quarta-feira, 18 de julho de 2012

Mohamed Abdelaziz apela à União Africana a desempenhar um papel mais ativo face à intransigência de Marrocos


Mohamed Abdelaziz com Jakaya Mrisho Kikwete, Presidente da Tanzânia  

O presidente da República Saharaui e Secretário-Geral da Frente Polisario, Mohamed Abdelaziz, apelou aos líderes da União Africana a que "não fiquem de braços cruzados face à intransigência de Marrocos e às graves violações dos direitos humanos" no Sahara Ocidental.

M. Abdelaziz afirmou esta segunda-feira no seu discurso perante a XIX Cimeira da União Africana, que decorre em Addis Abeba, que "a União Africana é um parceiro oficial da ONU e está obrigada a assumir as suas responsabilidades no seguimento da plena aplicação do plano de resolução das Nações Unidas no Sahara Ocidental que conduza, sem demora, àquele que é o seu propósito essencial, a descolonização da última colónia em África, permitindo ao povo saharaui exercer o seu legítimo direito à livre determinação e à independência ", afirmou o presidente da RASD.

Abdelaziz condenou também o sequestro terrorista dos três cooperantes europeus nos acampamentos de refugiados saharauis em outubro de 2011 e afirmou que os esforços não pararão até que se venha a dar a libertação dos reféns.

 "Apoiamos todos os esforços para libertar os reféns tão breve quanto possível, e pôr fim a este fenómeno aberrante. Também confirmamos - acrescentou o dirigente saharaui – o nosso apoio aos incansáveis esforços no âmbito africano e a nível da Comunidade Económica dos  Estados da África Ocidental  para pôr fim a esta grave  situação que ensombra a segurança e a estabilidade de toda a região.“ acrescentou o presidente saharaui.

De Adis Abeba, M. Abdelaziz apelou à Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental, MINURSO, para que assuma o papel para que foi encarregada na execução dos seus mandatos, como missão internacional numa região sob a responsabilidade das Nações Unidas.
"Insistimos na necessidade de permitir à MINURSO levar a cabo a execução das suas competências com independência e liberdade de movimento na observância, proteção e controlo dos direitos humanos."
 (SPS)

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