sexta-feira, 15 de junho de 2012

Barcos de pesca ilegais afastados do porto de de Villa Cisneros (Dajla) para enganar a delegação da União Europeia



Uma delegação da UE esteve em Villa Cisneros (Dajla) na terça-feira,  12 de junho, para visitar o porto e avaliar se possui certos elementos de qualidade. No entanto, os ativistas saharauis observaram que as autoridades do porto pediram a todos os barcos que abandonassem o porto até que a Delegação tenha abandonado a cidade.

O porto ficou apenas com 12 barcos dos 100 que habitualmente se encontram ali a pescar ilegalmente. Estes cem barcos vêm do norte e não são propriedade de Saharauis.

Fontes dos ativistas saharauis de Dajla, afirmam que a comissão chegou à cidade sob um rigoroso bloqueio informativo; não se sabia da sua chegada, e foram instalados num luxuoso club para generais e altos comandos militares marroquinos, conhecido como o Elmis, cercados e guardados por um forte dispositivo de segurança militar.

A comissão, segundo conseguiram averiguar os ativistas, visitou fábricas e  centros de armazenagem e refrigeração no porto da cidade e outros locais onde há apenas pessoal trabalhador marroquino. Foram guiados pelas próprias autoridades de ocupação, sob total secretismo.

Os ativistas saharauis puderam inteirar-se da deslocação que efetuou a comissão a um luxuoso local nas cercanias da Cidade, situado na zona costeira, conhecido como Vingt à cinq, situado a 25 km ao norte de Dajla. Onde passaram um dia a fazer turismo.

Até ao momento em que foi recebida esta informação, os ativistas afirmam que a comissão não teve nenhum encontro nem nenhum contacto com os sindicatos saharauis, ativistas saharauis dos direitos humanos nem com a população autóctone. Limitou-se a cumprir uma agenda definida pelas autoridades marroquinas.

Não foi possível conhecer a composição da delegação, dado o estrito hermetismo que rodeou a sua viagem e a forma como se tem deslocado ao território.

By WSHRW (Western Sahara Human Rights Watch)

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