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quinta-feira, 1 de abril de 2021

A União Europeia segue as condições de detenção dos prisioneiros de Gdeim Izik — é o que diz Josep Borrell

 

Alto Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros
e a Política de Segurança da UE


Bruxelas - APS - O Alto Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Josep Borrell, afirmou que a UE está a seguir o estado de saúde e as condições gerais de detenção dos membros do campo "Gdeim Izik", observando que a organização europeia em Rabat tem seguido de perto os procedimentos civis do caso relativo a estes detidos saharauis.

"A UE segue o estado de saúde e as condições gerais de detenção dos detidos do campo Gdeim Izik através dos seus contactos regulares com organizações locais (marroquinas) e internacionais de direitos humanos", disse Josep Borell em resposta à pergunta escrita formulada pelos dois eurodeputados espanhóis, Manu Pineda e Sira Rego do Grupo de Esquerda (GUE/NGL) sobre a situação do prisioneiro saharaui, Mohamed Lamine Haddi.

Josep Borell especificou que "a UE também levantou este caso directamente junto do Conselho Marroquino dos Direitos Humanos, que o informou da sua intenção de visitar Lamin Haddi para verificar directamente a sua condição", acrescentando que "a Delegação da UE em Rabat, na qualidade de observador, acompanhou de perto os procedimentos civis do caso relativo a estes detidos".

Manu Pineda, GP da Esquerda
O Eurodeputado Manu Pineda, apelou uma vez mais à Comissão Europeia através de uma pergunta escrita, para denunciar a repressão marroquina dos ativistas saharauis.

O deputado citou, entre outras coisas, a "brutalidade policial contra Sultana Khaya e a sua família, detenções arbitrárias, raptos temporários como os de Ghali Buhala e Mohamed Nafaa Butasutra, e maus-tratos na prisão como os infligidos a Mohamed Lamine Haddi".

Neste contexto, afirmou que "várias ONG estão a pedir que sejam tomadas medidas urgentes em resposta à situação alarmante de Lamine Haddi que está em greve de fome aberta". [nota: entretanto interrrompida pela força por parte das autoridades prisionais marroquinas]

Por outro lado, o eurodeputado questionou a responsabilidade da Comissão Europeia pela situação actual no Sahara Ocidental ocupado.

Sublinhando o estatuto de Marrocos como "parceiro privilegiado" da UE, o deputado Pineda questionou se a Comissão da UE "tenciona condenar a escalada da repressão no Sahara Ocidental e questionou a razão pela qual o executivo europeu não suspendeu, até à data, o Acordo de Associação UE-Marrocos, ao abrigo do qual o respeito pelos direitos humanos é uma prioridade fundamental, e uma vez que Marrocos não respeita esses direitos".

Por fim, o eurodeputado espanhol também perguntou se a delegação da UE em Rabat tenciona visitar Mohamed Lamin Haddi na prisão, para avaliar o seu estado de saúde e as condições da sua detenção.

 

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Parlamento Europeu: Intergrupo de apoio ao Sahara Ocidental apela à União Europeia a atuar de imediato para que cesse a repressão nos territórios ocupados



 

Grupo Parlamentar Misto Europeu "Paz para o povo saharaui" solicitou hoje à União Europeia, e em particular ao Alto Representante para a Política e a Segurança Externa, Josep Borrell, a tomar medidas imediatas e decisivas contra Marrocos para pôr termo à repressão dos defensores dos direitos humanos e dos activistas políticos saharauis. O grupo também pediu à Comissão Europeia que dê o seu pleno apoio à população saharaui nas suas legítimas exigências de respeito pelas suas liberdades fundamentais.

A declaração do grupo surge num momento de crescente repressão e violência nos territórios ocupados do Sahara Ocidental, tendo o grupo manifestado a sua solidariedade aos defensores dos direitos humanos e activistas políticos saharauis que se encontram à mercê dos ataques e da repressão desde o fim do cessar-fogo entre a Frente Polisario de Marrocos.

Neste sentido, o grupo manifestou a sua profunda preocupação com os repetidos ataques e a prisão domiciliária imposta à destacada defensora dos direitos humanos saharaui Sultana Said Ibrahim Abeid. Manifestou igualmente a sua solidariedade para com o jornalista e defensor dos direitos humanos Mohamed Lamin Haddi, membro do grupo Gdeim Izik, que sofre uma grave deterioração de saúde devido à greve de fome declarada em 13 de Janeiro para denunciar os maus-tratos que tem sofrido na prisão de Taflit 2.

O grupo Paz para o Povo Saharaui manifestou ainda a sua firme condenação da deterioração da situação dos direitos humanos no Sahara Ocidental ocupado, e solicitou ao Comité Internacional da Cruz Vermelha que envie uma missão humanitária aos territórios ocupados do Sahara Ocidental a fim de proporcionar protecção urgente aos civis saharauis e garantir o respeito do direito internacional humanitário.

Fonte: ECS

 

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Josep Borrel responde a dois eurodeputados portugueses

 


Com data de ontem, 22 de fevereiro, o alto representante/vice-presidente Josep Borrell, em nome da Comissão Europeia, responde à pergunta colocada pelos eurodeputados portugueses, Sandra Pereira e João Ferreira (do Grupo da Esquerda no PE), no passado dia 17 de novembro passado. Este o teor da resposta:


"A evolução da situação na região de El Guerguerat chegou à atenção da UE e do alto representante/vice-presidente (AR/VP), que procedeu imediatamente a uma troca de pontos de vista com os ministros dos Negócios Estrangeiros de Marrocos e da Argélia. Na sequência destes contactos, a UE emitiu um comunicado de imprensa apelando ao rápido reatar dos debates liderados pela ONU sob a orientação de um novo enviado pessoal do secretário-geral das Nações Unidas (ONU) para o Sahara Ocidental.

 

"O AR/VP insistiu igualmente na importância primordial de todas as partes assegurarem o respeito dos acordos de cessar-fogo em vigor desde 1991 e reiterou o seu pleno apoio aos esforços desenvolvidos pela MINURSO nesse sentido.

A UE apoia firmemente os esforços das Nações Unidas com vista a encontrar uma solução pacífica para a questão do Sahara Ocidental. Por conseguinte, a UE congratula-se com o compromisso assumido pelo secretário-geral das Nações Unidas de relançar o processo de negociação e de retomar o processo político com base nos parâmetros definidos nas resoluções pertinentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, em especial na Resolução 2548 do CSNU.

A ONU assume a liderança neste processo, adotando uma abordagem realista e pragmática num processo cujas modalidades e resultados terão de ser mutuamente aceites pelas partes."


Veja a resposta de Josep Borrel (em várias línguas) AQUI


Esta a pergunta que os dois parlamentares europeus, eleitos pelo PCP, colocaram:


"No passado dia 13 de novembro, na região de Guerguerat – território sarauí situado junto à República Islâmica da Mauritânia –, forças de ocupação marroquinas levaram a cabo operações militares que violaram os termos do cessar-fogo em vigor desde 1991, negociado sob a égide da ONU.

Este é mais um exemplo do desprezo das autoridades do Reino de Marrocos pelos termos do cessar-fogo, pelo Direito internacional e os direitos humanos, pelo direito soberano do povo sarauí à sua autodeterminação.

A agressão e a opressão recorrente do povo sarauí terá que ser condenada pela comunidade internacional, responsabilizando o Reino de Marrocos especificamente pela recente deterioração e escalada da situação.

Neste sentido, pergunta-se:


Pretende a Comissão tomar uma posição pública sobre esta agressão e tomar todas as medidas para alcançar uma solução justa para o conflito, que passa, necessariamente, pelo respeito efetivo e imediato da autodeterminação do povo sarauí, inclusivamente pelo respeito da sua soberania sobre os seus recursos naturais?


Que diligências pode a Comissão tomar para que se efetive o mandato da MINURSO, ou seja, para que um referendo relativamente à autodeterminação e independência do Sara Ocidental seja realizado, nos termos do acordo de 1991?

19 eurodeputados do Esquerda (GUE/NGL), dos (Verdes/EFA) e do Socialistas & Democratas escrevem carta Josep Borrel, Alto Representante de política Externa da UE




19 eurodeputados do grupo A Esquerda-GUE/NGL (que integra os eurodeputados portugueses do PCP e do Bloco de Esquerda),do Grupo dos Verdes/Aliança Livre Europeia (que integra o português Francisco Guerreiro), e do Grupo S&D (Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas) enviaram uma carta a Josep Borrell Fontelles, Alto Representante para a Política Externa da UE, sobre a escalada de repressão marroquina contra o povo saharaui.


A carta que foi enviada hoje 22 de Fevereiro pode ser lida abaixo:

 

Josep Borrell Fontelles

Alto Representante para a Política Externa da UE

 

Sobre a escalada da repressão marroquina contra o povo saharaui voltamos a insistir na situação agravante em que vive a população do Sahara Ocidental e, em particular, na escalada da repressão e violação dos direitos humanos contra militantes políticos saharauis por parte das forças marroquinas. Como devem saber, a perseguição e repressão policial e militar é evidente nas cidades ocupadas do Sahara Ocidental, em Bojador e especialmente na capital El Aaiún, onde as casas dos ativistas têm sido sitiadas dia e noite pelos elementos das forças marroquinas, tudo desde a violação do cessar-fogo pelo regime marroquino em novembro passado.

