quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Universidade da Beira Interior discute ocupação do Sahara Ocidental


A Universidade da Beira Interior (UBI), na Covilhã, acolhe na próxima terça-feira, pelas 14h30, uma conferência sobre o Sahara Ocidental e a luta do seu povo pela autodeterminação.
A organização da iniciativa está a cargo do Núcleo de Estudantes de Ciências Políticas e Relações Internacionais da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UBI, em parceria com a Fundación Sahara e a Por Un Sahara Libre.org.
São oradores confirmados Sidi Mohamed Balla, ex-preso político e membro da Associação Saharaui de Presos e Vítimas de Desaparecimento Forçado (Afapredesa); José Manuel de La Fuente, advogado e presidente da Fundación Sahara Occidental (FUSO) e Isabel Lourenço, ativista de Direitos Humanos, membro da FUSO e colaboradora de Por Un Sahara Libre.
O texto de apresentação da iniciativa denuncia o facto de o Sahara Ocidental ser o país com «o maior muro de separação do mundo, construído pelo ocupante ilegal, Marrocos, com uma extensão de 2720 quilómetros, e o território mais minado per capita do mundo».
Os promotores acrescentam que esta reunião é uma oportunidade de falar de um tema «pouco conhecido da população portuguesa», o da subjugação do Sahara Ocidental e do seu povo.
A participação na conferência é gratuita. Os interessados devem inscrever-se através do email ubi.cpri@gmail.com.
Fonte: Abril, Abril

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

ACNUR expressa preocupação com quebra das contribuições dos países doadores aos refugiados saharauis




Genebra (Suíça) 30/11/ 2016 (SPS) – O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR) expressou preocupação pela diminuição significativa das contribuições dos países, causando uma deterioração preocupante na situação humanitária nos Acampamentos de Refugiados Saharauis, sobretudo depois das inundações em Outubro de 2015 e em Agosto de 2016, que ocasionaram graves danos nas infraestruturas e habitações.

Na reunião dos países doadores que se realizou ontem, terça-feira, na sede da Missão Permanente da Coreia do Sul em Genebra e a que assistiram mais de 20 países doadores que contribuem para os programas do ACNUR para os refugiados saharauis, os presentes expressaram preocupação pela situação dos refugiados saharauis e manifestaram intenção de incrementar a sua ajuda.

A reunião foi aproveitada para se fazer uma avaliação da situação humanitária dos refugiados saharauis, onde a ACNUR apresentou um balanço geral das necessidades humanitárias dos acampamentos de refugiados saharauis para o ano 2017 e o deficit de recursos financeiros do ano de 2016.

A reunião decorreu por iniciativa do Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, durante a sua histórica visita aos acampamentos de refugiados saharauis no mês de março do corrente ano.


Cabe recordar que o regime marroquino tentou, em vão, fazer fracassar esta iniciativa, apesar do seu carácter humanitário. (SPS)

Menor preso e torturado no Sahara Ocidental ocupado por Marrocos


30/11/2016 - Jamal Essallami, um adolescente saharaui nascido a 10 de Outubro de 1999, foi detido no passado dia 27 de Novembro durante uma concentração organizada por jovens saharauis que reivindicavam o direito à autodeterminação.

Jamal encontrava-se no domingo passado no bairro Maatalla, em El Aaiún, capital do Sahara Ocidental ocupada por Marrocos, na companhia de um grupo de jovens manifestantes quando foi brutalmente detido e encarcerado pelas forças policiais marroquinas.

Na prisão foi muito maltratado e obrigado, sob tortura, a assinar uma confissão redigida pela polícia marroquina.

O denominado procurador do rei, cargo que designa o acusador de justiça marroquina, decidiu acusá-lo pelo que o jovem será julgado a 20 de Dezembro 2016 apesar de não ter cometido nenhum ato de violência e de ser menor de idade.

Foi solicitado às organizações internacionais de direitos humanos, Amnesty Internacional e Human Rights Watch, que condenem as práticas marroquinas e exijam a libertação de Jamal Essallami.


Fonte: diasporasaharaui blog

Presos políticos saharauis do Grupo de Gdeim Izik intimados oficialmente para julgamento em tribunal civil no próximo dia 26 de dezembro de 2016




Os 25 presos políticos saharauis do Grupo de Gdeim Izik condenados a duríssimas penas por um tribunal militar marroquino na madrugada do dia 17 de fevereiro de 2013, vão agora, passados quase 4 anos, responder perante um Tribunal Civil. Tal como antes, o seu delito continua a ser o mesmo: o de terem organizado a maior manifestação pacífica na História do Sahara Ocidental, desde que Marrocos ocupou a antiga colónia espanhola em 1975.

Após nove dias de julgamento e sete horas de deliberação o tribunal militar marroquino condenou então nove ativistas a cadeia perpétua, quatro a 30 anos de prisão, dez a penas entre 20 e 25 anos e os dois últimos a dois anos de cárcere.

O regime de Marrocos, acossado e acantonado no seu isolamento, procura agora uma saída para uma situação que criou e que é condenada pela generalidade da opinião pública e instituições internacionais... Passar o caso para os tribunais civis, mas, não certamente por acaso, escolheu a data de 26 de dezembro para impedir a presença de observadores internacionais, uma vez que coincide com as datas festivas do Natal.

A 18 de Outubro, o grupo de Gdeim Izik, atualmente detido em El Arjat, recebeu o parecer individual para cada um dos 21 presos políticos do Tribunal Penal Civil de Rabat a informar que os recursos apresentados em 2013 tinham sido aceites.

A decisão do Tribunal Penal Civil (TPC) datava de 27 de Julho deste ano e os presos apenas foram informados a 18 de Outubro, o sistema judicial marroquino, reteve esta informação durante 82 dias.

Já depois da decisão do TPC o grupo foi transferido de prisão e vítima de maus tratos e espancamentos arbitrários e recorrentes.

Apela-se a todos os observadores internacionais e jornalista que participem neste julgamento.

Fonte: Porunsaharalibre.org e Aapso


sábado, 26 de novembro de 2016

A Presidência da República Saharaui decreta luto nacional de três dias em memória de Fidel Castro




Bir Lahlou, 26 nov 2016 (SPS) A presidência da República decretou este sábado luto nacional de três dias nos acampamentos de refugiados, nos territórios libertados e nas embaixadas e representações da Frente Polisario, na sequência da morte do presidente Fidel Castro, comandante da Revolução cubana.


O presidente da República saharaui e SG da Frente Polisario, Brahim Ghali dirigiu hoje uma mensagem de condolências ao homólogo cubano, Raul Castro Ruz, por ocasião do falecimento do presidente Fidel Castro.

Cooperantes internacionais vão enviar frota para El Aaiún contra o bloqueio





El Aaiún, 26/11/2016 -  El Confidencial Saharaui - Uma frota que integrará cooperantes internacionais zarpará a partir de um país europeu e dirigir-se-á para o porto de El Aaiún, com o objetivo de romper o bloqueio que sofrem os saharauis que vivem nos Territórios ocupados reprimidos pelo ocupante marroquino.

A iniciativa é realizada por mulheres e homens, desde a tripulação até aos jornalistas que acompanharam frota para cobrir o acontecimento.


A bordo da frota navegarão representantes de 15 países, deputados e outros ativistas em representação de organizações de todo o mundo, do Canadá até à Nova Zelândia, e que se manifestarão contra o bloqueio que sofre o território saharaui.