segunda-feira, 13 de abril de 2026

Agricultores espanhóis pedem à Comissão Europeia mais controlo sobre importações agrícolas oriundas de Marrocos

 




A organização agrária de jovens agricultores de Espanha – ASAJA - exigiu à Comissão Europeia o reforço dos controlos sobre produtos agroalimentares importados de países como Marrocos, Egito e China, alegando riscos para a segurança alimentar e concorrência desleal face aos produtores europeus.

Em causa, segundo a associação, está a entrada no mercado comunitário de produtos que não cumprem as mesmas exigências aplicadas na União Europeia em matéria de fitossanitários, rastreabilidade e condições de produção. A ASAJA denuncia que, enquanto os agricultores europeus estão sujeitos a limites rigorosos, as importações chegam com controlos considerados insuficientes.

Entre os casos apontados estão os tomates provenientes de Marrocos, que em grande parte são produzidos no território do Sahara Ocidental ocupado, sobre os quais recaem suspeitas de utilização de substâncias proibidas na UE e eventuais irregularidades na rotulagem de origem. A organização refere ainda preocupações com produtos transformados oriundos do Egito e da China, nomeadamente quanto aos níveis de resíduos de pesticidas, bem como com o arroz importado, cujo etiquetado nem sempre indicará de forma clara a origem ou a composição.

De acordo com a ASAJA, inspeções nas fronteiras europeias já detetaram incumprimentos dos limites máximos de resíduos de fitossanitários. A associação critica também alegada falta de transparência na indústria transformadora e na distribuição, que, afirma, dificulta ao consumidor identificar a proveniência dos produtos.

Face a este cenário, os jovens agricultores espanhóis defendem medidas urgentes, incluindo o reforço dos controlos na origem e nas fronteiras, a aplicação do princípio de reciprocidade nas importações e a obrigatoriedade de rotulagem clara com indicação do país de produção.

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