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quarta-feira, 24 de julho de 2019

Sahara Ocidental: cerco policial e repressão continuam após a morte de uma jovem




Por Jesús Cabaleiro Larrán – 07/24/2019 – Periodistas en español - Um total de nove pessoas foram mandadas para a prisão após confrontos de sexta-feira, 19 de julho de 2019 no Sahara, de que resultaram uma jovem morta, dois feridos graves, numerosos feridos e dezenas de detidos, dos quais nove foram enviado para a cadeia.

Todos foram presos após os graves incidentes ocorridos após as manifestações de rua que se seguiram à vitória da Argélia na Copa da África. Este facto motivou a intervenção brutal das forças de segurança que usaram armas de fogo, além de balas de borracha e canhões de água para dispersar os manifestantes, como se pode ver em algumas imagens, assim como ataques brutais a menores. Da mesma forma, houve também assaltos a casas e destruição de bens.
O enterro da jovem de 23 anos, Sabah Azmán Hamida, após a entrega do corpo à família, foi fortemente vigiado pela polícia. Bairros, ruas e becos foram completamente ocupados por forças policiais até ao cemitério onde a jovem foi enterrada, a cerca de cinco quilómetros de distância. A polícia marroquina restringiu o acesso e houve prisões.
As autoridades prometeram uma investigação após um abuso intencional da jovem por veículos das forças de segurança auxiliares: "Eles me mataram" foram suas últimas palavras.
As autoridades prometeram uma investigação após o atropelamento intencional da jovem por veículos das forças de segurança auxiliares: "Eles me mataram" foram as suas últimas palavras.
Para além de El Aaiún, ocorreram também incidentes nas ruas de Smara e Dakhla.
A ativista de direitos humanos Aminetu Haidar, em declarações ao jornal argelino El Khabar, disse que se espera o pior após esta repressão, enquanto a situação dos direitos humanos se deteriora e se agrava. "É muito má", disse a ativista em referência à situação na capital saharaui. Lamentou que a alegria pelo triunfo da seleção da Argélia, "nossos irmãos" se tivesse transformado em dor.
A Frente Polisario pediu entretanto à alta representante da União Europeia para Assuntos Exteriores e Política de Segurança, Federica Mogherini, que intervenha ante o “aumento da repressão da Polícia marroquina em El Aaiún ocupada”.







domingo, 14 de julho de 2019

Ser jornalista no Sahara Ocidental, um trabalho de extremo risco



Fonte: Euronews / Por Yaiza Martín-Fradejas (@YaizaMartinFr) - Nazha El Khalidi, reporter saharaui do portal independentista Equipe Media, denuncia o acosso judicial por parte das autoridades marroquinas. No passado 4 de dezembro foi detida enquanto filmava uma manifestação em El Aaiún por não ter carteira de jornalísta. Ora se os membros de Equipe Media não cumprem este requisito é porque não reconhecem a soberania da ocupação marroquina no território.

A 18 de março passado teve lugar a primeira audiência do julgamento, onde El Khalidi foi acusada de “reclamar ou usurpar um título associado a uma profissão regulada pela lei sem cumprir as condições necessárias para o seu desempenho”. Este delito tem um enquadramento penal entre 3 meses a dois anos de prisão e uma multa de entre 12 e 500 euros.

No dia 8 de julho a jornalistas foi condenada a pagar uma multa de 400 euros. No entanto, em declarações exclusivas à Euronews reconheceu que sabe que a situação voltará a repetir-se.

“Esta sentença significa que o Governo marroquino vai voltar a atacar-me cada vez que procure documentar as violências policiais contra os saharauis ou procure simplesmente exercer o jornalismo” refere a jornalista.

Nazha El Khalidi explicou que foi detida pelo trabalho jornalístico que exerce na Equipe Media, que mostra as violações dos DireitosHumanos no Sahara Ocidental.

Um julgamento opaco, sem observadores internacionais
Uma das peculiaridades deste processo judicial foi a falta de transparência. Três advogados espanhóis, (Inés Miranda Navarro, Miguel Ángel Jerez Juan e José María Costa Serra), pertencentes ao Conselho Geral de Advocacia do Estado, tentaram entrar no Sahara ocupado no dia 23 de junho para assistir ao julgamento contra Khatari El-Khalidi. Contudo, as autoridades marroquinas impediram o seu acesso ao território. Na verdade, eles nem sequer foram autorizados a sair do avião, vindos da Gran Canaria.

Inés Miranda, defensora da causa saharaui, afirmou que esta foi a primeira vez que Marrocos lhe negou a sua presença num tribunal.

Outros dois juristas, representantes da Associação de Advogados Americanos, também foram expulsos no aeroporto de Casablanca sem qualquer explicação. O objetivo dos cinco observadores internacionais era garantir que o julgamento se desenrolasse com todas as garantias.

Por seu lado, o Observatório para a Proteção dos Defensores dos Direitos Humanos (OPDD) descreveu como assédio judicial o tratamento recebido pelo jornalista e condenou veementemente este julgamento, cujo objetivo seria reprimir qualquer atividade em favor dos direitos humanos, de acordo com este organismo. O OPDD também instou as autoridades marroquinas a garantir o direito de levar a cabo atividades pacíficas e legítimas e exigiu o fim de todas as formas de assédio contra os defensores dos direitos humanos no Sahara Ocidental.

