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quinta-feira, 21 de novembro de 2019

44.ª EUCOCO reúne em Vitória a 22 e 23 de Novembro





A 44.ª CONFERÊNCIA EUROPEIA DE APOIO E SOLIDARIEDADE COM O POVO SAHARAUI reúne esta sexta-feira e sábado em Vitória-Gasteiz, no País Basco. O evento tem lugar no Palácio de Congressos Europa e a sessão inaugural realiza-se pelas 16 horas, fazendo-se as acreditações a partir das \14h00.

A Conferência Europeia de Apoio e Solidariedade com o Povo Saharaui (EUCOCO) realiza-se continuamente desde 1975 — o ano do início do conflito — numa cidade europeia diferente.

As EUCOCOs constituem o evento anual mais importante do Movimento Europeu de Solidariedade com o povo saharaui. Embora a conferência ainda utilize o termo "europeu", a EUCOCO tem, há muito tempo, uma dimensão internacional, pois organizações e pessoas dos cinco continentes nelas participam.

Representantes de governos que reconhecem a RASD, deputados e eleitos, europeus e nacionais, governos regionais, deputados e conselhos municipais do Estado espanhol, organizações políticas e sindicais, associações de amizade com o povo saharaui e ONGs em geral estão presentes nas diferentes EUCOCO.
O povo saharaui está representado por várias autoridades do governo saharaui e da Frente POLISARIO, bem como embaixadores e delegados da RASD em vários países.

Mais informações em: http://eucocovitoria2019.org/

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Solidariedade com o Povo Saharaui - — Manif em Paris 12 de Outubro


A Coordenadora das Associações da Comunidade Saharaui em França e a Plataforma Francesa de Solidariedade com o Povo do Sahara Ocidental organizam uma manifestação no próximo dia 12 de Outubro na Place de la République em Paris entre as 15h00 e as 19h00.

Esta acção, poucos dias antes da reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas que irá debater a Missão da ONU no Sahara Ocidental, pretende alertar a opinião pública e as Nações Unidas para a situação insustentável a que o povo saharaui está exposto nos territórios ocupados.

França tem sido um aliado de Marrocos e tem impedido consecutivamente a inclusão no mandato da Missão das Nações Unidas a proteção da população saharaui nos territórios do Sahara Ocidental ocupados por Marrocos.

Fonte: PUSL





quinta-feira, 20 de junho de 2019

«Zahra», o Sahara Ocidental escrito em português





No próximo dia 30 de Junho, domingo, será lançado na Feira do Livro de Braga o livro «Zahra», de Tomás Sopas Bandeira, uma iniciativa das Edições Afrontamento e da livraria Centésima Página, uma obra baseada na experiência do jovem médico e nosso companheiro na AAPSO nos acampamentos de refugiados saharauís em Tindouf (Argélia).

terça-feira, 26 de junho de 2018

França: êxito diplomático e político do povo saharaui





Este último fim-de-semana constituiu um êxito para a luta do povo saharaui pelas suas reivindicações territoriais e da libertação dos territórios ocupados militarmente por Marrocos.

A Assembleia Nacional Francesa acolheu a Conferência Fundacional da Rede Parlamentar Internacional para o Apoio ao Referendo no Sahara Ocidental. Recorde-se que faz agora quase um ano que o deputado francês Jean-Paul Lecoq, pediu ao seu governo que abandone o apoio que dá a Marrocos no conflito do Sahara Ocidental. Para o político francês, França tem que “jogar um papel mais equilibrado no processo de descolonização do Sahara Ocidental e abandonar a postura favorável ao Reino de Marrocos”, declarou.

Mais explícito se mostrou ainda Lecoq durante um encontro com o delegado da Frente Polisario em França, Ubbi Bushraya, quando afirmou que “devido à alarmante situação que a região e o bloqueio que conhece o plano de paz, com todas as implicações sobre a segurança da zona, Marrocos já não necessita do apoio à sua aventura colonialista”, disse o deputado, que convidou o seu país e a União Europeia a apoiar “a descolonização do Sahara Ocidental”.

Convidados pelo Grupo de Estudo Sobre o Sahara Ocidental a que preside o deputado francês Jean-Paul Lecoq, a Assembleia Nacional Francesa acolheu na sua sede, sexta-feira passada, a primeira Conferência da Rede Parlamentar Internacional para o Apoio ao Referendo no Sahara Ocidental, que nasce das recomendações da 42.ª reunião da EUCOCO (Conferência Europeia de Coordenação do Apoio ao Povo Saharaui) .

