quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Delegação Saharaui na Festa do AVANTE!


A 37.ª  Edição da Festa do Avante!, jornal porta-voz do Partido Comunista Português (PCP) decorre de 6 a 8 de setembro (sexta, sábado e domingo), na Quinta da Atalaia, Seixal.

Considerado o evento político-cultural mais importante do país, a 37.ª edição da Festa do AVANTE! volta a contar este ano com a presença de uma delegação da Frente Polisario, encabeçada pelo representante saharaui em Portugal e pela secretária-geral da União Nacional de Mulheres Saharauis (UNMS). Presentes também numerosas delegações em representação de países, partidos, sindicatos e organizações da sociedade civil.

Dezenas de milhares de pessoas assistirão à Festa onde se destaca um  elenco musical de grande nível, com destaque para os portugueses Xutos & Pontapés, Sérgio Godinho, os Deolinda, Antonio Zambujo, Cristina Branco, Expensive Soul, os UHF, Primitive Reason, e muitos outros , assim como a brasileira Maira Freitas, o grupo de Espanha Los Aslándticos. Em destaque a presença do Sahara Ocidental através da voz soberba de Mariem Hassan e do seu grupo. A artista saharaui atuará no Auditório 1.º de Maio, sábado, dia 7 de setembro, pelas 20 horas.

Conhecida como a «Diva do Deserto», Mariem Hassan nasceu e viveu no Sahara Ocidental até à ocupação do território por Marrocos. Começou a sua carreira profissional com o grupo Mártir Luali, mas consolida-se no panorama da música a título individual com “Deseos”. Em 2012, a Primavera Árabe e a luta saharaui pela independência marcam o seu mais recente trabalho, “El Aaiún Egdat”, onde explora os blues, o jazz e sons contemporâneos.


http://youtu.be/cpnpyGAS374

Delegação de ativistas saharauis de Direitos Humanos visita os acampamentos de refugiados e instituições da RASD

 

A delegação de ativistas dos direitos humanos provenientes dos territórios ocupados do Sahara Ocidental foi recebida ontem, quarta-feira, pela ministra do Emprego e Formação Pública, Jira Bulahi, membro do Secretariado Nacional da Frente POLISARIO, no âmbito da sua visita aos acampamentos de refugiados saharauis e instituições da República Árabe Saharaui Democrática.

Os membros da delegação informaram a ministra das vias e métodos para divulgar a mensagem da sua luta pacífica. Denunciaram a repressão que comete a ocupação marroquina contra os ativistas e o povo saharaui na sua luta pacífica pela reivindicação do direito à autodeterminação e à independência.

A delegação visitou as cinco províncias da RASD, onde foi recebida pelos governadores, os conselhos locais e pela população.

A delegação foi recebida pelo Presidente da República, Mohamed Abdelaziz, membros do Secretariado Nacional da Frente Polisario e do Governo da RASD.

Os ativistas de direitos humanos provenientes dos territórios ocupados do Sahara Ocidental participaram na quarta edição da Escola de Verão para os Quadros da RASD celebrada recentemente em Boumerdes, Argélia.


SPS

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Imposições marroquinas levaram Aminetou Haidar a recusar encontro com o enviado especial do Parlamento Europeu


Aminetou Haidar, a defensora dos Direitos Humanos saharaui mais conhecida internacionalmente, recusou reunir-se em El Aaiún, capital do Sahara Ocidental, com o enviado especial do Parlamento Europeu devido às imposições e controlo que as autoridades marroquinas exerceram sobre a visita.

Jonathan Lis, adjunto do Relator Especial de Direitos Humanos para o Sahara Ocidental e o Sahel do Parlamento Europeu, visitou El Aaiún de 27 a 29 de agosto, onde se reuniu com representantes de 17 comités saharauis de DDHH, que lhe relataram as constantes violações dos Direitos Humanos que sofre a população saharaui por parte da administração marroquino.

O Coletivo de Saharauis Defensores de Direitos Humanos (CODESA), a que preside Aminetou Haidar, recusou, porém, a estar presente no encontro dado que este devia realizar-se no hotel Parador, lugar acordado pelas autoridades marroquinas, como reconheceu o próprio Jonathan Lis.

Segundo informou o CODESA, Aminetou Haidar manifestou ao enviado do PE a sua disposição de com ele se encontrar, mas expressou-lhe a sua preocupação pelos termos da reunião no hotel Parador, que pressupunha a consagração do assédio militar, policial e mediático sobre o Sahara Ocidental. Pressupondo, também, uma restrição à liberdade de movimentos do representante do Parlamento Europeu e a possibilidade que fizesse uma investigação de campo e observar de perto a crise dos Direitos Humanos que se vive na região.


Fonte: Codesa

Negligência médica com preso político saharaui

O preso político saharaui Ghali Bouhala

A administração penitenciária da prisão local de Ait Melloul / Marrocos, continua a maltratar de forma deliberada os presos e recusa-se a levá-los ao hospital apesar dos consecutivos casos de morte ocorridos naquela prisão recentemente: 4 presos perseguidos por delitos de direito público perderam a vida naquele presídio em menos de 3 meses.