Jornalismo sob repressão no Sahara ocupado
Nazha El Khalidi, jornalista do portal independente Equipe Media, foi detida pela polícia marroquina a 4 de dezembro, quando estava filmando e transmitindo ao vivo via Facebook uma manifestação em ElAaiún em protesto contra a ocupação de Marrocos e a reivindicação da independência do Sahara. Ocidental Depois de ser presa, ela foi levada para uma delegacia onde ficou detida durante quatro horas. A polícia interrogou-a durante esse tempo e confiscou-lhe o telemóvel sem autorização.

No julgamento, El Khalidi disse ao juiz que foi vítima de "vingança" pelas suas atividades como jornalista de um meio de comunicação (EquipeMedia) “confiável e independente”.

"Quero denunciar o bloqueio mediático que o Marrocos está impondo ao território do Sahara Ocidental. Apelamos também a nível internacional para pressionar o governo marroquino e abrir o território a observadores internacionais e agências noticiosas para que a violação dos direitos humanos do povo saharaui possa ser documentada ", disse El Khalidi à Euronews.

Este caso mostra as limitações do trabalho jornalístico no Sahara Ocidental. El Khalidi é uma das saharauis que exercem o jornalismo no Sahara ocupado em condições de assédio, violência e repressão, muitas vezes sujeitos a extorsão e detenção. A 11 de junho, a organização Repórteres Sem Fronteiras publicou o primeirorelatório sobre a liberdade de imprensa no Sahara Ocidental, que revela como esse território se tornou um "buraco negro" de informação e um perigo extremo para os jornalistas.


quarta-feira, 10 de julho de 2019

Marrocos: cidadã francesa impedida de visitar o marido, preso político saharaui condenado a 30 anos de prisão




Claude Mangin, cidadã francesa e esposa do preso político saharaui Naama Asfari, do grupo Gdeim Izik, foi uma vez mais proibida de entrar em Marrocos para visitar o seu marido, que está a cumprir uma sentença de 30 anos na prisão de Kenitra, perto de Rabat.

Mangin foi forçada na 2.ª feira pelas autoridades marroquinas a regressar a Paris após ter aterrado no aeroporto de Casablanca .
A cidadã francesa fez uma greve de fome de 30 dias em março-abril de 2018, a fim de forçar as autoridades francesas a intervir para que ela pudesse visitar o seu marido depois de ser impedida de entrar em Marrocos desde 2016.
Depois de ter obtido o compromisso do governo francês para mediar com as autoridades marroquinas sobre a retomada das visitas, ela foi autorizada a visitar o seu marido na prisão de Kenitra nos dias 14 e 15 de janeiro deste ano.
Essa decisão da parte do Marrocos foi vista “como um sinal de conciliação” pelas organizações francesas que apoiam a Sra. Mangin e o seu marido, e também foi vista como um desenvolvimento positivo pela comunidade internacional.
No entanto, parece que o Reino de Marrocos mudou de opinião mais uma vez e voltou a uma posição ilógica insistindo em violar direitos humanos básicos e universais.
Fonte: Por un Sahara Libre

terça-feira, 11 de junho de 2019

“Repórteres Sem Fronteiras” denuncia a implacável perseguição marroquina aos jornalistas saharauis



  • RSF exige que Marrocos permita que a imprensa internacional entre no Sahara Ocidental
  • Insta o Governo marroquino a garantir processos judiciais justos para os jornalistas saharauis e o respeito pela sua integridade física e psicológica;
  • Exercer o jornalismo na ex-colónia espanhola é um "ato de heroísmo" e os seus protagonistas pagam com detenções arbitrárias, perseguição às suas famílias, tortura, sentenças injustas e prisão
  • Repórteres SF pede a Espanha e França para quebrarem o seu habitual "silêncio de cumplicidade" com Marrocos

Fonte e foto: Contramutis/Por Alfonso Lafarga - Repórteres Sem Fronteiras (RSF) denunciou hoje a perseguição sofrida por jornalistas saharauis por parte de Marrocos, que manipula com "mão de ferro" a informação no Sahara Ocidental, pune "implacavelmente" o exercício do jornalismo local e bloqueia o acesso dos media estrangeiros.
RSF exige que Marrocos permita que a imprensa internacional entre no Sahara Ocidental, com liberdade de movimento através do território, e ponha fim à expulsão de jornalistas, ao mesmo tempo que exorta o governo marroquino a garantir processos judiciais justos para o Jornalistas saharauis presos, e o atendimento das exigências da ONU em relação à sua libertação.
RSF, que promove e defende a liberdade de informar e ser informado no mundo, pede a Marrocos que cumpra a Convenção contra a Tortura das Nações Unidas e respeite a integridade física e psicológica dos jornalistas saharauis, pedindo simultaneamente respeito pelos direitos fundamentais no Sahara Ocidental", incluindo a liberdade de expressão e informação, que garanta não só o direito dos jornalistas saharauis a exercer o jornalismo livre, mas o direito dos cidadãos saharauis a receberem informações plurais e verdadeiras" .



Estas denúncias e exigências constam do primeiro relatório mundial sobre a situação da liberdade de imprensa no Sahara Ocidental, "um dos lugares mais áridos do mundo para informação e jornalismo", realizado pela seção espanhola de RSF e de que é autora Edith R. Cachera, relatora e correspondente da RSF em Espanha. Apresentado hoje, 11 de junho de 2019, na Associação de Imprensa de Madrid (APM), o evento contou com a participação da presidente dos jornalistas de Madrid, Victoria Prego; do presidente da RSF Espanha, Alfonso Armada; do presidente da Federação das Associações de Jornalistas da Espanha (FAPE), Nemesio Rodríguez, e do jornalista saharaui Ahmed Ettanji, fundador e presidente do coletivo Equipe Média.
O relatório analisa em detalhe a perseguição sofrida pelos jornalistas saharauis por parte de Marrocos, que ocupa o 135º lugar entre os 180 países e territórios analisados pela RSF World Press Freedom Classification: "Esta posição terrível, que coloca o reino alauíta entre os países mais inquisitórios para o jornalismo, deve-se em parte à mão de ferro que se aplica aos jornalistas de territórios "incómodos", como o Rif - cujos protestos foram esmagados há dois anos, com graves consequências para os repórteres locais que cobriam os acontecimentos - e o Sahara Ocidental ".

