domingo, 11 de junho de 2017

Ainda, e sempre…, o sonho do “Grande Marrocos”

Os políticos marroquinos fazem lembrar os dirigentes e adeptos ferrenhos de alguns clubes de futebol em Portugal. Por cá, sempre que os resultados são desanimadores… toca de passar a culpa para as arbitragens; em Marrocos, sempre que a contestação social aquece (veja-se os acontecimentos recentes na região do Rif…) desenterra-se o velho sonho imperial do Grande Marrocos como manobra de diversão.

Abdelatif Wahbi, dirigente do PAM, o partido dos "Amigos do Rei"

Abdelatif Wahbi dirigente marroquino do Partido Autenticidade e Modernidade, conhecido como o partido dos “Amigos do Rei”, reivindica os territórios da Mauritânia e parte da Argélia.

Fonte: Diario La Realidad Saharaui, DLRS  –  10 de junho de 2017 – Marrocos de novo, e uma vez mais, deste feita por palavras de Abdelatif Wahbi, membro do Partido Autenticidade e Modernidade, formação política da órbita do palácio real marroquino reivindicou de novo que as fronteiras do Reino marroquino se estendem até ao Rio Senegal. O político e advogado marroquino volta a proferir as graves declarações que provocaram no ano passado a crise com a República da Mauritânia e todavia persiste entre os dois países.


Abdelatif Wahbi do PAM, próximo do palácio, falou nestes termos: “As fronteiras de Marrocos estendem-se até ao rio Senegal a sul e também ao Sahara Oriental” numa referência à Mauritânia e aos territórios ocidentais da Argélia (Bechar e Tindouf). As declarações foram recolhidas pelo portal saharaui de informação ‘Equipe Media’. O político marroquino fez estas graves declarações durante a sua intervenção como advogado que defende a  atuação de Makhzen na sessão do julgamento dos presos políticos saharauis de Gdeim Izik na passada quinta feira, 8 de junho na capital marroquina, Rabat. Julgamento que foi, uma vez mais adiado.

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