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domingo, 10 de fevereiro de 2019

Brahim Gali reúne em Adís Abeba com António Guterres, SG da ONU




Adis Abeba, 10 fevereiro de 2019. -(El Confidencial Saharaui) / Por Lehbib Abdelhay/ECS.
No âmbito das consultas entre as autoridades saharauis e o Secretariado das Nações Unidas, Brahim Gali, Presidente da República Saharaui e Secretário-Geral da Frente Polisario, manteve hoje conversações oficiais com o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres na capital da Etiópia, Addis Ababa, relata a SPS.

As conversações centraram-se no processo de paz conduzido pelas Nações Unidas no Sahara Ocidental e em particular nos esforços do Secretário-Geral e do seu Enviado Pessoal, Horst Köhler, para encontrar uma solução justa e duradoura para o conflito na base da legitimidade internacional, acrescenta a agência de noticias saharaui SPS.

O secretário-geral da ONU, por seu lado, destacou o seu total apoio ao seu enviado pessoal para avançar no processo político atual dirigido pela ONU com vista à procura de uma solução para o longo conflito no Sahara Ocidental.

Durante a reunião, Gali sublinhou a plena cooperação das autoridades saharauis com as Nações Unidas para alcançar uma solução justa e duradoura para a questão de descolonização do Sahara Ocidental na base da aplicação da legitimidade internacional e no respeito pelo direito inalienável do povo saharaui à livre determinação e à independência em conformidade com as resoluções da ONU e da União Africana (UA).

Cabe assinalar que a União Africana instou os dois Estados membros da União, a República Saharaui e o Reino de Marrocos, a iniciar negociações diretas e sem condições prévias para resolver o conflito.



As consultas oficiais assistiram o Secretário-Geral das Nações Unidas, acompanhado de John Pierre Lacroix, Secretario-Geral Adjunto para Operações de Paz, Bienz Gawans, Assessora do Secretário-Geral para Assuntos Africanos e adjunta de Guterres.

Do lado saharaui, o presidente da República, Brahim Gali, era acompanhado por Mohamed Salem Ould Salek, ministro dos Assuntos Exteriores, a Secretária-Geral da União das Mulheres Saharauis, Fatma Mahdi, e pelo representante da Frente Polisario junto da ONU, Sidi Mohamed Omar.


terça-feira, 22 de janeiro de 2019

República Saharaui participa em Bruxelas na reunião de ministros de Assuntos Exteriores da União Africana e União Europeia



Poucos dias depois da aprovação pela UE e do Parlamento Europeu da revisão do acordo de associação entre a União Europeia e o reino de Marrocos, que estende o entendimento à exploração dos recursos naturais do Sahara Ocidental ocupado, presume-se que o debate tenha sido aceso…!

Uma delegação saharaui, encabeçada por Mohamed Salem Ould Salek, membro do Secretariado Nacional da F. Polisario e ministro de Negócios Estrangeiros Saharaui, participou na reunião de ministros de Assuntos Exteriores da União Africana e da União Europeia, que se realizou em Bruxelas de 21 a 22 de janeiro.

Os Ministros dos Negócios Estrangeiros da UE discutiram com os seus homólogos africanos a cooperação UE-UA em áreas políticas tais como: paz, segurança e governação, e em áreas económicas como: comércio, investimento e integração económica, bem como o reforço da cooperação entre os países para manter a paz e a estabilidade.

A delegação saharaui em Bruxelas

A delegação saharaui era composta pelo ministro delegado para a Europa, Mohamed Sidati, o Conselheiro do Ministério de Relações Exteriores Mohamed Yeslem Beissat, o embaixador e representante permanente junto da União Africana, Lamine Baali, e membros da Representação da Frente Polisario na Europa e Bélgica Aba Ma Elainin e Basiri Mulay Hassan.

À margem da reunião, a delegação saharaui manteve várias reuniões com as delegações participantes. Segundo várias fontes diplomáticas ouvidas pelo El Confidencial Saharaui, Marrocos, cuja delegação era liderada pelo ministro de Assuntos Exteriores e Cooperação Internacional, encarregado da Cooperação Africana, Mohcine Jazouli, tentou convencer as instituições europeias a retirar a placa da RASD dos trabalhos da reunião ministerial e a mudá-la por outra que diria apenas "Sahara Ocidental", tendo procurado, além disso, reunir sem êxito alguns Estados membros das organizações continentais para as suas teses. Tal como o haviam tentado a quando da reunião ministerial da Conferência Internacional de Tóquio sobre o Desenvolvimento de África (Ticad), realizada na capital nipónicas a 6 e 7 de outubro de 2018, o que levaria ao abandono da delegação marroquina dado que as suas manobras não surtiram efeito.

