segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Bojador: Forças de ocupação marroquinas dispersam pela força manifestação pacífica

Farol de Bojador... e também quartel das forças de ocupação marroquinas.

Forças de ocupação marroquinas dispersaram violentamente uma manifestação pacífica de saharauis, sábado passado, na cidade de Bojador. Os manifestantes reivindicavam o direito à liberdade e a libertação dos presos políticos saharauis.

Os manifestantes distribuíram panfletos e arvoraram bandeiras saharauis na maioria dos bairros da cidade ocupada de Bojador.

As forças repressivas utilizaram de brutal violência contra os manifestantes, invadiram domicílios e detiveram cidadãos sem distinção de idade ou sexo, adiantam fontes judiciais saharauis.

A casa do ativista saharaui dos DDHH, Said Fenich, continuava cercada pelas forças marroquinas, que prosseguem as detenções contra civis saharauis no Sahara Ocidental ocupado, diz a mesma fonte.

(SPS)

Rejeição da proposta marroquina de adesão ao Conselho de Direitos Humanos da ONU "é uma condenação internacional pelos seus crimes no Sahara Ocidental” — afirma presidente da AFAPREDESA



Abdul Slam Omar, presidente da Associação de Familiares de Presos e Desaparecidos Saharauis (AFAPRADESA), afirma que a recusa da Assembleia Geral das Nações Unidas à proposta de  Marrocos para a sua aceitação no Conselho de Direitos Humanos constitui uma " forte condenação" ao Reino de Marrocos pelas graves  violações dos direitos humanos nos territórios ocupados  saharauis e também por violar o direito dos cidadãos marroquinos.

O Presidente da AFAPREDESA afirmou que os relatórios que chegaram ao órgão da ONU sobre graves violações dos direitos humanos nos territórios ocupados do Sahara Ocidental, (aludindo aos relatórios do Relator Especial sobre Tortura e da Fundação Robert Kennedy de Direitos Humanos) foram a razão principal para a rejeição da proposta marroquina.

Abdul Slam Omar referiu que esses relatórios descrevem as práticas degradantes de detenção, sequestro, tortura e todo o tipo de violações cometidas pelas forças de ocupação marroquinas contra os cidadãos saharauis

Recorde-se que o Conselho de Direitos Humanos é um órgão intergovernamental das Nações Unidas encarregado dos direitos humanos no mundo e integra 47 Estados membros eleitos periodicamente cada três anos por voto da Assembleia Geral das Nações Unidas.

SPS

domingo, 2 de dezembro de 2012

Intervenção de Christopher Ross no Conselho de Segurança



O Conselho de Segurança reuniu 4.ª feira, 28 novembro de 2012, para ouvir o relatório de Christopher Ross, Representante Pessoal de Ban Ki-Moon para o Sahara Ocidental, após a viagem que realizou à região e a algumas capitais europeias entre 25 de outubro e 15 de novembro.

Sr. Presidente, distintos membros do Conselho,

É para mim um prazer reunir-me convosco, para os informar sobre as últimas novidades na procura de uma solução política e mutuamente aceitável, que preveja a livre determinação do povo do Sahara Ocidental, desde a aprovação da última Resolução do Conselho, a 24 de abril de 2012.

Depois de um período de reflexão, empreendi uma viagem há muito esperada, ao Norte de África, desde o dia 25 de outubro a 11 de novembro. No caminho de regresso, levei ainda a cabo consultas em Madrid e em Paris, de 12 a 15 de novembro. A minha visita à região tinha três objetivos: o primeiro, avaliar os cinco anos de negociação e determinar as razões do seu estancamento; segundo, olhar para o horizonte do processo para ver como se poderia modificá-lo a fim de melhorar as perspetivas de futuro; terceiro, medir o impacte dos acontecimentos do Sahel na questão do Sahara Ocidental. Para além destes objetivos, introduzi duas inovações: a primeira, reuni-me com líderes políticos e representantes da sociedade civil, para além de me ter reunido com os funcionários; a segunda, fiz a minha primeira visita ao território do Sahara Ocidental propiamente dito. Os governos de Marrocos, Argélia, Mauritânia e França, assim como a Frente Polisario e a MINURSO deram-me a sua plena cooperação e agradeço-lhes por isso. Agradecimento especial, também, me merece o governo espanhol, que generosamente pôs à disposição um avião para facilitar a minha viagem.

Sem entrar numa descrição detalhada de cada etapa da viagem, permitam-me expor-lhes as minhas conclusões e impressões gerais.