O silêncio cúmplice de Espanha e França
A RSF também interpela a União Europeia, "e especialmente os governos da Espanha e da França", para que "quebrem o seu habitual silêncio cúmplice com o Marrocos e condenem a repressão dos jornalistas saharauis".
O relatório, que faz uma visita à história da última colónia africana, abandonada pela Espanha e ocupada há mais de 43 anos por Marrocos, expõe os nomes e as circunstâncias dos jornalistas saharauis condenados à prisão, bem como a mordaça que foi imposta aos reporteres locais e aos estrangeiros. Cinco jornalistas saharauis cumprem penas elevadas nas prisões marroquinas, um deles preso por toda a vida; outro foi libertado a 7 de maio depois de quatro anos de prisão.
A RSF ouviu a opinião de vários jornalistas, espanhóis e de origem saharaui, que denunciam o silêncio da imprensa em Espanha, dando o exemplo de Portugal que, com uma imprensa muito mais modesta, demonstrou mais sensibilidade em relação a ex-colónias como Timor-Leste do que a evidenciada pela imprensa espanhola com o Sahara, que é quase nula.
Há também uma crítica à Frente Polisario, o movimento de libertação saharaui, de que se diz "baseado em slogans de propaganda que mudaram muito pouco desde a estética dos anos 70", com uma linguagem nada atraente para alguns meios de comunicação e algumas redes sociais que exigem histórias que vão para além do mero slogan político.
Os jornalistas consultados reclamam a falta de um departamento de comunicação activo na Delegação Saharaui para a Espanha e de uma estratégia de comunicação por parte das autoridades saharauis e do movimento de solidariedade com o Sahara.

Jornalistas na clandestinidade
A RSF afirma que, apesar da severa repressão de Marrocos e do silêncio dos media internacionais, "uma nova geração de repórteres saharauis corre riscos extraordinários para manter viva a chama do jornalismo e impedir que o Sahara Ocidental seja enterrado pelas areias do esquecimento": Eles desafiam o férreo controle marroquino e organizam-se na clandestinidade para dizer o que o governo de Rabat não quer que seja conhecido.
Fazem-no grupos de jornalistas como a Equipe Média ou a Smara News, que filmam nos telhados e, com uma organização meticulosa, divulgam seu trabalho na Internet em espanhol, francês, inglês e árabe.
Exercer jornalismo no Sahara Ocidental é "um ato de heroísmo", cujos protagonistas pagam com detenções arbitrárias, assédio de suas famílias, difamação, tortura, prisão e "sentenças tão pesadas quanto injustas", segundo Repórteres Sem Fronteiras, que conta que os jornalistas saharauís são acusados de alegados crimes cada vez mais "criativos" – caso da acusação contra a jornalista Nazha El Khalidi de exercer a profissão sem um título oficial - para "torpedear qualquer indício de continuidade no exercício da sua profissão" e manietá-los "com parciais e pesados processos judiciais contra eles.
Neste contexto, os jornalistas saharauis conseguiram o reconhecimento de numerosas organizações e meios internacionais, que já os utilizam como principal fonte de informação para o Sahara Ocidental.

Leia o relatório aqui: https://bit.ly/2Wzwwzf



sexta-feira, 31 de maio de 2019

Marrocos expulsa arbitrariamente o presidente da Liga para a Proteção dos Presos Saharauis em Cárceres Marroquinos



El Aaiún (capital ocupada do Sahara Ocidental) , 30 de maio de 2019 (SPS)-. A Liga para a Proteção dos Presos Saharauis em Cárceres Marroquinos (LPPS), condenou esta quinta-feira a expulsão arbitrária do seu presidente, o ex-preso político saharaui e miembro do Grupo de Gdeim Izik, Abderrahman Zayou.
Os membros da LPPS em comunicado divulgado expressam o seu apoio e solidariedade ao diretor desta entidade saharaui de direitos humanos. Eis o texto da declaração:

As autoridades de ocupação marroquinas expulsaram arbitrariamente o presidente da Liga para Proteger os Presos Saharauis nas prisões marroquinas (LPPS) no dia 29 de maio de 2019, o ex-preso político saharaui e membro do Grupo Gdeim Izik, ABDERRAHMAN ZAYOU, do seu posto de trabalho na Delegação de Habitação em El Aaiún para a cidade de Kalaat Sraghna no centro de Marrocos.
Essa medida arbitrária surge dias depois de as autoridades de ocupação marroquinas proibirem a organização da "Plataforma do Ramadão" pela Liga para Proteger os Presos Saharauis na sede da ASVDH. A medida também vem após a expulsão arbitrária do vice-presidente da mesma organização Hasanna Douihi para a cidade de Bojador ocupada. Estes factos revelam a intenção de vingança por parte das autoridades de ocupação marroquinas contra os activistas saharauis que defendem o direito à autodeterminação do povo saharaui.

