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A Assembleia Geral das Nações Unidas elegeu ontem, 03 de junho, Áustria, Quirguistão, Portugal, Trinidad e Tobago e Zimbabwe como membros não permanentes do Conselho de Segurança, para um mandato de dois anos com início em 1 de janeiro de 2027.
Todos os países, com exceção do Quirguistão, obtiveram a maioria qualificada de dois terços necessária logo na primeira ronda de votação secreta. A disputa pela última vaga prosseguiu entre o Quirguistão e as Filipinas. Após mais três rondas de votação, o Quirguistão acabou por assegurar o lugar.
Os cinco países irão substituir Dinamarca, Grécia, Paquistão, Panamá e Somália, cujos mandatos terminam em 31 de dezembro de 2026.
De acordo com a distribuição regional estabelecida, foram atribuídos dois lugares aos Estados de África e da Ásia-Pacífico, com o entendimento de que um seria ocupado por um país africano e outro por um país da Ásia-Pacífico. Entre estes, o candidato apoiado pela região africana, Zimbabwe, recebeu 182 votos, enquanto o Quirguistão obteve 142 votos.
Trinidad e Tobago, único candidato da região da América Latina e Caraíbas, conquistou 181 votos. Já os candidatos da Europa Ocidental e Outros Estados, Áustria e Portugal, garantiram os dois lugares disponíveis ao obterem 131 e 134 votos, respectivamente. A Alemanha ficou de fora ao reunir apenas 104 votos.
Esta será a primeira vez que o Quirguistão integra o Conselho de Segurança. Áustria e Portugal foram eleitos pela terceira vez, enquanto o Zimbabwe já ocupou o cargo em duas ocasiões anteriores. Trinidad e Tobago regressa ao Conselho após uma participação anterior.
Os novos membros juntar-se-ão aos cinco membros permanentes — China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia — e aos cinco membros não permanentes cujos mandatos se prolongam até ao final de 2027: Bahrein, Colômbia, República Democrática do Congo, Letónia e Libéria.

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