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sexta-feira, 11 de maio de 2018

Marrocos expulsa membros da Emaús Internacional do Sahara Ocidental



El Aaiún (capital ocupada da RASD), 11 de maio de 2018 (SPS). Hoje, sexta-feira, as autoridades de ocupação marroquinas impediram uma delegação sueca de visitar as zonas ocupadas do Sahara Ocidental, onde pretendiam realizar uma reunião com membros da Associação Saharaui de Vítimas de Violações Graves cometidas pelo Marrocos (ASVDH).
A delegação era composta pelos cidadãos suecos, Caroline Nord e Juan Abergon, representantes da Emaús International, que planeavam fazer uma visita de trabalho ao Sahara Ocidental durante uma semana no âmbito da associação com a organização saharaui ASVDH e verificar o estado dos direitos humanos na região.
Os ativistas suecos foram expulsos de El Aaiún no mesmo avião em que haviam embarcado no aeroporto de Casablanca.
Embora as resoluções da ONU tenham exigido a Marrocos que abra o território a observadores internacionais, ativistas de direitos humanos e a jornalistas, a ocupação marroquina continua a vetar a entrada de qualquer observador internacional para continuar cometendo violações sérias de direitos humanos e reprimindo para os saharauis nas áreas ocupadas do Sahara Ocidental.
A Emaús International, criada por Abbé Pierre em 1971, é uma macro-organização formada por 350 organizações membros que trabalham em 37 países da África, América, Ásia e Europa e que lutam pelo respeito dos direitos humanos no mundo.

sábado, 28 de abril de 2018

Sahara Ocidental: resumo das intervenções dos membros do Conselho de segurança




Um breve resumo das intervenções dos membros do Conselho de Segurança na reunião sobre o Sahara Ocidental no dia 27 de abril de 2018
12 votos a favor 3 abstenções: China, Etiópia, Rússia

Estados Unidos (votação sim):
Nós, como CSNU, permitimos que o Sahara Ocidental se se transforma num conflito congelado – O nosso objetivo é enviar 2 mensagens: 1) não deixar as coisas como sempre no Sahara Ocidental. 2) total apoio a Kohler nos seus esforços. Os EUA querem finalmente ver progresso …. esperam que as partes irão retornar à mesa ao longo dos próximos 6 meses. O plano Marroquino de autonomia é ‘sério, realista e credível’ representa uma possível abordagem para resolver o conflito. Seria infeliz para qualquer um dissecar a linguagem da resolução para marcar pontos políticos. Citando John Bolton do seu livro e 2008 : “A minurso parecia estar no caminho para uma perpétua existência …”

Etiópia (absteve-se):
As sugestões aduzidas para adicionar equilíbrio / neutralidade à resolução não foram adotadas. Nós fomos flexíveis e estávamos prontos para participar numa renegociação, mas não nos foi dada a oportunidade. Não havia outra opção que não fosse a abstenção . A Etiópia apoia Koehler, o processo político, etc. Esperamos que 5º ronda direta de negociações tenha lugar o mais rapidamente possível. Reiteramos que o CS não deve fazer qualquer pronunciamento que prejudique o processo: o Conselho não deve ser visto ao lado de qualquer das partes.

Rússia (abstenção):
Não estivemos em condições de apoiar a resolução porque o processo não foi nem transparente, nem de consulta. Comentários da Rússia e de outros membros do Conselho não foram aceites. Decidimos não bloquear a resolução porque aceitamos o valor da missão. Nova terminologia “possível, etc” abre as portas a interpretações equívocas. A resolução aprovada hoje poderá ter efeitos negativo nos esforços de Koehler. Rejeição da línguagem em torno de métodos genéricos da missão de manutenção da paz que foi inserida na presente resolução. Não apoiamos os elementos sobre direitos humanos na resolução. O texto contém disposições que põe em causa a abordagem imparcial e com as quais nós não concordamos. Fórmula final deve ser aceitável para Marrocos e Polisario e deve fornecer a autodeterminação do povo de Sahara Ocidental.

França (votação sim):
Elogiou a adopção, agradeceu aos EUA. Resolução impede escalada, incentiva construtiva dinâmica. Renovação de 6 meses é voltado para a mobilização do Conselho, mas deve ser uma exceção. Renovação anual mantém a estabilidade. Importante que os membros do Conselho cheguem a consenso.

Suécia (votação sim):
Suécia votou a favor da resolução devido ao apoio a Koehler. Sublinhou a necessidade de uma solução política duradoura e mutuamente aceitável que preveja a autodeterminação do povo de Sahara Ocidental. “Business as usual” já não é uma opção. Mulheres e jovens devem ser totalmente incluídos no processo político e ter um papel significativo a desempenhar. Novos elementos na presente resolução que achamos não terem suficiente equilíbrio e não refletem completamente as realidades no terreno. Em relação aos procedimentos, buscamos unidade … A aceitação de sugestões que foram relativamente pequenas poderiam ter conseguido essa unidade. Apesar das deficiências no texto, este é um passo na direção certa. Necessidade das partes renovarem o compromisso com um Espírito de compromisso. Todas as possíveis soluções devem estar sobre a mesa. Isso inclui a realização de um referendo livre e justo.