 

Embora os meios de comunicação tradicionais não façam eco, a repressão marroquina nos territórios ocupados está a aumentar com determinação e força. Apenas nas duas primeiras semanas de fevereiro foram registrados dados preocupantes: um crime secreto, dois menores sequestrados, ativistas a enfrentar julgamentos arbitrários, prisões domiciliares e espancamentos de mulheres saharauis. Sem esquecer os presos em greve de fome que sobrevivem em condições indignas. A título de exemplo, as imagens grosseiras do assalto à residência das irmãs Ouaara e Sultana Khaya que foram agredidas e sofreram danos físicos irreparáveis. As imagens tornaram-se virais nas redes sociais, assim como os depoimentos de Ghali Bouhalla e Mohamed Nafaa que foram sequestrados por três dias e atualmente estão a ser processados ​​no meio de uma operação policial para intimidar familiares e amigos. Os testemunhos são inúmeros: sequestros, ameaças, cerco a militantes e espancamentos, tudo sob o peso do silêncio mediático e da indiferença da comunidade internacional.

 

Por todas estas razões, preocupa-nos que a Comissão Europeia só dê ênfase aos esforços diplomáticos com o Governo de Marrocos, ignorando a sua cumplicidade e envolvimento numa guerra de desgaste travada contra a população saharaui. A UE tem de compreender que o apoio ao regime marroquino é inviável, hoje mais que nunca, tendo em conta o aumento da repressão contra a população civil saharaui e a perseguição de activistas políticos e dos direitos humanos.

 

O povo saharaui enfrenta uma guerra de desgaste por parte do regime marroquino. Insistimos que não podemos tolerar mais promessas não cumpridas, inação e engano por parte da comunidade internacional para a resolução deste conflito. Nestes momentos de extrema vulnerabilidade da população face à repressão e à guerra de desgaste implantada por Marrocos e uma vez comprovada a insuficiência dos esforços diplomáticos, não podemos pedir menos do que:

 

1. Dadas as mencionadas violações de direitos humanos. o Acordo de Comércio e Pesca com Marrocos e os financiamentos que Marrocos recebe na área de vizinhança e investimentos sejam suspensos.

 

2. Uma intervenção urgente na grave situação em que se encontram cinquenta presos políticos saharauis em prisões marroquinas, locais propícios à propagação de vírus como o COVID-19, dada a sobrelotação e a falta total de higiene.

 

3. Que a Comissão Europeia se pronuncie de forma inequívoca condenando esta escalada da repressão contra ativistas saharauis e a violação dos direitos humanos que ocorre nos territórios ocupados e por Marrocos.

 

4. Contribuir de forma decisiva para a celebração do referendo de autodeterminação do povo saharaui conforme previsto há décadas no Plano de resolução do Sahara Ocidental.

 

Por último, reafirmamos a nossa solidariedade para com o povo saharaui e continuaremos a questionar uma forte resposta da UE, bem como a responsabilidade histórica do Estado espanhol no conflito. Também reafirmamos o nosso compromisso como representantes públicos, para chegar a uma solução democrática para as aspirações do povo saharaui. Uma solução que requer que possa exercer o seu direito livre à autodeterminação.

 

Sinceramente.

 

  • Miguel URBÁN CRESPO (The Left) 
  • Idoia VILLANUEVA (The Left) 
  • Eugenia RUIZ RODRÍGUEZ PALOP (The Left) 
  • Stelios KOULOGLOU (The Left) 
  • Pernando BARRENA (The Left) 
  • Chris MACMANUS (The Left) 
  • Marisa MATIAS (The Left) 
  • Oezlem DEMIREL (The Left) 
  • José GUSMÃO (The Left) 
  • João FERREIRA (The Left) 
  • Sandra PEREIRA (The Left) 
  • Ville NIINISTÖ (Greens/EFA) 
  • Tineke STRIK (Greens/EFA) 
  • Evin INCIR (Greens/EFA) 
  • Francisco GUERREIRO (Greens/EFA) 
  • Francois ALFONSI (Greens/EFA) 
  • Rosa D'AMATO (Greens/EFA) 
  • Diana RIBA I GINER (Greens/EFA) 
  • Andreas SCHIEDER (S&D)


sábado, 20 de fevereiro de 2021

Eurodeputado austríaco Andreas Schieder é o novo presidente do Grupo Sahara Ocidental no Parlamento da União Europeia

 

Andreas Schieder


A reunião realizada ontem do “Intergrupo do Sahara Ocidental” do Parlamento Europeu elegeu Andreas Schieder, chefe da delegação do Partido Social-Dermocrata (Áustria) como novo presidente do intergrupo.

O Intergrupo agrega 75 eurodeputados de cinco grupos políticos diferentes: PPE (democratas-cristãos), S&D (socialistas e sociais-democratas), Verdes, Renew (centristas) GUE / NGL (esquerda). A página oficial do SPÖ publica os comentarios de Andreas Schieder e esta propósito: "O conflito no Sahara Ocidental está latente há mais de 40 anos. A população saharaui também vive sob ocupação marroquina e em condições humanitárias em parte intoleráveis. A ONU e a UE não podem continuar a esquecer o povo do Sahara Ocidental. Na qualidade de presidente do Intergrupo para o Sahara Ocidental no Parlamento da UE, trabalharei para garantir que a UE desenvolva esforços internacionais para resolver o conflito. Para isso, é absolutamente necessário aumentar a pressão sobre Marrocos, por exemplo, no que se refere às ajudas económicas ou aos direitos de pesca. A política de ocupação e colonização ilegal tem de acabar. A missão da MINURSO das Nações Unidas deve monitorizar a situação dos direitos humanos no Sahara Ocidental e ampliar-se a uma solução sustentável do conflito. Além disso, devemos finalmente realizar um referendo sobre a autodeterminação do povo saharaui ".

Andreas Schieder nasceu a 16 de abril de 1969 e é membro do Parlamento Europeu desde 2019. Foi líder parlamentar do Partido Social-Democrata austríaco no Parlamento. Foi também secretário de Estado no Ministério das Finanças no governo do chanceler Werner Faymann de 2008 a 2013.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Deputada europeia Sandra Pereira pergunta à Comissão da UE qual a situação do preso político saharaui Mohamed Lamin Haddi

 


17 Fevereiro 2021 - A eurodeputada portuguesa Sandra Pereira, eleita pelo PCP e que integra o Grupo da Esquerda (GUE/NGL) no Parlamento Europeu, questionou a Comissão Europeia sobre a actual situação do preso saharaui do Grupo de Gdem Izik, Mohamed Lamin Haddi, em greve de fome há mais de 35 dias.

Esta a informação divulgada no sítio do PCP:

“Mohamed Lamin Haddi, preso político saharaui em Marrocos, está em greve de fome. Preso desde 2010, condenado a 25 anos de prisão, é considerado que o seu julgamento não respeitou regras processuais, nunca tendo sido provada a existência de crime.

Tem sido denunciado que Mohamed Lamin Haddi está em isolamento desde 2017, numa cela de cinco metros quadrados, sem condições mínimas sanitárias, com alimentação precária e sem apoio médico. A fragilidade das condições sanitárias de encarceramento é potenciada pela Covid-19.

Segundo a sua advogada, o pedido de transferência efectuado ao Procurador do Reino de Marrocos não obteve resposta até à data.

 

Face ao exposto, pergunto:

 

Efectuou alguma diligência para se inteirar do estado de saúde de Mohamed Lamin Haddi?

 

Como coaduna a existência de um acordo de associação entre a UE e o Reino de Marrocos, com cláusulas que prevêem a sua suspensão em caso de violações dos direitos humanos, com a continuada violação dos direitos do povo saharaui e com a persistência de situações como a descrita?

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Grupo da Esquerda no Parlamento Europeu pede à Comissão da UE que garanta o direito internacional no Shara Ocidental

 


O Grupo da Esquerda (GUE/NGL) no Parlamento Europeu  pediu à Comisão Europeia que garanta o direito internacional e as decisões do Tribunal Europeu relativas ao Sahara Ocidental.

 A portuguesa Sandra Pereira (PCP), eudeputada do Grupo da Equerda doParlamento Europeu pediu à Comissão Europeia que garanta o respeito pelo direito internacional e as decisões emanadas pelo Tribunal de Justiça da União Europeia para empresas com na UE.

O Grupo da Esquerda Europeia colocou uma pergunta por escrito à Comissão na qual critica os acordos celebrados pela UE com o Reino de Marrocos, que criavam incentivos para que as empresas criassem filiais e investissem no Sahara Ocidental ocupado.

Sandra Pereira alertava a Comissão Europeia para o carácter ilegal dos investimentos nos territórios ocupados do Sahara Ocidental por parte de algumas empresas europeias, o que vai contra o direito internacional e europeu.

A eurodeputada portuguesa questiona se as empresas da União Europeia que operam nos territórios ocupados do Sahara Ocidental, em violação do direito internacional e dos acórdãos do Tribunal de Justiça da União Europeia, recebem apoio financeiro de fundos da União Europeia, referindo o que assinala um relatório publicado recentemente sobre o investimento ilegal de empresas nos territórios ocupados do Sahara Ocidental.

Por outro lado, a parlamentar portuguesa evoca as decisões positivas e corajosas de muitas empresas que deixaram de participar na exploração ilegal dos recursos naturais do Sahara Ocidental ocupado, depois de se aperceberem do “erro” de investir nestas terras.

A europdeputada da Aliança de Esquerda no Parlamento relembrou à Comissão Europeia a decisão da Frente Polisario de cessar o seu compromisso com o acordo de cessar-fogo na sequência dos acontecimentos de 13 de novembro de 2020, quando forças de ocupação marroquinas, numa operação militar, invadiram e ocuparam El Guerguerat, perto da fronteira com a Mauritânia, em violação dos termos do cessar-fogo que as Nações Unidas vigoram desde 1991.