A delegação saharaui participou, esta segunda-feira, no jantar oficial em honra dos ministros de Relações Exteriores de ambas as organizações que contou com a presença da Alta Representante da União Europeia (UE) para os Assuntos Exteriores e Política de Segurança, Federica Mogherini e do ministro de Relações Exteriores do Ruanda, Richard Sezibera.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

RASD participa nos trabalhos da 20ª Sessão Extraordinária do Conselho Executivo de Ministros de de Negócios Estrangeiros da União Africana



Addis Abeba, 14 de novembro de 2018 (SPS) - A República Árabe Saaraui Democrática participa de hoje até 18 de novembro, em Adis Abeba, nos trabalhos da 20ª Sessão Extraordinária do Conselho Executivo dos Ministros dos Negócios Estrangeiros da União Africana (UA) a anteceder a 11ª Cimeira Extraordinária sobre a Reforma Institucional da União Africana.

A RASD participa no evento com uma importante delegação chefiada pelo ministro delegado responsável pelos Assuntos Africanos, Hamdi Jalil Mayara e o embaixador da RASD na Etiópia, Lamman Abaali.
Os ministros africanos analisarão nesta sessão as recomendações contidas no relatório da Reunião Preparatória do Comité de Representantes Permanentes sobre as Propostas para a Reforma da Comissão da UA.
Também irão analisar os assuntos relacionados com o mandato da Agência de Desenvolvimento da UA (AUDA), a divisão do trabalho entre os Estados membros, a Comissão da União Africana e os órgãos da UA, entre outros tópicos de interesse continental.




sábado, 10 de novembro de 2018

Presidente Brahim Gali recebe delegação da Comissão da União Africana




Chahid El Hafed (Acampamentos de Refugiados saharauis), 10 de novembro de 2018 (SPS) - O presidente da República Saharaui, Brahim Gali recebeu esta sexta-feira a delegação da Comissão da UA após o fim da visita de trabalho que realizou a diversas instituições estatais saharauis.

Durante a receção da delegação, o presidente saharaui elogiou a firme posição de África em relação à justa causa saharaui, uma posição que emana da Ata Constitutiva da União Africana, afirmando que “África abraçou o problema saharaui e tem acompanhado a sua justa luta que continuará até à descolonização da última colónia de África”.

Em declarações à imprensa nacional após a reunião, a Comissária para os Assuntos Sociais, Amira Fazal, explicou que a "visita de uma delegação da Comissão da União Africana à República saharaui pretende cumprir vários objetivos na República saharaui, a começar pela vontade do Estado saharaui de se juntar à campanha CARMMA como o 50º membro da UA. Fomos também recebidos pelo Presidente da República saharaui e Secretário-Geral da Frente Polisario, Sr. Brahim Gali, que nos informou sobre os últimos desenvolvimentos da causa saharaui e a quem transmitimos as saudações do Presidente da Comissão da UA. "

Por sua parte, o Embaixador do Lesoto na União Africana, na qualidade de representante do Subcomité Africano de Deslocamento e Refugiados, disse: "Durante nossa visita ao Estado saharaui, pudemos verificar a situação através de várias visitas a instituições estatais saharauis".

A delegação africana durante a sua visita visitou as instalações do Crescente Vermelho Saharaui, onde recebeu explicações sobre a situação humanitária, e pôde também verificar a situação dos direitos humanos no Sahara Ocidental, num encontro oficial com o Comité Saharaui dos Direitos Humanos.

A delegação da União Africana (UA), composta por 13 membros da Comissão de Assuntos Políticos e Sociais da UA, chegou quinta-feira para uma visita de trabalho de dois dias à RASD para lançar o Reforço da Campanha de Redução da Mortalidade Materno-Infantil em África sob o tema "A África está preocupada: nenhuma mulher deve morrer ao dar à luz".


terça-feira, 9 de janeiro de 2018

República Saharaui participa na reunião ordinária de chefes de Estado Maior dos países da União Africana



Addis Abeba, 09/01/2018 (SPS)- Uma delegação da República Árabe Saharaui Democrática (RASD) participa na 13.ª Reunião Ordinária de Chefes de Estado Maior de países da União Africana, para preparar o próximo encontro do Comité especializado de defesa, paz e segurança no continente.

A RASD está representada por uma delegação presidida pelo membro do Secretariado Nacional e chefe da Quinta Região Militar, Taleb Ammi Deh.

É esperado que a reunião aborde assuntos relativos à defesa, paz e segurança, assim como os desafios atuais com que o continente se defronta como os grupos terroristas e o crime organizado. Para isso, será aumentado o papel da Afripol e será criado um fundo para responder aos mencionados desafios.

Em declarações à agência SPS, Taleb Ammi Deh, afirmou que a participação da República Saharaui é o reflexo do seu compromisso em relação à execução das políticas da União Africana em relação à paz e à segurança.


Também o membro do Secretariado Nacional e ministro da Defesa Nacional, Abdalahy Lehbib, participará hoje, terça-feira, na reunião ordinária de Ministros da Defesa dos  Países da União Africana no termo dos trabalhos da reunião de chefes de Estado Maior.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Presidente da República Saharaui no almoço em honra dos chefes de Estado e de Governo que participam na Cimeira UA-UE



Abidjam (Costa do Marfim), 29/11/2017 - O Presidente da República e Secretário-Geral da Frente Polisario, Brahim Gali, participou hoje no almoço organizado pelo presidente da Costa do Marfim, Lasan Ouattara, em honra dos chefes de Estado e de Governo presentes na Quinta Cimeira União Europeia-União Africana.