China (abstenção):
Expressa apreciação pela minurso e observa prioridade de estabilidade Regional. Conselho deve permanecer unido e falar com uma só voz. Conselho deveria ter dado mais tempo para se atingir consensos … China expressa pesar que a resolução não tenha sido capaz de acomodar preocupações dos outros membros do Conselho – isto foi a razão para a sua abstenção. Expressa apoio a Koehler e encoraja as partes a retornar às negociações.

Reino Unido (votação sim):
Apoia a resolução por 3 principais razões. • apoio  escalada de pressão; • apoio para continuar o trabalho da minurso; • apoio ao objetivo global de uma solução duradoura e mutuamente aceitável que preveja a autodeterminação do povo de Sahara Ocidental; expressa forte apoio aos esforços de Koehler e de Stewart. Partes devem continuar num espírito de realismo e compromisso. Os 6 meses de renovação são uma indicação da importância da questão.

Kuwait (votação sim):
Resolução é um reflexo do desejo do SG da ONU em relançar negociações políticas entre as partes. Kuwait renova total apoio a uma solução política justa e mutuamente aceitável que garanta o direito à autodeterminação no âmbito dos parâmetros da carta das Nações Unidas e relevantes resoluções.

Guiné Equitorial (votação sim):
Felicita esforços de Koehler e Stewart e dá por bem-vinda a renovação do mandato. Saúda aqueles que têm feito sacrifícios neste conflito que durou décadas no continente africano. Votaram a favor em reconhecimento dos esforços em curso que podem levar a uma resolução do conflito.

Cazaquistão (votação sim):
Não há alternativa ao processo de compromisso, solução mutuamente aceitável, etc. Apoio a Koehler, etc. se a resolução tivesse sido adotada por consenso teria enviado uma mensagem mais forte. Importante para o Conselho manter a unidade …

Bolívia (votação sim):
Salientou a necessidade de relançar o processo político. Oferece total apoio a Koehler, Stewart, etc. importância das partes de prosseguirem com uma nova dinâmica e espírito de compromisso levando a uma solução política mutuamente aceitável que permita a autodeterminação do povo do Sahara Ocidental. Expressa preocupação pela sugestões que não foram tidas em conta com um fim de tornar o texto mais equilibrado para que todos os membros do Conselho pudessem apoiá-lo. Reclamou que os 6 meses não foram discutidos com a Bolívia. Lamentou que a natureza arbitrária do sistema seja uma força negativa para os métodos de trabalho do Conselho

Costa do Marfim (votação sim):
Bem-vinda a aprovação. Bem-vindos os sérios e credíveis esforços feitos por Marrocos através da iniciativa da autonomia. Bem-vindo o convite aos Estados vizinhos para terem uma mais frutífera contribuição.

Holanda (votação sim):
A falta de apoio unânime não deve distrair do que é realmente importante: relançamento do processo político. Ambição comum deve centrar-se apenas numa solução política duradoura , mutuamente aceitável que preveja a autodeterminação do povo do Sahara Ocidental.

Polónia (votação sim):
Bem-vinda a resolução, oferece apoio a Koehler, etc.

Peru (votação sim):
Oferece apoio ao processo político que preveja uma solução política justa, duradoura e mutuamente aceitável que conduza à autodeterminação do povo de Sahara Ocidental. Expressa preocupação com o refugiados saharauis e releva a importância de melhorar a situação dos direitos humanos e situação humanitária.
Fonte: Por un Sahara Libre

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Ministra dos Negócios Estrangeiros sueca reitera o apoio do seu governo à causa saharaui




Estocolmo, 25/10/2017 (SPS)- A ministra dos Negócios Estrangeiros da Suécia, Margot Wallstrom, afirmou que o seu governo “tem um firme compromisso com o apoio da causa saharaui”, negando assim qualquer “retrocesso na  sua postura de defesa do direito do povo saharaui à autodeterminação”.

A ministra, que prestou declarações à revista ‘Sahara Occidental’, pertencente à Associação Sueca de Amizade com o Povo Saharaui, num artígo entitulado ‘Suécia mantem a sua atividade pelo Sahara Ocidental’, negou o retrocesso quanto à implicação do Partido Social-Democrata na defesa do direito do povo saharaui à autodeterminação e independência.

Margot Wallstrom, defende que o “Governo da Suécia, desde 2016 intensificou as suas atividades em favor do Sahara Ocidental” e que sempre manteve “contactos de alto nível com as partes implicadas no conflito, a Frente Polisario e  Marrocos”.

A chefe da diplomacia sueca acrescenta que a presença da Suécia no Conselho de Segurança nos dois últimos anos “abre um novo marco para a nossa política em relação ao Sahara Ocidental” e que a “Suécia defendeu a inclusão dos direitos humanos no mandato da MINURSO”, disse Wallstrom, a qual reitera o apoio do seu país ao “novo enviado pessoal do SG da ONU para o Sahara Ocidental”, já que a “sua missão é decisiva para acercar as posições das partes”.

Em relação à proteção dos recursos naturais do Sahara Ocidental, a ministra esclarece que o Governo sueco trabalha no seio da União Europeia “para que se cumpra a sentença do Tribunal Europeu de Justiça”, que impede a exploração das riquezas do Sahara Ocidental sem o prévio consentimento do povo saharaui.


