quarta-feira, 11 de julho de 2012

Maus números da agricultura marroquina


Abdelilah Benkirane, primeiro-ministro de Marrocos 
e líder do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (islamita)

Depois da alta dos preços dos carburantes, a queda da produção cerealífera. Decididamente, uma má notícia para o governo de Abdelilah Benkirane. O setor da agricultura, que representa em Marrocos cerca de 15% do PIB e emprega um marroquino em cada dois, numa população estimada em 33 milhões de habitantes, recebeu um duro golpe.

Com efeito, a produção cerealífera para o ano 2011-2012 é estimada em cerca de 5,1 milhões de toneladas, ou seja uma diminuição de 38% a 39% relativamente ao ano anterior, segundo revela um documento oficial do ministério da Agricultura obtido pela agência France Presse.

«Comparativamente à campanha 2010-2011, a produção e o rendimento da produção de cereais diminuíram respetivamente 39,1% e 38% em virtude do deficit pluviométrico registado durante os meses de fevereiro e março (2012)», precisa o documento do ministério ministério, cujo titular da pasta é o homem de negócios Aziz Akhennouch.

Estes maus registos significam que o Estado marroquino vais ser obrigado a importar grandes quantidades de trigo, agravando ainda mais o deficit da balança comercial dum país que importa já a quase totalidade do seu petróleo.
Numa população de 33 milhões de habitantes,
um em cada dois marroquinos trabalha na agricultura

Segundo o documento do ministério da Agricultura, «a produção do ano 2011-2012 resulta de uma exploração numa área de cerca de 5 milhões de hectares (…) principalmente de zonas favoráveis» e irrigadas.

Para apoiar os agricultores, o Estado desbloqueou um montante orçamental de 1,35 mil milhões de dirhams (123 milhões de euros), grande parte do qual foi destinado à preservação do efetivo pecuário.
Para um governo liderado por um político de sorriso engraçado e gentil que veio para nos fazer felizes, isto não é piada!

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