domingo, 4 de agosto de 2013

Parlamento mexicano: Criado grupo de amizade mexicano–saharaui


Foi oficialmente criado o grupo parlamentar de amizade mexicano–saharaui no Parlamento mexicano com o objetivo de fortalecer as relações e aprofundar a amizade entre o povo mexicano e saharaui.

O grupo parlamentar inclui membros dos quatro partidos maioritariamente representados no Parlamento mexicano. o grupo reunirá nos próximos dias para fixar um calendário da sua atividade.

México, DF. (SPS)

O CONFLITO DO SAHARA OCIDENTAL, vídeo animado de Aleix Saló

O CONFLITO DO SAHARA OCIDENTAL

Uma animação de Aleix Saló explica o conflito do Sahara Ocidental

Congresso dos EUA: Constituído grupo parlamentar para a defesa do direito do povo saharaui

Joseph R. Pitts, congressista republicano pela Pensilvânia
Betty McCollum representante democrata do
Bloco parlamentar do  Minnesota

 Foi constituído na Câmara dos Representantes do Congresso dos EUA um grupo parlamentar denominado “grupo do Sahara Ocidental”. O seu objetivo é defender o direito do povo saharaui à liberdade e à autodeterminação e impor o respeito dos direitos humanos no Sahara Ocidental.

O Grupo parlamentar é presidido conjuntamente por Joseph  R. Pitts, congressista republicano pela Pensilvânia, e Betty McCollum representante democrata do Bloco parlamentar do  Minnesota.

O “grupo do Sahara Ocidental” na câmara dos Representantes do congresso americano integra parlamentares republicanos, democratas e independentes de vários estados dos EUA.

O grupo parlamentar foi registado oficialmente na Câmara de Representantes esta semana. Em declarações à imprensa a deputada pelo Minnesota referiu: “Estou a trabalhar com o deputado Pettis no grupo parlamentar do Sahara Ocidental, uma plataforma para a troca de informação com colegas, deputados e colaboradores para fomentar a procura de uma solução pacífica e justa para o conflito”. E acrescentou: “o povo saharaui deve desfrutar do direito a expressar livremente as suas opiniões, e que desfrute do seu direito a manifestar-se pacificamente e a viver sem medo, a proteção dos direitos humanos será uma  prioridade do  grupo parlamentar “do Sahara Ocidental.“

Por seu lado o deputado Joseph Pettis afirmou: “estou muito orgulhoso que o grupo parlamentar Sahara Ocidental se tenha constituído durante a 113ª legislatura do Congresso dos EUA.”, E acrescentou: “a gravidade das violações de direitos humanos na região e a situação de segurança na região impõe ao nosso governo fazer frente à crise que se prolongou”.

O congressista Pitts manifestou que se sente alentado pelo compromisso da administração do Presidente Barack Obama neste assunto, e espera trabalhar arduamente “na defesa do direito à livre determinação e os direitos humanos do povo saharaui “.

A criação deste grupo parlamentar, que surge depois da fundação da Associação de Amigos do Povo Saharaui nos EUA, e o grande interesse manifestado pelos principais meios de comunicação norte-americanos nos últimos meses, reflete um novo impulso na divulgação da causa saharaui nos círculos oficiais e públicos dos Estados Unidos.


Washington, DC, 03/08/13 (SPS)

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

MARIEM HASSAN de novo em Portugal: Dia 6 de setembro (sexta-feira) na FESTA DO AVANTE!



Agora já é oficial! No próximo mês de Setembro, a "Diva do Deserto", estará de novo em Portugal, agora a atuar na sexta-feira, dia da abertura da Festa do Avante. Desta vez a cantora do Sahara Ocidental, será acompanhada pela sua banda naquele que é, seguramente, um dos maiores eventos populares que anualmente se realiza em Portugal.

A cantora manifestou grande alegria em regressar a Portugal e poder dar a conhecer a luta do seu povo. Tal como o esforço de muitos conseguiu trazer Mariem Hassan a Portugal, o mesmo esforço irá ajudar o Sahara Ocidental a tornar-se um país livre e independente
Em breve novidades sobre o espetáculo e a estadia da cantora no nosso país…

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Governo da RASD pede à comunidade internacional que pressione Marrocos para que cumpra a legalidade internacional



O Governo da República Árabe Saharaui Democrática fez esta terça-feira um apelo à comunidade internacional a pressionar Marrocos para que cumpra com a legalidade internacional e o respeito das suas resoluções. O apelo surge na sequência do discurso do rei de Marrocos, por ocasião do 14º aniversário da sua entronização.

“O discurso de Mohamed VI, por ocasião do 14º aniversário da sua chegada ao trono, está cheio de intransigência e obstinação de impor a qualquer preço a sua ocupação ilegal do Sahara Ocidental. O discurso não mostra vontade política para apoiar os esforços das Nações Unidas de encontrar uma solução justa e duradoura para este conflito”, afirma o ministério da Informação saharaui.

