quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Os sindicatos marroquinos festejam o “êxito retumbante” da greve geral, que contou com a adesão de 85% dos trabalhadores

 


A União Marroquina do Trabalho (UMT) celebrou o “êxito retumbante” da greve geral convocada em conjunto com outras quatro organizações sindicais, que no seu primeiro dia, quarta-feira, paralisou vários setores do país, atingindo, segundo o Comité Nacional de Greve, uma participação de quase 85%.

 

MADRID, 6 de fevereiro (EUROPA PRESS) - A União Marroquina do Trabalho (UMT) festejou o “êxito retumbante” da greve geral convocada em conjunto com outras quatro organizações sindicais, que no seu primeiro dia, esta quarta-feira, paralisou vários sectores do país, atingindo, segundo informou o Comité Nacional de Greve, uma participação de quase 85%.

Em comunicado publicado no seu site, felicita a “classe trabalhadora”, destacando o seu empenho “intenso, consciente e responsável” no primeiro dia de greve geral, que “superou as expectativas em todas as regiões” do país magrebino, bem como em grande parte do tecido económico, nomeadamente na agricultura, no comércio, nos estabelecimentos de ensino, nos bancos e em alguns meios de transporte.

O sindicato congratulou-se com este nível de participação e apelou novamente a “continuar e aumentar o ritmo da mobilização” no segundo dia da greve geral nacional, na quinta-feira, 6 de fevereiro.

Apesar do sucesso da greve, a UMT denunciou “provocações administrativas e tentativas de enganar a opinião pública (...) por parte dos organismos governamentais”.

Será que o governo vai aprender a lição?”, pergunta a organização, ao mesmo tempo que apela ao governo de Aziz Akhannouch para que regresse ao ‘caminho certo’, abra negociações ‘reais’ sobre as ‘legítimas aspirações’ dos trabalhadores e discuta ‘séria e responsavelmente’ com os sindicatos sobre questões que ‘exigem tratamento imediato sem demora’.

Também a Confederação Democrática do Trabalho (CDT), que considera o “momento de histórico”, assinalou que o governo deve responder a edsta mensagem contundente dos trabalhadores e entabular “um diálogo sério e responsável sobre o tema das leis de carácter social”, entre as quais naturalmente o Direito à Greve.

Trata-se da primeira Greve Geral convocada em Marrocos desde o ano de 2016.

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