quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Movimento internacional a favor do povo saharaui





É um chamamento em defesa do povo do Sahara Ocidental e da sua cultura, tão esquecidos pelo mundo mediático. Personalidades da cultura, das artes e letras de diversos países, incluindo os de língua portuguesa, associaram-se à causa, «com a força e o sentimento de contribuir para a realização de uma verdadeira paz para os saharauis e os povos da região» no norte de África.

Numa carta de apelo, o grupo de promotores da iniciativa refere que quer apenas fazer ouvir a voz do povo saharaui, entender as suas preocupações e fazer cumprir o direito internacional. Basta recordar que a 14 de novembro de 1975 começou para os saharauis uma triste história de guerra, exílio, êxodo e abuso dos direitos humanos mais básicos, como a vida, a liberdade e a autodeterminação.

Intelectuais, escritores, poetas, professores, jornalistas e artistas estão entre os que apoiam este movimento de solidariedade. Exortam a Espanha (ex-país colonizador) e Marrocos (país ocupante) a assumirem o seu compromisso, de modo a não sepultar da sua agenda bilateral a questão saharaui. O chamamento aberto a novas adesões conta, entre outros, com a assinatura dos escritores Eugénia Neto, viúva de Agostinho Neto, e Luís Kandjimbo (Angola), Corsino Fortes e José Luís Hopffer (Cabo Verde), do historiador Julião Soares de Sousa (Guiné-Bissau), dos professores universitários Pires Laranjeira e Salvato Trigo (Portugal), de Armindo do Espírito Santo (São Tomé e Príncipe), Edna Maria dos Santos (Brasil), e de Sheila Khan
(Moçambique).


Fonte: África21 – novembro 2014

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