A ministra sueca assevera que a ajuda humanitária que o seu governo concede aos refugiados saharauis conheceu um aumento progressivo e que a “Suécia é um dos maiores doadores do Programa Mundial de Alimentos”.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Suécia apoia os esforços da ONU para uma solução do conflito do Sahara Ocidental



A Suécia apoia as decisões do Conselho de Segurança e os esforços renovados empreendidos atualmente pelo secretário-geral da ONU e o seu enviado pessoal para o Sahara Ocidental, Christopher Ross, para encontrar uma solução política justa, duradoura e mutuamente aceitável que respeite os direitos dos saharauis à autodeterminação.

Margot Wallström, ministra  dos Negócios Estrangeiros da Suécia, em resposta às preguntas de Lotta Johnsson Fornarve  — deputada do Partido da Esquerda — relativas à política sueca sobre o Sahara Ocidental, afirmou que a “Suécia dá prioridade ao trabalho dos direitos humanos nos nossos contactos com Marrocos e a Polisario e também atua nesse direção dentro da UE”.

A chefe da diplomacia sueca recordou que a Missão das Nações Unidas para o Referendo do Sahara Ocidental (MINURSO) não tem uma componente de direitos humanos: “Uma iniciativa para ampliar o mandato nesse sentido foi tomada recentemente em 2013 pelos EUA, mas não foi apoiada pelo Conselho de Segurança”.


Fonte: SPS

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Suécia não alterou a sua posição face à questão saharaui


O Governo da Suécia, através da ministra dos Negócios Negócios, recebeu hoje uma delegação de alto nível da Frente POLISARIO, numa reafirmação de que a política externa sueca não se alterou relativamente à defesa do Direito Internacional e e da autodeterminação do Povo Saharaui.

A declaração recente por parte das autoridades suecas da posição do país face ao conflito saharaui, tendo por base o “relatório de análise da política sueca em relação ao Sahara Ocidental” elaborado pelo embaixador Fredrik Florén [o qual defende que, “do ponto de vista da lei internacional, os requisitos para o reconhecimento da República Árabe Saharaui Democrática não estão cumpridos”] gerou confusão e deu aso a um aproveitamento político por parte do lobby de Marrocos, que fez crer que o país escandinavo teria recuado na sua posição. 


Certamente por isso, o Governo da Suécia, por intermédio da sua ministra dos Negócios Estrangeiros, Margot Wallström, fez questão de receber uma delegação de alto nível da Frente POLISARIO, o que ocorreu hoje, no que constituiu um gesto claro e uma afirmação pública de que o posicionamento da Suécia relativamente à legalidade internacional e ao direitos de autodeterminação do povo saharaui continua vigente e para valer.

domingo, 17 de janeiro de 2016

Suécia : Análise da política sueca no Sahara Ocidental



O ministério dos Negócios Estrangeiros recebeu hoje o relatório de análise da política sueca em relação ao Sahara Ocidental elaborado pelo embaixador Fredrik Florén. O relatório faz um certo número de recomendações, nomeadamente o apoio ao processo que decorre sob a égide da ONU em relação ao qual o Secretário-Geral anunciou novas iniciativas e observa que, do ponto de vista da lei internacional, os requisitos para o reconhecimento do Sahara Ocidental / República Árabe Saharaui Democrática não estão cumpridos.

— A questão do Sahara Ocidental, para a ONU,  resulta de um longo processo de descolonização que está na agenda do Conselho de Segurança, disse a ministra dos Negócios Estrangeiros, Margot Wallström. O governo apoia os esforços da ONU para encontrar uma solução justa e negociada mutuamente aceitável que satisfaça o direito dos saharauis à autodeterminação. Felicitamo-nos em ver o Secretário-Geral das Nações Unidas a tomar agora novas iniciativas para encontrar uma solução para o conflito e aportamos o nosso apoio mais sincero ao trabalho do enviado pessoal do SG da ONU para o Sahara Ocidental, Christopher Ross.

— O governo vai agora intensificar o seu apoio ao processo levado a cabo pela ONU para encontrar uma solução para o conflito que seja justo e mutuamente aceitável, acrescentou Margot Wallström.
Para apoiar este processo, estão previstas uma série de iniciativas para aumentar o compromisso da Suécia na questão do Sahara Ocidental, tais como:

  • ·  Reforço do trabalho no quadro das Nações Unidas com vista a facilitar uma solução negociada
 
  • ·   Continuação do empenhamento para que seja respeitado o direito internacional
 
  • ·   Incremento da ajuda humanitária.
 
  • ·   Trabalhar para que sejam estabelecidos contactos de alto nível com as partes.
 
  • ·   Compromisso em promover o diálogo entre as partes.