A Cimeira que se realiza entre hoje e amanhã naquela capital afriacna, conta com a presença de mais de 83 chefes de Estado e de governo de ambos os continentes.

A Cimeira deverá abordar "as estratégias comuns da UE e da UA para enfrentar os desafios que enfrentan ambas as partes". Na coimeira será abordado o desafio da paz e da segurança, aprofundar-se a cooperação na lucha contra o terrorismo.

A delegação saharaui reiterará a necessidade de uma maior colaboração internacional para concretizar a autodeterminação do povo  saharaui.

Esta cimeira euroafricana é a primerira em que participa a RASD, convidada para o magno evento após uma intensa batalha diplomática.



A presença da (RASD) na cimeira constitui uma mensagem clara para Marrocos, um ano depois da sua admissão na UA, assim como uma prova evidente de que  UA apoia sem rodeioa a descolonização do Sahara Ocidental e respeita os princípios de sua Carta Constitutiva.

O Presidente da República saharaui chegou ontem a Abidjam acompanhado pelo ministro de Estado e conselheiro da presidência, Bachir Mustafa Sayed, o coordenador com a MINURSO, Mhamed Khadad, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Mohamed Salem Ould Salek, a secretária-geral da União de Mulheres, Fatma Mahdi, o ministro delegado para a Europa, Mohamed Sidati, o ministro delegado para África, Hamdi Mayara, o embaixador para a União Africana, Laman Bali, o conselheiro da presidência, Abdati Braica, a conselheira da presidência Sukeina Larabas e Mousa Blal, diretor de África no Ministério dos Negócios Estrangeiros.

(SPS)- Confidencial Saharaui

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Moçambique condena ação de Marrocos contra delegação da República Saharaui


O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) de Moçambique condenou hoje, em comunicado, a atuação de uma comitiva de Marrocos contra uma delegação da República Árabe Saharaui Democrática, durante uma conferência em Maputo.

O Governo moçambicano classificou como “deplorável” o comportamento da delegação marroquina, “que revela uma chocante falta de compostura e de respeito”, lê-se no documento.

Em causa, confrontos verbais e físicos entre membros das comitivas dos dois países ocorridos na tarde de quinta-feira durante a abertura da reunião ministerial da Conferência de Tóquio para o Desenvolvimento de África (TICAD, sigla inglesa) no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano.

A República Saharaui reivindica soberania sobre o território do Sahara Ocidental, antiga colónia espanhola que, por sua vez, Marrocos reclama como parte do seu reino.

Como membro da União Africana, cujos membros tiveram assento na reunião de Maputo, a República Saharaui também teve o seu lugar.

“Não obstante este facto, lamentavelmente, a delegação do Reino do Marrocos, completamente fora do seu mandato, usurpou as competências dos coorganizadores e do país anfitrião ao outorgar-se o direito de controlar os acessos (…) tendo mesmo recorrido a atos de violência”, refere o comunicado do MNE moçambicano.

“Face a esta situação, o Governo de Moçambique viu-se forçado a manter a ordem de modo a garantir a segurança dos demais participantes e assegurar a realização do evento, com destaque para a cerimónia de abertura, com a presença do Chefe de Estado de Moçambique”, acrescentou.

Sendo Marrocos membro da União Africana, Moçambique manifestou ainda “estranheza e repugnância por este comportamento contra um outro membro da organização, uma violação inaceitável dos princípios que regem o relacionamento são entre os Estados”, lê-se no comunicado do MNE.


Os trabalhos da TICAD decorreram entre quarta e sexta-feira da última semana, em Maputo.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) vai organizar Conferência de Solidariedade com o Sahara Ocidental




A XXXVII Cimeira Ordinária de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) aprovou uma moção em que pede a convocação de uma Conferência de Solidariedade da SADC com o Sahara Ocidental.

A cimeira que encerrou os seus trabalhos este domingo em Pretoria, República da África do Sul, expressou a sua preocupação pelo facto do colonialismo no continente mão ter ainda sido erradicado.

Segundo o comunicado final publicado após o termo da cimeira, os resultados serão comunicados à Comissão da União Africana.

A XXXVII Cimeira Ordinária da SADC advogou a promoção da industrialização e de construção de infraestruturas na África Austral.

A SADC, fundada em 1980, é um grupo regional integrada por 15 Países: Angola, Botsuana, Lesoto, Madagáscar, Maláui, Maurício, Moçambique, Namíbia, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia, Zimbabué, África do Sul, República Democrática do Congo e Ilhas Seychelles.



segunda-feira, 10 de julho de 2017

Governo saharaui saúda compromisso da União Africana de por em marcha mecanismos para resolver a ocupação marroquina do Sahara Ocidental




Fonte APS - Argel – 10-07-2017 – O ministro saharaui dos Negócios Estrangeiros, Mohamed Salem Ould Salek, saudou hoje em Argel a decisão da União Africana (UA) de reativar os mecanismos africanos para ajudar a resolver o conflito entre Marrocos e a República Saharaui, tendo em conta que as posições recentes da organização tomadas a semana passada durante a cimeira em Addis Abeba eram "sensatas e lógicas", advogando os direitos legítimos do povo saharaui à livre determinação e à independência.