Em declarações à SPS (agência noticiosa saharaui), o representante da Frente Polisario em França, afirmou que “a organização da Conferência Parlamentar Internacional em França é uma clara mensagem às instâncias oficiais para que assumam as suas responsabilidades históricas em relação à justa luta do povo saharaui, para que este exerça o seu inalienável direito à autodeterminação e independência”.

O diplomata saharaui acrescentou que a Conferência tem lugar num “momento importante”, por “coincidir com a esperada visita do Enviado do Secretário-Geral das Nações Unidas para o Sahara Ocidental, o ex-presidente alemão, Horst Kohles”, assim como “a 31.ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo de países membros da União Africana na capital mauritana, Nouakchott”.

Oubi Boushraya, sublinhou que o evento faz parte da "promoção da diplomacia parlamentar, a fim de reunir apoio para o direito à autodeterminação do povo saharaui, que todas as resoluções da ONU e da legalidade internacional sustentam".

Sábado, Bushraya afirmava em declarações à SPS, que a “quantidade e qualidade dos participantes na Conferência Fundacional da Rede Parlamentar Internacional de Apoio à Autodeterminação no Sahara Ocidental, que ultrapassou os 240 participantes de diferentes continentes, confirma o êxito da Conferência”.

Para o diplomata saharaui, "esta Conferência Fundacional da Rede Parlamentar Internacional de Apoio à Autodeterminação do Sahara Ocidental, organizada na Assembleia Nacional francesa, aprovou uma declaração final que confirma a natureza jurídica da questão do Sahara Ocidental como uma questão de descolonização das Nações Unidas ".

Fonte: Espacios Europeos


domingo, 10 de junho de 2018

Empresas europeias devem ser parte da solução no Sahara Ocidental - afirma Intergrupo do SO no Parlamento Europeu


Bruxelas, 08 de junho de 2018 (SPS/EQUO)- O Intergrupo do Sahara Ocidental no Parlamento Europeu (EQUO) organizou esta quinta-feira a Conferência Europeia em solidariedade com o povo do Sahara Ocidental. É a primeira vez que deputados regionais, nacionais e europeus se reúnem para discutir a relevância do conflito saharaui, juntamente com oradores de destaque compartilhando suas opiniões e iniciativas sobre a situação.

Entre outros, estiveram presentes Jorge Luis, do EQUO e deputado do Unidos Podemos no Congresso, Sonia Farré, deputada do UP no Congresso, Enric Bataller e Carles Mulet, respectivamente deputado e senador pelo Compromis, María del Río, deputada autonómica de Podemos Canarias e Agustín Vilaret deputada autonómica pelo Mes per Mallorca.

Entre os principais tópicos de discussão, destaque para o debate sobre o papel essencial desempenham as empresas europeias no futuro económico e o direito à autodeterminação do povo saharaui, bem como o respeito pelos acórdãos do Tribunal de Justiça da União Europeia, que excluem o Sahara Ocidental dos acordos comerciais entre a UE e Marrocos (1).
Neste sentido, o eurodeputado da EQUO de Os Verdes / ALE, Florent Marcellesi, indicou:

"Há empresas europeias que operam diretamente no Sahara Ocidental e que exploram ilegalmente os seus recursos naturais. Estas empresas não têm base legal para operar neste território e devem cumprir os acórdãos do Tribunal de Justiça da União Europeia. As nossas relações comerciais e económicas devem ser ferramentas ao serviço do direito europeu e internacional. Eles precisam fazer parte da solução. A credibilidade da União Europeia depende do respeito pelos acórdãos dos tribunais por parte das empresas europeias e dos Estados-Membros. "

No mesmo sentido, falou o representante da organização Western Sahara Resource Watch (WSRW), Erik Hagen, dizendo que "A UE está colocando as empresas europeias numa situação muito difícil, colocando as suas actividades num âmbito de acordos-quadro definidos com Marrocos que violam a legislação europeia ".

Por sua parte, o representante da Comissão de Frutas e Legumes da Confederação Camponesa Francesa, Emmanuel Aze, enfatizou a concorrência desleal dos produtos das empresas europeias que operam no Sahara, observando que o acórdão do Tribunal mostra que as importações desses produtos são ilegais, prejudicando os agricultores. "As empresas têm um papel essencial na autodeterminação e no futuro económico do povo saharaui", referiu Aze.

