terça-feira, 19 de junho de 2012

Marrocos utiliza milícias à paisana para "semear o terror" entre os saharauis nos territórios ocupados - afirma o primeiro-ministro da RASD


Abdelkader Taleb Omar,
primeiro-ministro da RASD


Marrocos tem recorrido recentemente à utilização de milícias à paisana com o fito de "semear o terror" entre os cidadãos saharauis nos territórios ocupados do Sahara Ocidental, afirmou ontem o primeiro-ministro da RASD (República Árabe Saharaui Democrática), Abdelkader Taleb Omar.

No discurso que proferiu no simpósio internacional sobre os direitos da criança saharaui, Taleb Omar explicou que Marrocos utiliza estas milícias devido às críticas das organizações internacionais pelas flagrantes violações dos direitos humanos.

Taleb Omar referiu que "as milícias são organizadas pelo Estado marroquino com o intuito de violar os direitos dos civis saharauis, assaltar as suas casas e procurar evitar qualquer tipo de protesto pacífico que expresse a sua vontade"; denunciando o dirigente saharaui o facto de Marrocos fechar os territórios ocupados aos observadores internacionais sem que a comunidade mundial nada faça para o impedir.

Neste contexto, sublinhou que a retirada da confiança por parte de Marrocos de enviado Pessoal do SG das Nações Unidas para o Sahara Ocidental, Christopher Ross, deve-se à visita que este procurava realizar ao Sahara Ocidental ocupado.

"Ross não se inclinou perante a parte saharaui, como propagandeou Marrocos, antes apelou à mediação e à aplicação das normas da ONU para encontrar a via que permita ao povo saharaui exercer o seu direito à autodeterminação", acrescentou.

Taleb Omar afirmou ainda que "Marrocos trata de ditar as condições para aplicar a sua opção de autonomia, que é contrária ao referendo de autodeterminação estabelecido pela ONU".

"Ross continua a exercer as suas funções como Enviado Pessoal do SD da ONU para o Sahara Ocidental", enfatizou Taleb Oamr, que referiu o facto de vários países, entre os quais os EUA, terem reiterado a sua confiança em Ross.

O primeiro-ministro da RASD lamentou que a Missão das Nações Unidas para o Referendo do Sahara Ocidental (MINURSO) seja a única missão da ONU que não conta com um mecanismo de controlo dos direitos humanos. (SPS)

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