domingo, 20 de abril de 2014

Apesar das mais de duas dezenas de observadores internacionais expulsos, decorre a II Conferência de Apoio à Resistência das Mulheres Saharauis




Realiza-se a II Conferência de Apoio à Resistência das Mulheres Saharauis que decorre de 18 a 20 de abril em El Aaiún ocupada, marcada pela repressão que exerce Marrocos e as suas forças de ocupação contra o ativismo pacífico dos saharauis, especialmente as mulheres.



A II Conferência organizada pela UNMS em colaboração com diferentes organizações defensoras dos direitos humanos e para a qual foram convidadas uma dezena de organizações de mulheres de todo o mundo, teve início na tarde de sexta-feira na capital do Sahara ocupado debaixo de um forte dispositivo militar e policial, como vem sendo habitual dada a política de repressão e bloqueio que exerce Marrocos e o seu exército contra a população civil saharaui e contra as pessoas e organizações que exigem o respeito pelos direitos humanos do povo saharaui.

A observadora portuguesa, Rita Reis, representante da 
Fundación Sahara Occidental, foi também ela expulsa, juntamente 
com mais duas dezenas de observadores internacionais, 
da cidade de El Aaiún ocupada


A Conferência iniciou-se com a presença simbólica de todas e cada uma das mulheres que representam as organizações e coletivos solidários com a luta das mulheres saharaui. A II Conferência de “Apoio à Resistência das Mulheres Saharauis”, apesar do bloqueio da polícia marroquina, decorre com a massiva participação de mulheres saharauis que quiseram desafiar as forças de ocupação e expressar a sua vontade firme de continuar reivindicando os seus direitos através da luta não violenta para exigir o fim da ocupação , o respeito dos DDHH, o fim  da espoliação dos recursos naturais e a libertação de todos os presos políticos saharauis.


*Fonte: UNMS, 19 de abril de 2014.

MDM de Portugal repudia atos repressivos de Marrocos nas zonas ocupadas



Lisboa, 20/04/14 (SPS) –O Movimento Democrático de Mulheres (MDM) através da sua responsável de relações internacionais, Regina Marques, condenou a expulsão por parte de Marrocos das delegadas de Espanha  à II Conferência da UNMS e repudia o clima repressivo das forças marroquinas e expressa o seu apoio à luta das mulheres saharauis e ao seu povo.

 “Faremos uma intervenção junto das Nações Unidas pela aplicação das convenções e resoluções internacionais e em Portugal para que o governo português assuma uma posição de defesa da vossa justa luta junto do Conselho de Segurança”, afirma o MDM em comunicado.


SPS

sábado, 19 de abril de 2014

Portugal: sessão de informação da AAPSO na Lousã





Lousã (Portugal), 18/04/14 - Teve lugar ontem, 17 de abril, uma sessão de divulgação da causa saharaui, organizado pela AAPSO (Associação de Amizade Portugal Sahara Ocidental) e pela Associação Arte Via, com o apoio da Câmara Municipal da Lousã. O encontro decorreu no auditório da Biblioteca Municipal desta cidade do centro de Portugal.

A abertura esteve a cargo de Ana Filomena Amaral - da Associação Arte Via -  a qual saudou os assistentes e apelou-os a apoiar o povo saharaui.

Manuel Ferreira, membro da Direção da AAPSO, apresentou a associação, destacando o trabalho realizado, como também os objetivos a prosseguir no futuro.



António Baptista da Silva, membro da Mesa da Assembleia Geral da AAPSO, fez uma breve resenha sobre a luta do povo saharaui pela independência. O enquadramento jurídico da questão esteve a cargo de Pedro Pinto Leite – também da AAPSO.

Muitos dos presentes (mais de 50 pessoas), colocaram várias perguntas. Dado interesse manifestado, os membros da AAPSO comprometeram-se a realizar um novo encontro ainda este ano, por ocasião do lançamento do livro de Ana Filomena do Amaral , “Cassador de Muros”, o qual dedica um capítulo ao muro erigido por Marrocos no Sahara Ocidental.


Fonte e fotos: AAPSO 

sexta-feira, 18 de abril de 2014

A 11ª edição do FISAHARA decorre de 29 de abril a 5 de maio




O festival de cinema e cultura FiSahara realiza a sua 11.ªedição de 29 de abril a 5 de maio com a presença e o apoio de grandes artistas espanhóis e de outras nacionalidades, que tornam esta edição em pleno deserto — nos acampamentos de refugaidos de Daklha, na argélia — um evento muito especial.

O documentário 'Legna: habla el verso saharaui" tem estreia anunciada para o FiSahara


“Legna: habla el verso saharaui” é um relato de poesia audiovisual que recolhe elementos essenciais da cultura saharaui encadeando os versos recitados de forma rigorosa e evocativa em hassania ( língua que se fala no Sahara Ocidental) e castelhano pelos próprios poetas e poetisas.