Por sua vez a Coordenadora de Organizações de Agricultores e Ganadeiros (COAG) mostrou a sua forte oposição ao processo de negociação e implementação do Acordo Comercial entre a UE e Marrocos "por ser ilegal, por violar os direitos ambientais, laborais e dos consumidores" . "Para nós, a decisão do Tribunal de Justiça da UE é clara", disse o representante da COAG, Andrés Góngora.

Importa recordar que, em fevereiro de 2017, o Tribunal de Justiça da União Europeia considerou que o acordo de pesca entre a UE e Marrocos não é aplicável ao Sahara Ocidental ou às suas águas adjacentes. Com esta conclusão, o tribunal reiterou a sua posição na sua sentença de 2016, na qual exclui o Sahara Ocidental do acordo de livre comércio com Marrocos, considerando-o um território "distinto e separado do Reino de Marrocos".

domingo, 1 de abril de 2018

Conferência Internacional de apoio ao Sahara Ocidental (EUCOCO-2018) tem lugar em Madrid





O presidente da EUCOCO (Conferência Europeia de Coordenação de Solidariedade com o Sahara), Pierre Galand, disse sexta-feira que o evento terá lugar em novembro, na cidade de Madrid.

Durante a sua intervenção na Conferência Internacional do Direito dos Povos à Resistência que teve lugar este fim-de-semana na capital argelina, o belga Pierre Galand disse que os detalhes desse encontro serão ultimados numa reunião que se realizará a 22 de maio em Bruxelas e em que participarão parlamentares de toda a Europa.

"Temos que nos ver em maio para debater como vamos conseguir que todos os parlamentos da Europa e do mundo se mobilizem para juntos impulsionar a voz da justiça e do direito à autodeterminação do povo saharaui", disse Galand.

A sexta Conferência Internacional dos Direitos dos Povos à Resistência, dedicada este ano ao povo saharaui realizou-se este fim-de-semana na localidade argelina de Sidi Fredj, próxima da capital argelina.
Falando aos participantes no evento, o presidente da República Árabe Saharaui Democrática (RASD), Brahim Gali, instou a União Europeia (UE) a aplicar de "forma rápida e estrita" a última decisão do Tribunal de Justiça Europeu sobre o acordo de pesca com Marrocos e alertou para os efeitos negativos ​​"de um qualquer truque" em águas territoriais saharauis e direitos de pesca.

"Advertimos uma vez mais de que qualquer tentativa de enganar a sentença do Tribunal a fim de chegar a um acordo entre a União Europeia e o Reino de Marrocos que afetem os territórios e águas territoriais do Sahara Ocidental é um ato ilegal e irresponsável, uma violação flagrante do direito europeu e do direito internacional ", disse Gali.

Em janeiro, o Tribunal de Justiça da União Europeia validou o acordo de pesca UE-Marrocos, considerando que ele não se aplica ao Sahara Ocidental ou às suas águas adjacentes, o que significa que os navios da UE não devem pescar naquela zona.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Morreu Eduardo Galeno, grande escritor e grande amigo do Povo Saharaui



Morreu hoje de manhã, em sua casa em Montevideo, aos 74 anos,  escritor uruguaio e grande amigo do Povo Saharaui, Eduardo Galeano.

Fomos informados pela Asociación Uruguaya de Amistad con la República Árabe Saharaui Democrática que “ha perdido a su primer integrante y su mejor mejor amigo”.  Fazemos nossas as palavras dos nossos companheiros uruguaios:

¡Se nos ha ido Eduardo Galeano!

Ficam-nos as suas palavras e os seus gestos solidários para com o Povo Saharaui.

Deixa-nos em herança a sua amizade, o seu afeto, o seu sorriso.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Palavras-de-ordem de apoio ao povo saharaui em Oujda (Marrocos)




Os estudantes universitários de Oujda acabam de marcar uma viragem crucial no conflito do Sahara Ocidental.

«O Povo Saharaui resiste e os reacionários regateiam» era a palavra de ordem que os estudantes da cidade Oujda repetiam para exprimir a sua solidariedade com a luta do povo saharaui.


Há quase 40 anos que o Makhzen impõe os seus pontos de vista sobre a questão do Sahara Ocidental sob o pretexto de preservar a "unanimidade sobre a questão da integridade territorial." Qualquer protesto é severamente punido. Em termos de imagem externa, o palácio marroquino tolera a posição do partido “Annahj Addimocrati” para exibir uma aparência de abertura quanto ao tema.

Os estudantes da Universidade de Oujda acabam de abrir uma excepção ao exprimirem na rua o seu apoio aos saharauis.


