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quarta-feira, 10 de julho de 2019

O ministro de Negócios Estrangeiros da RASD fez uma declaração no final da cimeira da União Africana




Niamey, 9 de julho de 2019 (SPS).- No termo da XII Cimeira Extraordinaria da União Africana realizada no Níger, o ministro de Negócios Estrangeiros da República Árabe Saharaui Democrática, Mohamed Salem Uld Salek, fez uma declaração à imprensa sobre a atitude marroquina reunião cimeira panafricana.

A cimeira extraordinária aprovou a entrada em vigor do Acordo Continental que estabelece a criação de uma Zona de Livre Comércio, que consagra cinco grandes mecanismos relacionados com a transação de bens, regras de origem, métodos de troca e outras questões práticas relativas a empresas e entidades financeiras.
Eis o texto da declaração do ministro saharaui (em espanhol):

El Comisario de Comercio e Industria dio a conocer ante los Jefes de Estado, Gobierno y Jefes de Delegaciones presentes, la lista de países que habían ratificado el Tratado, entre los que se encuentra la República Saharaui. Marruecos por su parte, sólo había firmado pero no ratificado, lo que, de suceder, lo convertiría en Estado parte de este tratado al igual que la República Saharaui. En 2017, Marruecos también se unió al Tratado Constituyente de la UA, y es un estado parte de este tratado junto con la República Saharaui.

No se necesita ser versado en cuestiones legales para darse cuenta que las declaraciones del canciller marroquí, negando la existencia de la República Saharaui, sus bienes y productos; sólo buscan desviar la atención de los siguientes hechos:

1. Marruecos ha ratificado el Acta Constitutiva de la Unión Africana y por tanto, está obligado, en virtud de la misma, a cumplir plenamente con todas las obligaciones que resulten de ella, de conformidad con los requisitos de este tratado.

2. La Comunidad internacional no reconoce la soberanía de Marruecos sobre el Sahara Occidental.

3. La República Saharaui y el Reino de Marruecos son países distintos y separados. Cada uno de los cuales tiene sus propias fronteras reconocidas por las Naciones Unidas, la Unión Africana y demás organismos de la Comunidad Internacional

4. La presencia militar marroquí en los territorios ocupados de la República Saharaui es ilegal y se trata de una ocupación, tal como la han definido las Naciones Unidas, la Unión Africana y los tribunales internacionales.

5. Como Potencia ocupante; Marruecos no tiene derecho a explotar los recursos naturales saharauis ni convertir el territorio del Sahara Occidental en parte de su intercambio comercial con terceros. El Acuerdo de Libre Comercio que ha entrado en vigor se lo impide expresamente, conforme a La Reglas de Origen y demás procedimientos que regulan el intercambio comercial a nivel continental.

Queremos recordarle al ministro de Relaciones Exteriores del Reino de Marruecos, estado parte junto con la RASD en los convenios y acuerdos de la OUA / UA, incluido el Acuerdo de Libre Comercio que Marruecos está legalmente vinculado al mismo por lo siguiente:

Primero. El nombre del Rey de Marruecos figura junto con el del Presidente de la República Saharaui en la lista de jefes de estado, en la primera página del documento del Acta Constitutiva de la Unión Africana.

Segundo. De acuerdo a lo dispuesto en el artículo 4 del Acta, en los párrafos A, B, F y J, Marruecos se compromete a:

(a) la igualdad soberana y la interdependencia entre los Estados miembros de la Unión.

(b) respeto de las fronteras existentes en el logro de la independencia.

(f) prohibición del uso de la fuerza o amenaza de uso de la fuerza entre los Estados miembros de la Unión.

(j) el derecho de los Estados miembros a solicitar la intervención de la Unión para restaurar la paz y la seguridad

Tercero. De conformidad con la Declaración de Kigali (Ruanda) de 2016 sobre el lanzamiento de la Zona de Libre Comercio de África, los Estados miembros se han comprometido, en el Preámbulo de esta Declaración a:

el total respecto a lo que se ha negociado y acordado en los textos legales relativos a la Zona de Libre Comercio,”.

Cuarto. En el Anexo 2 de este Tratado de Libre Comercio, específicamente en el Artículo 1, párrafo (f), los Estados Partes, con respecto a las Reglas de Origen se comprometen a:

País de origen significa el Estado Parte en el que se producen o se manufacturan las mercancías”

Quinto. La Convención de Viena sobre el Derecho de los Tratados de 1969 afirma en su artículo 26 que el contrato es el derecho de las partes contratantes y que “cada tratado es vinculante para sus partes y se aplicará de buena fe”

También reconoce en su artículo 29 que el tratado “se aplica solo en el área territorial del Estado parte”.