Fonte: ECS

domingo, 3 de janeiro de 2021

Do comércio ao direito internacional: por que motivo a União Europeia deveria desenredar as suas relações com Marrocos e o Sahara Ocidental

 

Pesca e fosfatos e energia verde - grandes rcursos do Sahara Ocidental


A Europa tem um interesse legítimo em manter relações estreitas com Marrocos. Mas isso não deve acontecer à custa de seu compromisso com o direito internacional e os direitos saharauis

Hugh Lovatt(*) - European Council on Foreign Relations - 21 Dezembro 2020




A proclamação do presidente Donald Trump reconhecendo a soberania marroquina sobre o Sahara Ocidental colocou o frequentemente ignorado conflito de volta aos holofotes internacionais. A medida vai contra a lei internacional, mas foi saudada com entusiasmo previsível pelo Marrocos, que há muito reclama o território como seu. Igualmente previsível é a leve resistência das capitais europeias. Muito embora tenham geralmente reafirmado o seu compromisso com posições internacionais de longa data sobre a resolução do conflito por meio de um processo de paz supervisionado pela ONU, elas, uma vez mais, se esquivaram a esclarecer as suas próprias posições sobre o território, seu estauto legal e as reivindicações de Marrocos.

Essa ambiguidade decorre de impulsos contraditórios. Por um lado, os governos europeus e a União Europeia são obrigados pelo dever do direito internacional a não reconhecer a soberania marroquina sobre o Sahara Ocidental e de defender o direito à autodeterminação do povo saharauí. Por outro lado, o estreito alinhamento com Rabat fez com que eles favorecessem a inclusão do território nas suas relações comerciais bilaterais. O resultado é uma relação fundamentalmente comprometida com o Sahara Ocidental, que está minando os interesses comerciais da Europa, subvertendo as suas posições políticas e jurídicas e prejudicando as perspectivas de resolução do conflito a longo prazo.

A política europeia para o Sahara Ocidental foi motivada tanto pelas exigências políticas de Marrocos como pelo desejo da UE de manter um bom relacionamento com o país em matéria de comércio, cooperação antiterrorista e migração. No passado, Marrocos não foi tímido em alavancar tais interesses para garantir apoio político para as suas reivindicações territoriais. A situação tornou-se mais complexa devido a divergências de pontos de vista jurídicos não apenas entre os Estados-Membros, mas também entre as instituições da UE, com a Comissão Europeia, o Conselho Europeu e o Tribunal de Justiça Europeu (TJUE), todos a tomarem posições diferentes sobre a aplicabilidade ao território do Direito Internacional Humanitário (que regula as ocupações militares).

Desde dezembro de 1966, a ONU reconheceu o direito inalienável à autodeterminação do povo do então Sahara espanhol. Em outubro de 1975, o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) rejeitou a noção de qualquer “laço de soberania territorial” entre o Sahara Ocidental e Marrocos. No mesmo dia da decisão do TIJ, Marrocos anunciou a sua intenção de "ocupar pacificamente" o território costeiro. Desde então, o país foi incorporado formalmente no direito interno marroquino como parte das suas regiões administrativas. No entanto, em 1979, a Assembleia Geral da ONU declarou o Sahara Ocidental como um território não descolonizado ocupado por Marrocos, colocando responsabilidades e limites claros às ações marroquinas como potência ocupante de acordo com o Direito Internacional Humanitário. Tão importante quanto, reconheceu a Frente Polisrio como legítima representante do povo do Sahara Ocidental (os saharauis).

No entanto, embora a UE não reconheça a soberania marroquina sobre a área, não adotou a caracterização da ONU como território ocupado. Em vez disso, a UE rotulou o Sahara Ocidental como um “território não autónomo 'de facto' administrado pelo Reino de Marrocos” - evocando um conceito jurídico que não existe no direito internacional. E embora a UE, juntamente com muitos dos seus membros, tenha reafirmado repetidamente o direito à autodeterminação dos saharauis, absteve-se de se envolver com a Frente Polisario na sua qualidade de representante legal do povo do Sahara Ocidental. Os governos europeus também se recusaram a reconhecer a República Árabe Sarauí Democrática (RASD), que a Frente Polisario estabeleceu como um estado em 1976.

Tendo como pano de fundo um processo de paz negligenciado, as posições europeias sobre o Sahara Ocidental repercutiram nas relações comerciais da UE. Ao tratar Marrocos como o poder administrativo de facto no Sahara Ocidental (livre das limitações legais que de outra forma teriam sido impostas como potência ocupante), a UE incorretamente - de acordo com o TJEU - permitiu que Marrocos incluísse o território nos seus acordos bilaterias. Isso permitiu que empresas marroquinas e europeias lucrassem com os abundantes recursos naturais do Sahara Ocidental - incluindo ricos ‘stocks’ pesqueiros, fosfatos e energia verde - em detrimento dos saharauis.




A Frente Polisario contestou repetidamente essas práticas perante o TJUE, argumentando que a UE errou ao reconhecer o regime administrativo de Marrocos no Sahara Ocidental e ao não procurar o consentimento dos sarauís para a inclusão do seu território nos acordos agrícolas e de pesca UE-Marrocos. Como resultado, os tribunais da UE têm sistematicamente derrubado os argumentos apresentados pela Comissão Europeia e pelo Conselho Europeu (que são conjuntamente responsáveis pelas relações comerciais da UE) para justificar a inclusão do Sahara Ocidental em tais acordos.

Em dezembro de 2016, o TJUE decidiu que o Sahara Ocidental estava fora do âmbito do Acordo de Associação de Marrocos, que constitui a base da sua relação comercial com a UE. Uma decisão anterior havia advertido a Comissão por não ter obtido o consentimento do povo saharauí. Em busca de uma nova base jurídica, a Comissão afirma agora ter obtido o consentimento da população local para incluir o Sahara Ocidental no acordo comercial alterado com Marrocos. Fê-lo, não procurando obter a aprovação da Frente Polisario como representante internacionalmente reconhecido dos saharauis - como deveria -, mas antes obtendo a aprovação de entidades locais ligadas a Marrocos. No processo, a Comissão pode ter induzido em erro o Parlamento Europeu, que assinou os termos do acordo comercial alterado em janeiro de 2019. É provável que o esforço da Comissão para contornar a decisão de 2016 seja rejeitado pelo TJUE, mais uma vez retirando qualquer fundamento para o comércio da UE com o Sahara Ocidental.

Estas decisões jurídicas estão gradualmente a endurecer a política de diferenciação da UE entre Marrocos e o Sahara Ocidental. O resultado esperado será a exclusão do território dos acordos bilaterais com Marrocos, espelhando o desenvolvimento das práticas comerciais europeias em relação a situações comparáveis, como o território palestiniano ocupado por Israel e os Montes Golã na Síria, e a Crimeia ocupada pela Rússia. Nesse caso, os pescadores da UE não serão autorizados a operar nas águas do Sahara Ocidental utilizando licenças marroquinas, enquanto os produtos agrícolas marroquinos originários do território serão excluídos das tarifas preferenciais da UE. Para ter acesso legal aos recursos do Sahara Ocidental, a UE parece ter, portanto, poucas opções a não ser negociar acordos autónomos com a Frente Polisário ou a RASD - algo pelo qual não tem demonstrado entusiasmo, dada a crise diplomática que isso desencadearia com Rabat.

A Europa tem um interesse legítimo em manter relações estreitas com Marrocos. Mas isso não deve acontecer à custa do seu compromisso com o direito internacional e os direitos saharauis - até porque isso poderia minar a política europeia em situações semelhantes de ocupação e anexação estrangeira. Nem é suficiente para a Europa se opor suavizadamente à decisão do governo Trump.

A UE e os seus Estados-Membros devem considerar o cumprimento do direito internacional, incluindo o reconhecimento de Marrocos como potência ocupante sujeita ao direito internacional humanitário, como uma fonte de força. Isto poderia dar aos europeus o ímpeto e a influência para ajudar a relançar as negociações de paz entre Marrocos e a Frente Polisario, garantindo ao mesmo tempo que as práticas comerciais europeias não minam ainda mais as perspectivas de autodeterminação saharaui. Uma abordagem baseada no direito internacional também poderia fornecer um ponto de entrada útil para o envolvimento europeu com o próximo governo Biden, para reajustar a posição dos EUA sobre o Sahara Ocidental e relançar um processo de paz viável da ONU.


(*) Hugh Lovatt é investigador do programa para o Médio Oriente e Norte de África no Conselho Europeu de Relações Exteriores. Desde que ingressou no ECFR, Lovatt tem se concentrado amplamente na política da UE em relação ao Processo de Paz no Médio Oriente (MEPP), na política interna palestiniana e na política regional israelita.

 

terça-feira, 21 de abril de 2020

AAPSO escreve carta aos deputados portugueses no Parlamento Europeu



Caras e caros deputadas e deputados portugueses ao Parlamento Europeu e membros do Intergrupo "Paz para o Sahara Ocidental"

No seguimento da mensagem que vos enviámos há uma semana, vimos novamente alertar para a situação gravíssima dos presos políticos saharauís que se mantêm encerrados em várias prisões marroquinas. Voltamos a sugerir que tomem a iniciativa (se não não aconteceu já) de propor ao Integrupo do PE sobre o Sahara Ocidental que se mobilize para pressionar no sentido da protecção urgente das e dos saharauís que vivem nos Acampamentos da região de Tindouf, no território libertado e, em particular, no território ocupado e nas prisões marroquinas.