Recorde-se que a cidade de Oujda é cenário desde segunda-feira de manifestações estudantis que protestam contra as modalidades de exames e que têm sido violentamente reprimidas pela polícia.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

“Gurba”: a dívida de Espanha com o Sahara Ocidental, nos cinemas espanhóis




O produtor e realizador Miguel Ángel Tobías lança um documentário que está a ser projetado em Espanha na rede de cinemas Kinépolis de forma gratuita.

Há oito anos, o produtor e realizador Miguel Ángel Tobías comprometeu-se “publicamente” a produzir e realizar todos os anos um projeto audiovisual que fosse “social, solidário e sem fins lucrativos ”. Embora o momento crítico que atravessa o setor do cinema em Espanha o tivesse obrigado a reduzir de forma drástica o ritmo, Tobías estreou este mês o documentário “Gurba, La condena”, que se vem juntar a “Sueños de Haití” e ao programa televisivo “Efecto ciudadano”, convertendo-se na primeira destas manifestações de vontade social a ser exibida em salas convencionais (multicines Kinépolis), ecrã grande e de forma gratuita.


segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Conferência Internacional de Argel apela a que 2015 seja o Ano da independência del Sahara Ocidental




Argel, 15/12/14 (SPS)-. Os participantes na 5.ª Conferência internacional de Argel “O direito dos povos à resistência: o caso do povo saharaui” apelaram na capital argelina a fazer de 2015 o Ano da independência do Sahara Ocidental.
“Devemos fazer  do ano  de 2015, o Ano da independência do  Sahara Ocidental conforme as resoluções da ONU  sobre a descolonização”, afirmou o presidente das associações africanas ativas sob a bandeira da União Africana.

Nesse sentido, a presidente da Associação de Solidariedade com o Povo Saharaui na África do Sul, Keita Maika, denunciou as “detenções arbitrárias” levadas a cabo pelas autoridades marroquinas contra os defensores dos direitos humanos e pediu aos países africanos a fazerem maiores esforços para tornar realidade o “sonho” do líder africano falecido Nelson Mandela, referente à completa descolonização do continente africano.

O presidente do Comité Tunisino de Solidariedade com o Povo saharaui, Diaa Mohamed, destacou que a causa saharaui “não é um conflito de fronteira entre Marrocos e a Argélia e entre Marrocos e a Mauritânia, mas uma questão de descolonização.” Acrescentando que “é uma questão jurídica que aguarda uma solução imposta pela legalidade internacional ”.

Conferência de Argélia reafirma legitimidade da luta do povo saharaui

A 5ª edição da conferência internacional de Argel reafirmou este domingo a justa e legítima luta do povo saharaui contra a ocupação marroquina.

Em declaração publicada no termos dos trabalhos, os participantes encorajaram os saharauis a prosseguir a sua luta pela liberdade e a dignidade e exigiram a libertação “imediata” de todos os presos políticos saharauis; solicitaram ainda uma “investigação imparcial” nos casos de desaparecidos saharauis.

Os participantes pediram à ONU a que ponha em prática as suas próprias resoluções sobre o Sahara Ocidental, através da organização de um referendo de autodeterminação para o povo saharaui.

O comunicado da Conferência Internacional de Argel condena e denuncia as graves violações dos direitos humanos cometidos pelo Estado marroquino nas zonas ocupadas do Sahara Ocidental; também exige o termo do saque sistemático dos recursos naturais saharauis.

A conferência lança um apelo à ONU e aos diversos organismos especializados a proporcionarem assistência humanitária adequada aos refugiados saharauis.
Os participantes no evento instaram o enviado pessoal do Secretário-Geral de la ONU, Christopher Ross, a “continuar a sua mediação” entre as duas partes no conflito (Marrocos e Frente Polisario).


Depois de pedirem que se fortaleça a solidariedade internacional com a questão saharaui, os participantes condenaram a posição “parcial” da França” que bloqueia qualquer resolução a favor da solução deste conflito” e pediram à União Europeia a rever os seus acordos comerciais com Marrocos.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Grande Manifestação em Madrid pela Autodeterminação do Povo Saharaui







Milhares de pessoas – saharauis, espanhóis mas também representantes de muitas organizações estrangeiras, entre elas algumas portuguesas (Associação de Amizade Portugal-Sahara Ocidental, CGTP e CPPC) —participaram este domingo numa grande manifestação no centro de Madrid exigindo ao governo de Espanha que conclua a sua colonização do Sahara Ocidental e pediram às Nações Unidas que imponha o Direito Internacional para que se reconheça a autodeterminação do povo saharaui.


