segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Mohamed Abdelaziz escreve a François Hollande



O Presidente da República Saharaui e Secretário-Geral da F. Polisario, Mohamed Abdelaziz, pediu ao Presidente francês, Francois Hollande, que exerça mais pressões sobre o governo marroquino para que este cumpra com as suas obrigações e reconheça o direito do povo saharaui à livre determinação.

Mohamed Abdelaziz afirma na carta ao Presidente francês que, sendo a "França o país da Declaração Universal dos Direitos Humanos não pode e não deveria continuar a ser espectador face às sistemáticas violações de direitos humanos cometidos pelas forças de ocupação marroquinas no Sahara Ocidental, condenadas e amplamente comprovadas por muitas organizações internacionais”.

O Presidente saharaui refere a necessidade de enfrentar a "intransigência" marroquina e os múltiplos obstáculos que Rabat coloca no caminho da paz, e acrescenta que a "França, como membro do Conselho de Segurança da ONU, tem uma responsabilidade para com a paz e a segurança no mundo e pode e deve jogar um papel crucial na procura de uma solução justa e duradoura para o conflito do Sahara Ocidental ", destacando que" a solução deste conflito contribuirá para a paz na região, a promoção da liberdade e o fortalecimento do Magreb árabe."

Mohamed Abdelaziz manifesta a vontade da Frente Polisario em cooperar com os esforços das Nações Unidas através do diálogo construtivo e responsável da aplicação das resoluções da ONU para que o povo saharaui possa escolher livremente o seu próprio futuro através de um referendo livre e democrático, recordando a este respeito a contribuição da França e, em particular, da esquerda francesa e do Partido Socialista na implantação da democratização e do direito dos povos a determinar o seu futuro.

O Presidente saharaui recorda que, desde há mais de 20 anos, as Nações Unidas adotaram duas resoluções — a 658/1990 e a 690/1991 — pelas quais foi criada a MINURSO, cujo objetivo final continua a ser o de organizar e supervisionar o referendo de autodeterminação como única forma de garantir uma paz justa e duradoura no Sahara Ocidental.

(SPS)

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