Primeiro - Em todos os pontos da minha viagem, as respetivas altas autoridades, confirmaram-me o seu compromisso de trabalhar com a ONU para procurar uma solução política para o estatuto final do Sahara Ocidental, e, ao mesmo tempo, reiteraram o seu apego às suas respetivas propostas. Em Marrocos, o rei Mohamed VI, reafirmou a disposição do seu país de continuar a trabalhar comigo no âmbito da sua proposta de autonomia sob soberania marroquina.
Em Tindouf, o secretário-geral da Frente Polisário, Mohamed Abdelaziz, reiterou a disposição da Polisario de intensificar o seu compromisso com a expectativa de que a solução inclua um genuíno referendo de autodeterminação. Na Argélia, o presidente Bouteflika disse, uma vez mais, que a Argélia não é, e nunca será, uma parte do conflito, no entanto, está disposto a acompanhar as partes na procura de uma solução. Dito isso, Bouteflika disse que qualquer acordo que não inclua um referendo genuíno não é, em absoluto, uma solução. Na Mauritânia, o primeiro-ministro, Laghdaf, reafirmou o desejo do seu país de se manter útil na busca de uma solução a partir da sua posição de "neutralidade positiva".

Ross e Mohamed VI

Segundo - Ao olhar para trás, para indagar dos motivos para a persistente estagnação, torna-se evidente comprovar que a frustração das partes aumentou. Cada uma das partes atribui a falta de progresso, não só à recusa da outra parte para negociar com base na sua proposta, mas, mais especificamente, à falta de uma ação decisiva por parte da comunidade internacional, o Conselho de Segurança, do Secretário-Geral e do Enviado Pessoal.

As partes não aceitam que a responsabilidade principal, para alcançar progressos, recaia sobre as próprias partes, mesmo no caso em que a comunidade internacional está disposta a incentivar o processo e dar ideias.

Enfatizei repetidamente este ponto, em todos os meus contatos com os partidos políticos e os representantes da sociedade civil, bem como com os funcionários, observando que, a partir do momento que a ONU aborda esta questão ao abrigo do Capítulo VI da Carta e na ausência de um consenso internacional, ninguém pode impor nada às partes e que depende delas, acima de tudo, encontrar o caminho a seguir no quadro proporcionado pela mediação da ONU. No entanto, uma ou outra vez, em cada etapa da minha viagem, foi-me dito que a ONU devia tomar esta ou aquela medida, sempre no sentido de levar uma das partes a aceitar a proposta apresentada pela outra. No meu papel como mediador, não posso ser um defensor de uma proposta específica. Eu defendo o processo de negociação.

Terceiro - A fim de encontrar o melhor caminho para alcançar progressos, os altos funcionários partilham a minha opinião de que, a curto prazo, é inútil convocar mais reuniões entre as partes, na ausência de uma mudança na equação. Depois de quatro rondas de negociações formais e nove rondas de conversas informais, realizar outra reunião só tornaria ainda mais notória a estagnação, debilitando ainda mais a credibilidade do processo.

Com a perspetiva de preparar as futuras reuniões, formais ou informais, propus às partes realizar mais consultas com os principais “players” internacionais, seguida de uma diplomacia silenciosa com as partes e os países vizinhos. Os meus interlocutores aceitaram esta abordagem, mas alguns advertiram que as reuniões regulares continuam a ser importantes na manutenção de contatos e minimizam o erro de cálculo, além de dar evidência clara de que o processo prossegue.

Ross reúne com ativistas dos DDHH nos territórios ocupados

Quarto - Ao examinar o impacte da crescente tensão na região do Sahel e do perigo que representa para todas as partes, descobri que, embora todos concordem que esses fatores aconselham a rápida solução do conflito do Sahara Ocidental, ninguém parece disposto a dar o primeiro passo. Em vez disso, deparei que a reação comum face aos eventos do Sahel, tem sido a de reforçar as defesas locais prevenindo a possibilidade de transbordamento do conflito da região do Sahel. Além disso, confirmaram-me que, na ausência de um acordo, as pessoas de toda a região, poderiam ser tentadas a aderir a um ou outro dos grupos no norte do Mali. Em Marrocos, os media falavam de uma conexão entre a Polisario e estes grupos, mas altos funcionários em Rabat e Nouakchott foram claros em dizer que não existe essa relação.

Quinto – A minha visita ao Sahara Ocidental merece uma menção especial. Como prometido, Marrocos, enquanto poder administrativo de facto, colocou todas as facilidades para a visita. E irei fazer visitas adicionais em devido tempo. Tive reuniões com uma ampla gama de saharauis pró-independência e pró-autonomia, assim como com as autoridades locais.

