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terça-feira, 7 de abril de 2026

Relatórios denunciam incidentes graves na final Marrocos-Senegal e levantam dúvidas sobre Mundial 2030

 


A publicação de vários relatórios sobre a final da Taça das Nações Africanas entre Marrocos e Senegal, divulgados pelo jornal Le Monde, expõe alegações de falhas graves de organização, segurança e integridade desportiva, num caso que poderá ter implicações na credibilidade do país como coorganizador do Mundial de 2030.

De acordo com os documentos — que incluem relatórios do árbitro, do comissário do jogo e de responsáveis pela logística e segurança — a final, disputada a 18 de janeiro em Rabat, ficou marcada por episódios de assédio à equipa senegalesa, suspeitas de espionagem, falhas de segurança, confrontos físicos e até casos de alegada intoxicação alimentar de jogadores.


Organização contestada e ambiente hostil

Antes do jogo, a delegação do Senegal denunciou condições logísticas inadequadas, incluindo alterações de alojamento fora das unidades inicialmente aprovadas e a obrigatoriedade de treinar em instalações marroquinas, levantando preocupações sobre confidencialidade e segurança.

À chegada a Rabat, os jogadores terão sido alvo de assédio por adeptos locais, com relatos de falhas na proteção policial. Durante a partida, registaram-se confrontos entre elementos das equipas técnicas e comportamentos considerados impróprios, num ambiente descrito como de elevada tensão.

Um dos relatórios refere ainda que três jogadores senegaleses necessitaram de assistência médica devido a suspeita de intoxicação alimentar, agravando a polémica em torno do encontro.


Resultado contestado e caso em aberto

Apesar de o Senegal ter vencido em campo por 1-0, o jogo ficou marcado pelo abandono da equipa antes do final, sendo posteriormente atribuída vitória administrativa a Marrocos. O caso permanece sob investigação e sem desfecho definitivo.


Sinal de alerta para o Mundial 2030

Os acontecimentos agora revelados surgem num momento sensível, numa altura em que Marrocos se prepara para coorganizar o Campeonato do Mundo de Futebol 2030 com Espanha e Portugal.

As alegações de falhas estruturais na organização de um evento de grande dimensão, bem como dúvidas sobre segurança e imparcialidade, poderão ser interpretadas como um mau presságio para a capacidade de garantir padrões exigidos numa competição global.

Para já, a polémica em torno da final da CAN continua a marcar o debate no futebol africano, com potenciais repercussões que extravasam o plano desportivo e atingem a dimensão institucional e internacional.

quarta-feira, 18 de março de 2026

Senegal-Marrocos: está aberta a guerra pela Taça das Nações Africanas

 


Na final da Taça das Nações Africanas, o Senegal fez o suficiente para ganhar em campo (1-0). Já fora dele, Marrocos terá apresentado um tipo de “recurso” que costuma pesar mais do que qualquer marcador...

Para os menos informados sobre esta disputa que opõe os dois países reproduzimos um artigo publicado no portal desportivo football.fr


Senegal–Marrocos

investigação por suspeitas de corrupção à vista

Após a retirada do título da CAN ao Senegal em favor de Marrocos, o Governo senegalês exige a abertura de uma investigação internacional por suspeitas de corrupção no seio da Confederação Africana de Futebol (CAF).

Uma verdadeira onda de choque está a abalar o futebol africano. Derrotado na final da CAN a 18 de janeiro (1-0), Marrocos acabou por ser declarado vencedor na secretaria (3-0) pela Confederação Africana de Futebol, em detrimento do Senegal. Uma decisão que ultrapassa o plano desportivo e assume contornos de caso de Estado.




A Federação Senegalesa de Futebol (FSF) anunciou rapidamente a intenção de recorrer ao Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), abrindo caminho a um possível desenvolvimento judicial de grande dimensão. Os “Leões da Teranga” não pretendem ficar por aqui e querem ver o título restituído.

Esta manhã, o secretário-geral da FSF, Abdoulaye Sow, criticou a decisão e procurou tranquilizar os adeptos. Entretanto, o caso ganhou dimensão nacional. O Governo senegalês divulgou um comunicado manifestando consternação perante o que considera uma injustiça sem precedentes. “Esta decisão inédita, de extrema gravidade, colide frontalmente com os princípios fundamentais que regem a ética desportiva, nomeadamente a equidade, a lealdade e o respeito pela verdade do jogo”, lê-se.





Senegal suspeita de corrupção na CAF

O Governo promete esgotar todos os meios legais e exige a abertura de uma investigação internacional independente por suspeitas de corrupção na CAF. “O Senegal não pode aceitar que uma decisão administrativa apague o empenho, o mérito e a excelência desportiva. Rejeitamos sem ambiguidades esta tentativa de desapropriação injustificada”, refere o comunicado.

A FSF e o Estado senegalês garantem que serão mobilizadas todas as vias de recurso, incluindo as jurisdições internacionais, para que seja feita justiça e que a primazia do resultado desportivo seja respeitada. Além disso, o governo manifesta a sua solidariedade para com os adeptos senegaleses detidos em Marrocos na sequência dos incidentes ocorridos na final.

Embora este caso esteja apenas a começar, o Senegal demonstra determinação e vigilância na defesa dos direitos da sua seleção. A batalha pela restituição do troféu está agora aberta, e o desfecho ainda está por escrever.

sábado, 30 de março de 2024

Brahim Ghali felicita o novo presidente eleito do Senegal

 

Bassirou Diomaye Faye e Brahim Ghali


SPS - 28/03/2024 - Bir Lehlu (República Saharaui) | O Presidente da República Saharaui e Secretário-Geral da Frente POLISARIO, Brahim Ghali, felicitou hoje Bassirou Diomaye Faye pela sua eleição como novo Presidente da República do Senegal.

O Presidente Brahim Ghali felicitou, em seu nome pessoal e em nome do povo saharaui, o seu homólogo recém-eleito, o Presidente Basserou Diomay Faye, desejando-lhe os maiores sucessos na sua missão ao serviço do povo irmão senegalês.

O Presidente da República acrescenta na sua mensagem: "a sua eleição para a presidência da República do Senegal é um justo reconhecimento do sentimento de esperança que suscitou, bem como um reconhecimento dos seus talentos e capacidades que são um sinal claro da confiança que o povo senegalês depositou em si", sublinhando que "o povo senegalês demonstrou um elevado grau de maturidade, um comportamento civilizado e a sua vontade de ultrapassar todos os desafios e de avançar para o futuro".

"Aproveito a ocasião para afirmar os laços de amizade e de cooperação que existem entre os dois povos irmãos, o saharaui e o senegalês, reiterando a nossa disponibilidade permanente para trabalhar e coordenar o reforço das relações existentes entre os nossos dois povos irmãos para as elevar a um nível elevado que responda às aspirações dos nossos dois povos".

Basserou Diomay Faye, de quarenta e quatro (44) anos de idade, foi eleito no décimo segundo escrutínio presidencial realizado no passado domingo, 24 de março de 2024, derrotando o candidato da coligação no poder, Amadou Ba. (SPS)