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domingo, 1 de setembro de 2019

Presidente de Timor-Leste reitera o apoio do seu país a à luta do Povo Saharaui




Dili, 31 de Agosto de 2019 (SPS) - O presidente da República Democrática de Timor-Leste, Francisco Guterres da Costa (Lú-Olo) realçou o firme apoio do seu país à justa luta do povo saharaui pela sua autodeterminação e independência. As declarações do presidente timorense foram proferidas na cerimónia oficial de comemoração do 20.º aniversário do referendo de autodeterminação que deu a liberdade e a independência ao povo timorense.

“Não podemos comemorar o vigésimo aniversário do referendo de autodeterminação do povo timorense sem fazer uma menção ao povo irmão do Sahara Ocidental. Em nome do povo timorense, aproveito a ocasião para expressar o nosso mais profundo sentimento de solidariedade”, salientou o mandatário no seu discurso ante as delegações internacionais e corpo diplomático acreditado em Dili.
Francisco Guterres da Costa assinalou no seu discurso que “em Timor-Leste continuaremos a estender a mão de apoio e solidariedade ao povo do Sahara Ocidental. É a posição do povo timorense, como povo solidário com as causas justas e como povo que se posiciona do lado da defesa dos direitos humanos”.
A causa saharaui e a luta pela autodeterminação estiveram muito presentes na comemoração de uma efeméride histórica que fez triunfar a legalidade internacional e que pôs fim a um processo de descolonização similar ao processo que se vive no Sahara Ocidental.
A República Democrática de Timor-Leste, pais do Sudeste Asiático, foi colónia de Portugal até 1975, altura em que foi ocupado pela Indonésia até que a ONU liderou os trabalhos da comunidade internacional para realizar em 1999 o ansiado referendo de autodeterminação. Após uma administração por parte da ONU (1999-2002), a 20 de maio de 2002 Timor-Leste foi declarado Estado soberano e membro das Nações Unidas.

domingo, 15 de outubro de 2017

Timor-Leste assegura que não haverá solução para o conflito saharaui fora da legitimidade internacional


Aurélio Guterres, ministro dos Negócios Estrangeiros
e da Cooperação de Timor-Leste

Dili, 13 de outubro de 2017 (SPS)-.  O ministro dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Timor-Leste, Aurélio Guterres, reiterou a firme posição de apoio do seu país à justa causa do povo saharaui e sublinhou que “não haverá solução para o conflito fora da legitimidade internacional porque a legitimidade internacional outorga ao povo saharaui o direito à autodeterminação e à independência”.

Aurélio Guterres proferiu estas declarações esta sexta-feira durante a receção ao embaixador da RASD em Timor-Leste, Mohamed Aslama Badi, na sede do Ministério de Negócios Estrangeiros e da Cooperação.

Durante o encontro, que durou uma hora, foram examinadas uma série de questões, como as graves e sistemáticas violações dos direitos humanos cometidas pelo Estado marroquino e os persistentes intentos de Marrocos de fugir às suas obrigações internacionais relacionadas com o reatamento das negociações.

A reunião também abordou outros temas de interesse comum.

domingo, 4 de junho de 2017

Plataforma Internacional de Juristas por TimorLeste (IPJET) reafirma o seu pleno apoio à luta do povo saharaui pela independência




A Plataforma Internacional de Juristas por Timor-Leste reafirmou o seu pleno apoio  à luta do povo saharaui pela independência  durante uma  conferência organizada esta semana na sede do Parlamento português por ocasião dos seus 25 anos de existência.
Na conferência participou uma delegação saharaui integrada por coordenador da Frente Polisario com a MINURSO, Mhamed Khadad, e o representante da Frente Polisario em Portugal, Ahmed Fal Emhamed.

À conferência assistiu o ex-Presidente de Timor-Leste, Xanana Gusmão e muitos diplomatas, representantes de ONG e juristas eminentes de Portugal, Austrália, Alemanha, Finlândia, França, Noruega, Timor-Leste, Estados Unidos da América, Argentina, Suécia, Holanda e Reino Unido e quase todas as suas intervenções se centraram na questão do Sahara Ocidental e a sua similitude com a de Timor-Leste.

A conferência foi inaugurada por Jorge Lacão, vice-presidente do Parlamento português que elogiou o trabalho da plataforma e o seu grande contributo para a recuperação do povo de Timor-Leste da sua plena soberania sobre o seu território na sequência do referendo supervisionado pelas Nações Unidas em 1999.