"A UA não aceitará a continuação do conflito entre os dois Estados a partir do momento em que Marrocos firmou e aprovou a sua carta, em cujos artigos 3 e 4 estipulam o respeito imperativo pelas fronteiras estabelecidas na independência e o diálogo pacífico entre os países membros", afirmou Ould Salek durante uma conferência de imprensa esta segunda-feira na Embaixada da República Árabe Saharaui Democrática (RASD) na capital argelina.

O chefe da diplomacia saharaui afirmou que as posições adotadas pelos líderes africanos sobre a causa saharaui na 29 Cimeira da UA "frustrou o previsto plano do ocupante marroquino que "intentava eliminar todas as firmes posições da UA em relação à causa saharaui".

O ministro saharaui sublinhou que a cimeira adotou pela primeira vez "duas decisões," a primeira - disse  - a que "repete e reforça a posição da UA na sequência da adesão de Marrocos, o que vai contra a vontade deste último"; a segunda posição adotada na última Cimeira diz respeito à "implementação de mecanismos de ação para resolver o conflito", acrescentando que "esta é a primeira vez que a UA toma essa decisão desde 1991".

Em relação a estes mecanismos, a Cimeira da UA no seu artigo 4, refere que os presidentes da Comissão deverão contactar o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, para "encontrar uma operação complementar entre as duas organizações, particularmente após a assinatura a 16 de maio de ação coletiva e reforço de parceria entre as duas organizações, a fim de alcançar soluções para os problemas do continente Africano ".

Ould Salek também citou o parágrafo n.º 5, em que o Presidente da Comissão, pede ao presidente do Congresso, ao Conselho de Paz e Segurança e ao enviado da UA para o Sahara Ocidental a "trabalharem e incentivarem tanto os Estados-Membros a participar nas negociações e como a reativar a Comissão dos 10".

Recorde-se que a Comissão de 10 foi criada na Cimeira de Cartum em 1978 e converteu-se, depois, na Comissão dos sábios no início da guerra entre Marrocos e a Frente Polisário. A comissão era composta por 10 países a nível de chefes de Estado, e tinha por missão resolver o conflito entre os dois Estados.

Ould Salek afirmou que Marrocos "decidiu expandir a sua ocupação das águas territoriais saharauis e anexar a área sob o controle da ONU" para desviar a atenção sobre as recentes decisões da Cimeira da União Africana.

O Governo saharaui e a Frente Polisario "condenaram energicamente a dureza do Marrocos e a sua política de fuga para a frente" e pedem à ONU e à União Africana (UA) a "assumir as suas responsabilidades a este respeito".

O chefe da diplomacia saharaui denunciou também a repressão política e a tortura que continuam a praticar as autoridades de ocupação marroquinas contra os ativistas saharauis indefesos nas áreas ocupadas. Também se referiu à farsa dos julgamentos de Gdeim Izik e às sentenças injustas contra os estudantes que reivindicaram "o direito do povo saharaui à autodeterminação".

A explosão de Marrocos

Durante a conferência, que contou com a participação de um grande número de representantes da imprensa nacional e internacional, o ministro dos Negócios Estrangeiros saharaui apontou para outro aspeto da política marroquina para desviar a atenção do povo marroquino da crise estrutural, económica e social que o país enfrenta.

Marrocos é o primeiro exportador de droga que inunda a região e também a Europa e outras partes do mundo, como disso dão conta os relatórios da ONU, do Banco Mundial da União Europeia. Um relatório recente do Departamento de Estado dos EUA revelou que Marrocos ganhou com o tráfico de droga cerca de 25% do seu PIB, acrescentou o ministro saharaui.

Em resposta a uma pergunta sobre a posição da França em relação à questão saharaui com a entrada em funções do novo presidente francês Emmanuel Macron, o chefe da diplomacia saharaui expressou esperança de que o novo presidente francês "mude a mentalidade da classe política francesa em relação ao Sahara Ocidental ".



sábado, 8 de julho de 2017

Novo fracasso da diplomacia marroquina em Adis Abeba




A 29.ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governos africanos em Addis Abeba concluiu com uma nova e retumbante derrota para a diplomacia marroquina.
Apesar da forte presença, que integrava diplomatas e jornalistas e um amplo lobbying de assédio, a delegação marroquina voltou de mãos vazias a Rabat.

Não tendo conseguir dividir a União Africana em relação à questão do Sahara Ocidental confia agora a gestão exclusiva à ONU, onde Marrocos conta com o apoio incondicional da França para fazer avançar os seus peões.

O xeque-mate ao rei de Marrocos fê-lo certamente entender que não basta retornar à organização continental para ser capaz, em alguns meses, de virá-la a favor do seu projeto anexionista. E a este propósito, as resoluções da 19.º Cimeira são inequívocas.

