segunda-feira, 4 de junho de 2018

Frente Polisario disposta a entabular negociações diretas sem condições prévias com o Reino de Marrocos





Nova Iorque, 3 de junho de 2018 (SPS) – A Frente Polisario renovou a sua plena disposição de entabular negociações diretas sem condições prévias com Marrocos que conduzam ao exercício dos direitos inalienáveis do povo saharaui à autodeterminação, em conformidade com a recente resolução 2414 do Conselho de Segurança.

Em carta dirigida ao Presidente em exercício do Conselho de Segurança, o Embaixador e Representante Permanente da Rússia junto das Nações Unidas, Vasili Nebenzia , a Frente Polisario considera que a resolução 2414 é um sinal firme e esperançosa para que o povo saharaui veja o Conselho de Segurança assumir as suas responsabilidades em relação ao processo de descolonização do Sahara Ocidental.

A Frente Polisario considera que a renovação do mandato da Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental (MINURSO) por apenas seis meses, é positiva.

"A Frente Polisário está plenamente empenhada e continuará a fazê-lo com as resoluções do Conselho de Segurança e da ONU sobre o Sahara Ocidental, incluindo a resolução 2414, aprovada pelo Conselho de Segurança a 27 de abril de 2018, renova, uma vez mais, a sua plena cooperação com os esforços do Secretário-Geral das Nações Unidas e do seu Enviado Pessoal, bem como do seu Representante Especial”.

A Frente Polisario renova a sua disposição oficialmente expressa pelo seu Secretário-Geral, Brahim Gali, por ocasião das comemorações do 45º aniversário da fundação da Frente POLISARIO, para iniciar imediatamente negociações diretas e incondicionais com Marrocos sob o os auspícios do Enviado Pessoal do SG da ONU, que garantam o direito do povo saharaui à autodeterminação e o fim de um longo conflito, conforme requerido pelo Conselho de Segurança.


domingo, 3 de junho de 2018

Presidente da RASD efetua visita de trabalho à África do Sul






Pretória, 02 de junho de 2018 (SPS) – O Presidente da República Saharaui e Secretário-Geral da Frente POLISARIO, Brahim Gali, chagou este sábado à República da África do Sul no âmbito de um périplo por várias nações africanas.

Durante a visita de trabalho que durará vários dias, o mais alto representante saharaui reunir-se-à com o seu homólogo sul-africano, Cyril Ramaphosa, com partidos e representantes da sociedade civil, segundo o programa da visita.

Brahim Gali foi recebido no Aeroporto Internacional de Joanesburgo pela Ministra da Inteligência e Segurança, o Embaixador saharaui no África do Sul, Bachir Al-Sagheer e alguns dos seus colaboradores.

O presidente Brahim Gali encabeça uma importante delegação saharaui de que fazem parte o ministro de Negócios Estrangeiros, Mohamed Salem Ould Salek, Bal-lahi Sid, o ministro da Cooperação, Bahim Ahmed Mahmud, o secretario de Estado da Segurança e Documentação, assim como Sukeina Larabàs Jomani e Minetu Larabàs Suedat, assessoras da Presidência, tal como Abdati Breika, e Malainin Lakhal ,assessor no Ministério dos Negócios Estrangeiros.

sábado, 2 de junho de 2018

Presos políticos saharauis Ali Saadoni, Nourdine Argoubi e Fak Jhalihenna libertados com pena cumprida



Ali Saadoni, Nourdine Argoubi e Fak Jhalihenna

Foram postos ontem em liberdade os presos políticos saharauis Ali Saadoni, Nourdine Argoubi e Fak Jhalihenna após ter terem cumprido sentenças impostas em 2016.

Estes saharauis foram detidos devido à sua continua e persistente luta pacífica pela autodeterminação do Sahara Ocidental. Pertencem a um grupo de jovens saharauis que se recusam a ter a nacionalidade marroquina. Durante o período de detenção foram vítima de tortura, maus tratos, negligência médica e forçados a estar em celas com doentes infecto-contagiosos.

