sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Aminetu Haidar presta depoimento ao Supremo Tribunal de Espanha sobre o genocídio no Sahara Ocidental


O juiz da Audiência Nacional (o Supremo Tribunal de Espanha), Pablo Ruz, citou a declarar como testemunha na próxima segunda-feira a ativista pro-direitos humanos saharaui Aminatu Haidar, no âmbito das diligências abertas em 2007 pelo seu antecessor, Baltasar Garzón, por delitos de genocídio e torturas no Sahara Ocidental.

A ativista comparecerá às 11.00 horas no processo contra altas personalidades de Marrocos aberto por Garzón e que agora Ruz reativou com a citação de catorze testemunhas, entre elas Haidar.

General Hosni Benslimane:
Comandante da Gendarmeria Real Marroquina desde 1974

Os principais altos cargos marroquinos que Baltasar Garzón acordou investigar são Hosni Benslimane, que ordenou e alegadamente dirigiu a campanha de detenções e posteriores desaparecimentos na cidade de Smara em 1976, e Abdelhafid Ben Hachem, presumível responsável dos sequestros realizados em 1987 em El Aaiún e supervisor dos interrogatórios sob tortura.

Entre os investigados está também Said Ouassou, suposto responsável direto de todas as detenções de cidadãos saharauis em El Aaiún entre 1976 e 1978; Abdelhak Lemdaour, alegado  responsável e dirigente de uma grande campanha de detenções; Moustafa Hamdaoui, chefe do quartel da gendarmeria de Tan Tan em 1981 e Dris Sbai, que alegamente dirigia as operações de sequestros e torturas.

Abdelhafid Ben Hachem : nomeado em 2008, pelo rei
Mohamed VI, Delegado-Geral da Administração Penitenciária
e de Reinserção (DGAP
)

 Os restantes responsáveis marroquinos são Ben Hima, Ayachi, Brahim Ben Sami, Hariz El Arbi, que integraram a brigada criminal em El Aaiún; Abdelaziz Allabouch y Sanhaji Hamid, todos eles relacionados com a detenção e torturas à ativista dos direitos humanos saharaui Djimi El Ghalia.

EFE

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