A Liga para a Proteção dos Presos Saharauis nas Prisões Marroquinas denuncia a política sistemática de expulsão arbitrária e deslocação levada a cabo pela ocupação marroquina contra ativistas saharauis, e expressa a sua solidariedade incondicional com as vítimas dessa política de que ABDERRAHMAN ZAYOU foi agora vítima. Com base no exposto, declaramos publicamente:

– A denuncia de expulsão e deslocamento forçado do presidente da Liga.

– A nossa solidariedade incondicional com o presidente da Liga ABDERRAHMAN ZAYOU e com todas as vítimas da política de expulsão e deslocamento forçado.

– Reivindicar a intervenção urgente das organizações internacionais para que exerçam pressão sobre o Estado Marroquino a renunciar às medidas ilegais de expulsão e deslocamento forçado.

– A nossa adesão a todos os meios jurídicos para lutar contra os procedimentos ilegais da ocupação marroquina.

A Liga para a Proteção dos Presos Saharauis nos Cárceres Marroquinos.
Quinta-feira 30 de maio de 2019.
El Aaiún / Sahara Ocidental.

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Ali Saadoni condenado a 7 meses de prisão e julgamento de Zein Abidin Salek “Bounaaje” adiado





Fonte: Por un Sahara Libre - No final do dia de segunda-feira o ativista Saharaui Ali Saadoni foi condenado a 7 meses de prisão e uma multa de 5000 Dirham (480Euros).
O acesso ao julgamento foi restrito, assistindo a mãe e irmã de Saadoni mas os ativistas saharauis foram impedidos de entrar assim como o tradutor de dois advogados espanhóis acreditados pelo conselho de advocacia espanhola.

O advogado de defesa denunciou as várias violações dos procedimentos processuais e afirma que não se tratou de um julgamento com as garantias necessárias para que se possa considerar um julgamento justo e imparcial.
Saadoni denunciou mais uma vez que foi vítima de tortura e maus tratos pelas autoridades marroquinas e negou todas as acusações.
O julgamento do activista saharaui Zein Abidin Salek “Bounaaje” que também é acusado de posse de estupefacientes foi adiado a pedido do seu advogado de defesa.
O tribunal de El Aaiun esteve rodeado por agentes das forças de ocupação marroquinas que impediram o acesso aos saharauis que queriam assistir aos julgamentos e demonstrar a sua solidariedade.
No mesmo dia houve manifestações de apoio aos dois ativistas nas ruas “Mizouar” e “La Visite” e na avenida Mekka em El Aaiun que foram dispersas de forma agressiva pelas autoridades marroquinas causando vários feridos entre os manifestantes. Entre os feridos estão conhecidos ativistas de direitos humanos, o presidente de uma associação de deficientes, e jornalistas saharauis.
Estas manifestações foram organizadas pela Coordenadora de Gdeim Izik e por vários grupos de mulheres saharauis que içaram bandeiras nacionais da República Árabe Democrática Saharaui e entoaram slogans pela autodeterminação do Sahara Ocidental. Estas ações são consideradas por Marrocos um atentado à integridade territorial e soberania do reino e punidas.
De facto, tanto Saadoni como Bounaaje foram detidos exatamente por içarem bandeiras e defenderem a autodeterminação do Sahara Ocidental de acordo com as resoluções das Nações Unidas, sendo posteriormente acusados de posse de droga e outras acusações falsas.

domingo, 14 de abril de 2019

Jovem estudante saharaui deportado por Espanha está em greve de fome



Fonte: Equipe Media, 13 de abril de 2019 - Hussein Bachir Brahim, o estudante saharaui detido na prisão de Marraquexe após ter sido deportado por Espanha para Marrocos não obstante ter solicitado às autoridades espanholas o pedido de asilo político, está em greve de fome.

O jovem Hussein ainda não foi presente a julgamento e há 5 dias que se encontra em greve de fome em protesto contra as más condições a que está sujeito e à proibição de que foi alvo de receber visitas dos seus familiares.

Mohamed Bourial preso político de Gdeim Izik em greve de fome há 25 dias

Mohamed Bourial


13 de abril de 2019 – porunsaharalibre - Mohamed Bourial preso político saharaui do grupo Gdeim Izik entrou hoje no seu 25º dia de greve de fome que a qual teve iínicio no passado dia 20 de março.

Segundo a família, o preso encontra-se em estado de grande debilidade.
Mohamed Bourial não recebeu a visita de qualuqer médico, nem a administração prisional ou outras autoridades entraram em contacto com ele desde que iniciou a greve de fome.

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Ativista saharaui Ali Saadoni raptado pela polícia marroquina



Sexta, 12 de Abril de 2019 -porunsaharalibre - A polícia marroquina vestida à paisana sequestrou ontem à noite o ativista saharaui Ali Saadoni, cujo paradeiro continua desconhecido.

Saadoni foi seguido e perseguido durante todo o dia por um carro civil da polícia marroquina na cidade ocupada de El Aaiun, no Sahara Ocidental ocupado.
Durante o dia Saadoni e Khaliehna Elfak exibiram bandeiras da RASD (Republica Árabe Saharaui Democrática) numa das avenidas em El Aaiún. Elfak que estava com Saadoni quando foi sequestrado foi solto pela polícia.
O conhecido activista saharaui esteve detido de 2016 até 2018, devido à sua luta pacífica contínua e persistente pela autodeterminação no Sahara Ocidental.
Saadoni pertence a um grupo de jovens saharauis que se recusam a ter nacionalidade marroquina e defende publicamente o direito de autodeterminação dos saharauis através de ações não violentas como a exibição da sua bandeira nacional e a distribuição de informação.
Durante o período de detenção, Saadoni foi vítima de tortura, maus-tratos, negligência médica e forçado a permanecer numa cela com pacientes infectocontagiosos.
Ele fez várias greves de fome em protesto contra esta situação que foi denunciada aos vários organismos internacionais. Durante a sua prisão, ele coseu a boca em protesto durante uma das greves de fome devido aos extRemos maus tratos que sofreu.

sexta-feira, 29 de março de 2019

Preso politico saharaui Mohammed Benno libertado



29 de Março de 2019 – porunsaharalibre - O prisioneiro politico saharaui “Mohammed Mansour Salama Benno” foi libertado esta quinta-feira 28/03/2019 depois de passar um mês e cinco dias na cadeia negra de El Aaiun no Sahara Ocidental ocupado.