Fonte: Por un Sahara Libre


sexta-feira, 1 de junho de 2018

RASD e Botswana anunciam estabelecimento de relações diplomáticas a nível de embaixadores






Gaborone, 1 de junho de 2018 (SPS)-. O presidente da República, Brahim Gali e o presidente da República do Botswana, Mokgweetsi Masisi, anunciaram esta quinta-feira o estabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países a nível de embaixadores após uma reunião privada na sede presidencial em Gaborone.
O Presidente do Botswana, durante a reunião ampliada, que contou com a participação das delegações dos dois países, expressou o desejo do Botswana de aprofundar as relações entre os dois países e ressaltou a necessidade de ampliar as áreas de cooperação.
Os Ministros dos Negócios Estrangeiros da República saharaui e da República do Botswana assinaram uma declaração conjunta após a reunião, na qual afirmaram a convergência de opiniões sobre várias questões bilaterais, continentais e internacionais e a sua intenção de trabalhar em defesa dos princípios e objetivos da União Africana.
O Presidente do Botswana disse que a forte posição do seu país de apoio ao direito do povo saharaui à autodeterminação e à independência é "uma questão de princípio e respeito pelo direito internacional e pelos direitos humanos, já que o direito à autodeterminação é o primeiro de todos os direitos que os povos devem desfrutar".
O presidente Brahim Gali chegou a Gaborone na quinta-feira no âmbito de uma visita oficial à República do Botswana, a terceira etapa de uma viagem presidencial pelo sul do continente africano.







domingo, 27 de maio de 2018

Autoridades de ocupação marroquinas transferem arbitrariamente o ativista saharaui Hassanna Duihi


27 de maio, 2018 - Liga para la Protección de los Presos Saharauis en las cárceles marroquíes - As autoridades de ocupação marroquinas tomaram a decisão de transferir arbitrariamente o vice-presidente da Liga para a Proteção dos Presos Saharauis em cárceres marroquinos, Hassanna Duihi, de El Aaiún para a cidade ocupada de Bojador, após a sentença proferida pelo Tribunal de Apelação em Marraquexe, apesar da sentença do tribunal de primeira instância tenha decretado a anulação da decisão da transferência arbitrária.
A Liga para a Proteção dos Presos Saharauis em Cárceres Marroquinos manifesta a sua grande preocupação por esta decisão contra o seu vice-presidente. Considera-o uma vingança por parte das autoridades da ocupação contra o defensor dos direitos humanos Hassanna Duihi devido ao ativismo político. Tudo isso se vem juntar a outros procedimentos persecutórios contra ativistas, como o corte de salários e a expulsão dos seus empregos.
A política de violação escolhida pela ocupação marroquina contra os ativistas, no entanto, é um fator que mantém os ativistas firmes para continuar lutando pelos direitos e princípios aos quais são fiéis. Além disso, essas políticas são um teste para a comunidade internacional que deve agir para pôr fim a essas práticas vingativas e arbitrárias contra ativistas de direitos humanos, jornalistas e suas famílias.
Como mencionado anteriormente, queremos declarar ao público o seguinte:

  • Denunciamos a decisão arbitrária tomada contra Hassanna Duihi, vice-presidente da Liga.
  • Denunciamos os procedimentos vingativos levados a cabo pela ocupação marroquina contra os activistas saharauis.
  • Exigimos a intervenção imediata da comunidade internacional para pôr fim às decisões arbitrárias contra os ativistas saharauis.
  • Expressamos nossa solidariedade com os ativistas sujeitos a procedimentos arbitrários, como expulsão e transferência arbitrária.