Queremos dedicar toda a nossa energia ao apoio do processo da ONU que parece agora ganhar um novo folego, disse Margot Wallström. Este processo não beneficiaria em caso de um reconhecimento [da República Árabe Saharaui Democrática]. A situação no Sahara Ocidental também difere de outras relativamente a Estados que a Suécia tenha reconhecido. O Governo não tem, portanto, a intenção de reconhecer o Sahara Ocidental e adere, em consequência, à apreciação da questão feita por governos anteriores.


sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Suécia apoia a independência do Sahara Ocidental




O Partido Social-Democrata sueco, partido no poder, manifestou esta segunda-feira o seu apoio à luta do povo saharaui pela sua liberdade e a edificação de um Estado independente no Sahara Ocidental e condenou a continuidade da ocupação marroquina.

Em carta dirigida à Frente Polisario na sequência da realização do 14º Congresso, o partido sueco reafirmou o seu apoio ao povo saharaui na sua luta pela recuperação dos seus legítimos direitos.

 


O Partido Social-Democrata sueco expressou expressa ainda a sua satisfação pelo nível das relações históricas que o unem à Frente Polisario, reiterando o seu compromisso para consolidar a cooperação e a coordenação bilateral.

Importa destacar que esta posição tem lugar num momento em que o Parlamento da Suécia se prepara para debater o reconhecimento da República Saharaui e o estatuto diplomático.
Também o Governo da Suécia está elaborando um relatório sobre a sua política externa no conflito do Sahara Ocidental, relatório que possivelmente virá a ser divulgado no próximo mês de Março.

O Partido Social-Democrata sueco tem 113 deputados dos 349 que compõem o Parlamento sueco. No Governo está coligado com o Partido dos Verdes que, por sua vez, possui 25 deputados no Parlamento. Os dois partidos estão coligados num governo de minoria que é liderado pelo social demorata Stefan Löfven.



sábado, 17 de outubro de 2015

“Sahara Ocidental: 40 anos de Ocupação”: Aminetu Haidar fala na sede do Parlamento da Suécia

  

O reconhecimento da República Árabe Saharaui Democrática foi o tema da intervenção que a presidente do Coletivo de Defensores Saharauis dos Direitos dos Saharauis (CODESA), Aminetu Haidar, proferiu ontem, quinta-feira, na sede do Parlamento sueco, em Estocolmo. A conhecida ativista saharaui, homenageada com inúmeros prémios pela sua trajetória em prole da Paz e o respeito dos Direitos Humanos, e especialmente a sua defesa do reconhecimento do direito de autodeterminação do povo saharaui, foi convidada para a esta conferência num momento marcado pela escalada de hostilidade por parte de Marrocos em relação ao Reino da Suécia ante a possibilidade do reconhecimento por este país do Estado saharaui.

Recorde-se que o Governo marroquino proibiu a abertura da megaloja da empresa IKEA como represália contra o Governo sueco ante a sua posição face ao direito de autodeterminação do povo saharaui, tendo enviado inclusive uma delegação em representação de todos os partidos políticos marroquinos, que acabaram por não ser recebidos de forma oficial por não estar prevista a visita. Agora, repetiu-se a mesma jogada por parte do Governo marroquino enviando membros do CORCAS (Conseil Royal Consultatif pour les Affaires Sahariennes) para combater a presença de Aminetu e abortar a sua intervenção no Parlamento. Estes representantes do Governo marroquino, ante a sua clara intenção de fazer abortar a intervenção, da ativista saharaui, foram expulsos pela polícia sueca e declararam mesmo que tinham sido expulsos "como se fossem delinquentes".

Organizada pelo Partido Social Democrata, no poder, e pelo Partido dos Verdes, presente na coligação governamental, assim como a organização “EMAUS” e a Fundação “Olof Palme”, em coordenação com a Representação da Frente POLISARIO em Estocolmo, teve lugar esta quinta-feira na sede do Parlamento sueco uma conferência sob o tema “Sahara Ocidental: 40 anos de Ocupção”.

A conferência teve grande assistência, com mais de 200 personalidades entre políticos, investigadores, jornalistas e membros da comunidade saharaui na Suécia.

A ativista saharaui dos direitos humanos, Aminetu Haidar, proferiu uma longa intervenção focada na “realidade dos direitos humanos nas zonas ocupadas do Sahara Ocidental, assim como as constantes violações e abusos das forças de ocupação marroquinas contra os civis saharauis que exigem o seu legítimo direito à liberdade e à independência”.



Aminetu Haidar falou também sobre “os julgamentos arbitrários dos civis saharauis e a falta das mínimas condições de justiça, assim como as difíceis condições que enfrentam os ativistas saharauis sempre que solicitam os documentos necessários para viajar e as intimidações que sofrem, principalmente durante a visita de observadores internacionais às zonas ocupadas, destacando que a tortura se converteu numa política de Estado aplicada pelas autoridades de ocupação marroquinas para reprimir os saharauis”.

A também ativista saharaui de direitos humanos, Rabab Ameidán, falou sobre a “sua experiencia com as intimidações sofridas às mãos das autoridades de ocupação, nomeadamente nas universidades marroquinas”; e a diplomata saharaui Senía Abderrahman fez “uma apresentação detalhada sobre as difíceis condições nos acampamentos de refugiados e o deficit existente na ajuda humanitária destinada a minimizar essas condições”.

Jens Orback, Presidente da Fundação Olof Palme

Por seu lado, o presidente da Fundação “Olof Palme” e ex-ministro da Educação sueco, Jens Orback, falou sobre “o papel da cultura da tolerância e o respeito na construção da paz mundial, que deveria basear-se no respeito do direito dos povos à autodeterminação”.

