quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Brahim Ghali: a posição da França sobre o Sahara Ocidental expressa em Argel é “positiva”




O embaixador da República Árabe Saharaui Democrática (RASD) em Argel, Brahim Ghali, qualificou de “positiva” a posição da França sobre a solução do conflito do Sahara Ocidental expressa num comunicado conjunto entre Argélia e França publicado esta terça-feira no termo da visita oficial do primeiro-ministro francês Jean -Marc Ayrault.

“Pensamos que a posição adotada por França sobre o Sahara Ocidental, na declaração conjunta firmada pelo primeiro-ministro argelino, e o seu homólogo francês, é positiva”, afirmou Ghali que acrescentou: “o que foi expresso nesse comunicado de imprensa sobre a questão do Sahara Ocidental está em plena consonância com o direito internacional e o direito do povo saharaui à autodeterminação”.

O Embaixador da RASD em Argel sublinhou que o conteúdo do comunicado no que respeita à questão do Sahara Ocidental “é plenamente coerente com as resoluções adotadas anualmente pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, e que reconhece o direito do povo saharaui a um referendo de autodeterminação”.

“O conteúdo deste documento em relação com a questão do Sahara Ocidental coincide também com as resoluções da Assembleia Geral da ONU e da Quarta Comissão encarregada de questões políticas e dos territórios não-autónomos”, acrescentou.

Para Ghali, a posição adotada pela França neste comunicado “demonstra que este país apoia os esforços da ONU e de Christopher Ross”, assinalando, neste sentido, que os esforços da ONU têm como objetivo “a solução justa e definitiva para a descolonização do Sahara Ocidental através do direito do povo saharaui a um referendo de autodeterminação”.

“Damos as boas-vindas a esta posição positiva da França”, afirmou o embaixador saharaui em Argel, que expressou a “esperança de que esta posição se converta num apoio eficaz aos esforços da ONU”.

“Na qualidade de membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, França deve assumir um papel na promoção e aplicação do direito internacional num caso de descolonização”, enfatizou.


SPS

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