terça-feira, 31 de julho de 2012

Frente Polisario: discurso do Rei de Marrocos "dececionante" para as esperanças da comunidade internacional


No discurso que marca o 13.º aniversário
da sua chegada ao poder Mohamed VI
com um discurso dececionante e  cheio de... promessas.

A Frente Polisario qualificou esta 2.ª feira o discurso do Rei de Marrocos "dececionante" para as esperanças da comunidade internacional, pela "sua intransigência e falta de vontade política" em resolver o conflito do Sahara Ocidental.

Em comunicado divulgado no final da reunião da Comissão do Secretariado Nacional presidida pelo Presidente Mohamed Abdelaziz, a Frente Polisario condenou "a flagrante intransigência e ausência de vontade política", assim como "a insistência em procurar impor uma situação de facto, repudiada pelo povo saharaui e pela comunidade internacional no seu conjunto".

A F. Polisario denuncia "a recusa de Marrocos em cooperar com Christopher Ross, Enviado Pessoal do Secretário-Geral das Nações Unidas para o Sahara Ocidental", qualificando-a "de obstrução ao processo de negociação e que deixou claro a ilegalidade da ocupação militar".

O comunicado reclama a libertação de todos os presos políticos saharauis detidos nos cárceres marroquinos e o esclarecimento sobre o destino de 651 desaparecidos saharauis, assim como o termo imediato da espoliação dos recursos naturais do Sahara Ocidental e o derrube do muro da vergonha que divide o povo saharaui em duas partes.

Comissão do Secretariado Nacional reiterou a vontade da Frente Polisario em cooperar com os esforços da ONU para a descolonização do Sahara Ocidental, sublinhando que a única solução para o conflito "passa pelo respeito da vontade do povo saharaui à autodeterminação, liberdade e à independência".

Relativamente à repatriação dos cooperantes espanhóis, a Comissão do Secretariado Nacional considerou que "o ministro de Negócios Estrangeiros de Espanha, José Manuel García Margallo, deve expressar a sua solidariedade com o povo saharaui e pedir ao mundo que o ajude para enfrentar o terrorismo e por fim ao sofrimento que vive desde há 37 anos".

"Espanha abandonou o território sem cumprir com as suas obrigações internacionais e a que ainda está obrigada: organizar um referendo de autodeterminação", acrescenta o comunicado.

Por último, a Comissão do Secretariado Nacional lamenta "a decisão do governo espanhol de repatriar os cooperantes dos acampamentos de refugiados saharauis". "É uma decisão precipitada e com repercussões negativas na situação dos refugiados saharauis e na justa causa do povo saharaui".

(SPS)

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