O representante do Partido Social Democrata e Presidente da Comissão de Relações Exteriores no Parlamento, Kenneth Forslund, recordou “a posição de seu partido durante o seu último congresso em que defendeu o reconhecimento oficial do Estado Saharaui, afirmando que todos os partidos políticos suecos coincidem na necessidade de reconhecer a RASD”.

O representante do PSD Sueco, Kenneth Forslund

 O jornalista Frederik Laureen, autor de um livro sobre o Sahara Ocidental com o título “A Pátria Silenciada”, falo una sua intervenção sobre “os recursos naturais saharauis e a importância estratégica do Sahara Ocidental, assim como as atividades de espoliação que levam a cabo empresas estrangeiras de forma ilegal e as atividades comerciais ilegais de que beneficiam os homens do Makhzen, principalmente no que diz respeito a recursos pesqueiros”.

O Professor de Direito Internacional, Paul Orange, na sua intervenção, falou sobre “a dimensão jurídica do conflito no Sahara Ocidental e referiu que, depois de um profundo estudo, chegou à conclusão de que é um dever que a Suécia reconheça oficialmente a RASD porque isso estará em conformidade com a legalidade internacional”.

A representante do Partido dos Verdes, Pinilia Stall, afirmou que “todos os povos têm direitos a viver em liberdade, seja na Suécia ou no Sahara Ocidental, e recordou a decisão do Parlamento sueco de reconhecer o Estado Saharaui em 2012, destacando que a impotência das Nações Unidas de impor uma solução pacífica para o conflito é uma razão mais para que o seu país reconheça a República Saharaui”.


Fontes: spsrasd / UNMS

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Suécia quer reconhecer a República Saharaui e Marrocos decide vetar o IKEA




Fontes do IKEA Marrocos asseguram que a anulação foi decidida pelos trabalhadores para terminar alguns aspetos necessários da loja. Uma página web próxima do governo marroquino afirma que esta decisão foi tomada em “represália” devido ao projeto do governo social-democrata sueco. Não esclarecem se o bloqueio é apenas temporário.

As autoridades marroquinas bloquearam a abertura da primeira loja IKEA no reino alauita, que estava prevista abrir esta terça-feira, numa provável represália pelo projeto do governo sueco de reconhecer a República Árabe Saharaui Democrática (RASD) declarada pela Frente Polisario no Sahara Ocidental.

Fontes do IKEA Marrocos asseguram, por seu lado, que a anulação foi decidida pela própria empresa para terminar alguns aspetos da loja necessários para cumprir todos os requisitos que a direção do IKEA na Suécia exige para aprovar o novo espaço comercial.

A mega loja de 26.000 metros quadrados e cujo investimento ascende a 40 milhões de euros, situa-se no maior centro comercial do país próximo da cidade de Mohamedia. O complexo comercial, que constituiria a primeira loja da firma sueca no Magreb, foi construído por uma joint venture que inclui a empresa com sede no Dubai, o Al-Futtaim Group, o supermercado marroquino Marjane Holding e a portuguesa Sonae Sierra.

O reconhecimento saharaui eclipsa a abertura do IKEA

Na mesma hora em que a loja era apresentada à imprensa, com a notória ausência dos meios oficiais marroquinos (a agência MAP e a televisão oficial), o primeiro- ministro Abdelilah Benkirán convocava os principais partidos políticos com assento parlamentar com um único assunto na ordem do dia. Essa assunto não era outro que o projeto do governo social-democrata sueco de reconhecer a República Árabe Saharaui Democrática, o Estado proclamado pela Frente Polisario e que conta com o reconhecimento de vários países de África e da América, mas nenhum na Europa.

Segundo afirmou à agência EFE o secretário-geral do Partido do Progresso e do Socialismo (PPS), Nabil Benabdallah, os nove principais partidos parlamentares, quatro da coligação governamental e cinco da oposição, mostraram-se de acordo que “defenderão a soberania (sobre o Sahara) por todos os meios possíveis, incluindo os meios económicos”.

Segundo Benabdallah, existe um n projeto de lei do governo sueco para reconhecer proximamente a RASD, e os partidos decidiram enviar uma missão urgente, possivelmente nesta mesma semana, a Estocolmo para contrariar o projecto de lei e defender a posição marroquina.

O líder do PPS assegurou que a reunião não esteve centrada no projeto do IKEA, mas tampouco descartou que o IKEA, “como os demais interesses suecos no país”, possam vir a ser afetados.

Contactada pela EFE, a direção do IKEA afirmou não haver “nenhuma notificação oficial” por parte das autoridades que implique o termo ou o congelamento das suas atividades, tendo Elisa Albendea, diretora de Marketing do IKEA Marrocos afirmado: “continuamos a trabalhar com normalidade”.

Albendea recordou que o IKEA Marrocos é uma franchisada da marca sueca, mas que, na realidade, o investimento foi feito pela empresa do Kuweit Al Homaizi, que já explora lojas semelhantes da marca sueca na Jordânia e no Kuwait.

