terça-feira, 26 de janeiro de 2021

União Europeia exclui explicitamente o Sahara Ocidental do acordo rodoviário com Marrocos

 

Um autocarro de passageiros na estrada entre Agadir e El Aaiún / Atle Richter Schie.


“O Conselho da UE está hoje discutindo uma proposta para permitir que Marrocos adira ao Acordo Interbus - mas está claro que o acordo não será estendido ao Sahara Ocidental”.

A notícia é hoje publicada no renovado do WSRW (Observatório dos Recursos do Sahara Ocidental)

Leia a notícia AQUI

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Guerra no Sahara Ocidental - Comunicado militar n.º 74

 


25 de janeiro de 2021(SPS)-. O Exército Popular de Libertação Saharaui (ELPS), continua a bombardear guarnições e defesas entrincheiradas das forças de ocupação ao longo do muro militar marroquino.

Segundo o comunicado militar n.º 74, esta tarde distribuído pelo Ministério de Defesa Nacional Saharaui, as unidades do ELPS atacaram no domingo posições inimigas nos seguintes lugares:

 

01. - Bomdeadas por duas vezes as forças de ocupação sediadas na zona de Ngáb Alabad no setor de Hauza (norte do SO).

 

Hoje, segunda-feira, combatentes do Exército de Libertação do Povo Saharaui bombardearam as trincheiras das forças de ocupação nas seguintes posições:

 

02. - Bombardeamentos por duas vezes consecutivas de uma base inimiga na área de Ross Lafreena na região de Smara (norte do SO).

03. - Bombardeamentos violentos contra tropas de ocupação estacionadas na zona de Ross Sabti no setor de Mahbes (nordeste do SO).

04. - Bombardeado um centro das forças inimigas na zona de Amgli Azglama no setor de Amgala (nrte do SO).

A repressão marroquina abate-se sobre Sultana Jaya e sua família: 3 ataques em 67 dias de prisão domiciliar imposta

 


Bojador. - 25/1/2021 - ECSaharaui. - Sultana Jaya e sua família têm sofrido espancamentos e tortura psicológica desde que ela voltou para sua cidade natal. As forças de repressão exercem um cerco policial por meio de barreiras humanas que bloqueiam a entrada. Também impedem o acesso de visitantes, alguns deles também são maltratados.

Desde 19 de novembro, Sultana Jaya, uma ativista saharaui dos direitos humanos, sofre perseguições inennaráveis assim que regressou de Espanha. Desde então a sua casa, na cidade de Bojador, é alvo de um cerco policial imposto por gendarmes marroquinos. A sua mãe de 84 anos, que mora com ela, também sofre injustamente. Nestes 67 dias de prisão domiciliar forçada, Jaya relatou três agressões em que foi espancada na cabeça até sangrar, a sua mão direita foi fraturada e seu olho foi danificado (recorde-se que há anos, ainda jovem e estudante, a militante saharaui ficou cega de um olho em virtude maus-tratos policiais). Uma barreira policial que impede a entrada de visitantes e controla as saídas está omnipresente 24 horas por dia. Durante estes 67 dias, Sultana Jaya, a sua irmã e a sua mãe sofreram a repressão marroquina exclusivamente por causa de seu pensamento político e atividade militante. Jaya é uma mártir do livre pensamento e da resistência pacífica à ocupação. Não consta que a Cruz Vermelha Internacional ou o Comissariado da ONU dos DDHH tenham intervido seriamente para a proteger e à sua família.

Neste sábado, ela e sua irmã foram vítimas de um novo ataque. Apesar das intimidações e torturas físicas e verbais, Jaya afirma que isso não as impedirá de continuar lutando ou mudar de posição.

Em entrevista à Equipe Média (um coletivo de jornalistas saharauis que resistem nos territórios ocupados), Jaya disse que as forças de ocupação reforçaram a presença e o cerco à casa da sua família após terem expulsado os ativistas que as acompanhavam, destacando que o silêncio das Nações Unidas sobre o que os saharauis que estão expostos num país sob a sua jurisdição e responsabilidade incentivará a ocupação e os seus funcionários a cometerem mais crimes contra os saharauis.

Neste contexto, Jaya denunciou que as autoridades marroquinas detiveram a ativista saharaui Fakka, que esteve seis horas no posto de observação a norte de Bojador, sendo maltratada e intimidada com o cumprimento de penas de prisão severas por crimes inventados e / ou fabricados.

Jaya perdeu o olho direito numa agressão da polícia marroquina em 2006 (quando ainda estudava em Marrocos), porém e apesar das intimidações e torturas físicas e verbais, ela afirma que isso não a impedirá de continuar lutando ou mudar de posição, demonstrando coragem e testemunho chocantes de força baseada na luta pacífica e resistência contra a desproporcionada violência marroquina .