El Aaiún, 24 de maio de 2018.








quarta-feira, 23 de maio de 2018

A Frente Polisario e a reunião da Comissão de Comércio do Parlamento Europeu



Mohamed Sidati, ministro representante da F. Polisario na Europa


Em 17 de maio de 2018, a Comissão de Comércio do Parlamento Europeu realizou um debate sobre o estado das negociações com Marrocos com o objetivo de levar a cabo alterações aos protocolos e acordos de associação no domínio da pesca entre a União Europeia e Marrocos relativas ao Sahara Ocidental.
Valorizamos a tomada firme e responsável de posições por parte dos membros da Comissão de Comércio em defesa da União Europeia e da legalidade internacional, solicitando à Comissão Europeia que seja respeitado rigorosamente o Estado de direito pelos membros da Comissão.
Notamos com preocupação a intenção delineada durante as discussões do objetivo de estender tanto o TLC como o FPA com Marrocos ao Sahara Ocidental Ocupado. É evidente que os procedimentos seguidos visam evitar as sentenças emanadas do Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias.
Os representantes da Comissão demonstraram arrogância e desprezo pelos acórdãos do Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias. Numa tentativa de distorcer a terminologia jurídica utilizada pelo Tribunal, os representantes oficiais da Comissão atreveram-se a utilizar a terminologia marroquina ilegal e infundada das "Províncias do Sul" quando se referiam aos territórios do Sahara Ocidental ocupados por Marrocos. Terminologia que está em total contradição com as resoluções das Nações Unidas, e que mostra um desrespeito pelo estatuto internacional do Sahara Ocidental como um Território Não Autónomo sujeito a um processo de descolonização pelas Nações Unidas.
Além disso, recorrendo a tal linguagem e adotando a narrativa marroquina da potencia de ocupação, a Comissão põe em causa a reiterada posição diplomática da União Europeia em relação ao Sahara Ocidental-
Como se tal não bastasse, a repetida referência dos representantes oficiais da Comissão ao termo "população local" durante a audição, em vez de "o povo saharaui", constitui outro sinal de desdém por parte da Comissão em relação ao povo saharaui e aos seus membros do Parlamento Europeu. Como também se deduz da tentativa da Comissão de distorcer a realidade no terreno e marginalizar a Frente POLISARIO, reconhecida, no entanto, pela ONU.
A este respeito, e em referência ao seu primeiro acórdão, o Tribunal Europeu de Justiça decidiu, em 27 de fevereiro de 2018, e em termos claros que "Se o território do Sahara Ocidental for incluído no âmbito do acordo de pesca, será contrário a algumas normas gerais de direito internacional aplicáveis às relações entre a União Europeia e o Reino de Marrocos, nomeadamente o princípio da autodeterminação dos povos ".
Procedendo deste modo, as instituições europeias são arrastadas para o saque ilegal dos recursos naturais do Sahara Ocidental, o que constitui uma abordagem arriscada. A Comissão Europeia não procura o consentimento do povo saharaui, nem se envolve em negociações responsáveis e significativas com a Frente POLISARIO reconhecida pelas Nações Unidas como representante do povo saharaui. Além disso, a Comissão Europeia optou por substituir o consentimento do povo saharaui pelo chamado "processo de consulta" e substituiu o povo do Sahara Ocidental pela "população local", onde a população de colonos marroquinos constitui a maioria.
O chamado processo de consulta constitui um fracasso ao contrário do que a Comissão pretende, uma vez que a maioria do povo saharaui se deslocou para campos de refugiados, ou está em países vizinhos, encontrando-se totalmente excluída das negociações. Em resposta, toda a sociedade civil saharaui representada nas ONGs se recusou a participar dessa manobra, dada a falta de transparência e credibilidade.
O povo saharaui nada ganha com a exploração e exportação dos seus recursos naturais contra o seu consentimento. Pelo contrário, a aplicação dos acordos FTA e FPA aos territórios ocupados do Sahara Ocidental beneficia apenas a potência de ocupação marroquina, proporcionando-lhes recursos financeiros para manter a ocupação ilegal dos territórios saharauis. Os alegados benefícios locais, referidos pela Comissão em acordos negociados e aplicados com a potência de ocupação, excluem claramente o povo saharaui, incluindo a parte que vive nos territórios ocupados do Sahara Ocidental.
Finalmente, lembramos aos representantes oficiais da Comissão Europeia que, na gestão da diplomacia internacional, as palavras contam, tanto em relação ao Sahara Ocidental como a qualquer outro lugar do mundo.
MOHAMED SIDATI
Ministro, Representante da Frente POLISARIO