Jorge Lacão, vice-presidente do Parlamento português

O vice-presidente do Parlamento português assinalou que a conferência era uma oportunidade para apoiar o direito à autodeterminação do Sahara Ocidental e da Palestina.

Por seu lado, Mhamed Khadad fez uma exposição detalhada sobre a situação atual do processo de paz das Nações Unidas destacando a obstrução de Marrocos, durante 25 anos, a todas as iniciativas da ONU sem que o Conselho de Segurança tome medidas contra a intransigência de Rabat.

“Apesar das Nações Unidas não terem ainda cumprido os seus compromissos, o povo saharaui continua confiando no triunfo da sua causa, como aconteceu com Timor-Leste”, afirmou Khadad, acrescentando que “através dos esforços do nosso povo e dos nossos amigos em todo o mundo, tarde ou cedo serão respeitados os direitos inalienáveis do nosso povo à livre determinação e à independência.”


Xanana Gusmão, ex-Presidente da Timor-Leste 


A intervenção da Xanana Gusmão

Na sua intervenção durante o encerramento do debate no primeiro dia, o presidente Xanana Gusmão reafirmou o pleno apoio do seu país à luta do povo saharaui pela sua independência recordando que nos montes de Timor-Leste no início dos anos 90, soube através da Rádio que a ONU organizaria um referendo no Sahara Ocidental e lamentou que o povo saharaui continua à espera que o referendo se realize.
Xanana Gusmão assegurou que é apenas uma questão de tempo e que a sua própria experiência lhe dizia que é a resistência interna quem pode fazer com que o povo saharaui consiga a sua independência.
O segundo dia da conferência começou com uma intervenção de José Manuel Pureza, vice-presidente do Parlamento português que aludiu à ordem geopolítico e legal, fazendo alusão, várias vezes à semelhança entre a questão do Sahara Ocidental e a difícil luta pela independência em Timor-Leste.


Romper o silêncio

O vice-Presidente do Parlamento Português disse que todas as lutas de libertação parece sempre impossíveis no início, tal como se fossem um sonho, mas com perseverança e determinação e a legalidade da causa as coisas acabam por mudar e esse ‘sonho’ ser alcançado.

 “Hoje Timor-Leste está independente e amanhã, o Sahara Ocidental e a Palestina desfrutarão do seu legítimo direito à autodeterminação”, afirmou o vice-presidente, acrescentando que o papel da solidariedade internacional é romper o silêncio que querem impor os ocupantes e dar mais visibilidade à causa do povo saharaui tal como o fizemos para Timor-Leste.

José Manuel Pureza, vice-presidente do Parlamento português


O Professor Lauri Hannikain da Universidade de Helsinquia, por seu lado, falou sobre o tema das graves violações do direito internacional tomando o exemplo do Sahara Ocidental, Timor-Leste e Palestina.

Sem dúvida, disse, Marrocos e Israel farão todo o possível para manter a ocupação dos territórios que controlam no Sahara Ocidental e Palestina, mas os avanços nos últimos anos a nível internacional farão fracassar estas aspirações colonialistas.

O esbulho dos recursos naturais do Sahara Ocidental

O Professor Lauri Hannikain salientou que a última decisão do Tribunal de Justiça Europeu sentenciou que os acordos entre a UE e Marrocos não devem incluir o Sahara Ocidental e isso significa que a Europa deve por fim ao seu apoio a Marrocos e apoiar os direitos legítimos do povo saharaui.

O Presidente do Observatórios dos recursos naturais do Sahara Ocidental, Erik Hagen fez uma apresentação sobre o saque dos recursos naturais saharauis onde a Europa está envolvida citando algumas empresas portuguesas importadoras de tomate, peixe e areia para as praias da ilha da Madeira.

Kathlyn Thomas, ex-chefe de Assuntos Jurídicos da MINURSO e membro do Conselho de Relações Internacionais da Ordem dos Advogados de Nova Iorque falou sobre as implicações legais e políticas do conflito e recordou os obstáculos impostos por Marrocos no processo de identificação a fim de bloquear o processo do referendo e atrasar a descolonização de Sahara Ocidental.