Assim, a Conferência dos Chefes de Estado africanos “insta os presidentes da União Africana e da Comissão da União Africana, com base no Acordo-Quadro entre a União Africana e a ONU de 19 de Maio 2017 em Nova Iorque, a fornecer o apoio adequado à iniciativa do Secretário-Geral da ONU com vista a se chegar a um acordo na base de uma solução consensual e definitiva do conflito. "

A Conferência dos Chefes de Estado e de Governo sobre o relatório do Comité para a Paz e a Segurança, na resolução número 9, por sua parte decidiu "reiterar a sua determinação em encontrar uma solução global para o conflito do Sahara Ocidental e solicita aos dois Estados-Membros, o Reino de Marrocos e a República Árabe Saharaui Democrática a se empenharem em negociações diretas e sérias e a proverem a cooperação necessária aos órgãos políticos da UA para o Sahara Ocidental "

A Cimeira também saudou "o compromisso do Secretário-Geral das Nações Unidas para retomar o processo de negociação de boa-fé e sem condições prévias a fim de alcançar uma solução duradoura que deve prever o referendo do povo do Sahara Ocidental, de acordo com resoluções pertinentes das Nações Unidas e as decisões da OUA / UA".

Por último refira-se que "a resolução Africana sobre o Sahara Ocidental solicita ao Presidente da Comissão da UA, em concertação com o Conselho de Paz da UA, que tome as medidas adequadas, incluindo a eventual revitalização do Comité de Chefes de Estado em 1978 para apoiar os esforços da ONU e encorajar as partes, hoje presentes no seio da União Africana, a cooperar lealmente com vista ao sucesso do novo processo”.

Fonte: Algérie1




sábado, 7 de maio de 2016

Os parlamentos da União Africana e da União Europeia assinam protocolo de cooperação



Joanesburgo (África do Sul), 06/05/16 (SPS) O quarto dia de trabalho da segunda sessão ordinária do Parlamento Pan-Africano, em Joanesburgo na África do Sul, foi marcado pela assinatura de um acordo de cooperação entre os parlamentos africano e europeu, a fim de fortalecer o relacionamento entre as duas instituições.

Nas palavras da vice-presidente do Parlamento Pan-Africano, a saharaui Suelma Beiruk o protocolo de acordo visa consolidar e fortalecer o relacionamento entre os parlamentos Africano e Europeu, e melhorar o trabalho do Parlamento Pan-Africano e o seu apoio em todos os campos, a fim de passar de um parlamento consultivo para um parlamento legislativo de forma a poder cumprir as metas e aspirações dos povos africanos.


Fonte: PorunSaharaLivre.org

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Joaquim Chissano insta a ONU a resolver o conflito do Sahara Ocidental


  

O Enviado Especial da União Africana para o Sahara Ocidental, Joaquim Chissano, instou a ONU a resolver com urgencia o conflito do Sahara Ocidental e criticou as medidas adoptadas por Rabat contra a missão da ONU (MINURSO).

Joaquim Chissano reuniu-se ontem, na sede da ONU, com o Conselho de Segurança, numa reunião convocada por Angola e pela Venezuela, em vésperas do Conselho de Segurança renovar o mandato da missão antes do final do presente mês.
Joaquim Chissano criticou a decisão de Rabat de expulsar 84 membros civis da missão, e considerou que essa medida "constitui um precedente muito perigoso" que pode incidir negativamente noutras missões de manutenção de paz da ONU noutros países.
O Enviado da UA alertou o Conselho para as consequências que pode provocar a estagnação atual sublinhando "a crescente frustração nos acampamentos de refugiados saharauis e os riscos de uma escalada militar na região.

Joaquim Chissano lamentou "que não se tenha ainda feito nenhum progresso" na organização de um referendo de autodeterminação do povo saharaui que é a missão para que foi constituída e designada a MINURSO.
O Presidente Chissano, na sua eloquente defesa da posição da União Africana sobre o conflito do Sahara Ocidental pediu ao Conselho de Segurança da ONU que assuma as suas responsabilidades e assegure a realização de um referendo de autodeterminação do povo saharaui.

Chissano disse que o conflito do Sahara Ocidental é um problema de descolonização que afeta o continente africano e que está na agenda da ONU e da União Africana e que a sua solução justa e duradoura é uma obrigação ineludível da Comunidade internacional.

"Devemos garantir que o povo do Sahara Ocidental tenha a oportunidade de escolher livremente o seu destino", afirmou Chissano.

O ex-Presidente de Moçambique salientou que Marrocos é parte de África – ainda que não seja membro da UA - e "África tem uma responsabilidade moral e política de encontrar uma solução para os problemas do continente" e deve desempenhar um papel destacado na resolução do conflito do Sahara Ocidental, acrescentando. "Gostaríamos muito de continuar o diálogo sobre o tema" e inclusive com Marrocos".

Chissano pediu ao Conselho de Segurança a inclusão da proteção dos direitos humanos no mandato da MINURSO, que fixe uma data para a celebração do referendo e denunce "a exploração ilegal dos recursos naturais do Sahara Ocidental por parte de Marrocos.

Joaquim Chissano insistiu também em que se dê um "papel principal" à União Africana para resolver o conflito.

