




O Norwegian Refugee Council lançou o relatório "Um País Ocupado, um Povo Deslocado" sobre o conflito no Sahara Ocidental.

Metade do povo do Sahara Ocidental vive como refugiado na Argélia desde que a antiga colónia espanhola foi invadida por Marrocos em 1975.

O relatório é uma versão atualizada de um relatório com o mesmo título lançado em 2008. Na nova versão é dada especial atenção aos recentes desenvolvimentos da situação dos direitos humanos no Sahara Ocidental anexado por Marrocos.

Em 2013, vários líderes ativistas de direitos humanos foram condenados a prisão perpétua por um tribunal militar marroquino. Enquanto isso, os aliados de Marrocos no Conselho de Segurança das Nações Unidas continuam a sabotar a capacidade da ONU para garantir os direitos humanos do povo saharaui. Os EUA e o Reino Unido têm argumentado que as forças da ONU no território devem ter também a função de informar sobre as atrocidades que lá ocorrem, mas esta iniciativa foi, mais uma vez, inviabilizada pela França.

O relatório é publicado para distribuição nos sistemas das Nações Unidas e da União Europeia. Em abril, o Conselho de Segurança da ONU voltará a rever o mandato da Missão da ONU no Sahara Ocidental.



A crise económica na Espanha fez com que a questão dos refugiados na Argélia se tornasse ainda mais relevante, pois grande parte da ajuda espanhola tradicionalmente importante para os campos de refugiados foi descontinuada.

" É fundamental que a pressão internacional sobre a França seja coordenada. Pedimos à Noruega para desempenhar um papel fundamental nessa iniciativa. As autoridades norueguesas devem, juntamente com os seus aliados mais próximos, impedir a França de, mais uma vez, sabotar os esforços em prol dos direitos humanos no Sahara Ocidental " , diz o editor Richard Skretteberg .

A Missão nas Nações Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental foi criada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, em 1991, para a realização de um referendo sobre o futuro do Sahara Ocidental. O seu mandato expira em 30 de abril de 2014 e espera-se uma discussão sobre a inclusão da monitorização dos direitos humanos no mandato da missão, como o Secretário Geral da ONU solicitou.


sábado, 8 de junho de 2013

Grupo norueguês KLP sai do capital da TOTAL em virtude das suas atividades no Sahara Ocidental


Londres, 07 jun 2013 - O grupo de investimentos norueguês KLP já não quer incluir a companhia petrolífera francesa Total no seu portfólio de aplicações de capital, em virtude das atividades desta no Sahara Ocidental, afirmou sexta-feira a Western Sahara Ressource Watch (WSRW).

A KLP considera que as atividades da Total no Sahara Ocidental são contrárias à ética e considera "ilegal" o acorde da Total com Marrocos para a exploração petrolífera e de gás ao largo da costa do Sahara Ocidental.

"A KLP é de opinião que as atividades da Total na plataforma continental ao largo das costas do Sahara Ocidental constituem uma violação das normas éticas fundamentais", declarou Jeanett Bergan, responsável pelos investimentos na KLP.

"A companhia francesa retomou as suas atividades de exploração petrolífera e de gás ao largo das costas do Sahara Ocidental em 2012 quando toda e qualquer atividade na plataforma continental ao largo das costas do Sahara Ocidental é contrária às normas éticas fundamentais", afirma a KLP.

(SPS)

Partido Democrata Cristão norueguês refirma apoio à autodeterminação do povo saharaui



Oslo, 7 junho 2013 -  O Partido Democrata Cristão norueguês reafirmou o seu apoio ao direito do povo saharaui à autodeterminação durante um encontro entre a sua vice-presidente, Dagrun Eriksen, e o representante da Frente Polisario na Noruega, Limam Khalil.

A senhora Dagrun Eriksen apelou ao governo do seu país a contribuir ativamente na procura de uma solução pacífica e justa para a questão saharaui na base do respeito do direito dos povos à autodeterminação.

A política norueguesa sublinhou a necessidade de alargar o mandato da Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental (MINURSO) à vigilância e proteção dos direitos do homem no Sahara Ocidental.

O Partido Democrata Cristão é a terceira grande formação política da oposição na Noruega. Obteve dez dos 169 lugares do Parlamento nas últimas eleições legislativas.


(SPS)

domingo, 2 de junho de 2013

Partido da Esquerda Socialista da Noruega reitera o seu apoio à luta do povo saharaui pela liberdade e a independência


Kristin Halvorsen, líder do Sosialistisk Venstreparti e
ministra da Educação do Governo norueguês


A responsável das Relações Exteriores do Partido da Esquerda Socialista da Noruega  (Sosialistisk Venstreparti) reafirmou o apoio da sua organização à luta do povo saharaui pela liberdade e a independência, exigindo a Marrocos que cumpra com os seus compromissos no processo de paz patrocinado pelas Nações Unidas desde 1991 para permitir a organização de um referendo de autodeterminação e aceitar os respetivos resultados. A tomada de posição do partido norueguês teve lugar durante uma reunião com o representante da Frente Polisario na Noruega.

A responsável das Relações Exteriores do Partido da Esquerda Socialista da Noruega afirmou que o seu partido continuará a trabalhar com o objetivo de que o Estado saharaui seja reconhecido pela Noruega.

O Comité Central do Partido da Esquerda Socialista da Noruega ratificou em abril de 2007 uma moção de condenação à ocupação marroquina do Sahara Ocidental e pediu ao governo norueguês o reconhecimento da República Árabe Saharaui Democrática.

O Partido da Esquerda Socialista da Noruega governa atualmente o país em aliança com o Partido Trabalhista e o Partido do Centro. A sua atual líder, Kristin Halvorsen, ocupa o cargo de ministra das Finanças. No Parlamento, dos 169 deputados, 11 pertencem ao Partido da Esquerda Socialista da Noruega.

SPS

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Confederação norueguesa do Trabalho pede ao governo papel "ativo" na defesa da autodeterminação do povo saharaui



 A Confederação Nacional do Trabalho da Noruega (LO) exortou esta terça-feira o governo do seu país a desempenhar um papel "ativo" no conflito do Sahara Ocidental a favor de uma solução que permita ao povo saharaui exercer o seu direito à autodeterminação e à independência.

A posição foi expressa numa resolução adotada pelo 33.º Congresso internacional da organização que decorreu de 3 a 7 de maio 2013.

A resolução sublinha que a Noruega não ​​reconhece a soberania marroquina sobre o Sahara Ocidental. " Marrocos ocupa e pilha os recursos naturais do Sahara Ocidental. A exportação de fosfatos oriundos do território é a principal fonte de financiamento da ocupação", afirma.

A Confederação Nacional do Trabalho da Noruega (LO) é a maior e mais influente organização sindical na Noruega.

(SPS)