Outros oradores como Clive Symmons de Trinity College de Dublin na Irlanda, Manfred Hinz da Universidade de Bremen na Alemanha e Rui Moura Ramos, da Universidade de Coimbra de Portugal abordaram a posição europeia e a necessidade da implicação da UE para contribuir para uma solução em conformidade com o direito internacional da questão do Sahara Ocidental.




Pressão sobre Marrocos é fundamental para a resolução da questão do SO

Nesse sentido solicitaram aos países membros da União Europeia que respeitem a decisão do Tribunal de Justiça Europeu de 21 de dezembro sobre o Sahara Ocidental, que estipula a exclusão deste território do âmbito de aplicação de qualquer acordo entre a União Europeia e Marrocos.

“O consentimento do povo do Sahara Ocidental através do seu representante, a Frente  Polisario é fundamental e imprescindível”, insistiram os oradores.

No final do debate, Mhamed Khadad, coordenador saharaui com a MINURSO recordou que a 28 de abril, o Conselho de Segurança aprovou por unanimidade a resolução 2153 pedindo o reatamento do processo de negociação com uma nova dinâmica e um novo espírito para chegar a uma solução que garanta o direito à livre determinação do povo do Sahara Ocidental. Mas para que o processo tenha alguma possibilidade de êxito, um elemento essencial é a pressão internacional sobre Marrocos para que respeite e aceite a legalidade internacional.

“Quando um criminoso, um ladrão ou um violador não é castigado permanecerá surdo ao apelo à razão e prosseguirá nos seus comportamentos. É por isso que as sanções a Marrocos são necessárias, para que respeite os direitos nacionais do povo saharaui à autodeterminação e à independência “, afirmou Khaddad.

Por último, a conferência adotou uma petição, firmada por eminentes juristas e todos os presentes onde se pede aos países membros da União Europeia e à Comissão Europeia que respeitem a decisão do Tribunal de Justiça Europeu de dezembro, precisando que qualquer intento de anular esta decisão é ilegal e imoral e será um obstáculo aos esforços da comunidade internacional para uma solução justa e duradoira da questão do Sahara Ocidental.

A conferência enviou também uma carta ao Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, recordando-lhe as semelhanças entre o Sahara Ocidental e Timor-Leste e o seu esforço pessoal para o triunfo da justiça e da legalidade em Timor.

Os participantes na conferência instaram o secretário-geral da ONU a fazer todo o possível para pôr fim à injustiça imposta desde há mais de quatro décadas ao povo saharaui o que implica o respeito e a aplicação das resoluções da ONU que apoiem o direito inalienável do povo saharaui à autodeterminação.


Durante a sua estadia em Lisboa, Mhamed Khadad e o representante da Frente Polisario em Portugal, Ahmed Fal Emhamed, foram recebidos no Ministério português dos Negócios Estrangeiros e reuniram-se com membros dos grupos parlamentares do país (SPS)

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Timor-Leste reitera a sua posição firme a favor do direito do povo saharaui à autodeterminação e à independência



Dili (Timor Leste 03 de maio de 2017 (SPS) – O Presidente da República Democrática de Timor – Leste, Francisco Guterres Lu-Olo afirmou, esta quarta-feira que o seu país se manterá firme na sua posição a favor do direito do povo saharaui à livre determinação e à independência, acrescentando que continuarão ao lado do povo saharaui até que colha os frutos da sua longa luta pela liberdade.
Durante uma recepção ao embaixador saharaui em Dili, Mohamed Aslama, Francisco Guterres Lu-Olo, reiterou que o seu país mantem excelentes relações com a RASD, acrescentando que  estas relações de cooperação se consolidarão mais ainda depois da independência.
Durante o encontro, o embaixador saharaui entregou ao presidente timorense uma mensagem do Presidente da República Árabe Saharaui Democrática e Secretário-Geral da Frente Polisario, Brahim Ghali.
O Presidente timorense assegurou ao seu convidado que uma justa e duradoura solução para o conflito do Sahara Ocidental deve passar inevitavelmente por um referendo de autodeterminação, que dá aos saharauis a possibilidade de determinar o seu futuro.



quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Timor-Leste: Presidente da República expressa apoio ao povo saharaui




O presidente de Timor-Leste, Taur Matan Ruak, recebeu ontem em Díli o enviado do presidente da República e ministro delegado para Ásia da RASD, Maulud Saíd.