Em apoio a esta solicitação,


- enviamos junto a carta dirigida ao governo belga por Pierre Galand, Presidente do Comité Belge de Soutien au Peuple Sahraoui e da Conferência Europeia de Apoio e Solidariedade com o Povo Saharauí (EUCOCO)

- sabemos que vários grupos de solidiariedade (como o Movimento pelos Presos Políticos Saharauís e o Comité Norueguês de Apoio ao Sahara Ocidental, entre outros) , estão a endereçar pedidos ao governo marroquino para que libertem de imediato os presos políticos saharauís

- partilhamos a informação recebida de que Abdallahi Lekhfaouni, um dos presos políticos saharauís, começou uma greve de fome para denunciar a situação, e de que Marrocos libertou mais de 5.000 presos durante a pandemia, mas nenhum deles é saharauí, segundo relata a Equipe Media (grupo saharauí de informação no território ocupado).

Recordando que o número 83 (Abril) do boletim online mensal "Sahara Livre", que receberam no passado dia 4, tem um pequeno artigo com mais dados sobre esta matéria, reiteramos a nossa disposição para apoiar, na medida das nossas possibilidades, todas as iniciativas que julgarem oportunas.

Com as melhores saudações,
 Associação de Amizade Portugal - Sahara Ocidental
AAPSO


segunda-feira, 15 de abril de 2019

Frente Polisario vai interpor ação no TJUE contra o acordo de pesca UE-Marrocos



A Frente Polisario apresentará esta semana uma queixa ante o Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) contra o acordo de pesca entre e a UE e Marrocos referiu o responsável pelas relações externas do movimento de libertação saharaui, Emhamed Khaddad à agência noticiosa russa Sputnik.

No início do ano, o Parlamento Europeu aprovou o novo acordo de pesca entre a União Europeia e Marrocos, que inclui a região do Sahara Ocidental, o que atenta contra a legalidade internacional e está em total oposição às sucessivas declarações do Tribunal de Justiça da UE sobre esta matéria.

Khaddad salientou que esta queixa será "uma oposição aos acordos que a Comissão Europeia assinou com Marrocos no domínio da pesca", destacando que a ação permitirá defender os direitos do Sahara Ocidental.

"Temos a convicção de que temos um dossier muito sólido nesse contexto e que o Tribunal rejeitará totalmente esses acordos porque são ilegais, porque não têm base, carecem de base legal", afirmou.

Khaddad acrescentou que o Sahara Ocidental "tem um grande potencial" para estabelecer relações comerciais com outros países, tendo em conta os seus recursos naturais, como a pesca, o petróleo, o gás, os fosfatos e os minerais.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Venezuela e Sahara Ocidental: Eurodeputados expulsos

 A 27 de fevereiro DE 2017, as autoridades do reino aluita impediram os deputados europeus Paloma López, Josu Juaristi, Lidia Senra, Jytte Guteland e Bodil Valero de sair do avião em que chegavam a El Aaíun – capital do Sahara Ocidental ocupado por Marrocos PÚBLICO / TWITTER


Dois pesos duas medidas. O tema analisado por Rafael Román – Professor universitário, membro do PSOE, ex-Conselheiros da Cultura e ex-Presidente da Assembleia Municipal de Cádiz, nas páginas do Andalucía Información.


Fonte: Andalucía Información / Por Rafael Román – Professor universitário, membro do PSOE, ex-Conselheiros da Cultura e ex-Presidente da Assembleia Municipal de Cádiz

Quando não deixam entrar um grupo de eurodeputados de esquerda em Marrocos, os eurodeputados do grupo Popular ficam calados.
Agora que as eleições europeias se aproximam, as viagens dos eurodeputados voltam a ser notícia. Agora a que está na ordem do dia é Caracas, no ano passado foi Israel e antes Marrocos ou Cuba. Há uma longa distância entre Caracas e El-Aaiún, entre as capitais do Sahara Ocidental e da Venezuela, há 5897 quilómetros, mas eventos semelhantes ocorreram em pouco tempo.
A cobertura mediática é, no entanto, muito diferente. Parlamentares do Partido Popular Europeu e do grupo da Esquerda Unitária Europeia / Esquerda Nórdica Verde sofreram as mesmas consequências nas suas viagens de inspeção ou como observadores internacionais. Ambos os grupos do Parlamento Europeu foram expulsos, sem os terem deixado que falassem, num caso, com Juan Guaidó, presidente da Venezuela para cerca de cinquenta países, mas sem poder efectivo, e, no outro, para analisar a situação dos Saharauis e investigar o cumprimento das convenções sobre direitos humanos nos territórios saharauis, administradas por Marrocos mas, na prática, anexados pelo Reino de Marrocos.
O grupo liderado por González Pons - com grande alarde dos media - exigiu que se acabe com o grupo de contacto (conhecido como grupo de Lima), que procura uma negociação pacífica para o fim do actual regime venezuelano, não reconhecendo a Assembleia Constituinte criada por Nicolás Maduro como resposta à Assembleia legal e exigindo a libertação de presos políticos, eleições livres e a entrada de ajuda humanitária. Também exigiu que os embaixadores de Maduro nos países da União Europeia fossem expulsos.
Os eurodeputados da esquerda e verdes queixam-se amargamente de que, quando não deixam um grupo de eurodeputados da esquerda entrar em Marrocos os eurodeputados do grupo popular calam-se. "É curiosa a sua dupla moral", dizem. Algo semelhante acontece com os presos políticos marroquinos presos, bem como com a salvaguarda dos direitos humanos.
"Dupla bitola de medição" protesta também o escritor e jornalista Ignacio Cembrero em relação ao Governo (de Espanha). Uma delegação de deputados do Parlamento Europeu no ano passado também denunciou Israel: "Negar o acesso do Parlamento Europeu a Gaza tornou-se sistemático. É arbitrário e inaceitável", denunciou o chefe da delegação que visitava Israel e que as autoridades impediram de entrar em Gaza para avaliar a assistência humanitária prestada pela União Europeia. Com Cuba também ocorreram incidentes dessa natureza. O que está acontecendo na Venezuela não é um caso isolado, é uma epidemia.


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Acordo de Pescas EU-Reino de Marrocos: Parlamento Europeu aprova ilegalidade – denuncia PCP




Estrasburgo,12/02/2019 – Gabinete de Imprensa dos deputados do PCP no PE - O Parlamento Europeu deu, hoje, consentimento à celebração de um novo Acordo de Pescas entre a União Europeia e o Reino de Marrocos. Tal facto não seria digno de nota se a maioria do território a que este acordo se refere não correspondesse maioritariamente à zona económica exclusiva do Sahara Ocidental – país ocupado ilegalmente por Marrocos. Este acordo teve o apoio dos deputados do PSD, do CDS, do MPT, da maioria dos deputados do PS, bem como do deputado Marinho e Pinto.

A revisão do Acordo de Pescas é uma exigência, na sequência da decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia, que declarou o anterior ilegal. No entanto, a Comissão Europeia fez tábua rasa desta decisão, continuando a incluir as áreas ocupadas no âmbito desta revisão, com a justificação de que as populações do Sahara Ocidental foram ouvidas. Essa consulta foi, no entanto, uma fraude – foram deixadas de fora as organizações representativas Saharauís, nomeadamente a Frente POLISARIO, que é, segundo as Nações Unidas, o interlocutor legitimo do povo Saharauí.

Este Acordo revela a verdadeira face da União Europeia e dos interesses que serve: das grandes empresas pesqueiras, que irão continuar a lucrar com recursos que pertencem ao Sahara Ocidental. Ao mesmo tempo que legitima o colonialismo marroquino, financia crimes de guerra e viola diversas resoluções das Nações Unidas e o Direito Internacional.

O PCP exige que a União Europeia respeite a decisão do povo Saharauí e da Frente Polisário, que já rejeitaram este acordo. Qualquer acordo de Associação entre a UE e o Reino Marrocos não pode deixar de ter em conta o estatuto actual do território do Sahara Ocidental como parte distinta de Marrocos, assim como o processo em curso de autodeterminação daquele povo. O povo Saharauí deve ser compensado pelo uso ilegítimo dos recursos explorados ilegalmente até aqui pelo Reino de Marrocos.

O PCP continuará a denunciar a ilegalidade deste Acordo, entendendo que esta questão não é separável do processo de autodeterminação e reconhecimento do Sahara Ocidental como pátria independente e soberana, que deve prosseguir sob os auspícios das Nações Unidas.

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Polisario afirma que a renovação do acordo UE- Marrocos é uma grande ameaça para os recursos naturais do povo saharaui




Bruxelas, 1 de fevereiro de 2018 (SPS) - O ministro saharaui encarregado para Europa, Mohamed Sidati, afirmou que a renovação do acordo UE-Marrocos constitui uma grande ameaça para os recursos naturais do povo saharaui já que nas águas saharauis se pesca mais de 92,5% das capturas da frota europeia.

O diplomata saharaui disse que este acordo, que cobre quase completamente as águas do Sahara Ocidental, viola a legitimidade internacional e contraria as decisões do Tribunal de Justiça em 2016 e 2018, que reiteram que Marrocos e o Sahara Ocidental são países separados e distintos. "É inadmissível incluir os pesqueiros que pertencem ao Sahara Ocidental no âmbito de qualquer acordo entre a União Europeia e o Governo marroquino, devendo a Comissão deter os intentos de extorsão e a pressão exercidas a favor da aprovação deste segundo acordo".

A Polisario adverte que uma instituição da grandeza da União Europeia não pode ignorar a legitimidade internacional e a lei europeia, devido aos prejuízos que pode causar à credibilidade de todas as instituições europeias, o que constituiria um passo para a degradação das posições de defesa dos Direitos Humanos e de Justiça, expressos em mais de uma ocasião, pela chefe dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, Federica Mogherini.

