quinta-feira, 10 de março de 2016

Greve de Fome dos presos políticos saharauis do grupo de Gdeim Izik




13 presos políticos saharauis do grupo de Gdeim Izik, iniciaram uma greve de fome por tempo indeterminado num acto extremo para reivindicar o seu direito à liberdade, e para lembrar a brutalidade do ataque e desmantelamento pelas forças militares marroquinas do acampamento de protesto pacífico de Gdeim Izik, em  2010.

O Acampamento da Dignidade, como foi chamado, composto por dezenas de milhares de cidadãos saharauis que defendiam os seus direitos enquanto indivíduos e como povo, antecedeu a chamada Primavera Árabe e constitui o maior protesto organizado da população saharaui desde a ocupação marroquina em 1975.



Passaram mais de cinco anos desde que ocorreram estes factos e durante este tempo, milhares de vítimas e centenas de prisioneiros foram submetidos a todos os tipos de tortura e abuso. Entre eles, 25 do grupo de Gdeim Izik, acusados de crimes que não foram provados e julgados por um tribunal militar que os sentenciou de 20 anos a prisão perpetua, sendo que 21 deles se encontram na prisão marroquina Salé 1 em Rabat, dois foram libertados no final do julgamento com penas cumpridas de dois anos e meio, um está em liberdade condicional e um quarto, Hassana Aalia foi julgado em ausência e encontra-se em Espanha com pedido de asilo político.




O julgamento foi considerado nulo, devido às violações de procedimentos, falta de provas, e ao facto de condenar de civis num tribunal militar. Os 40 observadores internacionais presentes no julgamento são unânimes que todo o processo foi uma farsa, e denunciaram não só a ilegalidade do julgamento como a contínua pressão e ameaças exercidas pelas autoridades marroquinas, sobre os observadores e os seus tradutores durante o processo.



Por estas razões e devido à contínua repressão e privação dos seus direitos, o grupo dos presos políticos saharauis em Gdeim Izik, emitiu um comunicado que anexamos.

Apela-se a todas os partidos políticos, representações dos mesmos nas instituições do seu país, aos governos, ao movimento solidário, às organizações sindicais e à sociedade civil que emitam moções de solidariedade para com os presos saharauis em greve de fome e enviem o seu protesto ao governo do Reino de Marrocos, para além de outras iniciativas de solidariedade que possam desencadear.


Em Portugal as moções de solidariedade devem ser enviadas para os seguintes e-mails: delpolisariopt@gmail.com e secdelpol@gmail.com

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