Durante o encontro, o enviado saharaui relatou ao seu anfitrião os últimos acontecimentos relacionados com o conflito no Sahara Ocidental, nomeadamente a visita do enviado pessoal do SG da ONU, Christopher Ross, que insere nos esforços da comunidade internacional por encontrar uma solução justa e duradoura que garanta o direito do povo saharaui à autodeterminação.


O Presidente timorense expressou a sua “vontade e determinação de impulsionar as relações bilaterais existentes entre Timor-Leste e a República Saharaui, afirmando que o desenvolvimento desses vínculos sempre será um objetivo prioritário da nossa política exterior”.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Timor-Leste : constituída Comissão Parlamentar para o Sahara Ocidental




Dili (Timor-Leste), 22 dez 2014 (SPS) O Parlamento nacional da República de Timor-Leste aprovou segunda-feira por unanimidade a constituição de uma comissão parlamentar para o Sahara Ocidental.

Esta decisão é um passo importante na direção certa para a promoção das relações bilaterais e elevar o nível dessas mesmas relações em benefício das aspirações dos dois povos e os dois países, a RASD e Timor-Leste.

  A Comissão será responsável por acompanhar a evolução do processo de solução pacífica assinado pelas partes em conflito, a Frente Polisario e o Reino de Marrocos, a fim de sensibilizar a opinião pública timorense e internacional sobre a questão do Sahara Ocidental.


A Comissão também irá apresentar os mecanismos e métodos que permitam a troca de informações sobre a evolução do conflito com as organizações e organismos internacionais envolvidos. (SPS)

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

“Apoio à causa do povo saharaui é um princípio sagrado da nossa política exterior” — afirma MNE de Timor-Leste




Dili (Timor-Leste) 11/12/2014 (SPS) O ministro de Negócios Estrangeiros da República de Timor-Leste, José Luis Guterres, renovou o apoio do seu país à causa saharaui em todos os fóruns internacionais.


Durante um encontro com o embaixador saharaui em Dili, Mohamed Slama, o ministro José Guterres afirmou que "o governo de Timor-Leste sempre expressou, em todos os fóruns internacionais onde participou, a sua firme posição a respeito da causa saharaui", sublinhando que "apesar das difíceis condições em que se encontra o nosso recém independente país, e apesar da atual crise económica mundial, “Timor considera que o apoio à causa do povo saharaui é um princípio sagrado na sua política exterior.”

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Presidente da República de Timor-Leste apela ao direito à autodeterminação dos Povos Saharaui e Palestiniano




O Presidente de Timor-Leste, Taur Matan Ruak, recordou terça-feira (20 de maio), durante o discurso para assinalar o 12º aniversário da restauração da independência do país, o direito à autodeterminação do povo do Sahara Ocidental e Palestina.

"Num dia de festa como este - em que comemoramos a independência e a vitória do direito internacional na terra amada de Timor-Leste - o meu pensamento vai para povos que ainda não tiveram oportunidade de exercer o seu direito à autodeterminação", afirmou Taur Matan Ruak.

O chefe de Estado timorense discursava em Oecussi onde comemorou o 12º aniversário da restauração da independência, no âmbito das viagens mensais que realiza aos distritos do país.



O Presidente referia-se ao povo do Sahara Ocidental, cujo controlo do território é disputado entre Marrocos e pelo movimento independentista da Frente Polisário, e à Palestina.

"Em nome do povo de Timor-Leste quero transmitir ao povo saharaui e ao povo palestiniano a nossa solidariedade com o seu anseio legítimo e o seu direito à autodeterminação e à expressão democrática da sua vontade, conforme as Nações Unidas e o direito internacional lhes reconhecem", salientou Taur Matan Ruak.

Segundo o Presidente timorense, o adiamento do "exercício do legítimo direito à autodeterminação enfraquece o sistema internacional e os valores em que este assenta".


Fonte: Agência Lusa e Diário de Notícias (Portugal)

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Timor-Leste com o Sahara Ocidental


O Presidente de Timor-Leste, Taur Matan Ruak, reafirmou hoje, quarta-feira, o apoio do seu país à luta legítima do povo saharaui pela liberdade e a independência, durante uma receção no Palácio Presidencial ao embaixador saharaui em Dili, Badi Mohamed Salem.

O Presidente de Timor-Leste referiu que o seu país fará todo o possível para defender a justa causa do povo saharaui em todos os organismos internacionais.

Ruak também expressou a sua felicitação ao seu homólogo, o Presidente Mohamed Abdelaziz, e ao povo saharaui pelo 38º aniversário da proclamação da RASD.