O representante máximo da Polisario na Europa destacou a importância do papel das organizações da sociedade civil saharaui no Parlamento Europeu na sensibilização contra a propaganda actualmente em curso no PE para incluir o Sahara Ocidental no acordo UE-Marrocos, apesar do acórdão do Tribunal de Justiça.



segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Lista dos eurodeputados que não respeitam o Tribunal de Justiça da Europeia e o Direito Internacional



Dos 444 eurodeputados que votaram a favor da ilegalidade e em desrespeito pelas sentenças e acórdãos do Tribunal de Justiça da Europeia e do Direito Internacional 15 são portugueses.

PUSL.- Por un Sahara Libre - Em anexo publicamos a lista da Votação sobre revisão do acordo de associação entre a União Europeia e o reino de Marrocos que teve lugar esta semana.
O PUSL achou necessário publicar a lista exaustiva dos deputados por grupo politico e país devido à seriedade das consequências desta votação.
Independentemente da opinião pessoal ou partidária sobre o conflito do Sahara Ocidental houve um acordão do Tribunal de Justiça da União Europeia que foi muito claro quanto à ilegalidade da inclusão do território do Sahara Ocidental no acordo UE/Marrocos agora votado.
De facto não foi apenas um acórdão mas três que assim se juntaram às resoluções das Nações Unidas, da União Africana, do Tribunal de Haia e vários tribunais a nivel internacional.

Esta atuação de 444 Eurodeputados é uma violação dos princípios em que se diz fundar a União Europeia e um precedente escandaloso e perigoso.

A mensagem transmitida por 444 Eurodeputados é que o TJUE é apenas um elemento decorativo e que as suas decisões são vistas como meras opiniões passiveis a interpretações.

Este processo foi acompanhado de escandaloso trás escândalo, de corrupção e tráfico de influências, foi exemplo do pior que a política tem para nos oferecer e um exemplo do baixo nível ético e moral de Eurodeputados que se arrogam o direito de interpretar o Direito conforme lhes convém.


Esta votação ultrapassou largamente questões de violação de direitos humanos, de corrupção e negociatas. Foi muito mais além e põe em causa o Direito Internacional.
Apelamos aos nossos leitores que expressem o seu repúdio junto dos Eurodeputados dos seus respectivos países (podem consultar os contactos na lista oficial do PE link aqui: http://www.europarl.europa.eu/meps/pt/full-list )



LISTA DA VOTAÇÃO
A FAVOR / EN FAVOR / VOTES IN FAVOUR (444)


Aliança dos Liberais e Democratas pela Europa - ALDE:
Ali – Bulgária / Bulgaria / Bulgaria
Arthuis – França / Francia / France
van Baalen – Holanda / Holanda / Netherlands
Becerra Basterrechea – Espanha / España / Spain
Calvet Chambon – Espanha / España / Spain
Cavada – França / Francia / France
Charanzova – Rep. Checa / Chequia / Czech Republic
Cornillet – França / Francia / France
Deprez – Bélgica / Bélgica / Belgium
Diaconu – Roménia / Rumania / Romania / Rumanía / Romania
Dlabajova – Rep. Checa / Chequia / Czech Republic
Gimenez Barbat – Espanha / España / Spain
Goerens- Luxemburgo / Luxemburgo / Luxembourg
Grazin – Estónia / Estónia / Estonia
Griesbeck – França / Francia / France
Grigule-Peterse – Letónia / Letonia / Latvia
Hirsch – Alemanha / Alemania / Germany
Huitema – Holanda / Holanda / Netherlands
Hyusmenova – Bulgária / Bulgaria / Bulgaria
Jaatteenmaki – Finlândia / Finlandia / Finland
Jakovcic – Croácia / Croacia / Croatia
Jezek – Rep. Checa / Chequia / Czech Republic
Katainen – Finlândia / Finlandia / Finland
Klinz – Alemanha / Alemania / Germany
Kyuchyuk – Bulgária / Bulgaria / Bulgaria
Lalonde – França / Francia / France
Lokkegaard – Dinamarca / Dinamarca / Denmark
Marinho e Pinto – Portugal / Portugal / Portugal
Meissner – Alemanha / Alemania / Germany
Michel – Bélgica / Bélgica / Belgium
Mihaylova – Bulgária / Bulgaria / Bulgaria
Muller – Alemanha / Alemania / Germany
Nagtegaal – Holanda / Holanda / Netherlands
Nart – Espanha / España / Spain
Nicolai – Roménia / Rumania / Romania
Paet – Estónia / Estónia / Estonia
Pagazaurtunda Ruiz – Espanha / España / Spain
Rados – Croácia / Croacia / Croatia
Ries – Bélgica / Bélgica / Belgium
Riquet – França / Francia / France
Rochefort – França / Francia / France
Telicka – Rep. Checa / Chequia / Czech Republic
Toom – Estónia / Estónia / Estonia
Uspaskich – Lituânia / Lituania / Lithuania
Vajgl – Eslovénia / Eslovenia / Slovenia
Vautmans – Bélgica / Bélgica / Belgium
Vehkapera – Finlândia / Finlandia / Finland
Verhofstadt – Bélgica / Bélgica / Belgium
Wierinck – Bélgica / Bélgica / Belgium


Grupo dos Conservadores e Reformistas Europeus - ECR:
Barekov – Bulgária / Bulgaria / Bulgaria
Bashir – Reino Unido / Reino Unido / UK
Campbell Bannerman – Reino Unido / Reino Unido / UK
Czarnecki – Polónia / Polonia / Poland
Czesak – Polónia / Polonia / Poland
van Dalen – Holanda / Holanda / Netherlands
Dalton – Reino Unido / Reino Unido / UK
Demesmaeker – Bélgica / Bélgica / Belgium
Deva – Reino Unido / Reino Unido / UK
Dohrmann – Dinamarca / Dinamarca / Denmark
Dzhambazki – Bulgária / Bulgaria / Bulgaria
Foster -Reino Unido / Reino Unido / UK
Fox – Reino Unido / Reino Unido / UK
Gericke – Alemanha / Alemania / Germany
Gosiewska – Polonia / Polonia / Poland
Halla-aho – Finlândia / Finlandia / Finland
Hannan – Reino Unido / Reino Unido / UK
Henkel – Alemanha / Alemania / Germany
Hoc – Polónia / Polonia / Poland
Jurek – Polónia / Polonia / Poland
Kamall – Reino Unido / Reino Unido / UK
Karim – Reino Unido / Reino Unido / UK
Karski – Polónia / Polonia / Poland
Klosowski – Polónia / Polonia / Poland
Kolmel – Alemanha / Alemania / Germany
Krasnodgbski – Polónia / Polonia / Poland
Krupa – Polónia / Polonia / Poland
Kuzmiuk – Polónia / Polonia / Poland
Legutko – Polónia / Polonia / Poland
Lucke – Alemanha / Alemania / Germany
McClarkin – Reino Unido / Reino Unido / UK
McIntyre – Reino Unido / Reino Unido / UK
Macovei – Roménia / Rumania / Romania
Matthews – Reino Unido / Reino Unido / UK
Messerschmidt – Dinamarca / Dinamarca / Denmark
Nicholson – Reino Unido / Reino Unido / UK
Ozog – Polónia / Polonia / Poland
Piecha – Polónia / Polonia / Poland
Piotrowski – Polónia / Polonia / Poland
Poreba – Polónia / Polonia / Poland
Procter – Reino Unido / Reino Unido / UK
Rebega – Roménia / Rumania / Romania
Skripek – Eslováquia / Eslovaquia / Slovakia
Starbatty – Alemanha / Alemania / Germany
Sulik – Eslováquia / Eslovaquia / Slovakia
Tannock – Reino Unido / Reino Unido / UK
Tomasevski – Lituânia / Lituania / Lithuania
Tomasic – Croácia / Croacia / Croatia
Tosenovsky – Rep. Checa / Chequia / Czech Republic
Trebesius – Alemanha / Alemania / Germany
Van Orden – Reino Unido / Reino Unido / UK
Vistisen – Dinamarca / Dinamarca / Denmark
Wisniewska – Polónia / Polonia / Poland
Zahradil – Rep. Checa / Chequia / Czech Republic
Žitňanská – Eslovénia / Eslovenia / Slovenia
Złotowski – Polónia / Polonia / Poland


Europa da Liberdade e da Democracia Directa - EFDD:
Aiuto – Itália / Italia / Italy
Bergeron – França / Francia / France
Carver – Reino Unido / Reino Unido / UK
Chauprade – França / Francia / France
Coburn – Reino Unido / Reino Unido / UK
(The Earl of) Dartmouth – Reino Unido / Reino Unido / UK
D’Ornano -França / Francia / France
Etheridge – Reino Unido / Reino Unido / UK
Gill Nathan – Reino Unido / Reino Unido / UK
Goddyn – França / Francia / France
Monot – França / Francia / France
Paksas – Lituânia / Lituania / Lithuania
Philippot – França / Francia / France


Grupo Europa das Nações e da Liberdade - ENF:
Arnautu – França / Francia / France
Bay – França / Francia / France
Bizzotto – Itália / Italia / Italy
Borghezio – Itália / Italia / Italy
Ciocca – Itália / Italia / Italy
Lebreton – França / Francia / France
Lechevalier – França / Francia / France
Loiseau – França / Francia / France
Martin Dominique – França / Francia / France
Melin – França / Francia / France
Schaffhauser – França / Francia / France
Scotta – Itália / Italia / Italy
Troszczynski – França / Francia / France
Zanni – Itália / Italia / Italy


Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica Verde - GUE/NGL:
Maurel – França / Francia / France
Omarjee – França / Francia / France


Não inscritos - NI:
Borrelli – Itália / Italia / Italy
Dodds – Reino Unido / Reino Unido / UK
Epitideios – Grécia / Grecia / Greece
Gollnisch – França / Francia / France
Ivan – Roménia / Rumania / Romania
Le Pen – França / Francia / France
Saryusz-Wolski – Polónia / Polonia / Poland
Sosnierz – Polónia / Polonia / Poland
Ujazdowski – Polónia / Polonia / Poland
Grupo do Partido Popular Europeu - PPE:
Ademov – Bulgária / Bulgaria / Bulgaria
Alliot-Marie – França / Francia / France
Andrikiene – Lituânia / Lituania / Lithuania
Arimont – Bélgica / Bélgica / Belgium
Ashworth – Reino Unido / Reino Unido / UK
Ayuso -Espanha / España / Spain
Becker – Áustria / Austria / Austria
Belet – Bélgica / Bélgica / Belgium
Bocskor – Hungria / Hungría / Hungary
Boge – Alemanha / Alemania / Germany
Bogovic – Eslovénia / Eslovenia / Slovenia
Boni – Polónia / Polonia / Poland
Buda – Roménia / Rumania / Romania
Buzek – Polónia / Polonia / Poland
Cadec – França / Francia / France
van de Camp – Holanda / Holanda / Netherlands
Casa – Malta / Malta / Malta
Caspary – Alemanha / Alemania / Germany
del Castillo Vera – Espanha / España / Spain
Cicu – Itália / Italia / Italy
Cirio – Itália / Italia / Italy
Clune – Irlanda / Irlanda / Ireland
Carlos Coelho – Portugal / Portugal / Portugal
Collin-Langen – Alemanha / Alemania / Germany
Comi – Itália / Italia / Italy
Corazza – Suécia / Suecia / Sweden
Csaky – Eslováquia / Eslovaquia / Slovakia
Danjean – França / Francia / France
Dantin -França / Francia / France
Dati – França / Francia / France
Delahaye – França / Francia / France
Deli – Hungria / Hungría / Hungary
Deutsch- Hungria / Hungría / Hungary
Diaz de Mera Garcia Consuegra – Espanha
Didier – França / Francia / France
Dorfmann – Itália / Italia / Italy
Ehler – Alemanha / Alemania / Germany
Erdos – Hungria / Hungría / Hungary
Estaras Ferragut – Espanha / España / Spain
José Inácio Faria – Portugal / Portugal / Portugal
Ferber – Alemanha / Alemania / Germany
José Manuel Fernandes – Portugal / Portugal / Portugal
Fisas Ayxela – Espanha / España / Spain
Fjellner – Suécia / Suecia / Sweden
Florenz – Alemanha / Alemania / Germany
Gahler – Alemanha / Alemania / Germany
Gal – Hungria / Hungría / Hungary
Gambus – Espanha / España / Spain
Gardini – Itália / Italia / Italy
Gehrold – Alemanha / Alemania / Germany
Gieseke – Alemanha / Alemania / Germany
Girling – Reino Unido / Reino Unido / UK
Gonzalez Pons – Espanha / España / Spain
de Grandes Pascual – Espanha / España / Spain
Graßle – Alemanha – Alemania – Germany
Grossetete – França / Francia / France
Grzyb – Polónia / Polonia / Poland
Guoga – Lituânia / Lituania / Lithuania
Gyurk – Hungria / Hungría / Hungary
Hansen – Luxemburgo / Luxemburgo / Luxembourg
Hayes – Irlanda / Irlanda / Ireland
Herranz Garcia – Espanha / España / Spain
Hetman – Polónia / Polonia / Poland
Hohlmeier – Alemanha / Alemania / Germany
Hokmark – Suécia / Suecia / Sweden
Holvenyi – Hungria / Hungría / Hungary
Hortefeux – França / Francia / France
Hubner – Polónia / Polonia / Poland
Lturgaiz – Espanha / España / Spain
Jahr – Alemanha / Alemania / Germany
Jaroka – Hungria / Hungría / Hungary
Jazlowiecka – Polónia / Polonia / Poland
Joulaud – França / Francia / France
Juvin – França / Francia / France
Kalinowski – Polónia / Polonia / Poland
Kalniete – Letónia / Letonia / Latvia
Karas – Áustria / Austria / Austria
Kefalogiannis – Grécia / Grecia / Greece
Kelam – Estónia / Estónia / Estonia
Kelly – Irlanda / Irlanda / Ireland
Koch – Alemanha / Alemania / Germany
Kovatchev – Bulgaria / Bulgaria / Bulgaria
Koziowska-Rajewicz – Polónia / Polonia / Poland
Kudrycka – Polónia / Polonia / Poland
Kuhn – Alemanha / Alemania / Germany
Kukan – Eslováquia / Eslovaquia / Slovakia
Kyrtsos – Grécia / Grecia / Greece
Lamassoure – França / Francia / France
de Lange – Holanda / Holanda / Netherlands
Langen – Alemanha / Alemania / Germany
Lavrilleux – França / Francia / France
Lenaers – Holanda / Holanda / Netherlands
Lewandowski – Polónia / Polonia / Poland
Liese – Alemanha / Alemania / Germany
Lins – Alemanha / Alemania / Germany
Lope Fontagne – Espanha / España / Spain
Lopez-IstOriz White – Espanha / España / Spain
Lukacijewska. – Polónia / Polonia / Poland
McAllister – Alemanha / Alemania / Germany
McGuinness – Irlanda / Irlanda / Ireland
Maletic – Croácia / Croacia / Croatia
Malinov – Bulgária / Bulgaria / Bulgaria
Mandl – Áustria / Austria / Austria
Mann – Alemanha / Alemania / Germany
Marinescu – Roménia / Rumania / Romania
Martusciello – Itália / Italia / Italy
Matera – Itália / Italia / Italy
Mato – Espanha / España / Spain
Maydell – Bulgária / Bulgaria / Bulgaria
Nuno Melo – Portugal / Portugal / Portugal
Metsola – Malta / Malta / Malta
Mikolasik – Eslováquia / Eslovaquia / Slovakia
Milian Mon – Espanha / España / Spain
Moisa – Roménia / Rumania / Romania
Cláudia Monteiro de Aguiar – Portugal / Portugal / Portugal
Morano – França / Francia / France
Morin-Chartier – França / Francia / France
Muresan – Roménia / Rumania / Romania
Muselier – França / Francia / France
Mussolini – Itália / Italia / Italy
Nagy – Eslováquia / Eslovaquia / Slovakia
Niebler – Alemanha / Alemania / Germany
Niedermayer – Rep. Checa / Chequia / Czech Republic
van Nistelrooij – Holanda / Holanda / Netherlands
Novakov – Bulgária / Bulgaria / Bulgaria
Olbrycht – Polónia / Polonia / Poland
Patriciello – Itália / Italia / Italy
Peterle – Eslovénia / Eslovenia / Slovenia
Petir – Croácia / Croacia / Croatia
Pieper – Alemanha / Alemania / Germany
Pitera – Polónia / Polonia / Poland
Plura – Polónia / Polonia / Poland
Po!cak - Rep. Checa / Chequia / Czech Republic
Pospisil – Rep. Checa / Chequia / Czech Republic
Preda – Roménia / Rumania / Romania /
Proust – França / Francia / France
Quisthoudt-Rowohl – Alemanha / Alemania / Germany
Radev – Bulgária / Bulgaria / Bulgaria
Radtke – Alemanha / Alemania / Germany
Sofia Ribeiro – Portugal / Portugal / Portugal
Rolin – Bélgica / Bélgica / Belgium
Rosati – Polónia / Polonia / Poland
Fernando Ruas – Portugal / Portugal / Portugal
Rubig – Áustria / Austria / Austria
Sadurskis – Letónia / Letonia / Latvia
Salafranca Sanchez-Neyra – Espanha / España / Spain
Salini – Itália / Italia / Italy
Sander – França / Francia / France
Sarvamaa – Finlândia / Finlandia / Finland
Saudargas – Lituânia / Lituania / Lithuania
Schopflin – Hungria / Hungría / Hungary
Schreijer-Pierik – Holanda / Holanda / Netherlands
Schulze – Alemanha / Alemania / Germany
Schwab – Alemanha / Alemania / Germany
Siekierski – Polónia / Polonia / Poland
Sogor – Roménia / Rumania / Romania
Sojdrova – Rep. Checa / Chequia / Czech Republic
Sommer – Alemanha / Alemania / Germany
Sonik – Polónia / Polonia / Poland
Stetina – Rep. Checa / Chequia / Czech Republic
Stolojan – Roménia / Rumania / Romania
Suica – Croácia / Croacia / Croatia
Sulin -Eslovénia / Eslovenia / Slovenia
Svoboda – Rep. Checa / Chequia / Czech Republic
Szajer – Hungria / Hungría / Hungary
Szejnfeld – Polónia / Polonia / Poland
Thun and Hohenstein – Polónia / Polonia / Poland
Tokes – Hungria / Hungría / Hungary
Tolic – Croácia / Croacia / Croatia
Ungureanu – Roménia / Rumania / Romania
Urutchev – Bulgária / Bulgaria / Bulgaria
Vaidere – Letónia / Letonia / Latvia
Valcarcel Siso – Espanha / España / Spain
Valean – Roménia / Rumania / Romania
Vandenkendelaere – Bélgica / Bélgica / Belgium
Verheyen – Alemanha / Alemania / Germany
Voss – Alemanha / Alemania / Germany
Vozemberg-Vrionidi – Grécia / Grecia / Greece
Walesa – Polónia / Polonia / Poland
Weber Manfred – Alemanha / Alemania / Germany
Wieland – Alemanha / Alemania / Germany
Winkler luliu – Roménia / Rumania / Romania
Zaborska – Eslováquia / Eslovaquia / Slovakia
Zagorakis – Grécia / Grecia / Greece
Zammit Dimech – Malta / Malta / Malta
Zdechovsk – Rep. Checa / Chequia / Czech Republic
Zdrojewski – Polónia / Polonia / Poland
Zovko – Croácia / Croacia / Croatia
Zver – Eslovénia / Eslovenia / Slovenia
Zwiefka – Polónia / Polonia / Poland


Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas - S&D:
Aguilera Garcia – Espanha / España / Spain
Androulakis – Grécia / Grecia / Greece
Francisco Assis – Portugal / Portugal / Portugal
Ayala Sender – Espanha / España / Spain
Bayet – Bélgica / Bélgica / Belgium
Beres – França / Francia / France
Blanco Lopez – Espanha / España / Spain
Blinkeviciute – Lituânia / Lituania / Lithuania
Bonafe – Itália / Italia / Italy
Borzan – Croácia / Croacia / Croatia
Bresso – Itália / Italia / Italy
Bullmann – Alemanha / Alemania / Germany
Cabezón Ruiz – Espanha / España / Spain
Caputo – Itália / Italia / Italy
Childers – Irlanda / Irlanda / Ireland
Chinnici, – Itália / Italia / Italy
Costa – Itália / Italia / Italy
Cozzolino – Itália / Italia / Italy
Cristea – Roménia / Rumania / Romania
Dalli – Malta / Malta / Malta
Danti – Itália / Italia / Italy
De Castro – Itália / Italia / Italy
Delvaux – Luxembrugo / Luxemburgo / Luxembourg
De Monte – Itália / Italia / Italy
Ertug – Alemanha / Alemania / Germany
Fernandez – Espanha / España / Spain
Ferrandino – Itália / Italia / Italy
Frunzulica – Roménia / Rumania / Romania
Garcia Perez – Espanha / España / Spain
Gardiazabal Rubial – Espanha / España / Spain
Geringer de Oedenberg – Polónia / Polonia / Poland
Gierek – Polónia / Polonia / Poland
Gloanec Maurin – França / Francia / France
Grammatikakis – Grécia / Grecia / Greece
Grapini – Roménia / Rumania / Romania
Guerrero Salom – Espanha / España / Spain
Gutierrez Prieto – Espanha / España / Spain
Jaakonsaari – Finlândia / Finlandia / Finland
Jauregui Atondo – Espanha / España / Spain
Kaili – Grécia / Grecia / Greece
Keller Jan – Rep. Checa / Chequia / Czech Republic
Kouroumbashev – Bulgária / Bulgaria / Bulgaria
Krehl – Alemanha / Alemania / Germany /
Kumpula-Natri – Finlândia / Finlandia / Finland
Kyenge – Itália / Italia / Italy
Kyrkos – Grécia / Grecia / Greece
Leinen – Alemanha / Alemania / Germany
Liberadzki – Polónia / Polonia / Poland
Lopez – Espanha / España / Spain
Lopez Aguilar – Espanha / España / Spain
Lybacka – Polónia / Polonia / Poland
Mamikins – Letónia / Letonia / Latvia
Manka – Eslováquia / Eslovaquia / Slovakia
Manscour – França / Francia / France
Mizzi – Malta / Malta / Malta
Molnar – Hungria / Hungría / Hungary
Morgano – Itália / Italia / Italy
Mosca – Itália / Italia / Italy
Nekov – Bulgária / Bulgaria / Bulgaria
Nica – Roménia / Rumania / Romania
Niedermuller – Hungria / Hungría / Hungary
Padar, Panzeri – Itália / Italia / Italy
Paolucci – Itália / Italia / Italy
Papadakis Demetris – Chipre / Chipre / Cyprus
Pargneaux – França / Francia / France
Pascu – Roménia / Rumania / Romania
Pavel – Roménia / Rumania / Romania
Peillon -França / Francia / France
Picula – Croácia / Croacia / Croatia
Pirinski – Bulgária / Bulgaria / Bulgaria
Poc – Rep. Checa / Chequia / Czech Republic
Poche – Rep. Checa / Chequia / Czech Republic
Popa – Roménia / Rumania / Romania
Liliana Rodrigues – Portugal / Portugal / Portugal
Maria João Rodrigues – Portugal / Portugal / Portugal
Rodriguez-Pifiero Fernandez – Espanha / España / Spain
Sant – Malta / Malta / Malta
Manuel dos Santos – Portugal / Portugal / Portugal
Sassoli – Itália / Italia / Italy
Sehnalova – Rep. Checa / Chequia / Czech Republic
Ricardo Serrão Santos – Portugal / Portugal / Portugal
Pedro Silva Pereira – Portugal / Portugal / Portugal
Simon Peter – Alemanha / Alemania / Germany
Smolkova – Eslováquia / Eslovaquia / Slovakia
Tanasescu – Roménia / Rumania / Romania
Tapardel – Roménia / Rumania / Romania
Tarabella – Bélgica / Bélgica / Belgium
Ujhelyi – Hungria / Hungría / Hungary
Valenciano – Espanha / España / Spain
Weidenholzer – Áustria / Austria / Austria
Zanonato – Itália / Italia / Italy
Zemke – Polónia / Polonia / Poland
Zoana – Roménia / Rumania / Romania
Zoffoli – Itália / Italia / Italy
Carlos Zorrinho – Portugal / Portugal / Portugal


Grupo dos Verdes/Aliança Livre Europeia - Verts/ALE:
Affronte – Itália / Italia / Italy
Cramer – Alemanha / Alemania / Germany
Delli – França / Francia / France
Harms – Alemanha / Alemania / Germany
Javor – Hungria / Hungría / Hungary
Joly – França / Francia / France
Rivasi – França / Francia / France
Sargentini – Holanda / Holanda / Netherlands
Skrlec – Croácia / Croacia / Croatia
Soltes – Eslovénia / Eslovenia / Slovenia
Staes – Bélgica / Bélgica / Belgium
Tarand – Estónia / Estónia / Estonia
Trupel – Alemanha / Alemania / Germany






VOTOS CONTRA / EN CONTRA / VOTES AGAINST (167)


Aliança dos Liberais e Democratas pela Europa - ALDE:
Bilbao Barandica – Espanha / España / Spain
Federley – Suécia / Suecia / Sweden
Torvalds – Finlândia / Finlandia / Finland
Wikstrom – Suécia / Suecia / Sweden


Grupo dos Conservadores e Reformistas Europeus - ECR:
Marias – Grécia / Grecia / Greece


Europa da Liberdade e da Democracia Directa - EFDD:
Aker – Reino Unido / Reino Unido / UK
Bullock – Reino Unido / Reino Unido / UK
Castaldo – Itália / Italia / Italy
Corrao – Itália / Italia / Italy
Farage – Reino Unido / Reino Unido / UK
Finch – Reino Unido / Reino Unido / UK
O’Flynn – Reino Unido / Reino Unido / UK
Payne – Rep. Checa / Chequia / Czech Republic
Reid – Reino Unido / Reino Unido / UK


Grupo Europa das Nações e da Liberdade - ENF:
Agnew – Reino Unido / Reino Unido / UK
Annemans – Bélgica / Belgium
Atkinson – Reino Unido / Reino Unido / UK
Batten – Reino Unido / Reino Unido / UK
Collins – Reino Unido / Reino Unido / UK
Elissen – Holanda / Holanda / Netherlands
de Graaff – Holanda / Holanda / Netherlands
Stuger – Holanda / Holanda / Netherlands
ZijIstra – Holanda / Holanda / Netherlands


Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica Verde - GUE/NGL:
Anderson Martina -Reino Unido
Benito Ziluaga – Espanha – España -Spain
Bjork – Suécia / Suecia / Sweden
Boylan – Irlanda / Irlanda / Ireland
Carthy – Irlanda / Irlanda / Ireland
Chountis – Grécia / Grecia / Greece
Couso Permuy – Espanha / España / Spain
Eck – Alemanha / Alemania / Germany
João Ferreira – Portugal / Portugal / Portugal
Flanagan – Irlanda Irlanda / Ireland
Forenza – Itália / Italia / Italy
Gonzalez Perias – Espanha / España / Spain
Hadjigeorgiou – Chipre / Chipre / Cyprus
Handel – Alemanha / Alemania / Germany
Hazekamp – Holanda / Holanda / Netherlands
de Jong – Holanda / Holanda / Netherlands
Kari – Dinamarca / Dinamarca / Denmark
Kohlicek – Rep. Checa / Chequia / Czech Republic
Konecna – Rep. Checa / Chequia / Czech Republic
Kuneva – Grécia / Grecia / Greece
Kyllonen – Finlândia / Finlandia / Finland
Le Hyaric – França / Francia / France
Lopez Bermejo – Espanha / España / Spain
Mastalka – Rep. Checa / Chequia / Czech Republic
Marisa Matias – Portugal / Portugal / Portugal
Michels – Alemanha / Alemania / Germany
Mineur – Holanda / Holanda / Netherlands
Ni Riada – Irlanda / Irlanda / Ireland
Papadimoulis – Grécia / Grecia / Greece
João Pimenta Lopes – Portugal / Portugal / Portugal
Sakorafa – Grécia / Grecia / Greece
Sanchez Caldentey – Espanha / España / Spain
Schirdewan – Alemanha / Alemania / Germany
Scholz – Alemanha / Alemania / Germany
Senra Rodriguez – Espanha / España / Spain
Spinelli – Itália / Italia / Italy
Sylikiotis – Chipre / Chipre / Cyprus
Urban Crespo – Espanha / España / Spain
Vallina – Espanha / España / Spain
Vergiat – França / Francia / France
Miguel Viegas – Portugal / Portugal / Portugal
Vieu – França / Francia / France