Finalmente se puede decir que las declaraciones del ministro marroquí, después de las derrotas sufridas en Niamey, están dirigidas principalmente a la opinión nacional marroquí ya que, por una parte, Marruecos ratifica compromisos internacionales, y por otra proyecta un discurso interno totalmente inverso a lo que ha asumido. Todo esto para intentar superar la gran crisis estructural que sufre el régimen de la familia alauí que ha hecho que el país ocupe los últimos puestos en los indicadores de desarrollo humano, educación y salud, y elevándolo al rango más alto en cuanto a emigración y número de nacionales pertenecientes a grupos terroristas, sin obviar su supremacía en la exportación de drogas.
NIAMEY, 9 de julio de 2019.



domingo, 17 de fevereiro de 2019

África do Sul e a Namíbia organizam conferência de solidariedade com o povo saharaui





Pretória, 16 de fevereiro de 2019. - (El Confidential Saharaui) - Lehbib Abdelhay / ECS - África do Sul e Namíbia organizam conjuntamente a conferência de solidariedade com o povo saharaui que terá lugar a 25 e 26 de Março e é patrocinada pela Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral ( SADC), anunciou quarta-feira o Ministro dos Negócios Estrangeiros da África do Sul, Lindiwe Sisulu. A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (em inglês, Southern Africa Development Community, SADC), é uma organização inter-governamental criada em 1992 e dedicada à cooperação e integração socio-económica, bem como à cooperação em matérias de política e segurança, dos países da África Austral.

A conferência deverá realizar-se na África do Sul. Segundo o documento, Sisulu insistiu que o evento "demonstrará o compromisso continuado (da África do Sul) com a luta do povo saharaui".

"Queremos enfatizar que a solução para a questão do Sahara Ocidental deve se basear no princípio da autodeterminação e da descolonização", disse o ministro sul-africano durante uma audiência no parlamento.

A África do Sul pede "mais solidariedade com o povo da República Saharaui e uma pressão mais forte sobre Marrocos para implementar as resoluções aprovadas pelas Nações Unidas, que garantem a independência do povo do Sahara Ocidental".

Por seu lado, o Presidente sul-africano Cyril Ramaphosa anunciou, a este respeito, que a SADC organizará uma sessão extraordinária para apoiar o povo saharaui.

Recorde-se que durante a última sessão ordinária da 32ª cimeira da UA, Ramaphosa juntou-se à troika presidencial da União Africana para uma solução no Sahara Ocidental.

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Brahim Gali reúne em Adís Abeba com António Guterres, SG da ONU




Adis Abeba, 10 fevereiro de 2019. -(El Confidencial Saharaui) / Por Lehbib Abdelhay/ECS.
No âmbito das consultas entre as autoridades saharauis e o Secretariado das Nações Unidas, Brahim Gali, Presidente da República Saharaui e Secretário-Geral da Frente Polisario, manteve hoje conversações oficiais com o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres na capital da Etiópia, Addis Ababa, relata a SPS.

As conversações centraram-se no processo de paz conduzido pelas Nações Unidas no Sahara Ocidental e em particular nos esforços do Secretário-Geral e do seu Enviado Pessoal, Horst Köhler, para encontrar uma solução justa e duradoura para o conflito na base da legitimidade internacional, acrescenta a agência de noticias saharaui SPS.

O secretário-geral da ONU, por seu lado, destacou o seu total apoio ao seu enviado pessoal para avançar no processo político atual dirigido pela ONU com vista à procura de uma solução para o longo conflito no Sahara Ocidental.

Durante a reunião, Gali sublinhou a plena cooperação das autoridades saharauis com as Nações Unidas para alcançar uma solução justa e duradoura para a questão de descolonização do Sahara Ocidental na base da aplicação da legitimidade internacional e no respeito pelo direito inalienável do povo saharaui à livre determinação e à independência em conformidade com as resoluções da ONU e da União Africana (UA).

Cabe assinalar que a União Africana instou os dois Estados membros da União, a República Saharaui e o Reino de Marrocos, a iniciar negociações diretas e sem condições prévias para resolver o conflito.



As consultas oficiais assistiram o Secretário-Geral das Nações Unidas, acompanhado de John Pierre Lacroix, Secretario-Geral Adjunto para Operações de Paz, Bienz Gawans, Assessora do Secretário-Geral para Assuntos Africanos e adjunta de Guterres.

Do lado saharaui, o presidente da República, Brahim Gali, era acompanhado por Mohamed Salem Ould Salek, ministro dos Assuntos Exteriores, a Secretária-Geral da União das Mulheres Saharauis, Fatma Mahdi, e pelo representante da Frente Polisario junto da ONU, Sidi Mohamed Omar.


terça-feira, 22 de janeiro de 2019

República Saharaui participa em Bruxelas na reunião de ministros de Assuntos Exteriores da União Africana e União Europeia



Poucos dias depois da aprovação pela UE e do Parlamento Europeu da revisão do acordo de associação entre a União Europeia e o reino de Marrocos, que estende o entendimento à exploração dos recursos naturais do Sahara Ocidental ocupado, presume-se que o debate tenha sido aceso…!

Uma delegação saharaui, encabeçada por Mohamed Salem Ould Salek, membro do Secretariado Nacional da F. Polisario e ministro de Negócios Estrangeiros Saharaui, participou na reunião de ministros de Assuntos Exteriores da União Africana e da União Europeia, que se realizou em Bruxelas de 21 a 22 de janeiro.