As duas partes abordaram temas de interesse comum e as vias para fortalecer as relações e a cooperação bilaterais.


SPS

terça-feira, 28 de maio de 2013

Parlamento de Timor-Leste aprova moção que reafirma o apoio à causa saharaui




O Parlamento de Timor-Leste votou por unanimidade uma moção sobre o Sahara Ocidental em que reitera o apoio de Timor-Leste à causa saharaui.

A moção pede ao Governo de Timor-Leste para apoiar a causa saharaui nas instâncias internacionais, já que Timor-Leste é membro do Conselho de Direitos Humanos em Genebra.

O Parlamento timorense rende homenagem à Frente POLISARIO no seu 40.º aniversário da sua criação e do início da luta armada de libertação nacional.

A moção lamenta que o Conselho de Segurança não tenha aprovado a ampliação das competências da MINURSO para que pudesse abarcar o monitoramento e a proteção dos direitos humanos, um pedido feito pelo próprio Parlamento timorense na sua Recomendação N º 2/2011, aprovada a de março de 2011.

Nesse sentido, o Parlamento de Timor-Leste lamenta o facto de alguns membros do Conselho de Segurança terem submetido os valores fundamentais, como os direitos humanos, à "lógica dos interesses".

A moção apela aos Estados Unidos da América para que intervenha ante o Governo marroquino e os membros do Conselho de Segurança para pôr fim ao sofrimento do povo saharaui, e pelo estabelecimento de um mecanismo de observância e controlo de direitos humanos dentro dos mandatos da MINURSO.

O Parlamento expressa o seu total agradecimento ao apoio concedido pelo povo saharaui aos timorenses durante a sua luta de libertação, reafirmando uma vez mais a solidariedade e o apoio da República Democrática de Timor-Leste, à justa causa e ao direito inalienável do povo saharaui à autodeterminação.

A moção pede ao Reino de Marrocos, que não tem vínculos de soberania sobre o Sahara Ocidental, que respeite as resoluções pertinentes da UA e das Nações Unidas na organização de um referendo sobre a autodeterminação do Sahara Ocidental sob a supervisão do Secretário- Geral das Nações Unidas.

A moção insta o Reino de Marrocos a pôr fim a todas as formas de violações de direitos humanos, que cesse a perseguição aos cidadãos saharauis e liberte todos os presos políticos dos cárceres marroquinos.

A instituição timorense anunciou a criação de um comité de acompanhamento da luta do povo saharaui pela liberdade e a independência. O comité é constituído por todos os partidos políticos representados no Parlamento de Timor-Leste, principalmente a Comissão de Assuntos Exteriores.


(SPS)

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Toda a classe política de Timor-Leste apoia a justa causa saharaui




A classe política de Timor-Leste apoia por unanimidade a luta do povo saharaui, afirmaram os dois vice-presidentes do Parlamento timorense.

Os dois parlamentares que receberam o embaixador da RASD em Timor-Leste, Mohamed Aslama Badi, afirmaram que "os deputados timorenses, representando todas as correntes políticas, votaram por unanimidade uma recomendação exprimindo o seu apoio ao combate do povo saharaui.

Os dois parlamentares destacaram a posição do Parlamento afirmando que ela traduz a posição do povo e do Estado timorense. As duas partes exprimiram a "vontade de reforçar os meios de cooperação entre a Assembleia nacional saharaui e o Parlamento nacional timorense a fim de apoiar a posição da questão saharaui nos fóruns internacionais".
Dili, 1 maio 2013 (SPS) 

domingo, 24 de fevereiro de 2013

“El Mundo”: A História do Sahara Ocidental em gráfico interativo



Desde 1975, a antiga colónia espanhola do norte de África tem sofrido a ocupação do seu vizinho Marrocos, uma guerra e uma situação de estagnação que perdura até aos nossos dias. 

Em 1991, Xanana Gusmão do alto das montanhas de Timor-Leste pedia para o exterior da ilha o plano de paz do Sahara Ocidental aprovado pelas Nações Nações, pois ele “poderia constituir um precedente histórico para a libertação do território, uma vez que previa um Referendo de Autodeterminação à população”…

Timor-Leste fez o seu referendo e, a 20 de maio de 2002, recuperou a sua Independência.