Fonte: Público / EFE



domingo, 8 de março de 2015

Duas observadoras suecas expulsas de El Aaiún



As autoridades marroquinas na Cidade de El Aaiún ocupada expulsaram esta manhã, dia 08 de março 2015, que coincide com o Dia Internacional da Mulher, duas ativistas suecas, Julia Finer, da ONG Emaús Estocolmo e a sua companheira, Josefin Hasselberg.

As duas ativistas estavam reunidas com o presidente da ASVDH, Brahim Dahan, no café do Hotel JODESA em El Aaiún, quando foram surpreendidas por um grande número de agentes da polícia à paisana. Os polícias disseram-lhes que tinham que abandonar a cidade por serem personas non gratas,  confiscaram-lhes os passaportes e levaram-nas de carro até à cidade de Agadir, em Marrocos.


Fonte: Hassanna Duihi, ASVDH

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Ministra de Negócios Estrangeiros da Suécia interpelada no Parlamento sobre as perfurações de empresas petrolíferas nos territórios ocupados do Sahara Ocidental




A ministra de Negócios Estrangeiros da Suécia, Margot Wallström, em resposta escrita a interpelação no Parlamento da deputada Lotta Johnsson Fornarve [Partido da Esquerda]:

Que iniciativa estaria a Suécia disposta a tomar na Suécia e a nível internacional para pôr fim às perfurações de petróleo frente às costas do Sahara Ocidental?

A ação e posição do Governo da Suécia dentro da União Europeia e das Nações Unidas no que concerne ao conflito do Sahara Ocidental baseia-se no direito internacional.

Para que a exploração dos recursos naturais do Sahara Ocidental esteja em conformidade com o direito internacional e em consonância com a opinião consultiva legal do ex-responsável do departamento Jurídico das Nações Unidas, Hans Corell, em 2002, deveria satisfazer as necessidades e o interesse do povo Saharaui e, inclusive, os possíveis rendimentos redundariam em seu benefício e deve estar em conformidade com os seus desejos.

Baseando-se nesses critérios, a Suécia decidiu votar não ao acordo de pesca e ao seu protocolo entre a UE e Marrocos em 2006 e em 2013. Partindo dessa base, este Governo é de opinião que Marrocos não tem direito a explorar os recursos naturais finitos existentes no Sahara Ocidental sem considerar a vontade dos Saharauis.

O governo coloca constantemente a questão do Sahara Ocidental no seu diálogo bilateral com Marrocos. Há também um diálogo permanente no âmbito da Associação UE-Marrocos sobre a evolução da situação no Sahara Ocidental. A questão também foi discutida no mesmo quadro com Marrocos, em Dezembro de 2014.


Estocolmo, 13 de janeiro de 2015. Margot Wallström: Ministra de Negócios Estrangeiros da Suécia

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Fundo do governo sueco coloca a Agrium na lista negra devido às suas importações do Sahara




Um fundo sueco anunciou hoje que excluiu a empresa canadiana Agrium da sua carteira de investimentos devido a "violações dos direitos humanos por meio de importações de fosfatos do Sahara Ocidental ocupado".

O Fundo AP Seventh, gerido pelo governo sueco, investe em cerca de 2.600 empresas em todo o mundo. Cerca de 50 empresas foram excluídas do portfólio do fundo de investimento dado "não conseguirem operar sob padrões mínimos de respeito dos direitos humanos, meio ambiente e combate à corrupção".



O fundo publicou hoje, 15 de dezembro de 2014, uma lista revista das empresas excluídas do seu portfólio. Entre elas está, pela primeira vez, a Agrium.

A Agrium iniciou as importações controversas do território ocupado em 2013. Veja mais sobre as importações no relatório “P for Plunder” de junho de 2014.

O fundo Seventh AP revê a sua lista de empresas excluídas duas vezes por ano. No início deste mês, o investidor norueguês KLP anunciou que também tinha erradicado a Agrium devido às mesmas preocupações éticas.

Fonte: WSRW

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Sahara : Má notícia para Marrocos, a esquerda sueca retoma o poder


Stefan Löfven, líder dos sociais-democratas, provável próximo primeiro-ministro sueco

Yabiladi.com – órgão da Imprensa marroquina - publica hoje um artigo que reflete bem o pânico das autoridades do Reino de Marrocos relativamente à provável evolução da questão do Sahara Ocidental na cena internacional, em particular na Europa e, mais precisamente, nos países do norte do continente europeu, de que a Suécia poderá vir a ser o primeiro exemplo. Eis o artigo:


A esquerda sueca venceu as eleições legislativas de domingo (14 de setembro). Uma má notícia para Marrocos. E de que maneira, já que foi esta mesma esquerda que conseguiu, há quase dois anos, convencer a maioria dos membros do Parlamento a reconhecer a "RASD".

Os sociais-democratas estão de volta ao poder em Estocolmo. Eles foram os mais votados nas eleições, que tiveram lugar ontem. É mais uma má notícia para Marrocos. A esquerda sueca foi a principal responsável da decisão do parlamento nacional, adotada no início de dezembro de 2012, pedindo ao governo, então chefiado pelos conservadores, o reconhecimento da "RASD". O que seria a primeira na Europa.
Hoje, toda a imprensa internacional é unânime em afirmar que o chefe de fila dos sociais-democratas, Stefan Löfven, um antigo soldador de 57 anos convertido à política, terá que formar uma coligação de esquerda. Ele terá necessariamente que se voltar para os Verdes e para o Partido de Esquerda (antigos comunistas).