Mohammed foi detido a 23/02/2019 após a sua participação numa manifestação não violenta que se organizou na Avenida Tan Tan em El Aaiun, exigindo a autodeterminação do povo saharaui.
As autoridades marroquinas torturaram-no por mais de 72 horas na esquadra da policia e, em seguida foi enviado para a prisão negra da cidade, na terça-feira, 27/02/2019.
Na quarta-feira 06/03/2019 foi presente ao Tribunal de primeira instância de El Aaiún, onde foi condenado a dois meses de prisão em retaliação pelo seu ativismo e opinião política.
Quinta-feira 28/03/2019 Mohammed foi apresentado ao Tribunal de recurso de El Aaiun e libertado, diminuindo a sentença que havia recebido no tribunal de primeira instância.
A condenação não se baseou em nenhum crime cometido, nenhuma prova foi produzida sobre qualquer crime cometido e os tribunais confiaram apenas nos documentos da policia elaborados durante e após a tortura de Mohammed Mansour Salama Benno.
Nenhuma investigação sobre a Tortura sofrida por Benno foi levada a cabo pelo sistema judicial marroquino.
Este procedimento evidencia, mais uma vez, a falta de independência judiciária dos juízes marroquinos em relação aos saharauis.

quinta-feira, 28 de março de 2019

Preso politico saharaui Mbarek Daoudi libertado







28 de Março de 2019 - porunsaharalibre - O preso politico saharaui Mbarek Daoudi foi libertado esta manhã com pena cumprida após 5 anos e meio de prisão. Daoudi teve vários julgamentos sem nunca terem sido apresentadas provas de qualquer crime cometido.

Daoudi foi vítima de tortura e esteve várias vezes em greve de fome, uma das vez mais de 50 dias.
O processo jurídico de Mbarek Daoudi é repleto de atropelos à lei e justiça com várias condenações sucessivas e que não têm em conta o tempo em detenção arbitrária.
O estado de saúde de Daoudi tem vindo a deteriorar-se durante o seu tempo de detenção, devido à negligência médica sistemática a que os presos políticos estão sujeitos.


sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Dez estudantes saharauis do grupo “Companheiros de El Uali” foram libertados após 3 anos de prisão



Nasser Amenkour, Omar Laajna, El Waki Wakari, Salek Baber, Mustafa Burkah, Mohammed Rgueibi, Ali Shargui, Hamza Ramí, Ibrahim Almasih e Ahmed Abba Ali foram libertados esta manhã com sentença cumprida após três anos de detenção. 

O grupo é composto por 15 estudantes que foram detidos em 2016. 11 dos quais foram condenados a 3 anos e os restantes 4 a 10 anos de prisão. Os jovens estudantes estavam detidos nos cárceres de Bouzakarn, Tiznit y Ait Melloul e no complexo penitenciário de l'Oudaya, em Marraquexe.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Crueldade contra Mohamed Tahlil





Fonte e foto: Contramutis / Por Cristina Martínez Benítez de Lugo - No dia 16 de janeiro cumpriram-se 45 dias de isolamento a que foi punido o preso político saharaui Mohamed Tahlil. Está metido num ‘curro’ na prisão de Bouzakarn, em Marrocos, um espaço de dimensões tão pequenas que nem consegue dormir estendido.