Neste contexto, apesar da deterioração do estado de saúde do preso político saharaui “Ghali Bouhala” com o número 31028, o qual sofre de insuficiência respiratória desde há mais de 6 meses, segundo informou a família, a administração penitenciária continua a recusar a levá-lo a um médico especialista ou a transferi-lo para o hospital, mesmo sabendo que ele tem todo o direito de receber assistência médica, já que a lei ­ 23/98, que regula as prisões de Marrocos, garante como regra mínima o direito a tratamento dos seus reclusos.

 “Lala Am Lfadl Dawoud”, mãe do preso saharaui, enviou cartas ao Ministro da Justiça e Liberdades e ao Conselho Nacional de Direitos Humanos de Marrocos (CNDH) denunciando a ação discriminatória e abusiva da direção prisional. A mãe do preso político saharaui tem medo que a saúde do seu filho se agrave e ponha em risco a sua vida.

Fonte e foto: codesaso.com

Coletivo De Saharauis Defensores de Direitos Humanos

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Um novo olhar da resistência saharaui

 

Uma nova geração de saharauis começa a fazer ouvir a sua voz na luta por recuperar o território ocupado por Marrocos desde 1975. Mais preparados, mais críticos, muitos deles tendo sido formados e vivido no estrangeiro. O seu regresso aos acampamentos de Tindouf (no sudoeste da Argélia) reclama com urgência o fim do exilio em que sempre viveram.


Para muitos destes jovens, a opção da luta armada perfila-se cada vez mais necessária ante a passividade da comunidade internacional num conflito que dura já há cerca de 40 anos.


Fonte: Periodismo Humano

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

TOTALly Wrong: A petrolífera francesa Total no Sahara Ocidental ocupado




O Western Sahara Resource Watch (Observatório dos Recursos Naturais do Sahara Ocidental) divulga hoje um relatório sobre o irresponsável regresso da petrolífera francesa TOTAL ao Sahara Ocidental ocupado. A companhia leva a cabo perfurações exploratórias no território quando o Departamento dos Assuntos Jurídicos da ONU decretou que isso constituía uma violação do direito internacional.

O WSRW estima no seu relatório que os investimentos da TOTAL com os estudos sísmicos ao longo do primeiro ano atingiram os 75 milhões de US dólares. Uma filial da companhia petrolífera nacional chinesa assiste a TOTAL na operações de exploração que tiveram início no final de julho.

Faça download aqui do relatório « Injustice Totale ».
 
A rosa, o bloco de exploração da TOTAL:
uma superfície do tamnho de Portugal...


"A TOTAL mostra um completo desrespeito pelos princípios fundamentais da Responsabilidade Social Corporativa. A empresa ​​recusa-se a iniciar qualquer discussão sobre os direitos legítimos do povo de um território ocupado ", disse Erik Hagen, presidente do Western Sahara Resource Watch.

Em 2001, Marrocos emitiu pela primeira vez licenças petrolíferas no Sahara Ocidental, um território que invadiu em violação do direito internacional. Uma das duas licenças foi atribuída à TOTAL. Poucos meses depois, o Departamento de Assuntos Jurídicos das Nações Unidas reagiu ao caso, e afirmou que qualquer exploração, sem o consentimento dos Saharauis, viola o direito internacional.

No entanto, a TOTAL renovou sua licença, sem o consentimento do povo saharaui. A TOTAL detém o maior de todos os blocos das empresas envolvidas na exploração de petróleo no Sahara Ocidental — o bloco da TOTAL é do tamanho de Portugal — e a empresa realizou. entre julho de 2012 e julho de 2013, os estudos sísmicos mais desenvolvidos e mais caros de sempre.

As preocupações relativamente aos direitos do povo saharaui foram rejeitados pela empresa, que disse que não se metia em política. A TOTAL também não quer responder a perguntas sobre os seus projetos.

"A TOTAL tornou-se num dos maiores obstáculos à resolução do conflito no Sahara Ocidental. Que interesse poderia ter Marrocos em resolver o conflito caso a sua parceria com a TOTAL levasse a descobertas de petróleo no Sahara Ocidental? " perguntou Hagen.

“Exortamos os acionistas da TOTAL a fazer pressão de imediato sobre a empresa. Se a TOTAL não puser fim ao seu compromisso não-ético, pediremos aos acionistas para cessarem os seus investimentos. Através das suas atividades ao longo do ano passado, a TOTAL revelou a sua verdadeira intenção de encontrar petróleo no Sahara Ocidental em parceria com o governo marroquino ", disse Hagen.

Contacte :
Erik Hagen , president do Western Sahara Resource Watch , tél +47 45265619 , info@vest-sahara.no
Sara Eyckmans , coordenador, Western Sahara Resource Watch , tél +32 475458695 coordinator@wsrw.org

APSO, Amis du Peuple du Sahara Occidental, apsolument@yahoo.fr