Os Ministros dos Negócios Estrangeiros da UE discutiram com os seus homólogos africanos a cooperação UE-UA em áreas políticas tais como: paz, segurança e governação, e em áreas económicas como: comércio, investimento e integração económica, bem como o reforço da cooperação entre os países para manter a paz e a estabilidade.

A delegação saharaui em Bruxelas

A delegação saharaui era composta pelo ministro delegado para a Europa, Mohamed Sidati, o Conselheiro do Ministério de Relações Exteriores Mohamed Yeslem Beissat, o embaixador e representante permanente junto da União Africana, Lamine Baali, e membros da Representação da Frente Polisario na Europa e Bélgica Aba Ma Elainin e Basiri Mulay Hassan.

À margem da reunião, a delegação saharaui manteve várias reuniões com as delegações participantes. Segundo várias fontes diplomáticas ouvidas pelo El Confidencial Saharaui, Marrocos, cuja delegação era liderada pelo ministro de Assuntos Exteriores e Cooperação Internacional, encarregado da Cooperação Africana, Mohcine Jazouli, tentou convencer as instituições europeias a retirar a placa da RASD dos trabalhos da reunião ministerial e a mudá-la por outra que diria apenas "Sahara Ocidental", tendo procurado, além disso, reunir sem êxito alguns Estados membros das organizações continentais para as suas teses. Tal como o haviam tentado a quando da reunião ministerial da Conferência Internacional de Tóquio sobre o Desenvolvimento de África (Ticad), realizada na capital nipónicas a 6 e 7 de outubro de 2018, o que levaria ao abandono da delegação marroquina dado que as suas manobras não surtiram efeito.

A delegação saharaui participou, esta segunda-feira, no jantar oficial em honra dos ministros de Relações Exteriores de ambas as organizações que contou com a presença da Alta Representante da União Europeia (UE) para os Assuntos Exteriores e Política de Segurança, Federica Mogherini e do ministro de Relações Exteriores do Ruanda, Richard Sezibera.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

ESPANHA: MOVIMENTO DE SOLIDARIEDADE REPUDIA ACORDO ILEGAL ENTRE A UNIÃO EUROPEIA E MARROCOS



Madrid, 17 de janeiro de 2019 (SPS)- A Coordenadora Estatal de Associações Solidárias com o Povo Saharaui deplora o ilegal acordo entre a UE e Marrocos, afirmando que ratificar a proposta do acordo de 20 de julho de 2018 entre a UE e Marrocos é um ato desprovido de ética e um ato ilegal, do é responsável pessoalmente todos os parlamentares que votaram a favor do mesmo.

Neste contexto, a CEAS-Sahara acrescenta: “Em nome da Coordinadora Estatal de Asociaciones Solidarias con el Sahara, que no seu seu conjunto representa centenas de Associações que representam milhares de pessoas - com dignidade, decisão e consciência-, reiteramos que não queremos fazer parte de uma União Europea que não respete fielmente os direitos humanos nas suas relações económicas e políticas com países terceiros, e ante a ratificação do acordo comercial entre Marrocos e a União Europeia, queremos declarar:
Que o Sahara Ocidental, antiga colónia e província espanhola, é na atualidade um Território Não-Autónomo sob a ocupação militar estrangeira de Marrocos. Território, além disso, dividido por um muro militar de mais de 2.700 quilómetros — rodeado de minas anti-pessoal que blinda a ocupação, divide as famílias, e “protege” a espoliação dos abundantes recursos naturais do território: pesca, agricultura, fosfatos, areia, etc.

Apesar das sucessivas pareceres e sentanças do Tribunal de Justiça da UE, a Comissão Europeia e Marrocos acordaram a 20 de julho uma proposta de acordo de pesca que inclui as águas do Sahara Ocidental, violando assim a legalidade da própria justiça europeia [1]. . Nos acórdãos do TJUE, de dezembro de 2016 e de fevereiro e de julho de 2018, ficou estabelecido que Marrocos e o Sahara Ocidental são territórios distintos e separados, em virtude da Carta das Nações Unidas e do princípio da autodeterminação dos povos; esclarende o Tribunal que o substantivo não é determinar se uma possível actividade económica seria favorável ou não à população saharaui, mas apenas saber se o representante do povo saharaui, a Frente Polisário, deu o seu consentimento, em aplicação da Resolução 34/37 da Assembleia Geral. das Nações Unidas.

A ratificação do acordo comercial e de pesca, para a sua aplicação também ao Sahara Ocidental, não respeita o direito do povo saharaui à autodeterminação e a sua soberania permanente sobre as riquezas e recursos naturais, em conformidade com a legalidade internacional e, em particular, de acordo com os recentes acórdãos do Tribunal de Justiça da UE.

A Frente Polisario, representante único e legítimo do povo saharaui, ratificada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, manifestou a sua disponibilidade para negociar com a UE tudo o que diga respeito aos recursos naturais do Sahara Ocidental, respeitando sempre os direitos e interesses legítimos do povo saharaui.

Neste quadro, da nossa parte, faremos todos os esforços e tomaremos todas as medidas possíveis para denunciar os atos ou omissões de qualquer parlamentar europeu que contribua para a pilhagem, a exploração, a destruição e / ou o esgotamento da riqueza e dos recursos naturais do Sahara, incluindo as suas terras e suas águas adjacentes.