Tahlil foi punido por se recusar a usar roupas de prisioneiros comuns quando é um prisioneiro político.
Mohamed Tahlil, saharaui, ativista dos direitos humanos nos territórios ocupados do Sahara Ocidental, foi preso pela polícia judiciária marroquina a 4 de Dezembro de 2010 e submetido aos dois processos-farsa de Gdeim Izik, que lhe valeram uma condenação a 20 anos de prisão. Já fora preso pelas suas ideias políticas em 2005 e em 2007. Em ambos os casos foi condenado a três anos de prisão, mas foi libertado ao cabo de ano e meio de detenção.
Mohamed Tahlil nasceu em 1981 em Guelta Zemour, Sahara Ocidental. É presidente da seção de Bojador da Associação Saharaui de Vítimas de Graves Violações dos Direitos Humanos Cometidas pelo Estado Marroquino (ASVDH).
Em 2017, durante o segundo pseudo-julgamento de Gdeim Izik, Tahlil, na sua declaração, acusou o Marrocos de ser um Estado ocupante e ditatorial, de organizar um julgamento de farsa. Deixou claro que ele estava na cadeia, não por causa de Gdeim Izik - onde ele nem sequer tinha estado -, mas por defender a independência do Sahara Ocidental como foi deduzido dos interrogatórios da instrução, durante os quais não lhe perguntaram sobre o acampamento de protesto, mas pela sua viagem à Argélia e pelos líderes da Polisario. Afirmou que era um saharaui, não um marroquino ou um tunisino. Essas declarações não são gratuitas e pagam-se caro. Todos os prisioneiros daquele julgamento enfrentaram o tribunal com igual coragem e estão pagando por isso: uma sentença injusta; torturados, sem cuidados médicos, sem direitos, longe da sua terra e de suas famílias, isolados, sem qualquer garantia, sem se saber nada sobre eles.
Não houve muitas explicações sobre a situação de Tahlil. E não há novidades. Ninguém o pode ver. Ninguém sabe nada sobre ele. Entrou em greve de fome quando foi levado para o ‘curro’ de isolamento. As notícias que temos de outras punições semelhantes são assustadoras: o espaço de um banheiro nauseabundo com insetos.
Causa horror só de pensar como estará. Incomunicável durante 45 dias num sítio como esse é uma sentença de morte lenta e angustiante. A falta de comunicação pode também implicar um ainda maior desprezo por parte dos seus carcereiros em dizer como se encontra: teve ataques de ansiedade, sim está doente – mas dizem que do rim e do estômago devido a greves de fome anteriores - sente frio, humidade e dor e coceira. Esqueceram-se dele no inferno e quando abrem o ‘curro’ arrastam um farrapo de pessoa. O mesmo que tantos outros companheiros. Não o perdoam por um dia. Continua no ‘curro’ e sofre de total isolamento.
16 de janeiro, um dia fatídico para a história: o Parlamento Europeu transgride os princípios nos quais se baseia aceitando a inclusão ilegal do Sahara Ocidental ocupado nos acordos da UE com Marrocos. Dessa forma, poderão continuar a saquear os seus recursos naturais. Vale tudo. E pergunta-mo-nos quem poderá defender esses presos.
Se os representantes do povo votam contra a lei e a favor de interesses económicos ilegítimos, eles já não são mais nossos representantes, são impostores. E esses impostores fazem qualquer coisa para ignorar a injustiça e a crueldade do ocupante. Maus momentos.



terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Federica Morgherini responde a IU sobre situação dos presos políticos saharauis



15 de Janeiro de 2019 por porunsaharalibre - PUSL - Federica Morgherini, a Alta Representante da UE para Política Externa e Segurança, respondeu por escrito às perguntas apresentadas pela eurodeputada espanhola, Paloma Lopez, da Izquierda Unida sobre a situação dos presos políticos saharauis do Grupo de Gdeim Izik.

Lopez tinha apresentado nos últimos meses de 2018 duas perguntas sobre a situação de risco em que se encontram os presos políticos saharauis detidos em Tiflet2, Marrocos.

Os 4 membros do grupo Gdeim Izik encontram-se em confinamento prolongado há mais de um ano e têm sido vítimas de maus tratos e negligência médica intencional, realizaram várias greves de fome e o seu caso tem sido amplamente denunciado junto não só da União Europeia como também junto dos mecanismos das Nações Unidas.

As duas perguntas apresentadas referentes a Sidi Abdallah Abbahah, Mohamed Bourial, Mohamed Lamin Haddi e El Bachir Khadda foram:

Pergunta com solicitude de resposta escrita E-005408/2018/rev.1

.“Sabendo que o confinamento em condições desumanas de isolamento é contrário à legalidade internacional (Regra 17 das Regras Mínimas das Nações Unidas para o Tratamento de Reclusos):

1) A Vice-Presidente / Alta Representante pretende continuar a ignorar estas violações dos direitos humanos?

2) Considera a Comissão que pode defender o diálogo comercial com um regime internacionalmente exposto como torturador?”

Pergunta com solicitude de resposta escrita E-005407/2018/rev.1

.“1) A Vice-Presidente / Alta Representante conhece estas práticas com as quais o Reino de Marrocos ataca os direitos humanos mais básicos?

2) O Comité das Nações Unidas contra a Tortura informou casos de tortura e violações do direito internacional. Existem exceções aplicáveis ​​ao Reino de Marrocos para que a União Europeia não condene estas práticas contra prisioneiros saharauis?”

Federica Morgherini respondeu em duas cartas com uma resposta tipo que tem utilizado ao longo destes anos publicadas no final deste artigo. No entanto a segunda resposta enviada a 7 de Janeiro deste ano refere que:

Nos termos do artigo 2.º do Acordo de Associação UE-Marrocos, o respeito pelos princípios democráticos e pelos direitos humanos é um elemento essencial do Acordo. Por conseguinte, a UE manifesta periodicamente as suas preocupações em matéria de direitos humanos, designadamente nas reuniões do subcomité dos direitos humanos e dos princípios democráticos estabelecidos no âmbito do Acordo.

Marrocos está em violação clara com os direitos humanos no que concerne os presos políticos saharauis, mas é apenas “informado das preocupações” sem sofrer qualquer tipo de consequência e ainda a usufruir de somas avultadas “Através do orçamento da UE, a União apoia instituições e organizações da sociedade civil, com o objetivo de reforçar o sistema judicial em Marrocos, em conformidade com a Constituição marroquina de 2011.”

Morgherini continua a dizer que as informações sobre os presos chegam através do CNDH (Conselho Nacional de Direitos Humanos de Marrocos) e de uma associação saharaui legalizada e reconhecida por Marrocos. O CNDH é considerado pela Amnistia Internacional um organismo com falta de independência como se pode ler no relatório de 2018 “O facto de o presidente da CNDH e pelo menos nove de seus 27 membros serem nomeados pelo rei de Marrocos é uma ameaça à sua independência e imparcialidade.”[1]

É pois surpreendente que Frederica Morgherini parece ter apenas informações “reactivas” visto a situação dos presos políticos apenas ser mencionada quando existem perguntas escritas ou orais no Parlamento Europeu apresentadas pelos Eurodeputados e que as respostas tardam meses, devido certamente ao facto do “acompanhamento da situação” pelo CNDH e outras fontes consultadas por Morgherini ser claramente deficiente.