De referir, que Marrocos, com a ajuda da França, empreendeu grandes esforços para impedir que esta reunião tivesse lugar mas fracassou no seu intento..
27 de Abril de 2016
Sahara Press Service

(Fundación Sur)

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Joaquim Chissano — enviado especial da UA para o Sahara — apela a “posição unida e firme” ante a intransigência marroquina



Addis Abeba, 07/04/16 (SPS) – O enviado especial da União Africana (UA) para o Sahara Ocidental, Joaquim Chissano, fez um apelo “aos países africanos a adotar uma posição unida e firme ante a intransigência marroquino para libertar o Sahara Ocidental do colonialismo”.

Numa intervenção feita ontem ante o Conselho de Paz e Segurança da UA em Addis Abeba – Etiópia -, Chissano afirmou que “África pagou um alto preço para executar as restrições impostas contra o extinto regime do Apartheid na África do Sul e hoje deve sacrificar-se também pela independência do Sahara Ocidental”.

Neste sentido, o enviado especial da UA apelou “à implementação efetiva das resoluções da União Africana sobre o Sahara Ocidental, convidando os africanos a jogar um papel mais ativo na defesa da causa saharaui, de acordo com as resoluções que apelam a que seja garantido o direito de autodeterminação do povo saharaui”.

Por outra parte, Chissano afirmou que “a União Africana nunca será conseguida até que os africanos ponham os interesses comuns dos africanos à frente de tudo”.


Por seu lado, o comissário africano para a Paz e a Segurança em África, Ismail Chargui, renovou “a posição africana de que o conflito no Sahara Ocidental continua a ser uma questão de descolonização”.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

União Africana condena obstrução de Marrocos à visita de Ban Ki-moon ao Sahara Ocidental






A XXVI Cimeira Ordinária de Chefes de Estado e de Governo da União Africana (UA) condenou os obstáculos que coloca o Reino de Marrocos à visita prevista do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, ao Sahara Ocidental e aos países vizinhos para impulsionar o processo de paz.

União Africana reitera necessidade de estabelecer a data para o referendo no Sahara Ocidental





Durante a sessão ordinária dos Representantes Permanentes, a União Africana (UA) reiterou a necessidade de estabelecer a data para a realização do referendo de autodeterminação do povo saharaui, insistindo na renovação dos esforços para encontrar uma solução para um conflito que dura já há quatro décadas.

sábado, 23 de janeiro de 2016

Ministro dos Negócios Estrangeiros saharaui reúne com o seu homólogo argelino




O ministro de Negócios Estrangeiros da República Saharaui, Mohamed Salem Ould Salek, afirmou quinta-feira em Argel que os esforços das Nações Unidas para a solução da questão saharaui esbarram com os “obstáculos marroquinos”.

“Os esforços da ONU para a solução da questão saharaui esbarram antes os obstáculos de Marrocos”, afirmou à imprensa Ould Salek depois de ser recebido pelo ministro argelino dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação Internacional, Ramtane Lamamra e afirmou que a Frente Polisario e o governo saharaui estão a trabalhar com as Nações Unidas para a descolonização do Sahara Ocidental, a última colónia em África.

O ministro saharaui pediu à comunidade internacional que assuma as suas responsabilidades para com o povo saharaui e o seu direito à livre determinação e à aplicação das resoluções da ONU.

Ould Salek agradeceu à Argélia e ao presidente da República argelina, Abdelaziz Bouteflika, pela sua “posição de princípio a favor da lei e legalidade da luta do povo saharaui e a de todos os movimentos de libertação no mundo e à luta dos povos pela independência “, afirmou.

O ministro saharaui disse que as suas conversações com o seu homólogo argelino  — que descreveu como “frutíferas”— se haviam centrado na “evolução da questão saharaui, a cooperação bilateral e a agenda da próxima sessão ordinária da União Africana (UA)”.

O tema da segurança e da paz, em que se inclui a questão do Sahara Ocidental, estará na agenda desta cimeira, recordando o dirigente saharaui que a última cimeira de Joanesburgo “pediu à ONU que marque uma data para a realização de um referendo para a autodeterminação do povo saharaui”.

O Sahara Ocidental, como membro da União Africana, concede especial importância à consolidação da paz e da segurança em África, à cooperação e colaboração entre os Estados membros e à intensificação dos esforços para promover unidade e a união entre os seus povos.

Fonte: SPS

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Sahara Ocidental: tudo igual no Conselho de Segurança, ou não?




Fonte: Desde el Atlántico / Por Carlos Ruiz Miguel, Prof. de Direito Constitucional na Universidade de Santiago de Compostela

O Conselho de Segurança aprovou a 28 de abril de 2015 a resolução 2218 sobre o Sahara Ocidental. O texto da mesma é muito parecido (MAS NÃO IGUAL) ao da resolução do ano passado (resolução 2152). Deixando de lado os matizes na mudança da redacção (que, em minha opinião, não melhoram a posição marroquina), quero centrar a atenção noutro facto, que, a meu ver, é muito importante. É que ao contrário dos anos anteriores em que resolução foi aprovada em silêncio, desta vez nove Estados (em nome de 12) tomaram a palavra no Conselho, composto por 15 membros. O que pode significar isto?