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

2018/Sahara Ocidental: vitórias diplomáticas, Rabat face à pressão da ONU





Chahid ElHafedh, 24 dez 2018 (SPS) - O ano de 2018 termina com um avanço diplomático muito significativo na questão do Sahara Ocidental, com as negociações de Genebra sob os auspícios da ONU, marcadas pelo sério compromisso de Marrocos e da Frente Polisario de relançar e prosseguir as negociações para resolver o conflito.
Rabat, que mantém o status quo, vê-se confrontado com o direito internacional para a organização do referendo de autodeterminação do povo saharaui.

Durante muito tempo em ponto morto, um novo vento sopra sobre a questão saharaui, graças aos esforços do enviado pessoal do Secretário-Geral da ONU para o Sahara Ocidental, Horst Kohler, que conseguiu reunir as partes em conflito, a Frente Polisario e Marrocos, em torno da mesa de negociações, na presença da Argélia e da Mauritânia, na qualidade de Estados vizinhos.
Uma estreia, desde as conversações de Manhasset 2012, e isso de acordo com a resolução 2414 do Conselho de Segurança para o relançamento das negociações diretas, sem condições prévias.
Esta reunião é "um primeiro passo para um renovado processo de negociações com vista a alcançar uma solução justa, duradoura e mutuamente aceitável que permita a autodeterminação do povo saharaui", e atesta a seriedade e boa vontade do Secretário-Geral da ONU, Antonio Guterres, para a resolução do conflito, tornando esta questão uma prioridade do seu mandato desde que assumiu o cargo em 2017, abrindo caminho a uma nova reunião no início de 2019.

2018, um ano rico em vitórias diplomáticas face às manobras marroquinas
Durante o ano de 2018, organizações e associações internacionais mobilizaram-se para defender o direito do povo saharaui a decidir o seu futuro através de um referendo de autodeterminação, conforme o estipulado pelas resoluções da ONU e pela legalidade internacional após mais de quarenta anos luta pela soberania nacional.
Esta dinâmica foi apoiada pelos estados da África e da América Latina, bem como pelas autoridades jurídicas e políticas de todo o mundo, apelando a um diálogo que conduza a uma solução que respeite a vontade do povo saharaui.
Se bem que alguns governos europeus tentem contornar a legalidade internacional por razões de "interesses económicos", não é menos verdade que vários deputados e militantes da causa saharaui se tenham insurgido e erguido a sua voz contra a atitude dos países da UE, em particular a França e Espanha no que se refere à exploração ilegal dos recursos naturais, no que constitui objetivamente um "apoio ao ocupante marroquino".
Em relação ao plano da ONU, o ano passado foi marcado pelo levantamento do bloqueio no caminho para o processo de acordo, e uma nova dinâmica foi trazida pelo Conselho de Segurança, que estendeu por um período de apenas seis meses, e por duas vezes (abril e outubro de 2018), o mandato da Missão da ONU para a Organização do Referendo no Sahara Ocidental (MINURSO).
A duração do mandato (6 meses em vez de um ano) foi positivamente acolhido, após tentativas marroquinas e francesas de manter a duração habitual (de um ano). Tal decisão, segundo observadores, confirma a vontade das Nações Unidas de acelerar a resolução do conflito através de uma solução que prevê a autodeterminação do povo saharaui.
Na frente jurídica, a rejeição da soberania de Marrocos sobre os territórios e águas adjacentes ao Sahara Ocidental ocupado foi reforçada em 2018 pelas decisões dos tribunais africano e europeu, em particular do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), de 27 de fevereiro de 2018, relativa ao acordo de pesca (UE-Marrocos), mas também à decisão do Supremo Tribunal da África do Sul no caso do carregamento de fosfato transportado pelo navio NM Cherry Blossom, determinando que a República Árabe Saharaui Democrática (RASD) é o "dono" da carga.
Mais ainda, o acordo aéreo entre a UE e Marrocos foi também julgado pelo Tribunal Europeu sem aplicação ao território do Sahara Ocidental e ao seu espaço aéreo, confirmando, mais uma vez, o estatuto separado e distinto da terra, mar e terra da República Árabe Saharaui Democrática.
Durante o ano, na Cimeira da União Africana (UA) realizada em Nouakchott (Mauritânia), Marrocos aprendeu, a expensas suas, o compromisso da UA com os direitos do povo saharaui à autodeterminação e à independência, após o "decisão histórica" em criar um mecanismo Africano para encontrar uma solução para o conflito entre a RASD e Marrocos, marcando assim um ponto de viragem no tratamento do caso e o início da "contagem regressiva para a ocupação marroquina".

Marrocos enfrenta o cansaço internacional
Colocado contra o muro, o regime marroquino tentou enganar a opinião pública e "minar" os esforços para resolver o conflito, caindo em contradições, especialmente quando o rei Mohamed VI apontou em discurso recente, o compromisso de Rabat de apoiar os esforços das Nações Unidas, mas estabelecendo, em contrapartida, condições e referências, não reconhecidas, como um pré-requisito para a solução do conflito, bem como através da sua afirmação do compromisso no âmbito da UA, ao mesmo tempo que se opõe ao retorno da representação da Organização Pan-Africana a El Aiún ocupada para cooperar com MINURSO.

