quinta-feira, 4 de abril de 2013

ONG marroquina denuncia repressão do direito de reunião no Sahara ocupado



A Associação Marroquina de Direitos Humanos (AMDH) denunciou hoje a repressão por parte das autoridades marroquinas ao direito de reunião no Sahara Ocidental, e condenou as “práticas humilhantes” utilizadas durante as manifestações.

A AMDH destaca a “política punitiva” e as “agressões frequentes” exercidas pelas autoridades marroquinas para reprimir os protestos organizados no território saharaui.

Segundo a associação, no Sahara Ocidental existe um “assédio policial e militar” imposto sobre todas as cidades, e em particular nos bairros, nas ruas e nos estabelecimentos de ensino.

A AMDH destaca que os cidadãos saharauis são “maltratados” pelas “forças de segurança à paisana” denominados de forma coloquial como “grupos da morte” que, segundo a ONG, sequestram e maltratam os cidadãos antes de os abandonarem fora dos perímetros urbanos.

Também a Amnistia Internacional (AI) criticou em comunicado o uso da força para dispersar a manifestação que um grupo de saharauis tentou organizar em março por ocasião da visita do Enviado Pessoal do Secretário-Geral da ONU para o Sahara Ocidental, Christopher Ross, à cidade de El Aaiún.

A AI insiste na necessidade de incluir no mandato da Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental (MINURSO) um mecanismo de vigilância quanto ao respeito do direitos humanos.

 (EFE)

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