terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

A UGT de Espanha apoia a greve geral em Marrocos e mostra-se solidária com os trabalhadores marroquinos

 


A central sindical apoia uma greve em defesa do Diálogo Social e da melhoria da situação socioeconómica dos trabalhadores marroquinos.

 

As organizações sindicais marroquinas União Marroquina do Trabalho (UMT) e Confederação Democrática do Trabalho (CDT) convocaram uma greve geral para quarta-feira, 5 de fevereiro, em resposta à falta de diálogo social para a elaboração da Lei da Greve em Marrocos.

O projeto de lei foi elaborado sem consultar as organizações sindicais do país e sem incluir as suas reivindicações. Aprovar uma lei de greve, uma das grandes reivindicações históricas do sindicalismo marroquino, sem utilizar os canais adequados de diálogo social é um verdadeiro insulto à classe trabalhadora marroquina e aos seus legítimos representantes.

A greve geral é um instrumento legítimo do movimento sindical que faz parte da própria liberdade de ação, pelo que, ao ignorar a opinião do sindicalismo, deslegitima-se o instrumento legal.

Neste sentido, a União Geral dos Trabalhadores quer manifestar o seu total apoio e solidariedade às organizações sindicais congéneres CDT e UMT nesta mais que justificada greve geral.

Um governo que não acredita no diálogo social vira as costas aos trabalhadores do seu país e não mostra interesse em fazer políticas para melhorar a realidade da classe trabalhadora.

 

Assegurar um verdadeiro processo de diálogo social

Os trabalhadores marroquinos enfrentam um contexto económico cada vez mais precário, caracterizado por baixos salários, inflação descontrolada e uma constante perda de poder de compra, e apesar dos crescentes desafios económicos, as autoridades não implementaram medidas eficazes para melhorar as condições de vida dos cidadãos, nem para garantir uma distribuição equitativa da riqueza. Por todas estas razões, a UGT congratula-se e defende o facto de as confederações marroquinas também aproveitarem este dia de greve para exigir mudanças imediatas que melhorem a situação da classe trabalhadora no país africano.

A UGT manifesta a sua solidariedade para com os trabalhadores marroquinos e as organizações sindicais UMT e CDT na sua luta por condições de trabalho dignas, salários justos e uma legislação laboral que respeite os princípios democráticos e os direitos fundamentais.

É imperativo que o governo marroquino ouça as reivindicações legítimas dos sindicatos e assegure um verdadeiro processo de diálogo social que coloque o bem-estar da classe trabalhadora no centro. A justiça social e o respeito pelos direitos laborais não são negociáveis.

 

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