sexta-feira, 15 de junho de 2012

A “recente decisão tomada por Marrocos de retirar a confiança a Christopher Ross reflete uma atitude pouco séria e pouco responsável ” – afirma o represente da Polisario na ONU



O Representante da F. Polisario nas Nações Unidas, Ahmed Bukhari , afirmou ontem, quinta-feira, que  a  “recente decisão tomada por Marrocos de retirar  a confiança a Christopher Ross  reflete uma atitude pouco séria e pouco responsável ” na procura de  uma solução pacífica, justa e duradoura para o conflito colonial do Sahara Ocidental. A afirmação foi feita numa intervenção ante o Comité de Descolonização da ONU em Nova Iorque, segundo informam fontes diplomáticas saharauis. “Uma vez — segundo A. Bukhari — que ela que implica colocar em causa a abordagem diplomática que até agora tem sido o compromisso da comunidade internacional para garantir uma solução pacífica, justa e duradoura colonial Sara Ocidental "

No seu discurso perante o comité especial dos 20, A. Bukhari referiu-se a três aspetos: a situação dos DD.HH nos TT.OO, os recentes desenvolvimentos e a Responsabilidade do Comité as perspetivas que se anteveem.

O Representante da Polisario condenou as violações dos DD.HH nos TT.OO  e qualificou os aparelhos repressivos marroquinos como horrorosos, como o demonstram o recente caso do cidadão saharaui “Hamdi Tarfawi, esquartejado nas cercanias da cidade ocupada de El Aaiún e cujo cadáver foi descoberto no passado dia 18 de maio, e o jovem saharaui, Said Dambar, assassinado por um polícia marroquino a 21 de dezembro de 2010 com um disparo, e cujo cadáver foi enterrado pelas autoridades marroquinas num cemitério da cidade na passada semana, contra a vontade e opinião da sua família, e em total contravenção com as normas legais e práticas religiosas”.

“Estas dramáticas circunstâncias, afirmou Ahmed Bukhari, levaram em inúmeras ocasiões o Parlamento Europeu e organizações de direitos humanos, como a Amnistia internacional, Human Rights Watch, etc,  a solicitar ao Conselho de Seguranç a que autorize a MINURSO a incorporar nas suas funções um mecanismo encarregado de acompanhar e informar sobre a situação dos direitos humanos enquanto o conflito não encontrar uma solução justa e duradoura”.

No discurso ante o Comité de Descolonização da ONU, Bukhari sublinhou que a França se opõe a uma resposta positiva a esta solicitação. “A prática de duplos referenciais, de dois pesos e duas medidas, encontra aqui a sua máxima expressão”, diz Ahmed Bukhari.

No que se refere à responsabilidade do Comité de Descolonização, o Representante da Polisario em Nova Iorque afirmou: “Pensamos que o Comité deve reimplicar-se com todas as energias que lhe permitem a sua missão e o seu mandato” ante a ameaça ao processo de paz resultantes das últimas decisões tomadas pelo governo da potência ocupante.

Ahmed Bukhari manifestou no seu discurso que o Comité deve tornar a visitar o Território do Sahara Ocidental “para avaliar a situação e os desenvolvimentos no terreno que tiveram lugar desde a última visita efetuada em maio de 1975.

SPS

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