“A interpretação que o discurso faz da última resolução do Conselho de Segurança da ONU e o total desprezo que vota ao apelo a ambas partes do conflito, Marrocos e Frente POLISARIO, a cooperar com o objetivo de encontrar uma solução consensual que garanta o direito do povo saharaui à autodeterminação, refletem, na realidade, a falta de vontade política de Marrocos em apoiar os esforços da ONU, o Conselho de Segurança, o Secretário-Geral e o seu Enviado Pessoal”, acrescenta o comunicado.

“O rei de Marrocos ignorou os relatórios de organizações de direitos humanos internacionais e regionais que revelaram graves violações dos direitos humanos nos territórios ocupados do Sahara Ocidental e declararam o seu apoio ao estabelecimento de um mecanismo da ONU para a supervisão da situação no território, o que reflete a vontade de Marrocos de prosseguir com o bloqueio imposto sobre o território, assim como a repressão e violação dos direitos humanos”, afirma o ministério da informação saharaui.

O ministério afirma que a “intransigência” marroquina de impor pela força a ocupação ilegal do Sahara Ocidental “enfrentará a resistência e firmeza do povo saharaui, em absoluta recusa da ocupação marroquina”.

O comunicado insta Marrocos a reconsiderar as suas políticas antes que seja demasiado tarde, já que “a sua ocupação do Sahara Ocidental constitui uma ameaça à soberania dos países vizinhos dada a sua política expansionista, aos seus povos por causa da droga, à suas economias pelo contrabando, à sua segurança nacional pelo apoio que dá às organizações do crime organizado, à emigração ilegal e ao terrorismo, tudo o que constitui um obstáculo à unidade dos seus povos desejosos da construção da União do Magrebe”.


Bir Lehlu (Territorios Libertados), 31/07/2013 (SPS)

ARGÉLIA- MARROCOS: As derivas de Mohamed VI



A questão do Sahara Ocidental foi o tema principal do discurso do rei de Marrocos por ocasião do Dia do Trono, na passada 2.º feira desta semana. Na falta de justificação para a sua política colonial, Mohamed ataca a Argélia.
Mohamed VI acusou abertamente a Argélia na questão do Sahara Ocidental, sublinhando "a sua responsabilidade enquanto parte política envolvida neste litígio, tanto a nível político como jurídico e humanitário acusando a situação degradante na campos de Tindouf. "

Tal intervenção, num discurso oficial tão ouvido com o proferido no Dia da Festa do Trono, pode comprometer todos os esforços de conciliação e reconciliação empreendidos por Argel e Rabat desde à algum tempo e os esforços da ONU para resolver a questão do Sahara Ocidental.

Alors que le président de la République, Abdelaziz Bouteflika, a adressé lundi un message de paix et de fraternité au roi Mohammed VI à l'occasion de la célébration du 14e anniversaire de son accession au trône, celui-ci n'a rien trouvé de mieux à faire que de s'attaquer de la manière la plus virulente qui soit à l'Algérie, accentuant ainsi la tension qui caractérise les relations algéro-marocaines depuis plusieurs mois.

Pour tenter de faire oublier les sérieux problèmes politico-économiques que vit son pays et d'occulter les crimes que commet son armée dans les territoires sahraouis occupés et auxquels les ONG internationales des droits de l'homme s'intéressent de plus en plus, Mohammed VI a ainsi cru intelligent de souligner la «responsabilité» de l'Algérie dans le dossier du Sahara occidental et d'évoquer «l'obstination des autres parties comme principal motif du statu quo». Selon une source diplomatique algérienne,

«il s'agit d'affirmations totalement infondées car la résolution sur le Sahara occidental adoptée le 25 avril 2013 par le Conseil de sécurité, à laquelle se réfère ce passage du discours en question, interpelle 21 fois les «parties» en conflit, à savoir le royaume du Maroc et le Front Polisario».

«On est donc très loin de la soi-disant dimension régionale du différend et de la prétendue responsabilité de l'Algérie invoquées par le discours auquel vous faites référence. Cette résolution est sur le site du Conseil de sécurité et j'invite vos lecteurs à vérifier le nombre d'occurrences relatives aux ‘parties au conflit’», poursuit la même source. Pour les autorités algériennes, «l'obstination est à chercher plutôt du côté de la partie marocaine».

Selon la source diplomatique, «la responsabilité est expressément épinglée au paragraphe 7 de ladite résolution. Il faut relever, en outre, que ce pays refuse de se conformer à ses obligations découlant du droit international et de négocier, de «bonne foi et sans conditions préalables» afin que les deux parties parviennent à une solution politique juste, durable et mutuellement acceptable qui pourvoie à l'autodétermination du peuple du Sahara occidental et qui soit conforme aux buts et principes énoncés dans la Charte des Nations unies.

Ceci constitue exactement la substance de toutes les résolutions adoptées par le Conseil de sécurité sur la question du Sahara Occidental».