Claramente, tinham uma enorme vontade de falar comigo. Na verdade, a lista de pessoas com as quais eu não tive tempo de me reunir, supera a lista daqueles com quem me encontrei. Todos falavam com sinceridade evidente, mas não deve surpreender que eu não fosse capaz de determinar de que lado se inclina a opinião da maioria. Tudo o que posso dizer com segurança é que há porta-vozes evidentes em ambos os lados da divisão política. Os partidários de autonomia colocavam ênfase no desenvolvimento de cidades como El Aaiun e outras localidades sob administração marroquina, além de outros benefícios que veem nesta administração.

Os saharauis independentistas destacavam o que descrevem como as tensas relações entre o povo autóctone saharaui e os habitantes de Marrocos, as violações dos direitos humanos que veem na repressão policial e nas condições de detenção, prisão, julgamento e encarceramento, a ilegal exploração dos recursos naturais e a falta de empregos. E, de facto, realizaram-se manifestações pró-independência, com as subsequentes respostas por parte da polícia, muito perto de onde eu me encontrava e, também, depois da minha visita.

Neste sentido, chamou-me a atenção o facto de não haver saharauis nativos nos efetivos das forças de segurança de El Aaiún e noutras partes do Sahara Ocidental, todos eram oriundos de Marrocos. Durante a minha segunda visita a Marrocos, utilizei as minhas reuniões com as autoridades marroquinas para advogar uma mudança no equilíbrio das forças de segurança entre saharauis e marroquinos e melhorar a formação dessas forças no controlo de manifestações.

visitas entre famílias saharauis separadas
promovidas pelo ACNUR 

 Sexto - Durante a minha visita aos campos de refugiados, tive a oportunidade de reunir com a organização das mulheres pertencente à Polisario, com os estudantes e com as organizações juvenis. Os participantes realçaram a mesma frustração manifestada pelos líderes da Polisario no passado. Alguns participantes argumentaram que após 25 anos de esforços infrutíferos da ONU, era hora de voltar à luta armada. Outros sugeriram que, depois de não ter conseguido chegar a nenhum acordo, a ONU deveria simplesmente renunciar e retirar-se. Em Nouakchott, encontrei-me com alguns críticos da Polisario, que tinham abandonado a organização e estavam ansiosos para compartilhar as suas queixas comigo.

Sétimo – Dá-me consternação ver a forma como ambas as partes pretendem utilizar a minha visita para marcar pontos. As minhas declarações públicas têm sido muitas vezes censuradas ou exageradas para servir a agenda de uma ou outra das partes. Em Rabat, a TV editou as minhas declarações retirando a citação do texto do Conselho, que diz: "uma solução política, mutuamente aceitável, que preveja a livre determinação do povo do Sahara Ocidental".

Em Tifariti, onde visitei uma equipa da MINURSO, no lado leste do muro, um chefe militar da Frente Polisário, apareceu inesperadamente fazendo-me passar revista a uma guarde de honra em minha homenagem. Nos campos de refugiados, as minhas observações a um grupo de mulheres, foram retocadas e acrescentada uma frase, supostamente proferida por mim, sobre o papel da mulher: " A luta pela libertação do Sahara Ocidental" Ora eu não fiz tal declaração.

Um imenso trabalho de desminagem

Oitava - Uma vez que, em breve, o Representante Especial do Secretário-Geral, Weisbrod-Weber, os informará sobre as operações da MINURSO, tenho que aplaudir o alto grau de profissionalismo e compromisso que observei durante a minha visita à sede da MINURSO e às bases de operações de Mahbes e Tifariti e na minha reunião com a Equipe de Ação Anti-Minas da ONU. Ambas, MINURSO como a UNMAS, precisam de mais recursos para poder desempenhar as suas funções com mais detalhe. As unidades da MINURSO patrulham um território maior do que o Reino Unido, enquanto a UNMAS está a trabalhar no que foi recentemente considerado como um dos lugares mais infestados de minas do mundo inteiro.

Além disso, quero realçar o respeito dispensado ao Representante Especial, tanto na MINURSO como pelos marroquinos e os saharauis. Ele não tem uma tarefa fácil. Além de monitorar o MINURSO, é o Representante Especial do Secretário-Geral para o Sahara Ocidental. Como tal, espera-se que proporcione ao Secretário-Geral e ao Conselho, uma informação independente sobre o ambiente de trabalho da MINURSO no Sahara Ocidental. Este território, continua a ser um território não-autónomo, pelo que cabe à ONU velar pelo bem-estar da sua população, de acordo com o artigo 73 da Carta, além de reconhecer que Marrocos é a potência administrante de facto na faixa localizada oeste do muro e que a Frente Polisário desempenha um papel semelhante na faixa situada a leste do muro. Precisamente por este motivo, convidei o Representante Especial a assistir a todas as minhas reuniões no Sahara Ocidental.