A Instância Saharaui contra a Ocupação Marroquina (ISACOM) pede às Nações Unidas e ao Comité Internacional da Cruz Vermelha que intervenha urgentemente para proteger os civis saharauis dos territórios ocupados face às forças repressivas marroquinas, que respondem com selváticas agressões às pacíficas atitudes e posições das vítimas. A desproporcionalidade da violência física consuma-se perante uma impunidade odiosa.

África do Sul: Presidente Ramaphosa apela a Joe Biden que anule a decisão de Donald Trump sobre o Sahara Ocidental



Pretoria - O presidente da África do Sul, e atual presidente da União Africana (UA), Cyril Ramaphosa, pediu este domingo ao presidente dos EUA, Joe Biden, que anule o "reconhecimento ilegal" da chamada soberania marroquina sobre o Sahara Ocidental proclamado no mês passado por seu antecessor, Donald Trump.

Cyril Ramaphosa exortou "os Estados Unidos a cancelarem rapidamente o reconhecimento ilegal que impõe a soberania marroquina (alegada) sobre o Sahara Ocidental", ao mesmo tempo que saudou "o compromisso positivo assumido pelo presidente americano, Joe Biden, para renovar o modo de cooperação do seu país com o resto do mundo ”.

O presidente sul-africano, e atual presidente da UA, expressou "preocupação" com a "falta de progresso no (processo de) resolução do conflito no Sahara Ocidental (no sentido do) reconhecimento dos direitos do povo saharaui à autodeterminação e independência ".

Assegurou que o seu país “intensificará os esforços no seio da União Africana” para garantir ao povo saharaui o seu direito à autodeterminação.

A 10 de dezembro, o presidente americano cessante, Donald Trump, anunciou que reconhecia a alegada soberania marroquina sobre o Sahara Ocidental, em troca da normalização das relações entre o regime marroquino e a entidade sionista. Essa proclamação foi denunciada tanto nos Estados Unidos como pela comunidade internacional, que lembrou o seu caráter ilegal.

A organização das Nações Unidas considera os territórios saharauis ocupados como territórios não autónomos onde está agendado um referendo de autodeterminação desde 1991.

A organização recordou que a sua posição face à questão saharaui manteve-se inalterada apesar do anúncio de Trump.

Fonte: APS

domingo, 24 de janeiro de 2021

República Saharaui pede a países, entidades e indivíduos que abandonem as suas atividades no Sahara Ocidental

 


24-01-2021 - A República Saharaui dirigiu hoje, domingo, um apelo urgente a todos os países do mundo para que se abstenham de realizar qualquer atividade no Sahara Ocidental devido à situação de guerra aberta. O apelo é extensivo a entidades e privados a que se abstenham de realizar qualquer atividade de qualquer tipo no território.

“A guerra imposta ao nosso povo, que o próprio regime marroquino admitiu ter desencadeado, transforma todo o território da República Saharaui e o seu espaço aéreo, terrestre e marítimo numa zona de guerra onde continuam os confrontos militares entre o Exército Popular de Libertação Saharaui e o exército de ocupação marroquino invasor ", diz o comunicado da RASD.

 À luz das condições de guerra de agressão imposta ao povo saharaui, a RASD continua a aderir aos princípios do direito internacional humanitário e ao legítimo direito do seu povo à autodefesa, e continuará a abordar seriamente os esforços internacionais e africanos que procuram resolver o conflito por meios pacíficos baseados no pleno respeito pelo direito estável e inegociável do povo saharaui à liberdade e independência.

O comunicado exorta todo o povo saharaui a estar preparado para defender a soberania da RASD e a intensificar os esforços nesse sentido.

 

Guerra no Sahara Ocidental - Comunicado militar n.º 73



24/01/2021 - Nas últimas 24 horas, a operação militar mais mediática do Exército saharaui foi, sem dúvida, o ataque às posições marroquinas na brecha ilegal de El Guerguerat (ver notícia no blog da AAPSO), no extremo dudoeste do território do Sahara Ocidental, mas outras tiveram lugar e é disso que dá conta o comunicado militar n.º 73, divulgado esta tarde pelo Ministério de Defesa Nacional da RASD.

No sábado pela tarde e noite, unidades do ELPS

 

01. - Bombardearam intensamente com rockets os militares inimigos na brecha ilegal de El Guerguerat no setor Bir Ganduz (extremo sudoeste do SO).

02. - Bombardeios violentos e continuos prosseguiram durante toda a noite contra bases dos militares de ocupação ao longo da área que separa Bir Nzarán e Galb Edhlim no setor de Tichla (sul do SO).

 

Hoje, domingo, os combatientes do ELPS atacaram bases inimigas e pontos de concentração nos seguintes lugares:

 

03. - Bombardeamento contra posições inimigas na zona de Udeyat Chdida no setor de Al Farsia (norte do SO).

04. - Vários bombardeamentos violentos tiveram como alvo posições inimigas na zona de Tinushad no setor de Mahbes (nordeste do SO).

05. - Intenso bombardeio contra forças inimigas na área de Um Edeguen no setor de Al-Bagari (centro do SO).