sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Ban Ki-moon: o colonialismo não tem lugar no mundo moderno



Nova Iorque, 21 fev2013  – O Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, exortou ontem, quinta-feira, o Comité da ONU para a Descolonização a fazer prova de mais eficácia no processo de descolonização, argumentando que ‘’o colonialismo não tem lugar no mundo moderno.’’
     
O SG da ONU falava na abertura da sessão anual do Comité especial encarregado da aplicação da Declaração sobre a Concessão da Independência aos países colonizados, também designado por ‘’Comité dos 24’’, para os 16 territórios não-autónomos inscritos no processo de descolonização da ONU, e entre os quais figura o Sahara Ocidental.

'' Esta sessão tem lugar quando entramos no terceiro ano da Terceira Década Internacional para a Erradicação do Colonialismo'', disse Ban Ki-moon, que recomendou que a Comissão dos 24 adote uma abordagem para que se obtenham resultados.
     
Enquanto organismo intergovernamental dedicado exclusivamente à descolonização, “o Comité dos  24 deve implementar políticas reativas para fazer avançar a agenda da descolonização'', insistiu o secretário-geral.
       
Nesse sentido, convidou este organismo da ONU, assim como as potências
administrantes a tomar medidas concretas para alcançar resultados tangíveis para os 16 territórios não-autónomos inscritos no processo de descolonização das Nações Unidas.''

É preciso também “desenvolver um novo tipo de diálogo totalmente inclusivo sobre a questão da descolonização,'' alertou Ban Ki-moon.
      
Diego Morejon
Pazmino
Segundo ele, em casos de descolonização, ''os riscos que podem causar uma mudança, embora por vezes possam parecer assustadores, são preferíveis à estagnação e ao ' status quo’ ”.
      
Quinta-feira, depois da sua eleição para a presidência da Comissão dos 24 para o exercício de 2013, Diego Morejon Pazmino (Equador) expressou a necessidade de '' dar um novo impulso ao processo de descolonização que é muito lento e considerar novos procedimentos em cada caso.''
      
Ele elogiou particularmente o caso da Nova Caledónia, onde o processo em curso inclui uma série de medidas de autodeterminação que terão lugar entre 2014 e 2018.
 (SPS) 

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