ES
E-005408/2018
Resposta do vice-presidente Mogherini
em nome da Comissão Europeia
(22.12.2018)

A UE tem estado muito atenta à situação dos prisioneiros de Gdeim Izik.
O acompanhamento desta situação incluiu a presença da Delegação da UE em Rabat como observadora no processo civil. Além disso, os representantes da Delegação da UE em Rabat reúnem-se periodicamente com o Conselho Nacional dos Direitos Humanos para discutir as condições sanitárias e gerais de detenção dos prisioneiros Gdeim Izik. Foram também realizadas reuniões sobre o assunto com organizações da sociedade civil e, em particular, com a Associação Saharaui de Vítimas de Violações Graves dos Direitos Humanos.


A democracia e os direitos humanos são elementos essenciais da política externa da UE e do seu diálogo com os países parceiros, incluindo Marrocos. A prevenção e erradicação de todas as formas de tortura e maus-tratos em todo o mundo é um dos principais objetivos da política de direitos humanos da UE. No quadro do seu diálogo político regular com as autoridades marroquinas, a UE manifesta sistematicamente a sua preocupação com os alegados casos de maus tratos e com a impunidade. Através do seu orçamento, a UE apoia também as instituições e as organizações da sociedade civil presentes em Marrocos, com vista a reforçar o sistema judicial, em conformidade com as regras ambiciosas estabelecidas na Constituição marroquina de 2011.

A UE recorda o seu apoio aos esforços do Secretário-Geral das Nações Unidas para chegar a uma solução política justa, duradoura e aceitável para ambas as partes, que contemple a autodeterminação do povo do Sahara Ocidental no âmbito de acordos compatíveis com os princípios e objectivos do a Carta das Nações Unidas.

ES
E-005407/2018
Resposta do vice-presidente Mogherini
em nome da Comissão Europeia
(7.1.2019)

A União Europeia está acompanhando de perto a situação dos prisioneiros de “Gdeim Izik”.
A delegação da UE em Rabat esteve presente como observadora no processo civil e os representantes da delegação realizam reuniões regulares com o Conselho Nacional dos Direitos Humanos sobre a saúde e as condições de detenção dos prisioneiros de “Gdeim Izik”. Também se realizaram reuniões com organizações da sociedade civil, principalmente com a Associação Saharaui de Violações Graves dos Direitos Humanos. No caso do Sr. Khadda, os relatórios indicam que ele suspendeu a greve de fome que começou em 18 de setembro de 2018.

A democracia e os direitos humanos são componentes essenciais da política externa da UE. Nos seus contactos regulares com as autoridades marroquinas, a UE manifesta constantemente a sua preocupação com os alegados casos de maus tratos e impunidade. Através do orçamento da UE, a União apoia instituições e organizações da sociedade civil, com o objetivo de reforçar o sistema judicial em Marrocos, em conformidade com a Constituição marroquina de 2011.

A UE deseja recordar o seu apoio aos esforços do Secretário-Geral das Nações Unidas para chegar a uma solução política justa, duradoura e aceitável para ambas as partes, que contemple a autodeterminação do povo do Sahara Ocidental no âmbito de acordos compatíveis com os princípios e objetivos da Carta das Nações Unidas.

Nos termos do artigo 2.º do Acordo de Associação UE-Marrocos, o respeito pelos princípios democráticos e pelos direitos humanos é um elemento essencial do Acordo. Por conseguinte, a UE manifesta periodicamente as suas preocupações em matéria de direitos humanos, designadamente nas reuniões do subcomité dos direitos humanos e dos princípios democráticos estabelecidos no âmbito do Acordo.
[1] https://www.amnesty.org/download/Documents/MDE2992252018ENGLISH.pdf

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Preso político saharaui Abdallah Abbahah suspende greve de fome após 44 dias



Por un Sahara Libre – 14 de Novembro 2018 - Segundo informação da família o preso político Abdallah Abbahah suspendeu ontem a greve de fome que iniciou a 1 de Outubro passado.

Abbahah que tinha perdido a consciência e a quem foi administrado soro, suspendeu a sua greve de fome após o director da prisão lhe ter dito que podia parar que tudo ia ser resolvido.
Os 44 dias de greve de fome tiveram um impacto enorme na saúde de Abbahah que se encontra em confinamento prolongado há mais de 8 meses. O estado de saúde de Abbahah é alarmante, fruto não só das torturas sofridas e contínuos maus tratos, como da negligencia médica desde a sua detenção em 2010.
El Bachir Khadda, em situação idêntica, encontra-se também em situação de saúde alarmante após ter efetuado uma greve de fome de 43 dias.
Neste momento Mohamed Bourial, detido também em Tiflet2 está no 33º dia de greve de fome e o seu estado físico está também muito deteriorado.

