sábado, 16 de setembro de 2017

Delegação da Polisario reúne com Köhler em Nova Iorque


O ex-presidente alemão e atual Enviado Pessoal do SG da ONU para o Sahara Ocidental

Nova Iorque, 15 de setembro de 2017 (SPS)- Uma delegação da Frente Polisario, liderada pelo coordenador saharaui com a Minurso, Mohamed Khadad, reuniu-se esta quinta-feira em Nova Iorque com o novo enviado pessoal do SG da ONU para o Sahara Ocidental, Horst Köhler.

A reunião, que teve lugar na presença do representante da Frente Polisario junto da ONU, Ahmed Bukhari, permitiu uma troca de opiniões e informação sobre o processo da ONU no Sahara Ocidental.
Este primeiro contacto oficial também se centrou nas perspetivas deste processo no âmbito da missão solicitada a Kohler pelo Conselho de Segurança e pelo secretário-geral das Nações Unidas com vista a conseguir uma solução justa e duradoura que garanta o direito inalienável do povo saharaui à livre determinação e independência.
A Frente Polisario reiterou ante o novo enviado Pessoal do SG da ONU a sua vontade de cooperar com vista à solução da questão saharaui.

Espera-se que o novo enviado da ONU, que sucede a Christopher Ross, apresente o seu primeiro relatório sobre o Sahara Ocidental num prazo de seis meses.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Marrocos 54.ª potência militar a nível mundial e 7.ª em África




13 setembro 2017 – A sua vizinha Argélia é a 25.ª potência militar mundial e a 2.ª em África, seguida da Etiópia, Nigéria, África do Sul, Angola e Marrocos. O Egipto continua a ocupar em 2017 o lugar de primeira potência militar entre os países de África.
Não obstante o esforço colocssal que tem feito, Marrocos continua longa da potência militar argelina que procura a todo o custo ultrapassar.
Esse ranking é estabelecido pelo The Global Power Index 2017, que examina o poder militar das forças armadas dos países do globo. Publicado todos os anos pelo Global Fire Power, um instituto americano especializado em questões de defesa, o Índice 2017 estudou as forças armadas de 133 países do mundo, entre os quais 33 países na África.
A nível mundial os dados não se alteraram. Os EUA continiuam a liderar com a Rússia em 2.º lugar, a China em 3.º e a Índia em 4.º. Portugal ocupa o 62.º lugar do ranking.

Ranking mundial das Forças Armadas (África):

Egipto –                       10.º
Argélia –                      25.º
Etiópia -                      41.º
Nigéria –                      43.º
África do Sul-              46.º
Angola –                      51.º
Marrocos -                  54.º
Sudão –                      71.º
Líbia –                        73.º
R. D. do Congo –         76.º
Quénia –                    77.º
Tunísia –                    78.º
Zimbabwe –               81.º
Zâmbia –                   85.º
Tchad –                     88.º
Uganda –                  92.º
Tanzânia –                96.º
Sul-Sudão –               99.º
Ghana –                  101.º
Botswana –             107.º
Moçambique –        109.º
Camarões –            111.º
Niger –                   114.º
Costa do Marfim –    116º
Mali –                     117.º
Congo –                  118.º
Madagascar –          119.º
Gabão –                  120.º
Namíbia –               127.º
Somália –                128.º
R. Centrofricana –   129.º
Mauritânia –            130.º
Serra Leoa –            131.º

Fonte: Maroc Leaks


sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Tribunal marroquino condena 26 ativistas da região do Rif a um total de 53 anos de prisão




Rabat, 08 set (Lusa) – O Tribunal de primeira instância de Al-Hociema (nordeste de Marrocos) condenou hoje 26 ativistas do Rif a um total de 53 anos de prisão efetiva por participação nos protestos sociais nesta região, disse fonte da defesa.

O advogado Rachid Belaali, citado pela agência de notícias espanhola Efe, explicou que estes ativistas foram condenados a entre um e três anos de prisão e ao pagamento de multas cujo valor ascende até 5.000 dirham (cerca de 500 euros).

Os ativistas, na maioria jovens, foram presos por participação numa manifestação ocorridos em 13 de agosto em Imzuren, 15 quilómetros a sul de Al-Hoceima, a capital do Rif.

Belaali assinalou que a defesa dos indiciados já recorreu das sentenças, que considerou “cruéis”.

Após sete meses de protestos, as autoridades iniciaram em maio detenções em massa de líderes, ativistas e manifestantes do Rif, permanecendo atualmente 216 sob detenção, com 46 a aguardarem julgamento na prisão de Ukacha, em Casablanca, e outros 169 na prisão regional de Al-Hoceima.

Na passada terça-feira, a organização de direitos humanos Human Rights Watch (WRH) pediu ao rei Mohamed VI de Marrocos que ordene uma investigação “séria” das denúncias de torturas da polícia contra ativistas do Rif detidos.

Apesar da prisão de toda a liderança do movimento, e cujo julgamento se inicia na próxima terça-feira, os protestos sociais e a tensão permanecem de forma esporádica em Al-Hoceima e nas povoações vizinhas.