Conferência Europeia de Apoio ao Povo Saharaui reitera confiança no enviado pessoal de Ban Ki Moon para o Sahara Ocidental

Mohamed Abdelaziz, Presidente da RASD e SG da Frente POLISARIO, durante a sua intervenção

  •    Apela para que a RASD seja eleita membro de pleno direito da Organização das Nações Unidas

  •     Declara 2015 como o "Ano Internacional de Solidariedade com o Povo Saharaui"

  •    Pilar Bardem pede ao Rei de Espanha para se envolver mais no que diz respeito ao direito internacional no Sahara Ocidental



Os cerca de 500 participantes na 39.ª Conferência Europeia de Apoio e Solidariedade com o Povo Saharaui (EUCOCO)  realizada de 15 a 16 de novembro na capital espanhola reafirmaram em declaração final publicada no termo dos trabalhos desta reunião internacional, a sua solidariedade com a justa luta do povo saharaui  pela sua independência, sob a direção da Frente Polisario, seu único e legítimo representante.

Aminetou Haidar presente na EUCOCO 2014

A atriz Pilar Bardem — prestigiada personalidade da cultura e da cidadania do Estado Espanhol, mãe dos atores Carlos e Javier Bardem — teve a primazia de encerrar na tarde de sábado a 39.ª Conferência de Apoio ao Povo Saharaui que teve lugar este fim-de-semana em Madrid. A atriz leu a Declaração Final, ma qual se renova o apoio a Cristopher Ross, enviado pessoal do SG da ONU para o Sahara Ocidental e reconhece a sua determinação em levar a cabo a sua missão.

A declaração final também saúda as resoluções da ONU, e a determinação do seu Secretário-Geral, Ban Ki Moon, expressa em abril de 2014 na busca de uma solução conforme com a doutrina da descolonização.

A declaração final defende porém que a mobilização tem que ser ainda maior para obrigar Marrocos a respeitar o direito internacional e para interpelar a UE e, em especial a França e a Espanha, e ao “seu chefe de Estado ainda mais” — quis acrescentar Pilar Bardem —, para que adotem uma posição conforme ao direito internacional sobre a questão do Sahara Ocidental.

Pilar Bardem saúda Aminetou Haidar...



RESOLUÇÃO FINAL da 39ª EUCOCO

Madrid, 14 y 15 de noviembre de 2014

Reunidas en presencia del Presidente de la República Arabe Saharaui Democrática, Mohamed Abdelaziz, 435 personas participantes procedentes de 24 países de Europa, de las Américas y de África. Recibiendo una amplia representación del Frente Polisario, además de 18 activistas de la resistencia saharaui procedentes de los territorios ocupados, liderados por Aminatou Haidar, figura emblemática de la lucha del pueblo saharaui por su autodeterminación y la independencia.

Importantes delegaciones parlamentarias, representantes de partidos democráticos del Estado Español, del Intergrupo del Parlamento Europeo, además de representantes de parlamentos nacionales y regionales, del Parlamento de la Unión Africana, de los parlamentos de Argelia, de Sudáfrica, de México, de Brasil, de Chile, de la RASD; de Fundaciones y Asociaciones de derechos humanos, de ONGs y Comités de apoyo, participan en las sesiones plenarias, en los talleres temáticos, y en la manifestación que tendrá lugar en el corazón de Madrid el 16 de noviembre de 2014. Esta manifestación tiene como objetivo condenar los Acuerdos de Tripartitos del 14 de noviembre de 1975, que constituyen todavía, a día de hoy, un obstáculo importante para el camino hacia la autodeterminación y la independencia del pueblo saharaui. El estado español debe asumir responsabilidades en la tragedia que vive el pueblo saharaui. Se deben denunciar estos Acuerdos, vestigio de la España franquista, y reparar esta injusticia.

La búsqueda de una solución justa y definitiva al conflicto del Sáhara Occidental vive ahora una etapa crucial. La estrategia del Rey de Marruecos desarrollada desde hace más de dos décadas, basada en una huída hacia adelante, en la ilegalidad de la ocupación y todas sus nefastas consecuencias; el discurso de amalgamas, de confusión, de mentiras y agresiones contra Argelia; el desafío frente a la comunidad internacional; la negación del derecho internacional. Esta estrategia falla hoy y ya no engaña a nadie. Las máscaras caen.