I. ACABOU-SE O SILÊNCIO DO CONSELHO DE SEGURANÇA

Tanto em 2013 como em 2014, as sessões do Conselho de Segurança para debater o assunto do Sahara Ocidental terminavam em menos de 3 minutos. O presidente apresentava o tema, votava-se, e ninguém tomava a palavra. Como titula um vídeo publicado na página do WSHRW, havia um “silêncio mortal“.
Este ano não foi isso que se passou.
Em 2013 a sessão dedicada ao Sahara Ocidental no Conselho de Segurança durou 2 minutos e meio; e, em 2014, a sessão não chegou a 3 minutos. Porém, a sessão de 2015 prolongou-se por 29 minutos.
Porquê?
Porque nove Estados tomaram a palavra para explicar o seu voto.
Esses Estados foram
– Três Estados membros permanentes do “grupo de amigos”: Estados Unidos de América, Reino Unido, França
– Um Estado membro permanente que não faz parte do “grupo de amigos”: China
– Um Estado membro não permanente que está no “grupo de amigos”: Espanha
– Quatro outros membros não permanentes: Malásia, Venezuela, Angola e Jordânia

Todos eles decidiram manifestar OFICIALMENTE uma explicação do seu voto.
Em ocasiões anteriores, havia Estados que faziam declarações sobre o seu voto FORA DA SESSÃO. O valor jurídico e político dessas declarações não é, obviamente, igual.



II. O SENTIDO DAS POSIÇÕES MANIFESTADAS PELOS DIFERENTES ESTADOS

Em primeiro lugar, e embora possa parecer óbvio, todos os Estados falaram do “Sahara Ocidental” e do “povo do Sahara Ocidental”. Nenhum falou nem do “Sahara marroquino” nem das “províncias do sul”. É evidente que nenhum Estado quer passar pelo ridículo diplomático.
Mas se para Marrocos é um “grande triunfo” que se fale do “Sahara Ocidental” e do “povo do Sahara Ocidental”, haverá que admitir que o Reino de Marrocos volte outra vez a reconhecer a existência do “Sahara Ocidental” e do “povo do Sahara Ocidental”, como JÁ O FEZ quando votou favoravelmente as resoluções do Conselho de Segurança sobre este tema quando dele foi membro não permanente.

1. Só a França e a Jordânia mostram um apoio claro, mas não total, a Marrocos.
Podemos dizer que os dois únicos países que mostraram um apoio, claro, mas não total, à posição marroquina foram França e Jordânia.
França na sua declaração de voto disse duas coisas interessantes. Por um lado, o representante da França na ONU reiterou o que — desde que François Hollande está na presidência —, a França já disse: que o plano de pseudo-autonomia marroquina é “uma” (mas não “a”, como pretende Marrocos) base “séria e credível”.
No entanto, por outro lado, a diplomacia francesa, com a sua característica habilidade, manifestou o seu desejo de mudar o sentido da Missão das Nações Unidas para o REFERENDO no Sahara Ocidental. No vídeo da sessão, a partir do minuto 6’20 o representante permanente da França diz que a MINURSO tem TRÊS missões:

— vigiar o cessar-fogo
— contribuir para a desminagem
— apoio às medidas de confiança.

Repare-se como a França se “esquece” do Referendo.

A representante da Jordânia, na mesma linha da França, também falou dessas “três” missões da MINURSO, além de “felicitar” Marrocos pelos “progressos” em matéria de direito humanos.

2. Críticas ao processo de elaboração da resolução.
O que até agora eram comentários oficiosos ou de imprensa sobre o processo de elaboração das resoluções do Conselho de Segurança tomou agora, por fim, uma natureza oficial.
A União Africana foi humilhada e marginalizada neste processo e o Conselho de Segurança já ultrapassou o nível do admissível.
Daí que tenham sido formuladas críticas a este processo. Críticas que foram expostas não só por Angola (país africano que transmitiu a opinião da UA), e não só pela Venezuela (Estado que reconhece a RASD), mas também — e isto é o relevante… — pela Malásia (Estado asiático muçulmano)… e pela China!


3. China toma a palavra para criticar o processo de tomada de decisões.
Se houvesse que destacar algo neste processo seria o facto da China ter falado.
A China não quis, na altura, fazer parte do “Grupo de Amigos do Sahara Ocidental”. A sua diplomacia manteve uma posição sempre atenta, mas passiva neste assunto. Mas agora a China falou. E não o fez num sentido favorável a Marrocos, mas para criticar o processo de elaboração da resolução que devia ter contado com consultas mais amplas, o que parece uma clara alusão à falta de participação da União Africana. Assim se depreende do texto da declaração chinesa (a tradução inglesa pode ser lida aqui).

Porquê?
Uma primeira explicação poderia ser que a diplomacia chinesa devolveu a Mohamed VI a “bofetada diplomática” após o cancelamento à última hora da viagem do tirano alauita à China. Algo que foi oportunamente analisado neste blog.
No entanto, a posição da China pode ter mais explicações de maior alcance, se considerarmos que a China é um aliado da Arábia Saudita, país que tenta desestabilizar a China.