Em 2013, o povo saharaui espera ainda uma solução para o conflito e a possibilidade de se pronunciar quanto ao seu destino…!

Veja a história do conflito através deste Interessante gráfico interativo publicado pelo jornal “El Mundo” em 12-11-201º, poucos dias após o brutal desmantelamento do acampamento de Gdeim Izik.
 

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Ahmed Bukhari: "Marrocos tem uma política de caça ao saharaui com a ajuda de colonos"


O representante da Frente Polisario na ONU, Ahmed Bukhari participou neste fim de semana no fórum “Direitos Humanos no Sahara Ocidental", organizado pelo Sahara e Cantabria, em Santander. A sua próxima paragem será em Euskadi
Ahmed Bukhari insiste que a única solução possível para o conflito no Sahara Ocidental é o retorno à ideia original: a realização de um referendo de autodeterminação, que inclua a opção de independência. No entanto, Marrocos continua a bloquear esta saída, por isso as negociações das Nações Unidas estão paralisadas ", mas ainda não entraram em colapso."

O Enviado pessoal do SG da ONU, Christopher Ross, foi sexta-feira a Madrid. Como avança a sua mediação?

O processo de negociação está parado, como resultado de uma realidade que Marrocos não quer assumir, que é o facto de a negociação não poder conduzir ao que eles querem, que é a legitimação da sua proposta de autonomia. Marrocos tinha colocado todas as suas esperanças sobre as circunstâncias de 2007-2008, quando acreditou que algumas potências, especialmente os Estados Unidos e a França, o iam ajudar no Conselho de Segurança. Eu acho que Marrocos chegou à conclusão que isso não se pode materializar. É por isso que a próxima ronda de negociações foi adiada por Marrocos até ao próximo ano. Nestas circunstâncias, Ross decidiu visitar a região. Nós aceitámos, mas Marrocos opôs-se, alegando que têm eleições. Perante esta situação, Ross decidiu visitar as capitais dos países que integram o Grupo dos Amigos da ONU para o Sahara Ocidental: Madrid, Paris, Moscovo, Londres e Washington.

Qual o papel que deve desempenhar o Estado espanhol?

A Espanha tem um papel importante a desempenhar. Até agora, a imagem apresentada por Marrocos é que há uma espécie de ‘entente’ franco-espanhola para apoiar a visão marroquina. E, portanto, há um esforço conjunto dos saharauis e da sociedade espanhola, das forças políticas, de tentar quebrar o pacto que liga a diplomacia espanhola à diplomacia francesa em relação ao Sahara Ocidental. Fomos uma colónia espanhola e não há nada mais lógico do que continuar a manter uma relação com a metrópole, uma metrópole que seja capaz de cumprir as suas obrigações, como fez Portugal em relação a Timor-Leste, colónia que abandonou precipitadamente e que depois, pela pressão do povo Português, assumiu o que não tinha assumido em 1975.

Têm considerado outras formas de pressão diplomática, como o está fazendo a Palestina, por exemplo?

A ideia dos palestinos já a havíamos considerado há dez anos. E entendemos a motivação deste movimento diplomático palestino ante o fracasso das negociações. Mas nós ainda não chegámos ainda a um colapso definitivo do processo.

É o que parece…

O colapso não é definitivo ainda, no dia em que isso acontecer teremos que repensar a nossa estratégia. Ou voltar à pressão militar, que é algo que não gostaríamos, ou levantar a questão diplomática através da postura palestina: pedir a nossa entrada na ONU.

Que esperança existe, então, que o diálogo avance…?

Há um atraso, mas o resultado da negociação, de momento, é positivo para a Frente Polisario, porque demonstrou que Marrocos não pode alcançar o que deseja. Assim, a lógica é que Marrocos comece a mostrar desinteresse, o que é o que está fazendo agora. Mas é-lhe muito difícil desligar-se unilateralmente do processo. A parte que o vier a fazer tem que pagar um preço, e foi isso que aconteceu na Palestina. Foi Israel quem pôs todos os obstáculos ao processo. Isso deu argumento para a Palestina dizer: "nós tentámos tudo, não somos responsáveis ​​pelo impasse, é hora de fazer justiça." O que pretende Marrocos no Sahara Ocidental não é possível de alcançar, recusa-se a aceitar que não há outra saída que não seja voltar à ideia original: organizar um referendo. E na ausência de uma pressão militar ou diplomática ou de pressão interna do povo marroquino, o resultado pode ser o prolongamento do status quo. O Conselho de Segurança disse que isso é inaceitável, pelo que deve ser coerente e conduzir o processo para a direcção certa.