Poemas que cantam e  evocam o essencial da cultura material beduína existente  desde o Saguia El Hamra (o norte) até ao Rio de Ouro (o sul). Uma viagem mágica desde o río Dra no norte até Agüeinit e Leyuad  na fronteira sul com a Mauritânia, desde a costa de praias brancas de Bojador até aos limites imprecisos da badia. Um território saharaui marcado pela vaga de história recente de revolução, guerra, resistência, (Intifada) e espera. Território, história, cultura costurada a partir da poesia transbordante da vida, amor e nostalgia.

Programação do FISAHARA

Fonte: Poemario por un Sahara Libre

JCP expressa solidariedade e apoio ao povo saharaui




Lisboa,18/04/14(SPS) – A Juventude Comunista Portuguesa (JCP) manifestou a sua solidariedade com a luta do povo saharaui e condenou a ocupação ilegal do território por parte de Marrocos num comunicado de imprensa divulgado no final dos trabalhos do seu 10º congresso.

O comunicado refere que a JCP se une ao movimento mundial de solidariedade com a luta do povo saharaui pela autodeterminação da República Árabe Saharaui Democrática e por um Sahara Ocidental livre e soberano, contra o imperialismo e a ocupação ilegal marroquina.

A JCP pede “às organizações internacionais, às Nações Unidas, ao Governo português que atuem em conformidade com a Carta das Nações Unidas e a Declaração Universal dos Direitos Humanos para que se respeite o direito do povo saharaui à autodeterminação e à independência.

No 10º congresso da Juventude Comunista Portuguesa esteve presente uma delegação da la UJSARIO, bem como delegações da Juventude Comunista da Áustria, Bélgica COMAC, a Liga da Juventude Comunista do Canadá, EDON Chipre, o Coletivo de Jovens Comunistas da Catalunha, o Coletivo de Juventudes Comunistas de Espanha, a União da Juventude Comunista de Espanha, o Movimento de Jovens Comunistas de França, a Federação da Juventude Comunista da Itália, a Juventude Comunista da Grécia, a União da Juventude Socialista do Sri Lanka e a Juventude Comunista da Venezuela – informa a mesma fonte.


SPS

Conselho de Segurança da ONU inicia discussões sobre extensão de funções da MINURSO


O Conselho de Segurança da ONU realizou hoje as suas primeiras discussões oficiais sobre a renovação anual da Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental (MINURSO), com a grande dúvida pendente se virá a conceder poderes para supervisão sobre a situação dos direitos humanos.

Os Estados Unidos voltam a liderar os debates e, segundo uma fonte diplomática, a representação americana já transmitiu um primeiro rascunho de resolução aos outros países com assento no CS, embora a missão dos EUA não o tenha confirmado.

"Os EUA estão trabalhando para renovar o mandato da MINURSO, como parte de nossos esforços para instar as partes a alcançar uma solução pacífica, sustentável e aceitável para todo o conflito, que respeite os direitos humanos das pessoas afetadas por esta disputa", disseram à Agência Efe fontes norte-americanas.

O Conselho de Segurança tem previsto votar uma resolução de prorrogação da missão no próximo dia 23, cujo mandato expira no final do mês.

Os EUA propuseram há um ano encarregar o mandato da MINURSO do monitoramento dos direitos humanos no Sahara Ocidental, mas Marrocos conseguiu impedir a iniciativa com a ajuda da França, seu principal aliado no Conselho de Segurança.

De acordo com fontes americanas, "os EUA continuam focados na questão dos direitos humanos no Sahara Ocidental e nos campos de Tindouf (Argélia)."

Numerosas organizações de direitos humanos têm escrito nas últimas semanas aos membros do Conselho de Segurança para ampliarem o mandato da MINURSO e as forças internacionais ao monitoramento da situação dos direitos humanos na ex-colónia espanhola.

O representante da Frente Polisario na ONU, Ahmed Bukhari, referiu hoje à Agência Efe a necessidade de o Conselho aprovar a medida e considerou que se isso não acontecer será apenas devido às pressões de Marrocos e da cumplicidade da França.

Além disso, o dirigente saharaui qualificou como "provocações" algumas das recentes ações de Marrocos, como a visita do Rei Mohamed VI à cidade saharaui de Dakhla.

O monarca marroquino telefonou no último sábado ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para alertá-lo de "abordagens parciais e escolhas perigosas" e advertiu que uma modificação do quadro atual poderia comprometer o seu envolvimento no processo.

Ban, em relatório apresentado ao conselho na semana passada, recomendou "vigilância dos direitos humanos de forma consequente, independente e imparcial" no Sahara Ocidental.

A MINURSO foi criada em 1991, é praticamente a única missão de paz da ONU constituída nas últimas duas ou três décadas que conta entre as suas competências o controlo da situação dos direitos humanos no território em que opera.

EFE – Nova Iorque

18-04-2014