sábado, 11 de agosto de 2012

A ONU não vê motivos para evacuar os seus cooperantes dos acampamentos de refugiados saharauis



O chefe da Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental (MINURSO), Omar Bachir Manis, considerou esta quarta-feira que não há motivos para que os cooperantes estrangeiros que a ONU tem a trabalhar nos acampamentos de refugiados saharauis sejam evacuados por motivos de segurança.

Manis transmitiu esta mensagem durante a reunião que manteve com os cooperantes espanhóis que visitam os acampamentos de refugiados em resposta à decisão do Governo espanhol de repatriar os cooperantes devido a uma suposta ameaça de sequestro iminente.

‘Continuamos a trabalhar aqui', afirmou o responsável da ONU durante a sessão de trabalho realizada no escritório do Alto Comissariado de Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e na presença de vários órgãos de comunicação social.

As Nações Unidas contam com 23 cooperantes estrangeiros nos acampamentos, que trabalham para a Minurso, Acnur e para o Programa Mundial de Alimentos.

Segundo Manis, quando o Governo espanhol lhes comunicou no final de julho que ia repatriar os cooperantes, a ordem que foi dada ao pessoal da ONU foi 'ficarem em casa durante três dias e evitar deslocações, a fim de 'dar tempo na procura de uma solução'.

'Reunimos com os saharauis para estudar medidas extra de segurança. Passados os três dias, as atividades voltaram à normalidade', explicou.

Manis recordou que desde o atentado que ocorreu no Iraque contra a sede da ONU em agosto de 2003, em que morreram 22 pessoas, a segurança da equipa é uma 'prioridade alta'.

O responsável da MINURSO reconheceu que o sequestro dos cooperantes espanhóis Enric Gonyalons e Ainhoa Fernández de Rincón e da italiana Rossella Urru no passado 22 de outubro assumiu um ‘ponto de inflexão' nos acampamentos depois de muitos anos em que 'a tranquilidade foi habitual' na zona.

Manis, de origem sudanesa, está há dois anos em Tindouf à frente da MINURSO, cuja função é, desde 1991, organizar um referendo no Sahara Ocidental para fazer cumprir o direito de autodeterminação do povo saharaui.

(SPS)

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