 4. EUA criticam Marrocos
Embora tenham sido os EUA quem preparou esta resolução, a sua declaração de voto mostra críticas ligeiras à Frente Polisario e críticas muito mais agudas a Marrocos.
Os EUA expressam a sua preocupação pela interrupção das visitas familiares (causada por Marrocos, ainda que os EUA não o digam) e as crescentes tensões nos acampamentos de refugiados.
Além disso, envia uma mensagem a Marrocos: “The loss of valuable time and diplomatic engagement must not be repeated”, ou seja, “a perda de tempo valioso e de compromisso com a diplomacia não se deve repetir”. Creio que é uma clara censura ao obstrucionismo marroquino ao trabalho da ONU neste ano que passou (intentos de bloquear ou vetar o Enviado Pessoal e a Representante Especial da ONU).
Como já fosse pouco , os EUA reclamam que “as partes” facilitem pleno acesso da MINURSO a todos os interlocutores, o que é uma nova “mensagem” a Marrocos.


5. Venezuela e Angola criticam a posição ortodoxa das Nações Unidas.
Venezuela e Angola proferiram declarações claras.
A posição de Angola, coordenada com os outros dois Estados africanos membros do Conselho (Chade e Nigéria) foi feita em inglês (pode ser lida aqui). Na sua posição, os três Estados africanos recordam expressamente a necessidade de que as negociações consigam progressos para que se realize o REFERENDO no Sahara Ocidental.
Quanto à Venezuela, a intervenção do seu representante incluiu esta passagem importante:

“Preocupa-nos que, enquanto não se realiza o referendo, prossiga o processo de colonização do Sahara Ocidental, incluindo a deterioração dos Direitos Humanos do Povo Saharaui e a exploração ilegal dos seus recursos naturais. Todo isso em detrimento da estabilidade e a paz da região”


6. Espanha disse mais do que parece.
A primeira coisa que chama a atenção é que a página web da representação de Espanha na ONU (…uma manifesta falta de memória, por certo) não inclui o texto da declaração de voto de Espanha. Algo que contrasta com outros países, como os EUA ou a França, por exemplo.
Dito isto, a intervenção do representante espanhol veiculou algumas coisas relevantes. Além de recordar que a MINURSO é a Missão das Nações Unidas para o REFERENDO no Sahara Ocidental, insistiu que no conflito do Sahara Ocidental há DUAS partes e que essas partes são o Reino de Marrocos e a Frente Polisario.
Além disso, o representante espanhol na ONU insistiu na necessidade de aumentar a ajuda humanitária aos refugiados saharauis. Isso significa em minha opinião uma desautorização às calúnias do Reino de Marrocos sobre o “desvio” da ajuda humanitária. As posições de Marrocos a esse respeito foram ignoradas por todos os Estados do Conselho, incluindo a França.

III. ALGUNS ESQUECIMENTOS IMPERDOÁVEIS
Ainda que alguns países tenham feito alusão à necessidade de respeitar os direitos humanos, pareceu-me muito dececionante que ninguém tenha feito alusão a vários factos gravíssimos.
Em primeiro lugar, ninguém fez uma alusão expressa aos presos políticos saharauis e, muito em especial, aos presos resultantes do iníquo julgamento de Gdeim Izik.
Em segundo lugar, ninguém fez alusão ao processo da Audiência Nacional [de Espanha] sobre o genocídio saharaui, que não só constitui um dado que desmente a versão marroquina, como prova que Marrocos não tem nem vontade nem capacidade de investigar e sancionar as violações graves dos direitos humanos.
Em terceiro lugar, também ninguém fez alusão ao assassinato do preso saharaui Hassana El Uali. E isso é especialmente grave porque a morte de Hassana El Uali transcende a tragédia pessoal individual. Marrocos assassinou Hassana El Uali por este precisamente ter dado informação sobre violações de direitos humanos aos relatores das Nações Unidas que visitaram o território.

Em minha opinião isso significa que a representação da Frente Polisario nas Nações Unidas ou tentou que isso fosse dito e não o conseguiu, ou nem sequer o tentou. Em ambos os casos, creio que estamos ante uma atuação que precisa ser melhorada.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Vários países africanos secundam a proposta da Argélia de boicotar o Forum Crans Montana cidade ocupada de Dakhla




A declaração de condenação da realização do Forum de Crans Montana na cidade ocupada de Dakhla (Sahara Ocidental) proposta pela Argélia foi secundada e apoiada por vários países no Conselho Executivo da União Africana (AUEC).

A  iniciativa da Argélia de adotar uma declaração que  condene a realização do Forum Crans Montana em março de 2015 na cidade ocupada de Dakhla surgiu durante a apresentação do relatório da Comissão Africana  dos Direitos dos Povos na reunião do Conselho Executivo da UA.

A proposta provocou um “intenso debate” no Conselho, esperando-se que esta sugestão venha a ser apoiada por vários países membros da UA para que se materialize o boicote do evento


Fonte: SPS