ONG denunciam as violências marroquinas contra os jornalistas saharauis
Além disso, Marrocos, que mantém a política de fuga para a frente há mais de uma década para escapar ao referendo, continua a violar os direitos do povo saharaui, pilhando os recursos naturais deste território inscrito desde 1966 na Lista de Territórios Não Autónomos, portanto elegíveis à aplicação da Resolução 1514 da Assembleia Geral da ONU, Declaração sobre a Concessão de Independência aos Países e Povos Coloniais.
No entanto, enquanto Rabat trabalhou para manter até agora o status quo, as Nações Unidas e os EUA expressaram o seu cansaço, questionando a própria razão existencial da MINURSO que não consegue organizar o referendo de autodeterminação prometido ao povo saharaui e que constituiu a missão fundamental para a qual foi criada em 1991. (SPS)

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

RASD participa nos trabalhos da 20ª Sessão Extraordinária do Conselho Executivo de Ministros de de Negócios Estrangeiros da União Africana



Addis Abeba, 14 de novembro de 2018 (SPS) - A República Árabe Saaraui Democrática participa de hoje até 18 de novembro, em Adis Abeba, nos trabalhos da 20ª Sessão Extraordinária do Conselho Executivo dos Ministros dos Negócios Estrangeiros da União Africana (UA) a anteceder a 11ª Cimeira Extraordinária sobre a Reforma Institucional da União Africana.

A RASD participa no evento com uma importante delegação chefiada pelo ministro delegado responsável pelos Assuntos Africanos, Hamdi Jalil Mayara e o embaixador da RASD na Etiópia, Lamman Abaali.
Os ministros africanos analisarão nesta sessão as recomendações contidas no relatório da Reunião Preparatória do Comité de Representantes Permanentes sobre as Propostas para a Reforma da Comissão da UA.
Também irão analisar os assuntos relacionados com o mandato da Agência de Desenvolvimento da UA (AUDA), a divisão do trabalho entre os Estados membros, a Comissão da União Africana e os órgãos da UA, entre outros tópicos de interesse continental.




sábado, 10 de novembro de 2018

Presidente Brahim Gali recebe delegação da Comissão da União Africana




Chahid El Hafed (Acampamentos de Refugiados saharauis), 10 de novembro de 2018 (SPS) - O presidente da República Saharaui, Brahim Gali recebeu esta sexta-feira a delegação da Comissão da UA após o fim da visita de trabalho que realizou a diversas instituições estatais saharauis.

Durante a receção da delegação, o presidente saharaui elogiou a firme posição de África em relação à justa causa saharaui, uma posição que emana da Ata Constitutiva da União Africana, afirmando que “África abraçou o problema saharaui e tem acompanhado a sua justa luta que continuará até à descolonização da última colónia de África”.

Em declarações à imprensa nacional após a reunião, a Comissária para os Assuntos Sociais, Amira Fazal, explicou que a "visita de uma delegação da Comissão da União Africana à República saharaui pretende cumprir vários objetivos na República saharaui, a começar pela vontade do Estado saharaui de se juntar à campanha CARMMA como o 50º membro da UA. Fomos também recebidos pelo Presidente da República saharaui e Secretário-Geral da Frente Polisario, Sr. Brahim Gali, que nos informou sobre os últimos desenvolvimentos da causa saharaui e a quem transmitimos as saudações do Presidente da Comissão da UA. "

Por sua parte, o Embaixador do Lesoto na União Africana, na qualidade de representante do Subcomité Africano de Deslocamento e Refugiados, disse: "Durante nossa visita ao Estado saharaui, pudemos verificar a situação através de várias visitas a instituições estatais saharauis".

A delegação africana durante a sua visita visitou as instalações do Crescente Vermelho Saharaui, onde recebeu explicações sobre a situação humanitária, e pôde também verificar a situação dos direitos humanos no Sahara Ocidental, num encontro oficial com o Comité Saharaui dos Direitos Humanos.

A delegação da União Africana (UA), composta por 13 membros da Comissão de Assuntos Políticos e Sociais da UA, chegou quinta-feira para uma visita de trabalho de dois dias à RASD para lançar o Reforço da Campanha de Redução da Mortalidade Materno-Infantil em África sob o tema "A África está preocupada: nenhuma mulher deve morrer ao dar à luz".


terça-feira, 3 de julho de 2018

Líder saharaui insta a União Africana a ser “mais efetiva” na procura de uma solução que garanta a independência do Sahara Ocidental



Nouakchot, 02 de julho de 2018 (SPS) – O presidente da República Árabe Saharaui Democrática, Brahim Gali, pediu esta segunda-feira Nouakchot (Mauritânia) que a União Africana (UA) seja “mais efetiva” na procura de uma solução que assegure a independência do Sahara Ocidental.

“A União Africana deve ser mais efetiva e estar presente a apoiar as Nações Unidas para garantir a independência do Sahara Ocidental”, afirmou em declarações à imprensa, duranta 31ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da UA.