Nono - Quanto ao programa de assistência humanitária do ACNUR, ouvi preocupações relacionadas com as contribuições governamentais e privadas aos refugiados terem diminuído consideravelmente devido à crise económica em curso. E alertaram-me para a necessidade urgente de mais ajudas. Quanto ao censo individual dos refugiados, que foi levantado de novo em Rabat, a Polisario e as autoridades argelinas disseram-me que o ACNUR está satisfeito com as estimativas sobre o número de refugiados que lhe facultaram e que os que defendem o censo individual estão motivados por considerações políticas. Numa reunião com os doadores, em Argel, não encontrei nenhum interesse em continuar a dar atenção a este assunto.

A espoliação dos recursos naturais saharauis

Décimo – Quanto às medidas de fomento de confiança, houve louvor universal para o excelente trabalho do ACNUR ao ampliar as visitas de familiares e aos seminários intra-saharauis, o segundo dos quais incidiu sobre o papel das mulheres na sociedade Saharaui, e que teve lugar em julho deste ano, nos Açores, com o generoso apoio do governo de Portugal. Logo depois, teve lugar em Genebra uma reunião sobre a promoção de medidas de confiança, em que as partes, os Estados vizinhos e o ACNUR analisaram os resultados da sua implementação, num ambiente muito cordial. E o único conselho que posso dar, se me for perguntado, é que é de pensar criativamente sobre a possibilidade de ampliar as medidas de construção de confiança, em particular, com mais seminários, mais visitas entre famílias em ocasiões especiais, e intercâmbios de jovens. Saharauis de todas as tendências políticas, tanto no Sahara Ocidental como nos acampamentos, disseram-me repetidas vezes que estavam ansiosos para ter mais contatos através do muro. E devem-se encontrar formas de incentivar isso, porque a passagem do tempo tem o potencial de mudar a perceção das coisas, mesmo na ausência de progressos no processo de negociações. Um obstáculo para isso é a falta de financiamento e, uma vez mais, pedimos aos doadores do passado e aos potenciais doadores para que contribuam, para que o ACNUR torne possível tais atividades.

Décimo Primeiro - Quanto à questão dos direitos humanos, cada parte utilizou a minha visita para registar queixas sobre as práticas da outra parte. Houve muitas visitas relacionadas com os Direitos Humanos no último ano, incluindo dois Relatores Especiais que visitaram o Sahara Ocidental, mas não nos campos de refugiados, segundo pelo menos uma ONG. Além disso, a filial do Conselho Nacional Marroquino dos Direitos Humanos de El Aaiún, disse-me que havia recebido um grande número de queixas e já realizara inúmeras investigações, mas ainda está à espera de respostas por parte das autoridades administrativas. O Direitos Humanos não fazem parte do meu mandato, mas o meu conselho, se me é solicitado, é declarar que cabe e este Conselho e ao ACNUDH decidir se a informação disponível justifica a sua atenção neste caso  e, em caso afirmativo, qual a melhor maneira de fazê-lo, considerando que qualquer abordagem a esta questão deve garantir os direitos humanos não só no Sahara Ocidental, mas também nos campos de refugiados.

A questão dos Direitos Humanos

 Finalmente, gostaria de dizer algumas palavras sobre o mandato informal que me foi conferido para promover a normalização das relações entre a Argélia e Marrocos. Em Rabat, o rei Mohamed VI autorizou-me a ser portador de uma mensagem para o Presidente Bouteflika, que, por sua vez, me autorizou, a levar de volta, uma mensagem de resposta. Ambas as mensagens, confirmam o desejo dos dois chefes de Estado de continuar o processo de melhoria das relações bilaterais por meio da expansão de visitas ministeriais bilaterais que haviam sido acordadas anteriormente. Além disso, ambas as partes têm identificado os problemas prioritários a serem abordados numa fase próxima. Irei continuar a promover a participação nestas questões.

Quanto à questão da União do Magrebe Árabe e ao apelo feito pela Tunísia para uma cimeira e realizar em breve, explorei o progresso da integração regional com Ben Yahia, secretário-geral da UMA e com os três Estados-Membros que visitei. Em princípio, todos concordam que se realize a cimeira, mas a Argélia adverte que, para garantir o sucesso, é preciso estarem bem preparados, através de uma série de reuniões setoriais que estão em andamento, mas ainda não foram concluídas. De acordo com a Argélia, uma reunião de cúpula sem uma preparação adequada, certamente leva ao fracasso da mesma.