Constatamos que el Gobierno de Marruecos está a la defensiva, y se encuentra en un callejón sin salida imponiendo su rechazo a toda solución auspiciada por Naciones Unidas. No solo reprime a las poblaciones en los territorios ocupados, sino que también prohíbe al embajador Christopher Ross, Enviado Personal del Secretario General de la ONU, Ban Ki Moon, realizar su misión.

La conferencia renueva su apoyo a Christopher Ross, y reconoce su determinación para llevar a cabo su misión. También saluda las resoluciones de la ONU, y la determinación de su Secretariado General, expresada en abril de 2014 en la búsqueda de una solución conforme a la doctrina de la descolonización.

Su excelencia Joaquin Chissano, mediador designado por la Unión Africana, y la Representante Especial para el Sáhara Occidental, y Jefa de la MINURSO, la señora Kim Bolduc, se vieron también impedidos para ejercer su mandato. De la misma manera se prohíbe a delegaciones parlamentarias, a defensores y defensoras de derechos humanos, y a representantes de las asociaciones de solidaridad, acceder a los territorios ocupados y encontrarse con los y las activistas saharauis, así como visitar a los presos políticos.

Las más grandes autoridades a cargo de dictar el derecho; la Audiencia Nacional española o el Tribunal de Justicia Europeo, las Naciones Unidas, o la OCDE en la cuestión económica; clarifican hoy más que nunca los derechos del pueblo saharaui a su identidad propia, a la protección de su territorio, de sus recursos naturales y de su cultura.

Las personas participantes han reafirmado su compromiso y su combate para que los derechos humanos, el derecho humanitario y el derecho internacional sean aplicados a favor del pueblo saharaui, y denuncian los crímenes de guerra y crímenes contra la humanidad cometidos por Marruecos en los territorios ocupados. Llaman al Consejo de Seguridad y a la Unión Europea a tomar acciones contra el estado marroquí y a reconocer el estado saharaui, la RASD, como miembro de pleno derecho de la organización de las Naciones Unidas.

El amplio movimiento de solidaridad internacional con el pueblo saharaui, reunido estos días 14 y 15 de noviembre en Madrid, reafirma con fuerza su solidaridad con su lucha de 40 años por su independencia, liderada por el Frente Polisario, su único y legítimo representante.


Nuestra movilización quiere ser más grande todavía, nuestras acciones más focalizadas, más eficaces, para obligar a Marruecos a respetar el derecho internacional y para interpelar a ciertos países, Francia y España en particular, así como a la Unión Europea para que adopten una posición conforme al derecho internacional sobre la cuestión del Sáhara Occidental.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Movimento internacional a favor do povo saharaui





É um chamamento em defesa do povo do Sahara Ocidental e da sua cultura, tão esquecidos pelo mundo mediático. Personalidades da cultura, das artes e letras de diversos países, incluindo os de língua portuguesa, associaram-se à causa, «com a força e o sentimento de contribuir para a realização de uma verdadeira paz para os saharauis e os povos da região» no norte de África.

Numa carta de apelo, o grupo de promotores da iniciativa refere que quer apenas fazer ouvir a voz do povo saharaui, entender as suas preocupações e fazer cumprir o direito internacional. Basta recordar que a 14 de novembro de 1975 começou para os saharauis uma triste história de guerra, exílio, êxodo e abuso dos direitos humanos mais básicos, como a vida, a liberdade e a autodeterminação.

Intelectuais, escritores, poetas, professores, jornalistas e artistas estão entre os que apoiam este movimento de solidariedade. Exortam a Espanha (ex-país colonizador) e Marrocos (país ocupante) a assumirem o seu compromisso, de modo a não sepultar da sua agenda bilateral a questão saharaui. O chamamento aberto a novas adesões conta, entre outros, com a assinatura dos escritores Eugénia Neto, viúva de Agostinho Neto, e Luís Kandjimbo (Angola), Corsino Fortes e José Luís Hopffer (Cabo Verde), do historiador Julião Soares de Sousa (Guiné-Bissau), dos professores universitários Pires Laranjeira e Salvato Trigo (Portugal), de Armindo do Espírito Santo (São Tomé e Príncipe), Edna Maria dos Santos (Brasil), e de Sheila Khan
(Moçambique).


Fonte: África21 – novembro 2014

domingo, 15 de junho de 2014

Gurutze Irizar: " Os saharauis têm isso muito claro, é que nunca irão dobrar os joelhos diante de Marrocos"



Conheceu os saharauis quando ainda vivia o ditador espanhol. E com eles foi para o deserto para defender a pátria invadida em 1975. Viveu os horrores da guerra e o êxodo no mais absoluto nada. Como enfermeira, ajudou a que a vida de um povo abandonado à sua sorte nas areias do deserto continuasse. E esse povo adotou-a e brindou-a com o seu apreço e um novo nome: Fatimetu.