Para Marrocos, o perigo vem dos Verdes e do Partido de Esquerda

Justamente, esta última formação não se priva de propagar publicamente as suas proximidades com a Polisario. O seu líder, Jonas Sjöstedt, é de resto um fervoroso partidário do reconhecimento pelo Estado sueco da autoproclamada "RASD". Para ele, o combate contra a ocupação da Palestina por Israel e a questão do Sahara Ocidental são duas prioridades da política externa do seu partido. Isso mesmo o exprimiu no dia 1 de maio de 2012, durante um comício em Estocolmo, por ocasião da Festa do Trabalho.
A mesma história com os Verdes, outro futuro parceiro dos sociais-democratas. Para a formação de Löfven, será difícil neste contexto resistir durante muito tempo às pressões dos seus aliados sobre o ‘dossier’ do Sahara Ocidental.

A diplomacia marroquina instada a reagir rapidamente

Mas uma questão se coloca. De dezembro de 2012 a 14 de setembro de 2014 o que fez Marrocos para virar o jogo a seu favor? Na realidade, não grande coisa. À exceção da deslocação de delegações parlamentares à Suécia, no decurso das quais os deputados marroquinos se limitaram a ter reuniões com os conservadores, mais ou menos compreensivos em relação às posições marroquinas. Porém, nenhum diálogo real foi iniciado com os partidos que apoiam abertamente a Frente Polisario, como os ex-comunistas ou os Verdes.
Na véspera da votação do parlamento Sueco apelando o seu governo a reconhecer a "RASD", Rabat mostrou-se bastante satisfeita com uma declaração do ministério dos Negócios Estrangeiros que precisava que, «na Suécia, é o governo que decide em matéria de reconhecimento de um Estado». Ironia do destino, quase dois anos mais tarde, são os promotores da famosa proposta de dezembro de 2012 que estão agora no governo.
O regresso da esquerda ao poder na Suécia ocorre alguns dias depois da nomeação da italiana Federica Mogherini, uma simpatizante da Polisario, como chefe da diplomacia europeia.


sábado, 21 de junho de 2014

Novo relatório do WSRW: Combustível para a ocupação



O petróleo de Espanha exportado para o Sahara Ocidental ocupado dá que falar na Suécia.

O Western Sahara Resource Watch (WSRW) publicou ontem um relatório que denuncia o transporte de petróleo e seus derivados para os territórios ocupados do Sahara Ocidental. As investigações do WSRW /Western Sahara Resources Watch) documentam uma forte presença da companhia sueca Wisby Tankers AB neste controverso negócio. Estas exportações espanholas de petróleo foram notícia na Televisão nacional sueca.

Wisby Tankers AB criou um consórcio com outras empresas marroquinas, a  Tankers Casablanca, que é de longe o maior fornecedor de petróleo ao Sahara Ocidental. Dispõe de dois barcos, o Wisby Argan e o Wisby Cedar, que começaram a operar em 2010, fornecendo o petróleo aos territórios ocupados a cada 12 dias.




Tratam-se de quantidades impressionantes: os barcos fornecem aos territórios ocupados uma média de mais de meio milhão de litros de petróleo por dia. No total, o WSRW estima que os petroleiros da Wisby transportam anualmente 194 milhões de litros de derivados de petróleo para o Sahara Ocidental, num valor estimado de 106 milhões dólares. Constituindo, pois, a maior parte dos 250-280 milhões de litros de petróleo que recebem anualmente os territórios ocupados.


O negócio da Wisby Tankers contribui para sustentar a ocupação. É evidente que os saharauis também dele necessitam para a sua vida diária, mas o petróleo é usado fundamentalmente pela Administração marroquina, o Exército, os colonos e para expoliar as riquezas naturais do território. Sem as importações de petróleo, a ocupação ilegal seria praticamente impossível de manter. Dando-se a circunstância do petróleo se produzir em refinarias de Espanha, inclusive das Ilhas Canárias.

O WSRW apela ao Governo sueco que formule uma advertência contra os negócios suecos nos territórios ocupados do Sahara Ocidental, e exige à empresa que cesse o transporte de combustível para os territórios. O WSRW apela ainda ao Governo espanhol que garanta que os derivados de petróleo que partem de Espanha não sejam exportados para o Sahara Ocidental para manter a ocupação.


Relatório em Inglês DOWNLOAD 

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

"A luta do povo saharaui é uma luta pela justiça e os direitos humanos" — afirma PSD sueco




O representante do Parti Social-Democrata da Suécia afirmou ontem, domingo, na wilaya d’Ausserd, que a luta do povo saharaui é "uma luta pela justiça, os direitos humanos e a democracia".

Ao intervir perante o 8.º Congresso da UJSARIO, o representante do partido sueco afirmou que a sua organização dá um grande interesse à questão saharaui, exprimindo a sua solidariedade com a luta do povo saharaui pela liberdade e independência.