O líder saharaui acrescentou que a UA terá que colaborar com Conselho de Segurança da ONU para que haja uma evolução deste tema com vista a iniciar negociações diretas entre a República Saharaui e Marrocos.

Referindo-se à criação de um mecanismo ao nível dos Chefes de Estado da UA para chegar a uma solução para o conflito entre a República saharaui e Marrocos, indicou que este (mecanismo) deveria seguir o dossiê e coordenar com a ONU para acabar com "a última colónia na África".

sábado, 30 de junho de 2018

União Africana: Sahara Ocidental será tratado como ponto “separado e à parte”



31.ª Cimeira da UA na capital da Mauritânia

Nouakchott – O tema do Sahara Ocidental será inscrito, pela primeira vez, como um “ponto à parte e independente” de outros temas na agenda da 31ª Cimeira da União Africana (UA), segundo revelou esta sexta-feira em Nouakchott o ministro de Negócios Estrangeiros saharaui, Mohamed Salem Ould Salek.

“Esta cimeira é um importante pode inflexão para o problema do Sahara Ocidental porque
é a primeira vez que está na agenda da cimeira como um ponto independente e separado de outros temas”, afirmou o ministro saharaui em declarações à APS, em vésperas da reunião magna de Chefes de Estado e de Governo da UA, programada para este domingo e segunda-feira na capital mauritana.

Mohamed Ould Salek, MNE da República Saharaui
A questão do Sahara Ocidental não será abordada no “contexto geral e global dos conflitos”, afirmou, explicando que o tema será discutido a nível de Chefes de Estado e Governo, que também receberão pela primeira vez um “relatório exclusivo e independente” sobre a questão.

“Esperamos que tenha lugar um debate depois da publicação do relatório do presidente da Comissão da União Africana, marcando um ponto de inflexão no tratamento pela UA do problema do Sahara Ocidental”, afirmou Ould Salek acrescentando que “Marrocos sempre procurou retirar a questão saharaui da agenda da União Africana”.

Segundo o chefe da diplomacia saharaui, Marrocos subscreveu e ratificou o ato constitutivo da UA que “proíbe usurpar os territórios de outros através do uso da força”.

O Presidente da RASD é recebido pelo seu homólogo mauritano à sua chegada a Nouakchott 


Referiu também que Marrocos é obrigado a resolver o conflito através de negociações pacíficas, lembrando que desde 1991, data da criação da Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental (Minurso) e a entrada em vigor do cessar-fogo, Marrocos bloqueou a organização do referendo de autodeterminação previsto para 1992.
Criada a 29 de abril de 1991, a Minurso tem como objetivo preparar e organizar um referendo de autodeterminação para o povo do Sahara Ocidental.

Marrocos continua a “recusar” a ideia da descolonização do Sahara Ocidental, lamentou aquele dirigente, acrescentando que ao converter-se em membro da UA, procura agora criar “dificuldades” dentro da organização panafricana, para “desestabilizar as fileiras da nossa unidade ao mesmo tempo que persiste na sua ocupação do Sahara Ocidental”.

Ould Salek disse que esta cimeira da UA servirá, uma vez mais, para chamar à ordem Marrocos e os que estão por detrás dele, já que o Sahara Ocidental é uma questão africana, que não pode ser retirada da UA.


sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Marrocos vai apresentar moção para excluir Sahara Ocidental da União Africana – anedota ou um «tiro no pé»?






Diz hoje a Lusa, com base da revista Jeune Afrique, que “A diplomacia marroquina, que recentemente reforçou a sua representação em Adis Abeba, sede da União Africana (UA), vai apresentar uma moção destinada a excluir a República Árabe Saharaui Democrática (RASD) da organização pan-africana, noticia hoje a imprensa.

Quanto mais o seu isolamento mais as autoridades marroquinas – que quando se fala em autoridades estamos a falar obviamente no Rei de Marrocos e o Mahkzen ou a sua entourage  - parecem entricheiradas nas suas teses expansionistas que há muito a comunidade internacional vem condenando, empreendendo uma fuga prá frente cujo desfecho se desconhece. O seu isolamento no continente africano parece não levantar contestação e para isso basta analisar as conclusões da recente cimenta da UA em Addis Abeba.


Segundo a revista Jeune Afrique, nos “corredores” da sede da UA, os diplomatas marroquinos em Adis Abeba não têm escondido a intenção, garantindo que o projeto será apresentado em breve.

A revista de atualidade virada para o continente africano mas desde sempre alinhada com Marrocos refere que à decisão de Marrocos não é alheia a eleição do país para o Conselho de Paz e Segurança da organização, a 26 de janeiro último.

Na ocasião, 39 países - mais de dois terços dos membros (55) - votaram a favor de Marrocos, sem qualquer voto contra, mas com 16 abstenções, pelo que, nos “corredores”, a ideia agora é convencer os indecisos.

Fontes citadas pela revista semanal indicaram que, apesar de o voto neste tipo de decisões ser eletrónico, logo, secreto, os marroquinos têm “uma ideia de quem são os indecisos”, pelo que estão a intensificar a pressão, através dos lóbis, para os convencer favoravelmente.
Paralelamente, as autoridades de Rabat destacaram para Adis Abeba a maior e mais importante representação diplomática em África.

