terça-feira, 28 de agosto de 2012

Delegação internacional liderada pelo Robert F. Kennedy Center for Justice and Human Rights terminou visita ao Sahara Ocidental ocupado



A delegação norte-americana do Centro para a Justiça e os Direitos Humanos da Fundação Robert R. Kennedy concluiu na noite de 2.ª feira, 27 de agosto, a sua visita ao Sahara Ocidental sob ocupação marroquina.

Santiago Cantón, membro da delegação, referiu à Efe que tiveram "um cuidado especial em ter informação de um amplo espectro da sociedade saharaui", e que se haviam reunido com centenas de pessoas de todas as tendências.
Cantón sublinhou que é ainda prematuro fazer uma avaliação sobre a situação dos direitos humanos no território após os seus três dias de visita, e que incluíram no dia de ontem reuniões com vários representantes do poder civil marroquino no território, inclusive com o governador da região e o alcaide de El Aaiún.

Esta noite, a delegação viajou para Rabat, onde esta manhã se reunirão com membros do governo marroquino, antes de continuar a sua viagem no dia seguinte para Tindouf, no sudoeste da Argélia, onde se encontram os acampamentos de refugiados saharauis.

A maioria dos órgãos de Comunicação marroquinos, a começar pelos oficiais, puseram em dúvida a imparcialidade da missão, liderado por Kerry Kennedy, presidente do Centro RFK, e preferiram colocar a ênfase nas supostas simpatias pró-independentistas dos membros da delegação.

A agência oficial marroquina MAP reproduziu numerosos comunicados de supostas organizações saharauis ou relacionadas com o Sahara em que é salientado "o alinhamento da Fundação Kennedy com as teses dos inimigos da integridade territorial do Reino".

Por seu lado, a Associação Saharaui de Defesa dos Direitos Humanos (Asadedh, pró-independentista) denunciou em comunicado divulgado em El Aaiún "a campanha contra o Centro Robert F. Kennedy com o objetivo de perpetuar a situação de bloqueio a que está submetida a nossa população a fim de evitar a presença e o testemunho de instituições e personalidades imparciais".

A Asadedh agradeceu à Robert F. Kennedy Center a sua visita "para comprovar as graves violações de direitos humanos que quotidianamente são cometidos neste território pendente de descolonização".
EFE

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