As populações locais exigem a libertação dos detidos, a construção de uma universidade e de um hospital oncológico, e ainda mais postos de trabalho e a desmilitarização desta região do norte de Marrocos.



quarta-feira, 6 de setembro de 2017

ONU sublinha importância de solucionar o conflito do Sahara Ocidental




Nova Iorque, 06/09/2017 (SPS)- No seu relatório sobre a questão do Sahara Ocidental, apresentado à 73ª sessão ordinária da Assembleia Geral, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, sublinhou a importância de solucionar o conflito no Sahara Ocidental, expressando a sua vontade de levar as duas partes, a Frente Polisario e Marrocos, à mesa de negociações com “uma nova dinâmica”, com o objetivo de encontrar uma solução política que garanta a autodeterminação do povo do Sahara Ocidental.

O secretário-geral afirma no seu relatório a “necessidade de solucionar o conflito do Sahara Ocidental o mais breve possível, para que a região possa enfrentar os desafios da segurança, económicos e o drama humanitário, mediante esforços coordenados”.

O relatório acrescenta que apesar das iniciativas dos sucessivos enviados pessoais do Sahara Ocidental no que se refere à criação do adequado quadro para a solução, não se registou avanço algum.

Neste âmbito, António Guterres informou a Assembleia Geral da ONU da recente evolução da questão, incluindo os obstáculos colocados por Marrocos à MINURSO e a sua violação do cessar-fogo em Guergarat (extremo sul do território do Sahara Ocidental ocupado).

O relatório destaca a vontade da Frente Polisario, único representante legal do povo saharaui, em reatar as negociações para solucionar o conflito.

Refira-se que o relatório do secretário-geral cobre o período de 1 de junho de 2016 a 1 de julho de 2017 e resume o último relatório sobre o Sahara Ocidental apresentado ao Conselho de Segurança da ONU.



terça-feira, 5 de setembro de 2017

Central Única de Trabalhadores do Brasil aprova moção de apoio à luta do Povo Saharaui




São Paulo, 05 de setembro de 2017 (SPS)- A Central Única de Trabalhadores de Brasil (CUT), reunida em congresso extraordinário na cidade de São Paulo, acaba de aprovar uma moção de apoio à luta do povo saharaui.

A CUT, em nome do sagrado princípio de autodeterminação dos povos, apoia a luta do povo saharaui pela sua emancipação e liberdade.


A central sindical defende na sua moção que o povo saharaui tem direito à independência e a decidir democraticamente de forma direta o seu destino nas urnas, através da realização de um referendo tal como é contemplado no acordo de paz de 1991, mas que todavia ainda não se realizou.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

O intento marroquino de ganhar tempo no conflito do Sahara Ocidental é um objetivo perdido


Fatma El-Mahdi


Argel, 04/09/2017 (SPS)– A secretária-geral da União Nacional de Mulheres Saharauis  (UNMS) e membro do Secretariado Nacional da Frente Polisario, Fatma El-Mahdi afirma em entrevista ao periódico argelino “Al Hiwar” que o intento marroquino de ganhar tempo no conflito do Sahara Ocidental é um objetivo perdido.

Fatma El-Mahdi argumenta que Marrocos vive a nível interno uma situação precária e uma crise que se agrava cada vez mais.

Fatma afirma que já é tempo de convencer a comunidade internacional que o povo saharaui é um povo pacífico que luta para conseguir os seus direitos legítimos à liberdade e à independência.

a secretária-geral da União Nacional de Mulheres Saharauis acrescenta que Marrocos deve colaborar com todas as partes internacionais para se chegar a uma solução justa e pacífica que garanta o direito do povo saharaui à autodeterminação.


Fatma El-Mahdi aborda na entrevista as diferentes fases da luta das mulheres saharauis  e a sua resistência em defender a pátria e os direitos legítimos do povo saharaui, demostrando desta forma ao mundo que a mulher saharaui merece todo o respeito e consideração pelo seu sacrifício e a sua defesa dos valores da liberdade e da dignidade.

sábado, 2 de setembro de 2017

Jornalista Mohamed Bambari humilhado pelas autoridades de ocupação



Logo que foi conhecido o relatório publicado pela organização dos EUA “Freedom Now”  (Morocco: Two Years Since Arrest of Journalist Mohamed Al-Bambary) sobre o sofrimento do jornalista periodista Mohamed Bambari, as autoridades de ocupação trataram logo de exercer represálias contra ele.

O relatório refere o sofrimento que tem padecido o periodista saharaui após dois anos de prisão a que se juntam muitas perseguições políticas pelas suas atividades dedicadas a mostrar aquilo que é o regime de ocupação marroquina sobre o Sahara Ocidental. Bambari encontra-se detido na prisão de Ait Melloul em Marrocos, onde é tratado pelas forças prisionais com humilhações constantes e maus tratos.

Numa chamada telefónica para este meio de comunicação, a família do jornalista Bambari informou-nos que o contacto com o seu filho foi cortado há já algum tempo, após ter avisado a sua família das torturas físicas e psicológicas que sofria no cárcere pelo pessoal do centro penitenciário marroquino.

A irmã assegura que o seu irmão e toda a família passam por este sofrimento há já dois anos. O jornalista é da cidade de Dakhla (no extremo sul do Sahara Ocidental), onde foi detido devido às suas atividades mediáticas e políticas.
As autoridades isolaram Bambari numa cela que compartilha com presos muito perigosos, tendo estes sido incitados pelo pessoal penitenciário a obriga-lo a dizer “viva Marrocos”, a cantar o hino monárquico marroquino e a insultar os saharauis.