Nesse sentido, adquiriram um prédio, de sete pisos, em fase final de construção, próximo do aeroporto de Bole (Adis Abeba), onde irão instalar a embaixada de Marrocos na Etiópia, liderada por uma mulher, a embaixadora Nehza Alaoui M´Hamdi, e os escritórios do representante permanente junto da UA, Mohamed Arrouchi.

A missão diplomática marroquina contará também com representantes de vários ministérios – Justiça, Agricultura, Economia e Ambiente -, albergando ainda uma célula dos serviços secretos do país.

Marrocos regressou à União Africana em janeiro de 2017, 33 anos depois de abandonar, em 1984, a então Organização da Unidade Africana (OUA), após esta ter reconhecido a RASD (Sahara Ocidental) como país e a Frente Polisário (FP) como seu representante legítimo.
O processo de paz saharauí está num impasse há já vários anos devido a posições divergentes entre as duas partes.

Diz a Lusa: “A RASD, representada pela Frente Polisário, reclama a realização de um referendo de autodeterminação, pretensão recusada pelas autoridades de Marrocos, que propõem uma maior autonomia do território, mas sempre sob soberania marroquina”.

Pelo que se lê do texto da agência noticiosa portuguesa mais parece que estamos a falar de um Benfica Sporting… Mas a agência devia ater-se mais às decisões da ONU sobre o tema. A questão do Referendo é uma premissa da comunidade internacional e foi aprovada e aceite pelas duas partes do conflito – Marrocos e a Frente Polisario – desde 1991. Foi isso que deu origem ao cessar-fogo após 16 anos de intensa guerra e à criação, pela ONU, da Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental (MINURSO), que está no terreno, tanto nas regiões do território ocupadas por Marrocos, como nas regiões libertadas pela Polisario, como nos campos de refugiados saharauis na região de Tindouf, no extremo sudoeste da Argélia, junto à fronteira com o Sahara Ocidental.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

União Africana reitera apoio à RASD e apela a boicote ao evento promovido por Marrocos





A declaração final da 30ª Cimeira da União Africana em Adis Abeba, que reúne os líderes do continente, reafirmou o seu apoio ao referendo sobre a autodeterminação do Sahara Ocidental e apelou ao boicote à reunião de Crans Montana, na cidade de Dakhla, nos territórios ocupados do Sahara Ocidental. O encontro anual do Fórum Crans Montana, organização suíça com base no Mónaco e com caráter internacional, tem sido usado há vários anos por Marrocos como um veículo de propaganda para sua presença ilegal nos territórios ocupados.

O ponto 15 da declaração da Cimeira expressa assim a posição da UA:

15. EXPRIME O SEU APOIO à retomada do processo de negociação entre Marrocos e a República Democrática Árabe do Sahara (RASD), com o objetivo de alcançar uma solução duradoura consistente com a letra e o espírito das decisões relevantes da OUA / UA e as resoluções da ONU. A Cimeira REITERA OS SEUS PEDIDOS aos dois Estados membros para levarem a cabo, sem pré-condições, negociações diretas e sérias facilitadas pela UA e as Nações Unidas para a realização de um referendo livre e justo ao povo do Sahara Ocidental. A UA está decidida a colocar em funcionamento o seu Comité de Chefes de Estado e de Governo sobre o Sahara Ocidental, pelo que a cimeira APELA a ambas as partes a cooperar plenamente com o Alto Representante da UA para o Sahara Ocidental, o ex-presidente de Moçambique, Joaquim A. Chissano, e o Enviado Pessoal do Secretário Geral das Nações Unidas, Sr. Horst Köhler. A Conferência SOLICITA a Marrocos, como Estado-Membro da UA, a que permita que a Missão de Observação da UA volte a El Aaiún, Sahara Ocidental, e permita um monitoramento independente dos direitos humanos no Território. A Conferência REITERA os seus pedidos repetidos, em particular na declaração adotada na sua 24ª sessão ordinária realizada em Adis Abeba, de 30 a 31 de janeiro de 2015, 15. EXPRIME SEU APOIO para a retomada do processo de negociação entre Marrocos e a República Democrática Árabe do Sahara (RASD), com o objetivo de alcançar uma solução duradoura consistente com a letra e o espírito das decisões relevantes da OUA / UA e as resoluções da ONU. A Conferência REITERA SEUS PEDIDOS aos dois Estados membros para levarem a cabo, sem pré-condições, negociações diretas e sérias facilitadas pela UA e as Nações Unidas para a realização de um referendo livre e justo para o povo do Sara Ocidental. Enquanto a UA está pronta para colocar em funcionamento o seu Comitê de Chefes de Estado e de Governo sobre o Sara Ocidental, a Conferência APELA para ambas as partes para cooperar plenamente com o Alto Representante da UA para o Sahara Ocidental, o ex-presidente de Moçambique , Joaquim A. Chissano, e o Enviado Pessoal do Secretário Geral das Nações Unidas, Sr. Horst Köhler. A Conferência SOLICITA Marrocos, como Estado-Membro da UA, para permitir que a Missão de Observação da UA volte para El Aaiún, Sara Ocidental, além de permitir um monitoramento independente dos direitos humanos no Território. A Conferência REITERA os seus pedidos repetidos, em particular na sua declaração adotada em sua 24ª sessão ordinária realizada em Adis Abeba, de 30 a 31 de janeiro de 2015, a que o Fórum Crans Montana, uma organização com sede na Suíça, desista de realizar as suas reuniões na cidade de Dakhla, no Sahara Ocidental, e SOLICITA a todos os Estados membros, organizações da sociedade civil africana e outros atores relevantes para boicotar a próxima reunião agendada para 15 a 20 de março de 2018.

