sábado, 21 de dezembro de 2013

“EUA deveriam apoiar a autodeterminação do Sahara Ocidental” diz o "National Catholic Reporter"







Stephen Zunes compara com o caso de Timor-Leste: 

“No caso comparável de Timor-Leste, foi só depois de as organizações de direitos humanos, grupos religiosos e outros ativistas internacionais terem pressionado com sucesso os seus governos para acabar com o seu apoio à ocupação da Indonésia que o regime indonésio se mostrou finalmente disposto a oferecer um referendo que deu aos timorenses o seu direito à autodeterminação. Pode ser que tenha que haver um campanha de base semelhante para garantir que os Estados Unidos exerçam pressão sobre  Marrocos para permitir ao povo do Sahara Ocidental o seu direito de determinar seu próprio destino".

(*) O jornal National Catholic Reporter (NCR) foi fundado em 1964, sendo hoje um veículo de notícias também na Web que se destaca como uma das mais conceituadas fontes jornalísticas independentes para os católicos e outros cidadãos, tanto no EUA como fora dele.

Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre a detenção arbitrária visitou Marrocos e o Sahara Ocidental





O grupo visitou 12 centros de detenção em Rabat, Casablanca, Salé, Tânger e em El Aaiún, no Sahara Ocidental. Durante sua missão, os seus membros reuniram-se com as autoridades em causa dos poderes executivos, legislativos e judiciais. O grupo também se reuniu com representantes da instituição nacional dos direitos humanos, da sociedade civil e das agências da ONU.

O relatório final será apresentado ao Conselho dos Direitos do Homem em setembro de 2014



19 de dezembro de 2013 – O Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre a detenção arbitrária pediu quinta-feira ao governo de Marrocos para pôr, o mais rapidamente possível, o seu quadro legislativo criminal em conformidade com as normas internacionais de direitos humanos.

"Ainda em vigor, a Lei antiterrorista adotada na sequência dos ataques em Casablanca em maio de 2003 é o quadro jurídico para numerosas violações dos direitos humanos", observou o presidente-relator do Grupo de Trabalho, Mads Andenas, após uma missão oficial de dez dias. Ele acrescentou que "a lei deve ser alterada para tornar as acusações mais precisas, reduzir a duração da detenção cautelar e estabelecer garantias de processos justos."

Outro assunto de preocupação para o Grupo de Trabalho é a importância considerável dada à confissão nas investigações preliminares. "O Grupo de Trabalho foi informado, durante os encontros que manteve com os detidos, que confissões são obtidas sob o efeito da tortura, e que, na maioria dos casos, são o fundamento para as condenações", observou El Hadji Malick Sow, um dos membros do Grupo de Trabalho.

Em referência à jurisprudência do Grupo de Trabalho, reiterou que "as confissões feitas na ausência de um advogado e de qualquer garantia legal não podem ser admitidas como prova em processos penais, especialmente se estas confissões forem obtidas durante a custódia da polícia. "

O Grupo de Trabalho também expressou preocupação com a limitação de acesso a um advogado, o uso sistemático à detenção provisória, a detenção de migrantes e requerentes de asilo, de menores em conflito com a lei e de irregularidades nos registros de custódia.

Em relação à justiça militar, Roberto Garretón, do grupo de trabalho, expressou preocupação "com a ampla autoridade concedida ao Tribunal Militar Permanente, que pode mesmo julgar civis em certas circunstâncias." A este respeito, Roberto Garretón afirmou que "a competência dos tribunais militares se deve ser limitar unicamente a julgar militares por delitos exclusivamente militares."


Fonte: texto e foto ONU

O que fazem agentes uniformizados da “Guardia Civil” espanhola nos territórios ocupados do Sahara Ocidental?



Segundo se informa desde os territórios ocupados do Sahara Ocidental, dois agentes espanhóis da “Guardia Civil” foram avistados sexta-feira, 20 de dezembro, na cidade de El Aaiun, juntamente com um agente dos Serviços de Segurança marroquinos. Os guardas civis espanhóis era uma mulher com cerca de 35 anos, e um homem que aparentava ter 40 anos. Ambos os guardas-civis iam uniformizados cerca das 11h00, hora do Sahara Ocidental, na companhia de um agente marroquino na Rua Bucraa.


Foram-lhes tiradas várias fotografias sem que disso se dessem conta nem tão pouco o agente marroquino que os conduzia de forma discreta, evitando os transeuntes na zona. Segundo defensores saharauis dos direitos humanos os dois guardas civis espanhóis estão alojados num hotel, onde costumam ficar alojados agentes marroquinos dos serviços secretos e oficiais superiores do exército marroquino.