Estes são, pois, os principais resultados e as impressões que recolhi na minha última viagem à região e durante a minha primeira visita ao Sahara Ocidental, tendo em perspetiva um período de consultas com os principais atores internacionais, uma diplomacia silenciosa com as partes e com a Estados vizinhos e novas visitas à região, incluindo o Sahara Ocidental para preparar a retomada das reuniões diretas entre as partes.

Como eu disse, em Madrid, o conflito sobre o estatuto definitivo do Sahara Ocidental prolongou-se por demasiado tempo. Se há alguns que acreditam que a situação é estável e que tentar encontrar a paz é arriscado, eu acho que isso é um erro de cálculo grave já que a região está ameaçada por extremistas, terroristas e elementos criminosos que operam na região do Sahel. Nestas novas circunstâncias, este conflito poderá, a prosseguir sem ser resolvido, gerar uma faísca de renovada violência e hostilidades que seriam trágicas para os povos da região. Deve ser resolvido e peço aos membros do Conselho e da comunidade internacional em geral que incentivem as partes a envolver-se em negociações sérias para pôr termo ao conflito.
Obrigado

(**) Tradução em português não autorizada a partir do texto em espanhol, traduzido do original em inglês por Haddamin Moulud Said.

sábado, 1 de dezembro de 2012

“FREIHEIT FÜR WESTSAHARA” - Criada Associação Alemã de Solidariedade e Apoio ao Povo Saharaui



Foi anunciada na segunda-feira, em Bremen (Alemanha), a criação da Associação Alemã de Solidariedade e Apoio ao Povo Saharaui, cujos membros pertencem aos distintos landers (estados federais) da Alemanha.

O objetivo da Associação é lutar por uma solução justa que conduza à autodeterminação do povo saharaui, assim como denunciar as flagrantes violações dos Direitos Humanos nas zonas saharauis ocupadas por Marrocos.

Acordo agrícola UE-Marrocos não inclui territórios do Sahara Ocidental, confirma ministro holandês



O ministro dos Negócios Estrangeiros da Holanda, Uri Rosenthal, confirmou que o Reino de Marrocos "não pode contar com as referências sobre produtos agrícolas do Sahara Ocidental, na base do acordo agrícola entre a União Europeia e Marrocos ".

"O referido acordo agrícola que, entrará em vigor em data posterior, só é aplicável a nível do território marroquino. Marrocos não tem nenhum direito sobre os produtos do Sahara Ocidental, invocando as disposições do acordo conjunto, e nesta base, a Alfândega holandesa irá acompanhar este assunto, em nome do Conselho de Ministros e da Comissão da presidência de Assuntos Económicos, Agricultura e Inovação ", afirmou.

Respondendo a uma pergunta de um deputado holandês, o ministro observou que a marca distintiva definida por Marrocos sobre os produtos agrícolas é "enganosa".

Esta declaração coincide com as convicções de outros países fora da União Europeia, como a Noruega e os Estados Unidos da América, que invocam o facto de o Sahara Ocidental não fazer parte de Marrocos. 

(SPS)

Delegação da Polisario participa no 5 º Congresso da SWAPO



Uma importante delegação saharaui constituída por Bachir Mustafa Sayed, Ministro de Estado, e Bachir Sgueyer assistiram como convidados de honra ao 5 º Congresso do Partido SWAPO da Namìbia, que se realiza de 29 de novembro e 2 de dezembro em Windhoek.

Na sessão de abertura oficial, Hifikepunke Pohamba, Presidente da SWAPO e da República da Namíbia, deu as boas-vindas à delegação saharaui, uma delegação que, segundo afirmou, representa um povo” a quem queremos muito, e que continua lutando pela sua independência Nacional.

O presidente namíbio enfatizou a solidariedade e o apoio de organizações progressistas de todo o mundo à SWAPO  e afirmou que o seu partido continuará a apoiar União Africana no seu empenho para pôr fim aos conflitos no continente.

O Presidente da República da Namíbia no seu discurso ante a plateia de delegados do congresso do seu partido condenou a ocupação do território saharaui por parte de Marrocos e reiterou o apoio do seu partido e do seu governo à justa causa dos “nossos irmãos saharauis pela liberdade”.

Durante a sua intervenção, el Ministro de Estado Bachir Mustapha Sayed foi aplaudido calorosamente pelos delegados ao Congresso.

SPS