O representante do PSD sueco condenou igualmente o acordo de pesca UE-Marrocos, que inclui as águas territoriais do Sahara Ocidental, apelando à comunidade internacional a exercer pressões sobre Marrocos para pôr fim aos sofrimentos do povo saharaui.


SPS

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Christopher Ross visita Londres, Paris e Madrid para elaborar novas fórmulas de negociação entre Marrocos e a Frente Polisario



O Enviado Pessoal do SG da ONU para o Sahara Ocidental, Christopher Ross, irá reunir-se em Janeiro, na Suécia, com representantes de Marrocos e da Frente Polisario

O Enviado Pessoal do Secretário-Geral das Nações Unidas para o Sahara Ocidental, Christopher Ross, tem vindo a visitar discretamente os membros do Conselho de Segurança da ONU e também Espanha a fim de elaborar as propostas que têm como objetivo agilizar as negociações entre Marrocos e a Frente Polisario.

Ross esteve a semana passada em Paris onde teve encontros com diplomatas franceses encarregados da questão do Sahara – segundo a publicação Alifpost, que acrescenta: “ Ross teve também negociações com os responsáveis da administração norte-americana após a visita do rei Mohamed VI à Casa Branca no passado dia 22 de novembro. Posteriormente, Ross visitou as capitais más influentes, como Londres, Paris e Madrid para elaborar as novas fórmulas das negociações entre Marrocos e a Frente Polisario”.


Fonte: Alifpost e outros

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

GREENPEACE condena acordo de pesca EU-Marrocos

 

Elaborado pela GREENPEACE, este relatório mostra que os armadores suecos continuam a lucrar explorando os recursos no território ocupado do Sahara Ocidental, ao deslocarem os seus negócios da Suécia para a África, apesar do governo sueco se opor a qualquer tipo de pesca da UE nas águas territoriais do Sahara Ocidental porque isso viola os direitos e interesses das comunidades locais.

O Greenpeace exige que os Estados Membros da UE:

  • removam o excesso de capacidade de pesca, por abate ou a conversão para fins que não de pesca  dos navios com maior impacto em termos de sobrepesca e destruição de habitats marinhos;
  •  alocar o acesso a possibilidades de pesca de uma forma que premeie os armadores que minimizem os impactos ambientais da pesca e maximizem os benefícios sócio-económicos para as comunidades locais, e
  •  impeçam a transferência do excesso de capacidade de pesca para outras regiões.


 Greenpeace exige, ainda, que a UE pare com a exploração das áreas de pesca ao largo da costa do Sahara Ocidental e de Marrocos, a menos e até que possa assegurar que os stocks haliêuticos são geridos de forma sustentável e que a pesca leve em conta os desejos e os benefícios das pessoas do território.



quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Estocolmo: delegação saharaui participa no seminário “Um Novo Acordo Global”

 

Uma delegação saharaui, liderada por Mhamed Khaddad, Coordenador junto da Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental (MINURSO), participa em Estocolmo no seminário “Um novo acordo global”, organizado pela Aliança Progressista  e pelo Partido Social-Demorata suecos, de 24 a 30 de outubro 2013.

A delegação, que inclui o Representante da Frente Polisario na Suécia, Aliyen Kentwai, manteve conversações com várias delegações presentes, como o presidente do Partido Social-Democrata Sueco, além de delegados da Alemanha, Noruega, Croácia, Espanha, Moldávia, Uruguai, Argentina e Zimbabwe.


A delegação saharaui foi recebida por altos funcionários do Ministério de Negócios Estrangeiros da Suécia, que expressaram o seu apoio ao direito do povo saharaui à autodeterminação. Do mesmo modo, manifestaram a sua recusa ao Acordo de Pesca entre a UE e Marrocos, que está a ser examinado em Bruxelas.

SPS

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Governo da Suécia retira fundos de investimento de duas empresas que importam ilegalmente fosfatos do Sahara Ocidental


Os fundos de investimento do governo sueco publicaram esta semana um comunicado onde informam ter excluído duas empresas importadoras de fosfatos, a Potash Corp e a Incitec Pivot.

A declaração refere que o compromisso com as duas empresas que deveria ser implementado mudou, apesar de vários anos de esforço, e que o conselho ético do fundo decidiu encerrar o diálogo, emitindo uma recomendação para cada fundo se desfaça das ações em carteira das referidas empresas. Os quatro fundos optaram por seguir a recomendação.

Fredrik Reinfeldt, 
primeiro-ministo sueco


O fundo de investimento refere explicitamente:

As recomendações sobre a exclusão da Incitec Pivot  e da Potash Corp Ltd baseiam-se no facto das duas empresas serem compradoras de fosfato de um fornecedor marroquino que explora o produto no Sahara Ocidental.

O Sahara Ocidental está sob ocupação marroquina desde 1975 e encontra-se na lista de territórios não autónomos das Nações Unidas que devem ser descolonizados. O assessor jurídico da ONU (The UN’s legal counsel stated) afirmou em janeiro de 2002 que a exploração de recursos minerais no Sahara Ocidental sem o consentimento local seria uma violação do Tratado Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos e o Tratado Internacional de Direitos Económicos, Sociais e Culturais.


Fonte: Poemario por un Sahara Libre