Espanha, ante conflito do Sahara Ocidental, e como ex-potência colonizadora do território, não deve ter nenhum agente da sua administração, em particular dos corpos de segurança do Estado Espanhol que não devem estar no território ao abrigo da sua posição de “neutralidade no conflito”, enquanto não for resolvido o problema da ocupação marroquina do Sahara Ocidental. Por esta razão Espanha é o único país do mundo que não faz parte do contingente dos capacetes azuis deslocados pela ONU no território desde 1991.


Fonte: Vicepresidente do CODAPSO

Marrocos : Préevisões 2014, annus horribilis


The Economist não augura nada de bom para Marrocos no próximo ano. O reino faz parte dos países de alto risco de instabilidade social, segundo o ‘think tank’ da revista britânica, The Economist Intelligence Unit (EIU). Argélia está situado no mesmo patamar, de acordo com as previsões dos consultores britânicos. Estas baseiam-se na evolução das tensões sociais no país relacionadas com a situação dos agregados económicos e indicadores sociais. O semanário britânico identifica a política de austeridade como a principal causa de possíveis protestos e revoltas populares em Marrocos. A nível global, The Economist relata que quase setenta outros países estão expostos a uma probabilidade muito elevada de agitação social.



sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Ali Amar escreve novo livro contra o rei Mohamed VI





"Le crépuscule d’un roi" é o título do livro de Ali Amar. Num exclusivo mundial, a revelação de um livro surpreendente que introduz ficção científica, histrionismo, assédio e mentiras no ensaio jornalístico".

"Este livro conta a história premonitória do anuncio de uma queda. O fim brutal de um reino, mas também muito provávelmente o de uma dinastia fundada no século de Luís XIV." Assim começa o terceiro livro de Ali Amar, intitulado "O Crepúsculo de um Rei", e cujo lançamento pela editora Calmann-Lévy está prevista para os primeiros meses de 2014. Nas 250 páginas do livro, Ali Amar prevê o fim do reinado do rei Mohammed VI e a queda da monarquia alauíta. Ao longo de seu livro, Amar desfia as suas previsões num tom imperativo performativo.


Amar tem o cuidado de não nos dizer qual o oráculo consultado para escrever o seu livro, mas serve-nos as suas profecias como factos inevitáveis​​. Exemplo: "A grande surpresa no mundo árabe virá de Marrocos onde, ao contrário das aparências, a monarquia alauíta está em declínio.

E o seu fim arrisca-se a ser trágico, mergulhando o país num terrível caos que ninguém ainda parece acreditar, ou medir as consequências para as próximas décadas." Frases apocalípticas como ests são profusas. Qualquer leitor marroquino, à leitura do livro, terá apenas um desejo: esconder-se, fechar as portas e janelas ou correr para se refugiar no Atlas no topo de uma montanha, porque Ali Amar prevê peste, cólera, a invasão do mar, as cheias dos rios e o dilúvio sobre Marrocos. Ele não teme o ridículo para nos assustar.

http://le360.ma/fr/societe/ali-amar-sort-un-nouveau-livre-contre-le-roi-mohammed-vi-7509

Jornalista marroquino vítima de perseguição

  

Associemo-nos à campanha de Twitter pela libertação de Ali Anouzla

Ali Anouzla, diretor do sítio web informativo Lakome, por fazer o seu trabalho de forma independente, enfrenta uma possível pena de até 20 anos de prisão em aplicação da Lei Antiterrorista, o Código Penal e Código da Imprensa marroquinos. Tem pendentes três processos. Trata-se de um preso de consciência que esteve detido um mês e que se encontra agora em liberdade sob fiança. As acusações que contra ele impedem é um verdadeiro ataque à liberdade de expressão e próprias de um regime ditatorial.

Ali Anouzla está sendo perseguido como castigo à linha editorial independente de Lakome.com (fr.lakome.com – edição em francês) e a sua crítica às autoridades. O jornalista será julgado no dia 23 de dezembro.

TwitterAtua!

A quem: ao Primeiro.Ministro de Marrocos Abdelilah Benkirane .@ChefGov_ma

Tuit proposto:

.@ChefGov_ma As acusações contra o jornalista independente @anouzlaali devem ser retiradas Liberdade de expressão em #Marrocos! #FreeAnouzla