sexta-feira, 18 de março de 2016

Conselho de Segurança reúne de urgência para analisar conflito do Sahara




O Conselho de Segurança das Nações Unidas reunirá nas próximas horas em sessão de urgência para analisar o conflito do Sahara Ocidental, disseram fontes oficiais.
A reunião foi convocada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, segundo confirmou na conferência de imprensa diária o seu porta-voz, Stéphane Dujarric, que fará uma exposição ante o órgão máximo da organização.

A convocatória surge no meio de uma troca intensa de críticas entre as Nações Unidas e o Governo de Marrocos pela recente viagem de Ban ao Sahara Ocidental, que derivaram em medidas de força por parte das autoridades de Rabat.

A reunião, à porta fechada, foi sido convocada para as 14H00 (hora local) (18h00 GMT).

Dujarric disse que Ban dará conta ao Conselho de Segurança dos efeitos que terão as tomadas de decisão tomadas pelas autoridades marroquinas nas últimas horas e que afetam as operações da ONU no Sahara Ocidental.

O porta-voz referia-se à decisão de Marrocos, anunciada na passada terça-feira, de reduzir unilateralmente os seus contributos à missão da ONU no Sahara Ocidental (MINURSO), ao mesmo tempo que ameaçou retirar as suas tropas integradas nos “capacetes azuis”.

Dujarric também informou que a missão da ONU em Marrocos informou que o Governo de Rabat pediu que nos próximos três dias saiam de Marrocos 84 funcionários civis internacionais da Minurso e de outra missão da União Africana.

Os anúncios de Rabat, segundo o porta-voz, afetarão “seriamente” o desenvolvimento das operações da MINURSO e terão um “efeito negativo” no mandato que recebeu essa missão da ONU da parte do Conselho de Segurança.

Dujarric afirmou que, com essas reduções nas funções da missão, o seu mandato "não é sustentável" e suas operações tornam-se "muito difíceis".

“Estamos muito ansiosos por conhecer a posição do Conselho de Segurança e o apoio à missão que por ele foi criada”, acrescentou o porta-voz. Trata-se de um momento de “desafio” para a MINURSO, acrescentou.

Os anúncios surgem no meio da mais grave crise com que se enfrenta a ONU com Marrocos desde que se criou a MINURSO, em 1991, encarregada, entre outras tarefas, de organizar um referendo de autodeterminação na ex-colónia espanhola.


Fonte: El Día / EFE

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