quarta-feira, 1 de maio de 2019

Ali Saadoni condenado a 7 meses de prisão e julgamento de Zein Abidin Salek “Bounaaje” adiado





Fonte: Por un Sahara Libre - No final do dia de segunda-feira o ativista Saharaui Ali Saadoni foi condenado a 7 meses de prisão e uma multa de 5000 Dirham (480Euros).
O acesso ao julgamento foi restrito, assistindo a mãe e irmã de Saadoni mas os ativistas saharauis foram impedidos de entrar assim como o tradutor de dois advogados espanhóis acreditados pelo conselho de advocacia espanhola.

O advogado de defesa denunciou as várias violações dos procedimentos processuais e afirma que não se tratou de um julgamento com as garantias necessárias para que se possa considerar um julgamento justo e imparcial.
Saadoni denunciou mais uma vez que foi vítima de tortura e maus tratos pelas autoridades marroquinas e negou todas as acusações.
O julgamento do activista saharaui Zein Abidin Salek “Bounaaje” que também é acusado de posse de estupefacientes foi adiado a pedido do seu advogado de defesa.
O tribunal de El Aaiun esteve rodeado por agentes das forças de ocupação marroquinas que impediram o acesso aos saharauis que queriam assistir aos julgamentos e demonstrar a sua solidariedade.
No mesmo dia houve manifestações de apoio aos dois ativistas nas ruas “Mizouar” e “La Visite” e na avenida Mekka em El Aaiun que foram dispersas de forma agressiva pelas autoridades marroquinas causando vários feridos entre os manifestantes. Entre os feridos estão conhecidos ativistas de direitos humanos, o presidente de uma associação de deficientes, e jornalistas saharauis.
Estas manifestações foram organizadas pela Coordenadora de Gdeim Izik e por vários grupos de mulheres saharauis que içaram bandeiras nacionais da República Árabe Democrática Saharaui e entoaram slogans pela autodeterminação do Sahara Ocidental. Estas ações são consideradas por Marrocos um atentado à integridade territorial e soberania do reino e punidas.
De facto, tanto Saadoni como Bounaaje foram detidos exatamente por içarem bandeiras e defenderem a autodeterminação do Sahara Ocidental de acordo com as resoluções das Nações Unidas, sendo posteriormente acusados de posse de droga e outras acusações falsas.

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