quinta-feira, 9 de julho de 2026

Naâma Asfari: 32º dia de greve de fome

 

Há anos que Claude Mangin, esposa do preso Naâma Asfari,
é impedida pelas autoridades marroquinas de o visitar.


Figura prestigiada da luta contra a ocupação ilegal do Sahara Ocidental (SO) por Marrocos, detido na prisão de Kenitra há mais de quinze anos, Naâma Asfari encontra-se em greve de fome por tempo indeterminado desde 8 de junho. Condenado a 30 anos de prisão com base em «confissões» obtidas sob tortura, exige a aplicação do parecer emitido em abril passado pelo «Grupo de Trabalho sobre Detenções Arbitrárias» da ONU. Este exige a sua libertação e a dos seus 17 camaradas do «grupo de Gdeim Izik», detidos após a mobilização pacífica, em outubro de 2010, de milhares de saharauis nesta localidade próxima de Laâyoune (El Aaiún) (capital do Sudoeste ocupado). Este parecer vem somar-se às inúmeras condenações de Marrocos pelo «uso sistémico da tortura» contra ativistas saharauis, proferidas pelo Comité contra a Tortura das Nações Unidas desde 2014. Esta quinta-feira, 9 de julho, Naâma Asfari inicia o seu 32.º dia de jejum.

Sem comentários:

Enviar um comentário