sábado, 10 de novembro de 2018

Marrocos: Abdallah Abbahah - preso político saharaui - em perigo de vida



Sexta, 9 de Novembro de 2018 - por porunsaharalibre - Abdallah Abbahah, preso político saharaui do Grupo Gdeim Izik, em greve de fome desde 1 de outubro, foi transportado da prisão de Tiflet2 para o hospital depois de ter perdido a consciência durante várias horas.
No hospital, foram-lhe dados 2 litros de soro e em seguida foi transportado de volta para a cela da prisão, onde permanece em confinamento prolongado desde 7 de maio de 2018.
Devido à greve de fome, Abbahah tem sérios problemas cardíacos, vómitos, dor intensa em todos os seus órgãos, não consegue ficar de pé ou andar.
No início desta semana, uma médica visitou-o na prisão e disse-lhe para parar a greve de fome e parar de lhes dar “problemas” para que pudessem descansar.
O director da prisão disse-lhe repetidamente para parar a greve da fome e que as autoridades marroquinas não têm responsabilidade sobre a sua saúde.
Abdallah está novamente na sua cela de prisão em Tiflet2, sozinho e com apenas três cobertores finos e continua a greve de fome.
Uma queixa individual foi apresentada ao Comité contra a Tortura (CAT) em maio deste ano pela sua advogada Olfa Ouled. O CAT respondeu imediatamente após o pedido de medidas urgentes e solicitou ao Governo marroquino que pusesse fim ao confinamento prolongado a que Abbahah está sujeito há 8 meses, uma visita de um médico à sua escolha e que seja libertado devido ao seu estado de saúde.
As medidas provisórias são dadas pelo CAT como uma proteção até que a decisão final sobre o caso seja dada.
Marrocos ignora as medidas provisórias do CAT e continuou os maus-tratos, o assédio e o confinamento prolongado que é considerado tortura.
Marrocos é responsável pela integridade física dos detidos em prisões marroquinas. O Reino deve respeitar a Convenção contra a tortura e o protocolo opcional que ratificou e, portanto, cumprir as medidas provisórias solicitadas para entrarem em vigor imediatamente em maio deste ano pelo Comitê contra a tortura.
Mohamed Bourial, do grupo Gdeim Izik, na prisão Tiflet2, está em greve de fome desde 12 de outubro . A sua cela, onde se encontra em confinamento prolongado está num módulo para prisioneiros com problemas de saúde psiquiátrica.
El Bachir Khadda, do mesmo grupo, que suspendeu uma greve de fome de 42 dias, não recebeu atenção médica e tem sérios problemas de saúde, resultantes da greve de fome.
Mohamed Lamin Haddi, que suspendeu a sua greve de fome após 12 dias e perdeu a consciência, também precisa urgentemente de atendimento médico e permanece em confinamento prolongado em Tiflet2.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Preso político saharaui El Bachir Khadda: 36 dias em greve de fome



El Bachir Khadda está há 35 dias em greve de fome. O preso político saharaui do Grupo Gdeim Izik está em protesto contra os maus-tratos contínuos, o confinamento prolongado e a transferência da prisão de Tiflet2, que se encontra a mais de 1300 quilómetros da sua cidade natal no Sahara Ocidental, para uma prisão mais próxima da sua família.

A família de El Bachir Khadda está extremamente preocupada com a situação de risco de vida em que se encontrar o preso político.



Nas primeiras semanas, Khadda foi colocado na enfermaria, embora isolado de outros presos, mas de acordo com as últimas informações disponíveis, ele agora está sozinho na sua cela “normal”, onde está em confinamento prolongado desde 16 de setembro de 2017.

A Família apela à comunidade internacional a agir e responsabiliza as autoridades marroquinas pela vida de El Bachir Khadda.

A possível morte do Sr. Khadda, que foi sequestrado pelas autoridades de ocupação marroquinas em 2010 em El Aaiun, após o desmantelamento do campo de protesto Gdeim Izik, torturado durante anos, vítima de um julgamento civil e militar nulos perante a lei, estará nas mãos não só das autoridades marroquinas, mas também da comunidade internacional que ficou em silêncio.

Fonte: Por un Sahara Libre

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Preso político saharaui Mohamed Lamin Haddi está em coma





A vida dos presos politicos saharauis atualmente detidos na prisão marroquina de Tiflet 2 continua todos os dias ameaçada.
Mohamed Lamin Haddi, do grupo de presos do processo de Gdeim Izik — o acampamento da dignidade saharaui que teve lugar há oito anos atrás — entrou em coma esta segunda-feira, 15 de outubro, suspendendo assim, de facto, a greve de fome que havia começado para protestar contra o isolamento desde a sua transferência em setembro de 2017.

A vida de Haddi e dos outros três presos politicos do mesmo grupo — Sidi Abbahah, Bachir Khadda e Mohamed Bourial — permanecem nas mãos da administração da prisão de Tilfet, que parece agir com impunidade.
Mohamed Bourial, assim que chegou na segunda-feira, à prisão de Tiflet, foi privado de todos os seus pertences e imediatamente colocado em confinamento solitário. A sua advogada, doutora Ouled, disse-nos que Bourial continuaria a greve de fome até à morte porque a morte não poderia ser pior do que a prisão de Tiflet 2.
A administração penitenciária de Tiflet 2 tornou o regime de isolamento uma “lei comum” para os presos de Gdeim Izik. O isolamento prolongado tem consequências muito sérias para a saúde física e mental desses homens.
Em vésperas das discussões sobre a renovação do mandato da MINURSO, a questão de proteger a vida deste grupo ainda não está resolvida. A terrível tortura a que esses presos são submetidos é a mais grave ofensa cometida pelo Reino de Marrocos, porque envolve punir, degradar e matar esses homens de maneira progressiva.
O preso Sidi Abbahah esteve proibido de enviar queixas a nível nacional e internacional. Depois de muitos meses, foi-lhe dada uma caneta, mas a carta que queria enviar para a ONU foi bloqueada pela administração da prisão.
Mesmo com escassa informação disponível – os presos só podem telefonar com a família alguns minutos uma vez por semana e têm poucas visitas – confirma-se o pior.
Para proteger a vida destes presos, é urgente que eles sejam transferidos.
Fonte: Por un Sahara Libre