Aprendeu a sua língua — o hassania —e viveu catorze anos nos acampamentos como mais uma refugiada. Do seu casamento com um militante saharaui teve dois belos filhos que sabem ouvir os silêncios do deserto e falar as palavras doces do euskara.


É Gurutze e também Fatimetu, generosa, euskaldun e saharaui. Por isso acredita que se pode fazer mais. 

quarta-feira, 7 de maio de 2014

1.ª Légua Solidária pelo Sahara patrocinada pelo grande campeão Chema Martínez


Chema Martínez, campeão da Europa de 10.000 metros e subcampeão continental da maratona; o delegado saharaui em Espanha, Abdullah Ahmed Arabi, Mª Paz Parrilla e Luz Matas, vereadores de Saúde e Cooperação da Ayuntamiento de Rivas (Madrid), vão apresentar amanhã, 8 de maio, a primeira Légua Solidária pelo Sahara.

A 1.ª Légua Solidária pelo Sahara (5,9 km, aproximadamente) é uma corrida que terá lugar em Rivas, município da Grande Madrid,  sábado, 24 de maio, e que pretende recordar as duras condições com que se enfrentam diariamente, desde há 38 anos, milhares de famílias saharauis que vivem nos campos de refugiados na Argélia (Tindouf) esperando uma resolução internacional que lhes permita regressar à sua terra.


segunda-feira, 5 de maio de 2014

Andrew Mlangeni: “Os refugiados saharauis conquistarão a sua liberdade, e se não forem eles, serão os seus filhos”




Andrew Mlangeni, um histórico do movimento contra o apartheid sul-africano, companheiro de cela de Nelson Mandela e talvez porta-voz do seu legado ético e moral, esteve nos acampamentos de refugiados saharauis, no sudoeste da Argélia, onde participou na 11.ª edição no Festival Internacional de Cinema do Sahara. O Fisahara homenageou Mandela e consagrou a película Invictus, realizada por Clint Eastwood.

Leia a entrevista que concedeu ao repórter do EL PAIS, Fernando Iñiguez - Tindouf 5 maio 2014





sábado, 3 de maio de 2014

Central sindical CUT e movimentos sociais exigem que o governo do Brasil reconheça os saharauis




 Brasília, 02/05/14(SPS) - Representantes da Central  Única de Trabalhadores (CUT) e outras 11 entidades dos movimentos sociais e laborais  brasileiros enviaram no dia 28 de abril um documento à Presidente Dilma Rousseff solicitando  que o governo reconheça e estabeleça relações diplomáticas com a República de saharaui, segundo informam fontes da CUT.

"O Brasil é um dos poucos países da América Latina e do Caribe que ainda não reconheceram a República Saharaui. Na semana passada foi aprovada pela Câmara de Representantes e por distintas formações políticas uma moção que se pede àquele país sul-americano que reconheça a República Saharaui “, afirma o Embaixador em missão da República Saharaui no Brasil, Mohamed Laarosi Bahia

Para o secretário de Política Social  da CUT Brasília, José Ismael Cesar, "É totalmente inaceitável que  Brasil não se posicione a  favor da libre determinação dos povos e contribua  para que cessem as pressões políticas, económicas e a violação dos direitos humanos por parte de Marrocos na República Saharaui“. " Nós na CUT Brasília, os seus sindicatos afiliados e  membros de diversos movimentos sociais, estamo-nos mobilizando para que o governo brasileiro assuma tão breve quanto possível o compromisso de estar ao lado do povo saharaui, reconhecendo em primeiro lugar a República Saharaui, afirma a mesma fonte.


SPS

sábado, 26 de abril de 2014

Coimbra, nos trilhos de Abril: Eu sou Saharaui: 40 anos – 40 fotos

Nos trilhos de Abril: de Coimbra para o mundo e do mundo para Coimbra.
Eu sou Saharaui: 40 anos – 40 fotos


A Associação Hemisférios Solidários, organizou um Programa para festejar e celebrar o 25 de Abril, juntando a liberdade à solidariedade e ao diálogo intercultural.

No dia 25 de Abril, pelas 19h00, foi inaugurada uma Instalação de Arte Participativa — Eu sou Saharaui” — que resulta duma colaboração com o fotografo francês JR. Este Projeto Inside Out, visa manifestar ao povo saharaui a solidariedade do mundo a partir de Coimbra.


