O estado de saúde do prisioneiro político saharaui Brahim Daddi Ismaili está a deteriorar-se devido à falta de cuidados médicos adequados e às condições insalubres na prisão de Ait Melloul.
A irmã do prisioneiro político saharaui informou a Associação para a Proteção dos Prisioneiros Saharauis que a administração prisional de Ait Melloul ignorou o problema de saúde que ele sofre há quase 49 dias no joelho direito e não respondeu positivamente à recomendação do médico que o atende, que recomendou que o prisioneiro se submetesse a sessões de fisioterapia no joelho direito.
A
administração do hospital não tem vontade de prestar cuidados de
saúde adequados ao prisioneiro político saharaui, em conformidade
com o que garantem os pactos e convenções internacionais, bem como
a própria legislação marroquina.
A deterioração da saúde
dos presos políticos é uma constante nas prisões marroquinas. Eles
sofrem de doenças graves, perda abrupta de peso, anemia e
desnutrição.
Marrocos pratica a exclusão na saúde e a
negligência na prestação de serviços médicos aos ativistas
saharauis.
Prisão perpétua
Brahim
Ismaili nasceu em 1970, em El Aaiún, onde cresceu, e é presidente
do Centro para a Conservação da Memória Coletiva Saaraui. Ativista
político, foi detido várias vezes pelas autoridades marroquinas
devido às suas posições.
Em novembro de 2010, foi preso em
casa, no bairro de Zemla, na presença da família, e levado para a
chamada “Cadeia Negra” de El Aaiún. Após sete meses, foi
libertado em maio de 2011, mas detido novamente à saída da prisão
e transferido para a cadeia de Salé, a cerca de 1.200 quilómetros
do Sahara Ocidental. Já em 1987 tinha sido sequestrado e mantido
durante meses num centro de detenção secreto.
Brahim Ismaili
foi condenado a prisão perpétua
por um tribunal militar de Rabat em fevereiro de 2013 na sequência
dos acontecimentos do Acampamento da Dignidade de Gdeim Izik (2010),
pena confirmada em julho de 2017 pelo Tribunal de Recurso de Salé.
Em setembro de 2017, foi transferido para várias prisões no
interior de Marrocos, passando por Tiflet e, mais tarde, por Ait
Melloul, onde permanece detido com outros prisioneiros do grupo de
Gdeim Izik.

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