O SG da ONU, António Guterres, destacou que a África alcançou avanços admiráveis no campo dos direitos humanos, referindo que os países do continente "sempre abrem as suas portas aos refugiados e migrantes", o que pode servir de lição a outras regiões do mundo. Mas lembrou que a comunidade global não pode garantir uma paz duradoura se a África não puder resolver os seus conflitos e fazer grandes esforços para prevenir conflitos.

António Guterres afirmou que a ONU continuará ao lado da União Africana, respeitando a liderança na solução dos problemas do continente.

Fonte: PUSL


quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Presidente da República Saharaui no almoço em honra dos chefes de Estado e de Governo que participam na Cimeira UA-UE



Abidjam (Costa do Marfim), 29/11/2017 - O Presidente da República e Secretário-Geral da Frente Polisario, Brahim Gali, participou hoje no almoço organizado pelo presidente da Costa do Marfim, Lasan Ouattara, em honra dos chefes de Estado e de Governo presentes na Quinta Cimeira União Europeia-União Africana.

A Cimeira que se realiza entre hoje e amanhã naquela capital afriacna, conta com a presença de mais de 83 chefes de Estado e de governo de ambos os continentes.

A Cimeira deverá abordar "as estratégias comuns da UE e da UA para enfrentar os desafios que enfrentan ambas as partes". Na coimeira será abordado o desafio da paz e da segurança, aprofundar-se a cooperação na lucha contra o terrorismo.

A delegação saharaui reiterará a necessidade de uma maior colaboração internacional para concretizar a autodeterminação do povo  saharaui.

Esta cimeira euroafricana é a primerira em que participa a RASD, convidada para o magno evento após uma intensa batalha diplomática.



A presença da (RASD) na cimeira constitui uma mensagem clara para Marrocos, um ano depois da sua admissão na UA, assim como uma prova evidente de que  UA apoia sem rodeioa a descolonização do Sahara Ocidental e respeita os princípios de sua Carta Constitutiva.

O Presidente da República saharaui chegou ontem a Abidjam acompanhado pelo ministro de Estado e conselheiro da presidência, Bachir Mustafa Sayed, o coordenador com a MINURSO, Mhamed Khadad, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Mohamed Salem Ould Salek, a secretária-geral da União de Mulheres, Fatma Mahdi, o ministro delegado para a Europa, Mohamed Sidati, o ministro delegado para África, Hamdi Mayara, o embaixador para a União Africana, Laman Bali, o conselheiro da presidência, Abdati Braica, a conselheira da presidência Sukeina Larabas e Mousa Blal, diretor de África no Ministério dos Negócios Estrangeiros.

(SPS)- Confidencial Saharaui

domingo, 29 de outubro de 2017

A RASD tomará parte na Cimeira de Associação União Africana-União Europeia que se realiza na Costa do Marfim




Chahid El Hafed (Acampamentos de Refugiados Saharauis), 27 de outubro de 2017 (SPS)- O Ministério de Informação da República Árabe Saharaui Democrática comunica que a RASD recebeu esta sexta-feira, 27 de outubro, um memorandum da Comissão da União Africana que tem por base um memorando da República da Costa do Marfim que convoca todos os Estados africanos sem exceção a participar na V Cimeira da Associação União Africana-União Europeia que terá lugar na capital da Costa do Marfim, Abidjan, nos dias 29 e 30 de novembro de 2017, conforme a decisão do Conselho Executivo (Conselho de Ministros de Negócios Estrangeiros) durante a sua sessão especial realizada em Addis Abeba a 16 de outubro.

O memorando, segundo o comunicado, estabelece que a República da Costa do Marfim garantirá a participação de todos os países e tomará todas as medidas necessárias para que a cimeira se realiza com êxito.

“A República Árabe Saharaui Democrática aproveita a ocasião para felicitar a União Africana e todos os povos africanos, expressando a sua plena confiança de que a cimeira constituirá sem dúvida um êxito e uma oportunidade para fortalecer a associação e a cooperação entre a União Africana e a União Europeia”, refere o comunicado do Ministério da Informação.

“A República Árabe Saharaui também considera que a União Africana, com a sabedoria dos seus líderes e a sua unidade, se se converteu num parceiro respeitável nas suas relações com parceiros estrangeiros”, conclui o comunicado.

A próxima Cimeira da União Africana e da União Europeia que se realizará em finais de novembro na Costa do Marfim, terá por lema “Investir na juventude para um futuro sustentável”.


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