 Até agora, a imagem apresentada por Marrocos é que há uma espécie de ‘entente’ franco-espanhola para apoiar a visão marroquina.

Pode haver uma pressão no interior do Marrocos?

Não digo que possa levar ao colapso do regime, mas existem factores, como as despesas no Sahara Ocidental, assim como o aumento reivindicações sócio-económicas do povo marroquino, num contexto em que os amigos de ontem não podem dar o dinheiro que antes davam, nem na Europa nem no Golfo Pérsico, e ante o facto óbvio de que o Marrocos não conseguiu que um único país no mundo tenha reconhecido o Sahara Ocidental como seu. Todos estes factores devem, um dia, converter-se numa força de pressão para Marrocos, para que se envolva em negociações sérias. Portanto, não creio que estejamos num ponto em que possamos dizer que o processo de negociação tenha colapsado e que todas as perspectivas alternativas tenham sido cerradas.

O que está a ocorrer em Dakhla?

Dakhla  (porto pesqueiro e a terceira maior cidade do Sahara Ocidental ocupado) Tem sido palco nos últimos meses de violentas confrontações. O elemento novo na repressão exercida por Marrocos sobre a população civil do Sahara Ocidental é que mobilizou e implicou os colonos. Este é um elemento grave, porque a população saharaui e os colonos marroquinos sempre coexistiram, cada um para seu lado, mas sem se confrontarem. E Marrocos, para evitar ser visto como repressor, quer esconder-se por  detrás dos civis marroquinos. São praticamente forças paramilitares, utilizadas por Marrocos para reprimir. Integram as patrulhas nocturnas conjuntas com a polícia marroquina e estão equipados com armas brancas, sob a protecção da polícia marroquina, na execução de uma caça ao saharaui.

Após o sequestro dos 3 cooperantes nos campos de refugiados saharauis, surpreendeu e perturbou o facto de organizações terroristas poderem penetrar em Tindouf. Que informações tem sobre isso?

Ficámos surpresos porque nunca houve um caso anterior. Quanto ao modus operandi, entra o modelo de converter cooperantes estrangeiros em mercadoria, que depois é vendida a organizações terroristas que pedem um resgate aos governos. Portanto, pode ser que esta operação tenha sido realizada por ladrões de cavalos, salteadores de estradas, que querem ganhar dinheiro vendendo os seus reféns a uma organização, a Al Qaeda ou essa nebulosa. A outra opção é que tenha sido uma organização terrorista quem realizou o sequestro. Até agora não há nenhuma reivindicação oficial. Outra opção é que Marrocos esteja, de uma ou outra forma envolvido, para assustar a ajuda humanitária e reafirmar um elemento essencial da sua propaganda: que a Polisario está infiltrada por organizações terroristas e que para garantir a segurança na região a única entidade que o pode fazer é Marrocos.

Tomaram medidas para garantir uma maior segurança?

Sim, temos tomado medidas draconianas. Será quase impossível nos surpreenderem novamente.

Em Dezembro, a Frente Polisario realizará o seu Congresso. Quais as questões colocadas sobre a mesa?

Há um debate legítimo, a influência da primavera árabe está aí, o que leva à ideia de uma alternância política no poder. Se bem que os tempos políticos e históricos dos outros não sejam necessariamente os nossos, somos sensíveis a este debate. O secretário-geral disse que a Frente Polisario deve considerar procurar outro secretário-geral, que seria bom para o acesso das novas gerações de saharauis às tomadas de decisão. Muitas pessoas têm aplaudido isso e algumas pessoas são contra, porque acham que a prioridade deve ser a independência, em primeiro lugar. Outra questão será se é de pôr termo ao processo de negociações na ONU e retomar a pressão militar ou continuar através da via diplomática. E também como responder às reivindicações sócio-económicas da população.

Vai viajar até Euskadi. Tem planeada alguma reunião?

Espero que para me reunir com Ibarretxe.

Ouviu o seu discurso na ONU?

A sua posição sobre o Sahara é conhecida. Gostei do seu compromisso. Para nós, pela sua presença e da de Javier Bardem, não foi uma IV Comissão como as anteriores.

Marta Martinez - segunda-feira, 7 de Novembro, 2011