 Colaboraram neste projeto transnacional pessoas de mais de 30 países (Palestina; Timor-Leste; Macau, Angola, Moçambique, Namíbia, África do Sul, Cabo Verde, Argélia, Austrália, Japão, Ilhas Fiji, França, Bélgica, Inglaterra, Irlanda, Pais de Gales, Portugal, Espanha, Alemanha, Áustria, Itália, Republica Checa, Eslováquia, Polónia, Roménia, Ucrânia, Grécia; Brasil; Finlândia, etc.). A mensagem que se pretende transmitir é que o povo saharaui não está esquecido e através da arte, das redes sociais e da internet vamos ultrapassar a indiferença dos media para este problema de direitos humanos e do direito internacional.

Celebramos a nossa liberdade exigindo a liberdade e a autodeterminação do povo do Sahara Ocidental. Para isso contamos com a comunidade Erasmus, comunidade expatriada, comunidade emigrada que está em Coimbra ou por aqui passou enquanto durou a fase de contacto com a população de Coimbra para partilha de informação e tomada de fotos.

Informações sobre o Projeto “ Eu sou Saharaui” estão disponíveis em:



Sobre a situação no Sahara Ocidental:





O QUE PEDE O POVO DO SAHARA OCIDENTAL?

  •   A realização de um Referendo de autodeterminação do Sahara Ocidental, tal como aprovou a ONU em 1965 e para o qual estabeleceu em 1991 um acordo de paz entre as partes — Reino de Marrocos e Frente POLISARIO — e criou a Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental (MINURSO).
  •   NÃO à violação dos Direitos Humanos nos territórios Ocupados.
  •   Fim à ocupação de Marrocos no Sahara e da espoliação das riquezas naturais que não lhe pertencem.
  •   Derrube do muro de vergonha com mais de 2700 km de extensão que divide o território em dois, com a remoção e destruição de todas as minas antipessoal e artefactos bélicos em todo o território do Sahara.
  •   Reunião das famílias há décadas separadas entre a ocupação, os campos de refugiados e a diáspora.
  •    Viver em Paz, em Liberdade, em Democracia.


Portugal: AAPSO presente no 40º aniversário da Revolução do 25 de Abril



Lisboa (Portugal), 25/04/14 - A Associação de Amizade Portugal Sahara Ocidental (AAPSO), esteve presente uma vez mais no desfile comemorativo do aniversário da Revolução dos Cravos – de que se cumprem 40 anos – que teve ontem lugar entre o Marquês de Pombal e a Praça do Rossio, em Lisboa.






O desfile incorporou vários associados e amigos da AAPSO que empunhavam uma pancarta exigindo o Referendo de Autodeterminação e bandeiras da RASD, tendo disso distribuídos centenas de folhetos explicativos sobre a questão do Sahara Ocidental. Durante o percurso foram “inúmeras as mostras de simpatia e apoio à luta do povo saharaui”.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

II Conferência internacional de Apoio à Resistência das Mulheres Saharauis condena bloqueio informativo imposto às zonas ocupadas











El Aaiún (zonas ocupadas),21/04/14(SPS) - As participantes na II Conferência de Apoio à Resistência das Mulheres Saharauis condenou este domingo  as práticas repressivas desencadeadas contra os  cidadãos saharauis, em particular contra as mulheres  nas zonas ocupadas do Sahara Ocidental, revela o comunicado final publicado no termo dos trabalhos desta II Conferência Internacional.

O comunicado condena de maneira enérgica o bloqueio informativo e militar imposto ao povo saharaui por parte da ocupação marroquina.

A II Conferência de Apoio à Resistência das Mulheres Saharauis saúda as 30 ativistas de 07  nacionalidades de organizações de Direitos Humanos que não puderam tomar  parte neste importante evento pela recusa de Marrocos em lhes permitir o acesso às zonas ocupadas.

As participantes exigiram que a Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental (MINURSO) contemple entre as suas funções o controlo e proteção dos Direitos Humanos no Sahara Ocidental e apelam à comunidade internacional que pressione Marrocos a que respeite o direito dos saharauis à liberdade de expressão e reunião nas zonas ocupadas.

O comunicado exige igualmente o termo da espoliação dos recursos naturais saharauis e a libertação de todos os presos políticos saharauis, assim como a revelação do destino dados aos sequestrados e desaparecidos pela ocupação.


SPS