Não inscritos - NI:
Fountoulis – Grécia / Grecia / Greece
Kovacs – Hungria / Hungría / Hungary
Montel – França / Francia / France
Sonneborn – Alemanha / Alemania / Germany
Synadinos – Grécia / Grecia / Greece
Voigt – Alemanha / Alemania / Germany
Woolfe – Reino Unido / Reino Unido / UK


Grupo do Partido Popular Europeu - PPE:
La Via – Itália / Italia / Italy
Schmidt – Áustria / Austria / Austria


Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas - S&D:
Anderson Lucy – Reino Unido / Reino Unido / UK
Balcytis – Lituânia / Lituania / Lithuania
Beñová – Eslováquia / Eslovaquia / Slovakia
Brannen – Reino Unido / Reino Unido / UK
Briano – Itália / Italia / Italy
Cofferati – Itália / Italia / Italy
Dance – Reino Unido / Reino Unido / UK
Detjen – Alemanha / Alemania / Germany
Fajon – Eslovénia / Eslovenia / Slovenia
Gabelic – Suécia / Suecia / Sweden
Gebhardt – Alemanha / Alemania / Germany
Geier – Alemanha / Alemania / Germany
Gentile – Itália / Italia / Italy
Gill Neena – Reino Unido / Reino Unido / UK
Giuffrida – Itália / Italia / Italy
Ana Gomes – Portugal / Portugal / Portugal
Graswander-Hainz – Áustria / Austria / Austria
Griffin – Reino Unido / Reino Unido / UK
Gualtieri – Itália / Italia / Italy
Guteland – Suécia / Suecia / Sweden
Hedh – Suécia / Suecia / Sweden
Honeyball – Reino Unido / Reino Unido / UK
Howarth – Reino Unido / Reino Unido / UK
Jongerius – Holanda / Holanda / Netherlands
Kaufmann – Alemanha / Alemania / Germany
Kirton-Darling – Reino Unido / Reino Unido / UK
Kohn – Alemanha / Alemania / Germany
Lietz – Alemanha / Alemania / Germany
Ludvigsson – Suécia / Suecia / Sweden
McAvan – Reino Unido / Reino Unido / UK
Martin David – Reino Unido / Reino Unido / UK
Martin Edouard – França / Francia / France
Mayer Alex – Reino Unido / Reino Unido / UK
Melior – Alemanha / Alemania / Germany
Moody – Reino Unido / Reino Unido / UK
Moraes – Reino Unido / Reino Unido / UK
Neuser – Alemanha / Alemania / Germany
Palmer – Reino Unido / Reino Unido / UK
Piri – Holanda / Holanda / Netherlands
Post – Suécia / Suecia / Sweden
Preuss – Alemanha / Alemania / Germany
Regner – Áustria / Austria / Austria
Rodust – Alemanha / Alemania / Germany
Schlein – Itália / Italia / Italy
Schuster – Alemanha / Alemania / Germany
Simon Sion – Reino Unido / Reino Unido / UK
Sippel – Alemanha / Alemania / Germany
Tang – Holanda / Holanda / Netherlands
Thomas – França / Francia / France
Ulvskog – Suécia / Suecia / Sweden
Vaughan – Reino Unido / Reino Unido / UK
Viotti – Itália / Italia / Italy
Ward – Reino Unido / Reino Unido / UK
Werner – Alemanha / Alemania / Germany
Wölken – Alemanha / Alemania / Germany
Zala – Eslováquia / Eslovaquia / Slovakia
Grupo dos Verdes/Aliança Livre Europeia - Verts/ALE:
Andersson – Suécia / Sweden
Auken – Dinamarca / Denmark
Bove – França / Francia / France
Buchner – Alemanha / Alemania / Germany
Butikofer – Alemanha / Alemania / Germany
Dalunde – Suécia / Suecia / Sweden
Durand – França / Francia / France
Eickhout – Holanda / Holanda / Netherlands
Engstrom – Suécia / Suecia / Sweden
Evans – Reino Unido / Reino Unido / UK
Franz – Alemanha / Alemania / Germany
Giegold – Alemanha / Alemania / Germany
Hausling – Alemanha / Alemania / Germany
Hautala – Finlândia / Finlandia / Finland
Heubuch – Alemanha / Alemania / Germany
Hudghton – Reino Unido / Reino Unido / UK
Jadot – França / Francia / France
Keller Ska – Alemanha / Alemania / Germany
Lambert – Reino Unido / Reino Unido / UK
Lamberts – Bélgica / Bélgica / Belgium
Lochbihler – Alemanha / Alemania / Germany
Marcellesi – Espanha / España / Spain
Metz – Luxemburgo / Luxemburgo / Luxembourg
Miranda – Espanha / España / Spain
Mitrofanovs – Letónia / Letonia / Latvia
Reda – Alemanha / Alemania / Germany
Reimon – Áustria / Austria / Austria
Reintke – Alemanha / Alemania / Germany
Rope – Lituânia / Lituania / Lithuania
Scott Cato – Reino Unido / Reino Unido / UK
Smith – Reino Unido / Reino Unido / UK
Sole – Espanha / España / Spain
Taylor – Reino Unido / Reino Unido / UK
Urtasun – Espanha / España / Spain
Valero – Suécia / Suecia / Sweden
Vana – Áustria / Austria / Austria
Waitz – Áustria / Austria / Austria


ABSTENÇÕES / ABSTENCIONES / ABSTENTION (68)


Aliança dos Liberais e Democratas pela Europa - ALDE:
Bearder – Reino Unido / Reino Unido / UK
Gerbrandy – Holanda / Holanda / Netherlands
in ‘t Veld – Holanda / Holanda / Netherlands
van Miltenburg – Holanda / Holanda / Netherlands
Mlinar – Áustria / Austria / Austria
Petersen – Dinamarca / Dinamarca / Denmark
Punset – Espanha / España / Spain
Rohde – Dinamarca / Dinamarca / Denmark
Schaake – Holanda / Holanda / Netherlands
Selimovic – Suécia / Suecia / Sweden
Tremosa i Balcells – Espanha / España / Spain


Grupo dos Conservadores e Reformistas Europeus - ECR:
Fitto – Itália / Italia / Italy
Leontini – Itália / Italia / Italy
Lundgren – Suécia / Suecia / Sweden
Maullu – Itália / Italia / Italy
Packet – Bélgica / Bélgica / Belgium
Sernagiotto, – Itália / Italia / Italy
Stevens – Bélgica / Bélgica / Belgium
Theocharous – Chipre / Chipre / Cyprus
Van Bossuyt – Bélgica / Bélgica / Belgium
Winberg – Suécia / Suecia / Sweden


Europa da Liberdade e da Democracia Directa - EFDD:
Agea – Itália / Italia / Italy
Arnott – Reino Unido / Reino Unido / UK
Beghin – Itália / Italia / Italy
D’Amato – Itália / Italia / Italy
Ferrara – Itália / Italia / Italy
Lwaszkiewicz – Polónia / Polonia / Poland
Meuthen – Alemaha / Alemania / Germany
Moi – Itália / Italia / Italy
Parker – Reino Unido / Reino Unido / UK
Pedicini – Itália / Italia / Italy
Valli – Itália / Italia / Italy
Zullo – Itália / Italia / Italy


Grupo Europa das Nações e da Liberdade - ENF:
Jamet – França / Francia / France
Kappel – Áustria / Austria / Austria
Marusik – Polonia / Polonia / Poland
Mayer Georg – Áustria / Austria / Austria
Obermayr – Áustria / Austria / Austria
Pretzell – Alemanha / Alemania / Germany
Vilimsky – Áustria / Austria / Austria
Zoltek – Polónia / Polonia / Poland


Não inscritos - NI:
Papadakis Konstantinos – Grécia / Grecia / Greece
Zarianopoulos – Grécia / Grecia / Greece


Grupo do Partido Popular Europeu - PPE:
Bach – Luxemburgo / Luxemburgo / Luxembourg
Christoforou – Chipre / Chipre / Cyprus
Pietikainen – Finlândia / Finlandia / Finland
Sellstrom -Suécia / Suecia / Sweden
Stefanec – Eslováquia / Eslovaquia / Slovakia
Winkler Hermann – Alemanha / Alemania / Germany
Zeller – Alemanha / Alemania / Germany


Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas - S&D:
Andrieu – França / Francia / France
Arena – Espanha / España / Spain
Balas – França / Francia / France
Benifei – Itália / Italia / Italy
Bettini – Itália / Italia / Italy
Fleckenstein – Alemanha / Alemania / Germany
Freund – Áustria / Austria / Austria
Gasbarra – Itália / Italia / Italy
Guillaume – França / Francia / France
Kammerevert – Alemanha / Alemania / Germany /
Kofod – Dinamarca / Dinamarca / Denmark
Revault d’Allonnes Bonnefoy – França / Francia / France
Roziere – França / Francia / France
Schaldemose – Dinamarca / Dinamarca / Denmark
Szanyi – Hungria / Hungría / Hungary
Toia – Itália / Italia / Italy
Van Brempt – Bélgica / Bélgica / Belgium


Grupo dos Verdes/Aliança Livre Europeia - Verts/ALE:
Terricabras – Espanha / España / Spain